Inédito: Homenagem aos Oficiais de Justiça a 11NOV na Relação do Porto
Ontem à tarde, no discurso de tomada de posse como Presidente do Tribunal da Relação do Porto, o Juiz Desembargador José Igreja Matos, reconheceu o papel imprescindível dos Oficiais de Justiça e anunciou para o próximo dia 11 de novembro uma sessão de homenagem aos mesmos.
Esta iniciativa é completamente inédita; nunca ocorreu nada assim em todo o país. É frequente haver menções honrosas nos discursos, mas marcar uma sessão de homenagem é algo verdadeiramente novo.
A eleição de José Igreja Matos ocorreu no mês passado, em setembro, numa eleição com segunda volta, e aconteceu no mesmo mês em que foi também eleito, por unanimidade e aclamação, como presidente da maior organização de juízes do Mundo: a União Internacional de Juízes (IAJ, na sigla inglesa).
José Igreja Matos já estava na organização ocupando o cargo de vice-presidente.
Após a eleição, declarou o seguinte: «Queria dedicar a minha eleição às mulheres juízas do Afeganistão. Verificando, com horror, os ataques às nossas colegas, o resto, tudo o resto, deixa de ter importância.»
A União Internacional dos Juízes foi fundada na Áustria, em 1953, com o objetivo de promover os valores do Estado de Direito e da independência do poder judicial e é formada por associações judiciais de 94 países dos cinco continentes. É a primeira vez que um português preside à organização que conta já com quase 70 anos de existência.
Portanto, não só é inédita a presidência internacional, como a eleição, no mesmo mês (de setembro), para duas presidências (UIJ-IAJ e TRP), como é ainda extraordinariamente singular que a perceção sobre o trabalho desenvolvido pelos Oficiais de Justiça ganhe este relevo, especialmente neste conturbado momento em que a carreira está ameaçada e destrambelhada pela insidiosa atuação e omissão do atual e dos últimos governos.

Fontes: “SFJ-Facebook” e “JN”.
Pese embora ser de registar, a triste verdade é que reconhecimento, palmadinhas nas costas e o brio que nos exigem, não pagam as contas ao fim do mês.
ResponderEliminarQuando para pagar as mais elementares contas já falta, torna-se assim um bocado a dar para o insultuoso estas coisas.
É como homenagens póstumas a soldados enviados para a guerra, obrigados. São muito giras, mas eles é que sofreram na pele.
Que remédio temos senão dar o corpo às balas, não é?
Triste verdade!
EliminarMuito lúcido e pertinente, este comentário. É verdade!
EliminarHaja alguém com poder que reconheça o "sofrimento" dos Oj´s
ResponderEliminarIrão os sindicatos estar presentes nessa sessão?
ResponderEliminarTambém aprecio as palavras de tão ilustre figura, mas reconhecimento, reconhecimento mesmo, era tal apreciação aumentar o nosso ordenado ao fim do mês.
ResponderEliminarEra também um pedido de demissão do seaj que só tem dado tiros nos pés.
Concordado com tudo exceto com os tiros. São dados em nós.
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