MP: Objetivos 2022-2024

      «A melhoria da intervenção tutelar educativa e promoção e proteção de jovens e crianças, promovendo sinergias com outras entidades, é um dos objetivos estratégicos traçados pelo Ministério Público (MP) para o triénio judicial de 2022-2024.


      Esta é uma das prioridades constantes do despacho da Procuradora-Geral da República (PGR), Lucília Gago, que, juntamente com o Conselho Superior da Magistratura (CSM) e em articulação com a ministra da Justiça estabeleceu, ao abrigo da Lei da Organização do Sistema Judiciário, os objetivos estratégicos do MP para aquele triénio.


      No tocante à proteção de adultos vulneráveis, é pedida uma "intervenção articulada da área cível e criminal" e quanto aos fenómenos criminais são apontadas como prioridades o combate ao cibercrime, corrupção e crimes conexos, proteção das vítimas especialmente vulneráveis, recuperação de ativos e combate ao branqueamento de capitais e a violência de género.


      Nesse domínio, e relativamente à atuação em rede de magistrados do MP, propõe-se o reforço da articulação entre diversas áreas jurisdicionais.


      Dos objetivos estratégicos para os tribunais judiciais de 1.ª instância e para as Procuradorias e departamentos do MP para o ano de 2022 consta a acessibilidade do cidadão aos serviços de justiça e o reforço da confiança dos cidadãos no sistema, propondo-se valorização e diversificação dos canais de comunicação com o cidadão com a disponibilização ao público de informação sobre os seus direitos através de ferramentas interativas.


      Melhorar as condições de atendimento aos adultos vulneráveis e às vítimas, concretamente ao nível do acolhimento e da informação a disponibilizar é outro dos objetivos.


      Disponibilizar informação legal dirigida a cidadãos estrangeiros e melhorar a qualidade da informação prestada ao cidadão são outras das metas traçadas no despacho.


      O reforço do número de decisões e pareceres publicados em linha, produzidos em todas as instâncias e jurisdições e pelo Conselho Consultivo da PGR, com a criação de bases de dados otimizadas que comportem tal publicação, são outros desígnios para o triénio 2022-2024.


      Em matéria de organização da justiça, pede-se a adequação dos recursos financeiros, com a alocação dos "adequados recursos financeiros ao CSM e da PGR, considerando a autonomia financeira e patrimonial destas instituições e as respetivas atribuições constitucionais".


      Paralelamente, pretende-se que nesse período de tempo ocorra a melhoria das condições de exercício de funções dos juízes e do MP e um reforço da gestão da atividade processual, com "a gestão equilibrada da carga de serviço e reforço do apoio aos magistrados, minimizando o impacto da pandemia no aumento do volume do serviço e no acréscimo do tempo da justiça, sem colocar em causa a qualidade das decisões".


      Dotar os tribunais de equipamentos necessários, reforçar a segurança e a robustez dos sistemas de informação dos tribunais e apostar na valorização profissional e na formação contínua são outros dos propósitos definidos para o triénio judicial.


      Aponta-se ainda para o reforço dos quadros dos funcionários de justiça e de assessores e para uma maior celeridade da justiça, com a redução do tempo médio de duração dos processos nas jurisdições mais afetadas pelo impacto da pandemia, entre outros objetivos.


      Em consonância com estas metas, a PGR pede aos magistrados do MP coordenadores das comarcas judiciais que elaborem "as propostas de objetivos para o ano judicial de 2022 até 30 de novembro de 2021, as quais devem ser enviadas à PGR para homologação, por via hierárquica".


      Relativamente ao CSM, é proposto que sejam identificadas as jurisdições mais afetadas pela situação pandémica e realizada a monitorização do tempo médio de duração dos processos nas mesmas, com vista ao reforço de meios humanos e materiais nas jurisdições mais afetadas pela situação pandémica.


      Estabelece-se também como objetivos a melhoria dos indicadores de gestão no que respeita à duração temporal das pendências, com disponibilização de informação aos cidadãos sobre esta duração, em especial nas jurisdições económicas e tendo presentes os vários tipos possíveis de destinatários da informação.»


Corrida1.jpg


      Fonte: reprodução de artigo de: “Sapo24/Lusa” e veja ainda todo o Despacho citado “Aqui”.

Comentários

  1. Bla, Bla..... Bla, Bla.. Bla
    Funcionários, nada
    Ninguém fala da enorme falta de funcionários,subdimencionamento de quadros, etc, etc
    Estão todos a contar com os escravos do costume .
    Pode ser que se f....

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  2. Com salários miseráveis, que metam as metas no olho do c#

    Ainda agora acabei de ir atestar o meu carro e deixei lá 76 euros. Combustível esse que vai ser usado integralmente para ir trabalhar e que durará para pouco mais de uma semana.

    Cada vez sinto mais nojo desta carreira.

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  3. Os objectivos são para ELES eminências pardas, que os cumpram. A mim podem-me dar o suficientizito, tanto se me dá.

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    Respostas
    1. Entrada às 09.00 horas e saída às 17.00 horas, com intervalo para almoço.

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    2. Desmotivação completa a que nos levaram sem dúvida! fod......e mal pagos! e ainda vêm com metas destas? quem recebe bem que cumpra!

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  4. Só tretas.
    Já alguém esteve numa reunião parecida com esta que aqui é referida?
    É como se vivessem numa realidade paralela ou então é uma conversa de alguém embriagado que se trata por senhor doutor.
    Sô Doutor para aqui, sô Doutor para ali e estão definidas umas merdas que se sabe que nunca se vai cumprir.
    Mas o que interessa é que o Sô Doutor no final do mês já tem o dele garantido.

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  5. Perante tanta pertinência, assertividade e legitima causticidade dos comentários que precedem este...só se me oferece dizer que se me foi o pio...
    piuuu...

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