“As expectativas, a defesa e a luta dos trabalhadores não caem nem se dissolvem”

      A UGT (União Geral de Trabalhadores), é uma confederação de associações sindicais na qual também se insere o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ). Na passada semana, a 25NOV, foi aprovada pelo Secretariado Nacional daquela confederação sindical (por unanimidade e aclamação), uma resolução que, entre outros aspetos, aborda a Justiça e cujo extrato a seguir vai reproduzido.


      A resolução tem por título: “As expectativas, a defesa e a luta dos trabalhadores não caem nem se dissolvem” e “A dignificação do trabalho é uma agenda de todos”.


      «O Conselho de Ministros, através de comunicado de 18 de novembro de 2021, manifesta “o intuito de oferecer aos cidadãos e às empresas uma justiça cada vez mais ágil, eficaz e eficiente, que se assuma como catalisador de desenvolvimento económico e social, o Governo apresentou um projeto de novo Estatuto dos Oficiais de Justiça (EOJ)” aos representantes destes trabalhadores.


      Concluía esse comunicado, de forma propagandista/eleitoralista, colocando o ónus, pelo encerramento do processo negocial para a revisão do EOJ, nos trabalhadores, o que não poderemos aceitar.


      Importa, desde logo, reconhecer que o conceito de “iustitiae”, gravado na Domvs (casa) dos tribunais portugueses, embora abstrato, afirma, numa qualquer interação social e económica, um equilíbrio entre as partes, imparcialidade, respeito e verdade, tendo como símbolos a mulher de olhos vendados, a espada e a balança. Longe vão estes tempos, como longínquo é o sentido de “iustitiae”, para este Governo.


      Sucede, então, que tudo aquilo foi, há muito, afastado pelo Ministério da Justiça, ao apresentar uma proposta negocial tão fechada, quanto implacável para os direitos dos seus trabalhadores – os representantes dos trabalhadores não tiveram, sequer, a oportunidade de apresentarem as suas justas contrapropostas –, o que coloca, ainda mais em crise, a realização da Justiça em Portugal, bem como a dignificação e valorizações dos seus profissionais.


      Perante a ação do Governo – que em nada dignifica o Estado de Direito Livre e Democrático –, os representantes dos Oficiais de Justiça e, nomeadamente este Sindicato da UGT, SOJ, exigiram a realização da negociação coletiva, pois consideram que esse, a ser realizado, é o instrumento essencial para proporcionar as respostas adequadas aos problemas dos trabalhadores, da justiça e do país.


      Contudo, o Governo optou por outro caminho: ter tribunais cada vez menos eficientes, mas colocando a culpa nos trabalhadores, como se estes fossem os responsáveis pela falta de recursos humanos, materiais e legislativos que, ao longo dos anos, vêm enfermando a “Domvs Iustitiae” em Portugal, denunciando a falta de condições que se sentem em cada comarca.


      Assim, e para memória futura, resta agora aos trabalhadores aguardarem por um novo Governo, com uma outra cultura democrática, no Ministério da Justiça, para ser capaz de garantir a concertação social, a independência dos tribunais – afastando as magistraturas dos lugares de confiança politica/partidária –, os direitos dos trabalhadores e dos cidadãos, falando com verdade ao país.


      Parece pouco, mas a Justiça basta-se por valores, só necessitando de ser justa, célere, equilibrada e pouco onerosa aos que pretendem dela recorrer. E até por isso os trabalhadores da Justiça só reivindicam Justiça, também para quem nela trabalha, numa melhor e mais profícua regulamentação das relações de trabalho.»


SOJ-Pres-CarlosAlmeida-CongressoUGT-MAR2017=Recort


      Fonte: “SOJ”.

Comentários

  1. Enfim, só inocência do lado de cá.
    É claro que está fora de questão atribuir qualquer responsabilidade aos sindicatos em toda esta trapalhada.
    Todos atribuem culpas ao governo, e este em qualquer mer... que corra mal diz que a culpa é do Passos.
    Estamos bem entregues..😡

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  2. O que vale é que o Rio inverteu a logica dos partidos e vamos ter governação só a pensar no bem comum e nao no bem estar dos caciques.
    Agora é que é!

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    Respostas
    1. O colega é muitíssimo crédulo!!!
      Não sei se sabe, mas o Rio, este rio ligeiro e áspero, tem um projeto já há muitos anos para a Justiça e nãos e antevê nada de bom, se não sabe informe-se antes de colocar afirmações laudatórias, quiçá, entusiasmado pela grande "bitória" que deu ao Rio!
      Informe-se melhor sobre a "justiça" que o Rio quer para o país, enfim, uma espécie de Polónia portuguesa!

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    2. Antevisoes há para todos os gostos!

      Mas já vi que prefere uma especie de "justiça" Venezuelana?!...

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    3. O meu amigo... Parece aqueles robôs que o bolsonaro usou no Brasil... É que não leu, ou então não sabe ler, o que eu escrevi... É reitero, Rio tem um projeto há muito para a justiça, esta mesma justiça que o fez ir a tribunal quando foi presidente câmara porto, e o meu amigo se ele ganhar vai-se lembrará minhas palavras... Mas concordo consigo... Antevisoes há para todos os gostos

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  3. Voz da consciência

    Pergunta o juiz ao réu:
    - Quando estava a praticar todos aqueles roubos não ouvia a voz da sua consciência?
    Silêncio da parte do réu…

    Volta o juiz, agora em voz alta:
    - ENQUANTO PRATICAVA TODOS AQUELES ROUBOS NUNCA OUVIU A VOZ DA SUA CONSCIÊNCIA?

    E responde o réu:
    - Nunca, senhor doutor juiz! É que eu sou muito surdo…

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  4. Aguardar por um novo governo?!...

    Aguardar o quê!...

    Importa um artigo publicado nesta página em Junho de 2020:

    "A ministra da Justiça desculpou-se no Parlamento, para o não cumprimento da Lei, desde logo por causa do vírus e apresentou ainda outra desculpa na qual alegava que os dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça não se entendiam e tinham opiniões diferentes. Enquanto um queria negociar já a integração do suplemento e a aposentação, deixando o estatuto para depois, o outro queria negociar tudo em pacote, portanto, para mais tarde, referindo ainda que era o sindicato maioritário o que queria tudo ao mesmo tempo. Desta forma, sem precisar a opção do Governo, todo o discurso apontava para que essa seria a opção do Governo, isto é, relegar para o final do ano a negociação do estatuto, do suplemento e da aposentação, porque essa era também a vontade do sindicato maioritário".

    Estatuto, suplemento e aposentação?!...

    Aguardar o quê? Mais uma campanha para as legislativas assentes em programas eleitorais alicerçados em promessas falsas!...



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  5. governados por aldrabões! depois admirem-se que o povo mude de aldrabões, ou seja, que mude para o CHEGA

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    1. Será que ainda nao se deu conta que anda aqui a vender banha da cobra sozinho?

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