A atuação conjunta de SFJ e SOJ
Perante as barbaridades cometidas ao longo destes já tantos anos contra a carreira dos Oficiais de Justiça, muitos destes profissionais iniciaram um processo de desejar a fusão dos dois sindicatos com a convicção de que, dessa forma, se podem tornar mais fortes.
Nada mais errado. A fusão significa perda.
Não há que confundir a dita fusão com uma atuação conjunta ou combinada. A separação, autonomia e independência é uma vantagem, tal como vantagem também é uma ação ou atuação de forças combinadas.
Se a diferença nas ideias aporta variedade e soma vantagem, uma atuação conjunta; delineada; preparada, multiplica essa vantagem.
Neste sentido, os Oficiais de Justiça apreciaram a notícia dada ontem pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) na sua página, anunciando que no próximo dia 31MAR haveria uma reunião entre os dois presidentes sindicais (SFJ e SOJ) com o propósito de delinear uma atuação conjunta, designadamente, quanto às grandes linhas estruturantes da carreira.
Não é nada de novo, tais reuniões ou contactos entre os dois presidentes sempre ocorreram no passado, embora, claro está, mantendo cada um as suas diferenças e, claro, a vantagem na diversidade.
Embora tais contactos do passado sempre hajam ocorrido, os Oficiais de Justiça não tinham notícia dessas ocorrências pelo que muitos acreditam que esta será primeira vez. Não, não é a primeira vez nem os colegas Oficiais de Justiça dos sindicatos se odeiam. Ainda assim, todos esperam que, seja primeira vez ou não, seja uma vez especial, que dali nasça muito mais e que dali se resolvam os profundos problemas que se arrastam e pesam há anos na carreira.
É a esperança provinda do desespero.
Diz assim a nota informativa do SFJ:
«Os Presidentes do SFJ e do SOJ, António Marçal e Carlos Almeida, acertaram a realização de uma reunião conjunta na próxima quarta-feira, 31/03, para avaliar a questão estatutária e apresentar uma posição conjunta relativamente às matérias estruturantes para a carreira.»
Esta reunião e qualquer tipo de contacto que leve a uma atuação combinada é algo que se aplaude. Note-se bem que desta reunião não tem que sair uma posição unívoca com uma única postura, não necessariamente, mas uma atuação combinada, o que é coisa diferente. Ainda que as atuações venham a ser diferentes podem ter sido combinadas e aqui é que reside a vantagem: na combinação.
O nível de destruição e desprezo pela carreira é de tal ordem que o nível de ação em resposta deve ser muito bem planeado e, ainda que as atuações sejam diferentes, e talvez até devam mesmo ser diferentes, é no objetivo final que deve estar o foco.
A defesa da carreira dos Oficiais de Justiça, no atual estado em que se encontra, já justifica qualquer tipo de atuação que os sindicatos venham a encontrar como vantajosa e, de preferência, deverão até mantê-la secreta, sem prejuízo de informar, em traços largos, as conclusões da desejada reunião aos ansiosos Oficiais de Justiça.
Na imagem que abaixo ilustra este artigo, vemos como na greve decretada pelo SOJ, em 30SET2020, compareceram elementos do SFJ e Carlos Almeida, convidado a segurar bandeira do SFJ para a fotografia, sem problemas o fez.
Nessa ocasião, o SFJ compareceu apoiando a greve do SOJ e esta união na ação é muito importante para reforçar a postura dos Oficiais de Justiça.

Na imagem abaixo pode ver outro momento de união na ação, com o anterior presidente do SFJ e o presidente do SOJ. Tratou-se de outra atuação em julho de 2018.

Fonte: “Info-SFJ-25MAR2021”.
Espero que não fiquem só pelas conversas.
ResponderEliminarA hora é de ação. Exige-se ação.
Ao desprezo profundo, ao preconceito absurdo, á intolerância, aos malcriados, temos que responder, de imediato, com ação.
Ainda podemos, ainda estamos em liberdade, o 25 de abril está já aí
Não podemos deixarmos embalar, temos que lutar com todas, todas as armas.
ResponderEliminar"Mário Belo Morgado, realçou que a proposta de lei de cessação de suspensão de prazos processuais teve "um apoio muito alargado(...) (...) considerou que a suspensão dos prazos processuais e procedimentais afetou "muito negativamente" o funcionamento da justiça e que era necessário repor o "quadro legal" de funcionamento dos tribunais e "regularizar os atrasos" provocados pela suspensão".
PAGAM HORAS EXTRA?
pagam horas extras quando formos para a cova! não dêem para esse peditório, pá!
EliminarNão concordo, dividir nunca tornou nada mais forte.
ResponderEliminarCom a exclusão dos Oficiais de Justiça e dos Assistentes Operacionais do processo de vacinação, foi decretada "a morte da decência".
ResponderEliminarPor tudo o que se tem passado, em matéria de revisão de estatutos e agora com os critérios, ou melhor, com a falta deles, no processo de vacinação, cada vez estou mais convicto que o Prof. David Justino tinha razão.
O Ministério das Magistraturas, liderado por Magistrados.
Ordem dos Oficiais de Justiça, já.
ResponderEliminarA diferença entre estes dois sindicatos é que um é de esquerda e o outro é de direita. 😁 😁
ResponderEliminar