E entretanto que faz o secretário de Estado e adjunto da Justiça?

      Enquanto os Oficiais de Justiça vão continuando todos os dias a greve de um mês em curso, enquadrada nas suas iniciativas de todo o género, para defender, também, o Estado de Direito, como, por exemplo, o sistemático incumprimento das leis da Assembleia da República, por parte do Governo - Justiça Governo - aliás, como ontem dizíamos, por parte da ministra da Justiça e também por parte do primeiro-ministro, hoje perguntamos também pelo responsável do Estatuto e das originais ideias sobre a carreira dos Oficiais de Justiça: o secretário de Estado e adjunto da Justiça; que faz este elemento do Ministério a Justiça enquanto lutam os Oficiais de Justiça?


      O secretário de Estado adjunto e da Justiça, Mário Belo Morgado, participou ontem na cerimónia de abertura da segunda parte, isto é, da continuação, do Curso de Formação Inicial da Carreira de Guarda Prisional.


      Este curso de formação já foi aberto no passado mês de março contando com a presença da ministra da Justiça mas como se realiza em duas prestações, foi realizada mais uma cerimónia para esta segunda fase, à qual acorreu, desta vez, o secretário de Estado.


      Todos os Oficiais de Justiça se recordam das inúmeras aberturas de cursos de formação, de tomadas de posse de início de funções na carreira ou nas categorias, dos Oficiais de Justiça, mesmo depois da atabalhoada, apressada e irresponsável reorganização judiciária de 2014, os Oficiais de Justiça sempre contaram com a presença de ministros ou secretários de Estado, deste e de todos os governos, não é verdade?


      Pois não; não é verdade. Nem em primeiras nem em segundas edições; nada!


      E nada é também o que foi cumprido, seja da lei ou das promessas. Mas, entretanto, a abertura de uma segunda prestação de um curso, isso sim, supera tudo o mais, mesmo duas décadas de reivindicações e, por tal motivo, este Governo, este Ministério da Justiça e este secretário de Estado, não querem apresentar as suas ideias para a carreira dos Oficiais de Justiça, preferindo antes adiar, engonhar, postergar e ignorar o verdadeiro suporte da Justiça neste país.


      Este secretário de Estado e Adjunto da Justiça faz mesmo falta ao Ministério da Justiça? Não, claro que não, bem pelo contrário, em relação aos Oficiais de Justiça, classe a que pertenceu, a sua prestação é de tal ordem que todos pedem a sua demissão.


      Qual é a utilidade deste secretário de Estado que perdeu as eleições para o Conselho Superior da Magistratura e aqui foi acollhido?


      Para os Oficiais de Justiça, a demissão é o único caminho a enveredar por eesta personagem governamental.


SecretarioEstadoAdjuntoEDaJustica=MarioBeloMorgado


      Fonte: “Justiça Gov” e “Justiça-Twiter”.

Comentários

  1. Perdeu as eleições!...
    Levou uma "cabazada"!

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  2. O pseudo Deus. Sem ele o ministério desaparece e a ministra cai. Pois bem, que caiam os dois para bem longe e que não mais os voltemos a ver.

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  3. NEM FAZ FALTA ESTE NEM A PSEUDO MINISTRA! POIS APENAS EMPURRAM PRA FRENTE SEM NADA DE ÚTIL! AH FICAM BEM NAS POSES E FOTOS! EHEHEH

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  4. O que se me oferece dizer é que não tenho memória de, no pós-ditadura, haver um MJ tão arrogante e com tanta falta de cultura democrática como o actual.

    Algo vai muito mal no Partido Socialista.

    A.P.

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  5. 31/01/2018

    "Os oficiais de justiça começam hoje uma greve de três dias pelo descongelamento de carreiras, formação e aposentação aos 60 anos, promovida pelo seu sindicato, que afirma que houve tentativas de "desmobilizar os trabalhadores.
    O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), Carlos Almeida, afirmou esperar "forte adesão" para o protesto, contra o qual houve a organização de plenários, alegadamente ilegais e comunicados "tentando desmobilizar os trabalhadores" alegadamente distribuídos por "elementos da administração" judicial.

    Em causa nesta greve estão reivindicações relacionadas com o descongelamento das carreiras (o SOJ alega que o Ministério da Justiça não responde às propostas apresentadas), formação contínua dos oficiais de justiça e regime de aposentação.

    Quanto à aposentação, o SOJ defende que os oficiais de justiça, devido à natureza e especificidade do seu trabalho, devem beneficiar da aposentação aos 60 anos, sendo esta uma matéria que pretendem negociar com o Ministério da Justiça.

    Atualmente, estão integrados no regime dos funcionários da Administração Pública.O SOJ referiu estar em curso uma greve às horas extraordinárias, que não são pagas, observando que uma estimativa indica que, em cada sete anos, os oficiais de justiça "oferecem um ano de serviço" gratuito ao Estado.

    Alegam ainda que a classe não beneficia de qualquer compensação resultante da especialização dos tribunais, ao contrário de outras profissões jurídicas."

    Lusa

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