Dos anúncios no jornal aos Outdoors

      Esta semana vimos com espanto e admiração como o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) publicara um anúncio pago no jornal “Público”, parecendo um artigo.


      No dia 26JAN, o anúncio intitulado «Combater os "Vírus"» e, em subtítulo, «Trabalho forçado é "vírus" que debilita o Estado de Direito», o SOJ dava início a uma nova estratégia combativa, que apreciamos, e ontem mesmo ficamos a saber que a dita nova estratégia não constituiu um ato único mas o início de uma verdadeira nova forma reivindicativa, adaptada às limitações do estado pandémico (pode ver por aqui o artigo que publicamos nessa altura).


      Disse o SOJ que “essa publicação, a que se seguirão outras, se enquadra numa nova estratégia de ação sindical”.


      E continua assim:


      “A primeira publicação, ocorrida ontem, tinha como destinatário o Governo, nomeadamente a Senhora Ministra da Justiça, dando a conhecer que a luta dos Oficiais de Justiça vai adquirir novas formas, pois exigimos que se cumpra a Lei e os compromissos assumidos.


      Outras publicações, já agendadas, irão denunciar publicamente, para que o País conheça a verdade, a inércia do Ministério da Justiça, nomeadamente do Gabinete do Senhor Secretário de Estado Adjunto da Justiça e as condições de trabalho dos Oficiais de Justiça.”


      Seguem-se, portanto, mais anúncios pagos na imprensa, denunciando a inércia do Ministério da Justiça, mais concretamente o Gabinete do secretário de Estado adjunto da Justiça. Relativamente a este referido secretário de Estado.


      Para além dos anúncios na imprensa, o SOJ informou que está ainda em negociação com uma empresa de publicidade exterior para colocar grandes painéis publicitários, isto é, os conhecidos “outdoors”.


      «O SOJ está também em negociação com uma empresa de publicidade exterior, para “publicitar” mensagens de natureza política/sindical, através de Outdoors. É uma nova forma de desenvolver a atividade sindical, assim seja possível.»


      Ou seja, dos anúncios pequenos nas páginas internas dos jornais, passará o SOJ para os anúncios grandes, exteriores. E relativamente aos “outdoors”, o SOJ refere que se vier a concretizar o negócio com a empresa, lançará um “concurso” de ideias para os Oficiais de Justiça para que constem nos cartazes.


      Diz assim o SOJ:


      «Oportunamente, e se adquirido esse serviço, iremos envolver todos os Oficiais de Justiça nesta estratégia, solicitando o envio de uma frase que possa representar as reivindicações da carreira ou denunciar a inação dos responsáveis pelo Ministério da Justiça.»


      O SOJ conclui a informação sobre este assunto da seguinte forma: «O SOJ, com os meios de que dispõe, não se desinveste de exercer a ação sindical com estratégia, firmeza e rigor.»


      Ficamos muito entusiasmados com esta iniciativa e nova estratégia. Por isso, independentemente do SOJ vir a concretizar o tal negócio com a empresa, decidimos lançar desde já o repto a todos os Oficiais de Justiça, no sentido de, desde já, apresentarem frases-chave que possam traduzir o que vai na alma dos Oficiais de Justiça. Criem “Slogans” que possam ser usados quer em ambiente publicitário, quer, antecipadamente, no nosso cabeçalho, nos nossos “mini-cartazes” que renovamos a cada semana, com uma seleção de imagens sempre novas e, muitas vezes, com algumas mensagens curtas que transmitem ideias largas.


      Assim, enviem já as vossas propostas de frases a publicitar, desde logo nesta página, junto com a imagem semanal no cimo, e, posteriormente, logo que seja necessário, enviaremos todas as propostas ao sindicato para que possam ser lidas também em “outdoors”.


      Podem colocar as vossas frases nos comentários a este artigo ou enviá-las, todo os dias, para o e-mail: OJ@sapo.pt


      Colaborem nesta nova iniciativa e nesta nova estratégia, que aqui também vamos iniciar, num espírito de colaboração; espírito esse completamente necessário, senão mesmo urgente.


IdeiaLampadaFiosCores.jpg


      Fonte: “Info-SOJ”.

Comentários

  1. Finalmente um sindicato a mexer e a mexer bem. Este é o caminho. Está primeira fase, deve comunicar á opinião pública os nossos problemas e causar embaraço ao governo.
    Sou de opinião que uma outra forma de luta seria então a greve, mas logo no dia a seguir a ser levantado o prazo que hoje irá ser fixado para a suspensão de prazos.
    Quando quiserem recuperação processual nós faremos Greve.
    O país está em guerra com o vírus e a nossa classe para além dessa guerra tem de estar também em guerra com a ministra e seus seguidores.

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    1. "Muito bem, Muito bem!"! Genial! E venham mais greves...e depois, mais greves...há que (re)agir! Espere, talvez fosse de bom senso perceber o resultado da atribuída genialidade. Esperemos que resulte e o SOJ nos diga qual o resultado. Não será imediato, mas aguarde-se. Com tal genialidade só se pode esperar resultados concretos, em pouco tempo. Calma! Também não se espera que seja tão somente uma estratégia de propaganda! Estou certo que o SOJ, com qualificada genialidade, apresentará em breve o fruto da sua iniciativa. A minha pessoa vai ficar em legítima expectativa.

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    2. Pertence às estruturas do SFJ. Desminta-me se estiver errado.

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    3. Pertence às estruturas do SOJ. Desminta-me se estiver errado.

