O Desfoque e o Inconsequente Regozijo
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) divulgou ontem uma informação sindical relativa à integração na Lei do Orçamento de Estado para o próximo ano 2021 de norma não cumprida na Lei do Orçamento de Estado para este ano 2020.
Esta informação sindical indica que, por um lado, o SFJ ficou regozijante por um deputado de um dos partidos menos representativos com assento parlamentar, como é o caso do PEV, ter feito menção ao SFJ e ao incumprimento da Lei LOE deste ano, questionando o Governo sobre o assunto, nada respondendo o Governo.
Por outro lado, em vez de exigir o cumprimento ainda este ano da Lei LOE2020, admite o SFJ empurrar para 2021, ainda que se indique o mês de janeiro, o seu cumprimento, acrescentando ainda uma diferença catastrófica que não é do interesse geral da carreira e adia o que verdadeiramente interessa aso Oficiais de Justiça, como é o regime diferenciado de aposentação para todos os Oficiais de Justiça.
É esta a luta dura e longa anunciada?
A integração do suplemento não efetuada este ano fica empurrada para o próximo ano?
O regime diferenciado de aposentação como compensação da disponibilidade permanente é trocado, até ver, pelo regime de pré-reformas onde os aderentes podem ter 25% do valor do devido?
O foco da luta dura e longa “iniciada” em outubro está perfeitamente desfocado.
Sejamos claros:
O que o SFJ deve reivindicar é a integração do suplemento, este ano ou, se tal não suceder, com cláusula retroativa a 31 de julho deste ano 2020, em obediência ao disposto no artigo 38º da Lei LOE2020. Ou seja, há que consignar na LOE2021 que a integração deve ocorrer, seja lá quando for, mas com efeitos retroativos à data prevista e imposta pela Lei incumprida deste ano.
Não se trata de um adiamento ou de um novo empurrar para a frente mas de uma imposição clara e mesmo que a integração do suplemento não ocorra tão cedo, o efeito retroativo salvaguardará sempre a obrigação incumprida para este ano.
A Lei impunha a integração até 31 de julho, a proposta de aditamento do PEV faz tábua rasa dessa imposição legal e propõe nova imposição agora para 2021 e se não for cumprido em 2021, consignar-se-á para 2022? E assim sucessivamente?
Quanto à aposentação, o que deveras importa é apenas o estabelecimento de um regime diferenciado para os Oficiais de Justiça, tal como previsto no mencionado artigo 38º, e não a adesão ou permissão para a adesão ou inclusão num regime excecional de pré-reformas que é completamente disfuncional. Uma pré-reforma com cerca de 250,00 mensais será do interesse geral dos Oficiais de Justiça?
De igual forma, o incumprimento do artigo 38º da Lei LOE2020, deve ser, também no aspeto da aposentação, salvaguardado com a introdução de um efeito retroativo a 31 de julho.
Lamenta-se que o SFJ não tenha cumprido a luta que prometera iniciar em outubro, que se regozije com declarações inconsequentes no Parlamento como se vitórias fossem e que se desfoque do interesse geral dos Oficiais de Justiça e do necessário cumprimento da Lei.
Vai a seguir reproduzida a mencionada informação sindical:
«Integração do suplemento e pré-reformas; Propostas de Aditamento à Proposta de Lei do OE 2021:
O SFJ está a realizar várias reuniões com os Grupos Parlamentares na Assembleia da República, com o propósito de alertar os Srs. Deputados para as justíssimas reivindicações da classe e solicitar a correspondente intervenção.
Nesse âmbito, o SFJ reuniu com o Grupo Parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) na Assembleia da República na passada semana, tendo este GP do PEV apresentado duas Propostas de Aditamento à proposta de Lei do OE 2021 relativas aos Oficiais de Justiça:
- Alteração do Decreto-Lei n.º 485/99, de 10 de novembro, para que o suplemento seja pago em 14 meses (ao invés dos 11 atuais);
- Integração do suplemento (pagamento em 14 meses) no salário dos Oficiais de Justiça; (consulte aqui a proposta)
- Pré-Reforma: Inclusão da carreira de Oficial de Justiça no diploma que contemplará esta medida.(consulte aqui a proposta)
Continuamos a trabalhar afincadamente na defesa dos Oficiais de Justiça!»

Fonte: “Info-SFJ”.
