A quase certa próxima ministra da Justiça

      Tentar acertar com os membros do próximo governo de António Costa é assunto que vem ocupando a imprensa com especial interesse, designadamente pelo secretismo que o próprio conferiu ao ato.


      Já aqui anunciamos que as “apostas” para o cargo de ministra da Justiça vêm recaindo todas na mesma pessoa: Alexandra Leitão e há dias o Público, citando “fontes socialistas” dizia assim:


      «Alexandra Leitão deverá suceder a Francisca van Dunem no Ministério da Justiça, apurou o Público junto de fontes socialistas.


      A jurista e professora de Direito ocupava até agora o cargo de ministra da Modernização Administrativa, um ministério que na nova conceção de governo “mais curto e ágil” que António Costa defende, deverá ser extinto.


      Aliás, na nova orgânica do Governo há três ministérios que deixam de existir e são integrados noutras tutelas: Mar, Planeamento e Modernização Administrativa.»


      Alexandra Ludomila Ribeiro Fernandes Leitão, nasceu em Lisboa em 8 de abril de 1973. É licenciada, Mestre e Doutora em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Professora auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi Secretária de Estado Adjunta e da Educação do XXI Governo Constitucional e ministra do Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública do XXII Governo Constitucional.


      Entre 2009 e 2011 foi Diretora-Adjunta do Centro Jurídico da Presidência do Conselho de Ministros (CEJUR), onde desempenhou funções de consultora de 1999 a 2009. Vogal do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República entre 2011 e 2015. Adjunta de Gabinete do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros do XIII Governo Constitucional entre 1997 e 1999.


      Enquanto ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, Alexandra Leitão defendia a ideia de uma Administração Pública com mais jovens licenciados para a careira geral de técnico superior, com entrada mas facilitada para os jovens licenciados. Em entrevista ao JN diria mesmo que pretendia facilitar o ingresso e a mensagem que pretendia transmitir aos jovens é: “Vocês acabam o curso com boa nota e não precisam de esperar dois anos para entrar num concurso da administração Pública e quando entrarem até têm aqui uma valorização e uma perspetiva de carreira.”


      Alexandra Leitão dizia ainda, na mesma entrevista de outubro passado, que “Não há trabalhadores da função pública a mais, acho é que, paulatinamente, vamos mudando o seu perfil para ter cada vez mais jovens qualificados”, referindo-se à saída de trabalhadores públicos que devam ser substituídos na proporção de 1 para 1 mas não necessariamente de forma automática, para o mesmo lugar e com o mesmo perfil.


      Em síntese, quer isto dizer que Alexandra Leitão, de certa forma, parece partilhar a ideia que já vinha expressa nos projetos de Estatuto apresentados.


AlexandraLeitao1.jpg


      Fontes principais: “Público”, “Governo” e “Jornal de Notícias”.

Comentários

  1. Está a aproximar-se o mês para o movimento ordinário.

    Por acaso os sindicatos têm em mente fazer alguma coisa para que haja promoções dos auxiliares que andam há 20 anos sem ter oportunidades de ser promovidos?? ou vai deixar andar mais um a vez??

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Já repararam quantos sindicalistas são auxiliares? Isso não é problema para os sindicatos

      Eliminar
    2. Anónimo2/3/22 11:30

      Pois, a maioria dos sindicalistas estão no topo da carreira e estam-se lixando pros auxiliares

      Eliminar
  2. Já foram lançados vários nomes, mas o de Alexandra Leitão não será, por certo, será o Professor Catedrático Eduardo Vera-Cruz Pinto

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Anónimo1/3/22 11:54

      Os magistrados não querem a Alexandra Leitão, preferem um outro nome e a verdade é que o governo socialista tem receio de desagradar aos "todo poderosos". O Sócrates atreveu-se e são conhecidos os resultados, pois "sócrates" sempre houve muitos em todos os governos...

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