O fim das vicissitudes ou novas adversidades?
A seguir vai reproduzida a Nota de Imprensa do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) relativamente à tomada de posse do XXIII Governo Constitucional, ontem publicada.
Diz assim:
«Com a tomada de posse do XXIII Governo Constitucional, o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) deseja que estejam ultrapassadas as diversas vicissitudes que violentaram, de forma grosseira, o Estado de Direito Democrático, concretamente nos últimos anos, por políticas erráticas, nada conseguidas e muito pouco consensuais.
Desde logo, quando a separação de poderes não foi respeitada, no momento em que Sua Excelência a anterior Ministra da Justiça, mantendo essa qualidade, tomou posse no Supremo Tribunal de Justiça, como Juíza Conselheira.
O total desprezo pela lei e pelas mais elementares regras democráticas, pelos trabalhadores e pelo país, constituíram a “marca” indelével com que o Ministério da Justiça dos XXI e XXII Governos se apresentaram ao povo. As vicissitudes invocadas pela, então, Ministra da Justiça e as interpretações obtusas feitas pelo seu Ministério, para tentarem fundamentar o total desrespeito pela lei, chegando ao exagero de afirmarem, com grotesca soberba, que não cumpriam os Orçamentos de Estado de 2020 e 2021, foram momentos sofríveis de assistir, indo ao ridículo, nomeadamente quando a anterior Ministra se dirigia aos deputados da República.
Contudo, há esperança de que esses tempos tenham sido ultrapassados, designadamente quando assistimos a um ato de enorme relevância, mas que passou despercebido à generalidade da comunicação social, na tomada de posse das Senhoras Deputadas e Senhores Deputados do Parlamento Português e que importa assinalar: Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia da República, antes de tomar posse no Parlamento, “desvinculou-se” do Governo, cumprindo assim as normas constitucionais, garantindo a separação de poderes, o que se traduz por um ato de extrema importância, para mais nas condições atuais de um Governo com maioria absoluta no parlamento.
Sua Excelência o Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, ilustre académico de Direito, foi discreto, como deve ser apanágio das suas funções, mas eficaz na defesa da Constituição que jurou defender. Um membro de Órgão de Soberania não toma posse noutro, mantendo a condição anterior.
O Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), mais do que rostos novos ou curricula, deseja as maiores felicidades ao novo elenco governativo e especificamente à nova Ministra da Justiça, ansiando por que cumpra e respeite as Leis da República, incrementando uma verdadeira política de diálogo social e compromisso, com reconhecimento e valorização dos trabalhadores, na dignificação plena dos tribunais e da Justiça.
Bastará, para um bom mandato!»

Imagem (da esquerda para a direita): SEJ= Pedro Luís Ferrão Tavares; MJ= Catarina Sarmento e Castro e SEAJ= Jorge Albino Alves Costa.
Fontes: “Nota de Imprensa do SOJ” e imagem do jornal “Eco”.
É vergonhoso!!!! 68 oficiais de justiça a fazer trabalho de assistentes técnicos!!! Dava para 14 Secções de Processos com 5 elementos cada!!! E nos restantes departamentos da DGAJ há muitos mais!!! Isto não contando com assessores de todos os tipos e em todos os cargos, secretários de inspecção, oficiais de justiça a carimbarem papéis todo o santo dia, outros a introduzirem dados dos inquéritos, outros a realizarem videoconferências (tarefas extremamente exigentes e complexas, como todos sabemos...).
ResponderEliminarEsqueçam o grau 3! Temos muita sorte em ser mais bem pagos que um assistente técnico e francamente muitos de nós nem isso mereciam...
ENTÃO E É DE ESQUECER OS OFICIAIS DE JUSTIÇA QUE QUE TRABALHAM E TEM RESPONSABILIDADES A SÉRIO E FAZ A ANDAR A MÁQUINA???
EliminarESSES NÃO CONTAM É??
Vejo que o colega se tem em muita consideração. Todavia, não compare os colegas com o seu super ego. Seja humilde, deixe que os outros pensem de si.
EliminarQUEM TEM UM SUPER EGO, AFINAL?
EliminarColega: Não precisa de escrever em maiúsculas...Eu penso exactamente como o colega! Mas infelizmente, esses (como eu e o colega e os outros verdadeiros colegas Oficiais de justiça que exercem a profissão) não contam para nada. E o colega anterior também tem toda a razão: que culpa é que nós temos desta merda toda? Eu limito-me a verificar uma situação que nos devia envergonhar e os próprios sindicatos para terem razão, deviam pugnar pelo regresso de todos esses colegas aos Tribunais!
EliminarAi esse portuguesinho...E que tal acabar a 4ª classezinha???
Eliminarinho, eheheh
EliminarForça SOJ, vamos às vagas para promoção, para novas entradas,
ResponderEliminarvencimento digno das responsabilidades exigidas e aposentação diferenciada!
O projeto de Orçamento de Estado está aí, e não podemos abdicar que as normas inscritas e não cumpridas nos Orçamentos de Estado de 2020 e 2021 não constem do novo projeto de Orçamento de Estado!...
EliminarForça SOJ que o SFJ andou mais empenhado com a lista de deputados do partido da governação que incumpriu as Leis do Orçamento de Estado dos anos de 2020 e 2021!...
Os Oficiais de Justiça que aderiram e que lutaram, com grande sacrifício, a mobilização que lhes foi pedida pelos sindicatos, pelo cumprimento dessas Leis não podem esquecer!...
Vergonhoso mesmo! mas o problema é que quem está cá no terreno dos tribunais, o mexilhão, não tem culpa dessa merda!!
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