Trocar um regime de aposentação diferenciado pela pré-reforma é o mesmo que trocar um "porco" por um "chouriço"!
ResponderEliminarCada "cavadela cada minhoca", em prejuízo dos Oficiais de Justiça!
O sindicalismo ao contrário.
"se gosto de de ti
se gostas de mim
se isto não chega
tens o Mundo ao contrário"
bem dito!
EliminarRetroactividade? Quando a DGAJ faz o pagamento dos vencimentos a 60 dias e se recusa a responder a um pedido de informação sobre a base legal para o não-processamento dos salários vencidos? Vão ter muita sorte com a integração retroactiva, vão...
ResponderEliminarQuanto à DGAJ, como ficou o pedido de sindicância?
E no que tange ao SFJ, a maioria dos oficiais de justiça parece sofrer do síndrome de Estocolmo. Continuam a pagar quotas ignorando que estão a ser joguetes nas mãos de alguns...
A resposta a este desnorte poderá ser a de "integrar"
Eliminaro valor mensal da quota paga a este sindicato, no vencimento!
Já nos foi dada a possibilidade de termos o suplemento integrado no vencimento. Não quiseram, não aceitaram!! Integrado, já ninguém o tirava e podíamos avançar para reivindicar melhores salários e uma nova tabela salarial. A esse propósito ainda hoje estamos todos à espera da tão falada cassete da gravação da reunião... Já apareceu? Ou ainda ninguém sabe dela? Francamente, há muito tempo que deixei de acreditar nos sindicatos...
ResponderEliminar" Lamenta-se que o SFJ não tenha cumprido a luta que prometera iniciar em outubro, que se regozije com declarações inconsequentes no Parlamento como se vitórias fossem e que se desfoque do interesse geral dos Oficiais de Justiça e do necessário cumprimento da Lei."
ResponderEliminarO governo está acima da Lei?
Não? Então obriguem-o a cumpri-la!
De que estão à espera?
ResponderEliminarPré-reforma???
Agora deu-lhes para inventar???
A existência de Eleições Autárquicas no próximo ano condiciona atuação dos dirigentes sindicais, uma vez que alguns deles estão a lutar por lugares nas listas do partido do governo.
ResponderEliminarAssim, este ano e no próximo esqueçam... a "dura luta"
EliminarE a Provedoria de Justiça continua afónica?
Isto realmente se nao fosse trágico era de rir!
ResponderEliminarQue fracasso de gente!
A "dura" luta de outubro (SFJ) ; a informação que iria haver
ResponderEliminarmovimento extraordinário ( dirigente Sindical de Leiria) são técnicas subversivas de informação, oriundas dos governantes comunistas quando se encontram desesperados.
Acordai ...Oficiais de Justiça.
SFJ. Que vendedores de banha da cobra. Quem e que os leva a sério. Cada atitude, uma risada. Saiam de cena.
ResponderEliminarNem eles próprios do sindicato acreditam naquilo que nos vão transmitindo ...
EliminarA "cegueia branca" de José Saramago, em tempos de pandemia.
ResponderEliminarO SOJ tem que urgentemente demarcar-se de mais este ataque à classe dos Oficiais de Justiça e, de uma vez por todas. assumir-se como o legítimo representante desta classe profissional.
Não vale tudo! Nem mesmo a garantia de um lugarito nas listas para as juntas de freguesias do PS nas próximas eleições autarquicas!
Sindicalismo atrelado de países da America Latina, não obrigado!
Rasguem os cartões de associados. Para isto e melhot não termos representantes. Outros melhores, piores é impossível, irão aparecer.
Eliminar"O Departamento Jurídico do SFJ já se encontra a elaborar a participação que será apresentada na Organização Internacional do Trabalho (OIT)."
ResponderEliminarJá foi apresentada?
Se sim, divulguem-a!...
Não a transformem em mais uma " bomba inteligente" , ou numa " luta dura e longa a começar logo no início do mês de outubro" ou " numa greve que anulou os efeitos da greve decretada em1999", etc, etc...
Por favor, não prejudiquem mais os Oficiais de Justiça e não se transformem num braço dissimulado do poder!
A retroatividade é o mínimo que devem exigir! mas por este andar estaremos todos sem dentes quando a dita Lei se cumprir!
ResponderEliminarONDE PÁRA O SFJ.? DÃO-SE ALVÍSSARAS.
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