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  2. Frase:
    NÃO, TRIBUNAIS NÃO FECHAM NAS FÉRIAS !!
    SABE COMO SEI?
    PORQUE ESTOU LÁ A TRABALHAR.

    Acompanhada de foto de colegas numa secretaria, afundados em processos.

    Ou então, foto de vários intervenientes numa sala de audiências (desfocados, obviamente), mas em que se percebam os magistrados, os advogados, os guardas prisionais, os polícias…
    E ao centro, com a capa, o colega (aqui mais focado).
    Frase:
    ADIVINHE QUEM NÃO RECEBE HORAS EXTRA?

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  3. Louvo a iniciativa

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  4. Frase: Não, à politização da justiça.

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  5. Não há fumo sem fogo.

    Na Comarca do Porto já corre e-mail a ordenar aos E. D. que indiquem as habilitações dos OJ subalternos, para "actualização de dados na DGAJ"!

    Ali consta que seja indicada a área de estudos bem como o grau académico obtido.

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    1. É agora o momento.Os OJ em bloco pedirem requalificação de carreira.

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    2. A que propósito?

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    3. *o e-mail

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    4. Só a DGAJ poderá informar o mesmo. Contudo, ainda nos espantaremos com a resposta daquela quanto à confirmação de tal desígnio.

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  6. : - Quer saber como é ser escravo no sec XXI?

    - Pergunte-me como!

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  7. SABIA QUE A MINISTRA DA JUSTIÇA NÃO CUMPRE A LEI?

    E SE FOSSE EU?

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  8. Finalmente!

    Leiam os relatórios sociais da DGAJ.

    Os dados relativos às habilitações literárias dos Oficiais de Justiça estão, infelizmente, completamente desajustados à realidade.

    Os relatórios sociais são um dos instrumentos fundamentais em matéria de recursos humanos, designadamente no processo negocial estatutario.

    Pena é, que decorridos tantos anos, a DGAJ tenha elaborado relatórios sociais baseados em elementos completamente desprovidos da realidade, quando tinha toda esta informação, recolhida pelas inspeções do COJ.

    Os estudos do Ministério da Justiça nos últimos anos, relativamente às habilitações literárias dos Oficiais de Justiça, alicercam-se em dados fictícios, por inércia própria, para justificar a não valorização desta carreia.

    O sindicato, segundo a Senhora Ministra da Justiça, mais representativo da classe, relativamente a esta matéria, também tem andado distraído.

    Leiam os relatórios sociais disponíveis na página da DGAJ e perguntem aos sindicatos se não se trata de uma matéria fundamental para o processo negocial.

    Atualizem os vossos dados, já que o SFJ tem andado entretido com videojogos de lutas virtuais, que em nada dignifica a carreira dos Oficiais de Justiça, por ser uma matéria muito importante no processo negocial.
    O


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    1. Interessante ponto de vista.

      Um doutoramento em Direito, pelos menos permite a um E. Auxiliar, aprovado no respectivo curso de OJ; este sim, o exigido para a função,; entre outros em idênticas condições académicas, entretanto despojados de uma carreira, amputada em mais de 10 anos, estar onde está. E. Auxiliar.

      E isso dá uma experiência e um saber acumulado que serão aproveitados, a seu tempo, fora do Ministério da Justiça.


      De estranhar, todavia, que a reconversão de carreira, também ela, tenha sido amputada pois, seria de esperar que também os OJ de apoio às Comarcas deveriam ser requalificados nas efetivas funções, sejam elas de teor técnico ou operacional, dispares das de instrutores e tramitadores processuais que efetivamente não desempenham, quando escolhidos, sem concurso público, para o desempenho de tais incumbências administrativas.

      Assim, a motivação.

      Falar, portanto, da reorganização da carreira de OJ não é algo que tenha por primórdio a habilitação académica entretanto obtida pelos seus elementos, mas também a vertente formativa, constante, da qual o Estado se tem vindo a demitir com a mesma naturalidade que efetua as aludidas amputações ou permite, a título de exemplo, a subversão do conteúdo funcional do OJ retirando-o de onde ele é mais necessário, as secções de processos e desprezado assim fica o investimento inicial em formação especializada.

      A médio prazo verificar-se-á um vazio na carreira, se assim lhe podemos chamar, mas pouco apelativa, de OJ cujas aparências de modernização, por não passarem disso e reincidirem no erro de análise, não serão convidativas a novos candidatos.

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    2. Nao fumes menos nao!
      Que p... de confusao.

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    3. Não faça ruído, caro situacionista.

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    4. Sugiro ao comentador paternalista fumaceiro que continue a desenvolver funções administrativas de apoio aos "órgãos das Comarcas" e para as quais foi escolhido sem qualquer concurso ou prova pública.

      E á agora, que continue a fazer bom uso do subsídio de recuperação processual que lhe é pago sem tramitar processos, portanto, ilegalmente.

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    5. * supra " E já agora..."

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  9. A luta continua.
    Juntos, venceremos!

    Nem que seja com recurso a bombas inteligentes, videojogos, lutas e prazos virtuais, wrestling e moinhos de vento.

    Agarrem-me se não vou-me a eles.

    Ups, estava só a brincar!

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  10. Anónimo2/2/21 20:33

    SE NÃO TENS NENHUMA BOA CUNHA E SONHAS EM SUBIR NA CARREIRA DE OFICIAL DE JUSTIÇA, CONTINUA A SONHAR QUE POR ENQUANTO OS SONHOS AINDA NÃO PAGAM IMPOSTOS.

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