A Reunião pariu outro Projeto, mas que é o mesmo
Decorreu ontem a reunião dos dois Sindicatos que representam os Oficiais de Justiça com o Governo, para início do processo negocial do novo Estatuto dos Oficiais de Justiça.
Nessa reunião, o Governo esteve representado, e vejam bem a vontade de imposição do novo projeto, pelos seguintes elementos: ministra da Justiça, secretário de Estado adjunto e da Justiça, diretora-geral e subdiretora-geral da DGAJ e ainda representantes do Ministério das Finanças e do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.
Uma presença de peso e de tal forma pesada que o SFJ, em comunicado, refere que o novo documento, que lhes foi entregue, “vai ser alvo de exame minucioso”, isto é, vai ser estudado com muita atenção.
Na reunião foi entregue aos Sindicatos um novo documento. Nesse novo documento notam-se algumas alterações, essencialmente aquelas relativas às inconstitucionalidades apontadas nos pareceres, inconstitucionalidades essas que foram agora retiradas, embora a coluna vertebral do projeto, isto é, a ideia fulcral, se mantenha inalterada: a divisão da carreira em apenas duas categorias: a de técnico superior de justiça, com um grau de complexidade funcional de nível 3, e a de técnico de justiça, com um grau de complexidade funcional de nível 2.
Este novo documento, que detém a data de 02-06-2021, foi entregue ontem, 29OUT, e pode ser consultado acima, junto ao cabeçalho, ali tendo a denominação de “Projeto2(Entregue29Out)”.
Quer isto dizer que o projeto que foi publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, em 09JUN, para obtenção de pareceres não é o mesmo que agora foi apresentado, sem ser republicado para apreciação pelas mesmas entidades que antes emitiram pareceres.
Publicamente apresenta-se um projeto e em mão apresenta-se outro, sendo este último (particular) a base de trabalho e não o que foi publicamente divulgado.
De todos modos, apesar deste novo projeto ser diferente, não o é completamente, apenas contém algumas diferenças, embora dê cabo da carreira na mesma.
Preocupante agora parece ser a impressão com que ficamos de uma aparente nova postura do SFJ, que parece rendido à nova versão e até ver nela algumas virtualidades, apesar da destruição da carreira, pela sua compartimentação, que, de seis ou sete categorias passa para apenas duas e sem qualquer especialização no Ministério Público ou no Judicial, em completa oposição com a tendência geral.
No entanto, o SFJ, na mesma nota informativa refere o seguinte: “A breve trecho será remetida nova informação”.
Quanto ao SOJ, até à hora de encerramento deste artigo, não divulgou nada, pelo menos publicamente nas suas páginas. Lamentamos que não o tenha feito, pelo menos numa nota simples, anunciando mais informação “a breve trecho”, como fez o SFJ, porque os Oficiais de Justiça estão ansiosos por informação e esta ansiedade já tem muitos anos.
Da nossa parte, da leitura efetuada, conseguimos contabilizar mais prejuízo para os Oficiais de Justiça do que benefícios, pelo que esta versão nos merece total repúdio.
Claro que, para alguns Oficiais de Justiça, esta versão poderá ser-lhes conveniente; mesmo bastante conveniente, mas para o todo, para o conjunto geral dos Oficiais de Justiça, a conveniência é nula; ou melhor: é negativa, daí o nosso total repúdio; pela generalidade dos Oficiais de Justiça.

Fonte: “SFJ-Info”.
Ninguem correu com o governo, continuará em plenitude de funções, e o mais certo é sair reforçado das eleições atendendo a que nao ha oposição credível e competente.
ResponderEliminarO plano desta farsa é mesmo esse .
Espero que ao menos mudem a maior parte dos protagonistas mas infelizmente nem isso é certo.
Só que mude o SEAJ, que até pode vir a ser nomeado governador de Marte, e a ministra, já valeu a pena.
EliminarSão tão mais, tão mais, que dificilmente virar pior.
Em Lisboa também era para ganhar com maioria absoluta, mas o povo acordou e tramou as sondagens encomendadas.POde ser que agora afrontem o ministério da propaganda.
EliminarMas alguém no seu perfeito juízo acredita que vá existir uma transição para o nível 29 da tabela remuneratória única? Aumentos de 30%, 40% ou mais quando uma simples integração de um suplemento remuneratório a 14 meses demorou anos? Ou é uma gralha ou as tais "posições complementares" têm níveis próprios não coincidentes com os da referida tabela remuneratória única.
ResponderEliminarE há quem reclame...
EliminarAs mesmas pessoas que leram esta nova proposta e não conseguem perceber quanto vão receber de salário, são as mesmas que defendem o grau de complexidade 3. Não sei se ria se chore.
ResponderEliminarArt.º 120
ResponderEliminar2 - O valor do suplemento de recuperação processual a considerar na transição dos oficiais
de justiça para a nova tabela remuneratória da carreira de oficial de justiça corresponde
a um incremento da remuneração de cada categoria e escalão das escalas salariais dos
oficiais de justiça previstas no artigo 80.o do Decreto-Lei n.o 343/99, de 26 de agosto,
na sua redação atual, calculado de acordo com a fórmula [(SRP x 14) /14], em que:
SRP = 1 0% da remuneração correspondente a cada categoria e escalão das escalas
salariais dos oficiais de justiça.
3- O valor integrado na remuneração representa a compensação devida aos oficiais de justiça pelo cumprimento do dever de permanência a que os mesmos estão estatutariamente
sujeitos.
Este n.º 3 só pode ser anedota!
800,00 euros mensais de suplemento pela disponibilidade permanente atribuída aos medicos especialistas em saude publica corresponde a cerca de 25% do vencimento que auferem.
ResponderEliminarOh pá, meta o chega no...
ResponderEliminarNao é preciso meter. Ja la nasceram todos e nunca de la saíram.
EliminarEstou a ofender a sua dama PS meta você no ......
Eliminarvenha o CHEGA mesmo!! para aprenderem a não mentir ao povo ao longo de décadas, pá!
EliminarPosição remuneratória 29... É mau?!
ResponderEliminarMas posição remuneratória 29 para quem? Será que ainda não perceberam que vão receber pelo índice imediatamente acima do actual vencimento acrescido do suplemento? Mas é assim tão difícil entender a proposta do estatuto para quem defende que merece grau 3?
EliminarAchamos que não vale a pena gastar energia com coisas hipotéticas que podem não vir a acontecer, aliás, que não devem acontecer.
ResponderEliminarObrigado de qualquer forma. Um bem haja por todo o trabalho e dedicação em prol dos oficiais de justiça
EliminarREPUDIO COMPLETO! MANDEM LIXAR OS NIVEIS! E PAGUÉM EM CONFORMIDADE COM O ESFORÇO DIÁRIO! COM REGIME DE APOSENTAÇÃO DIFENCIADO!
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