As vicissitudes também com o material

      No artigo de opinião do presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) publicado na edição da passada terça-feira (18OUT) do Correio da Manhã, António Marçal considerava que a situação nos tribunais estava a piorar e era esse mesmo o título do seu artigo de opinião: "A piorar".


      Dizia assim:


      «Nos últimos dias têm vindo a público situações de falta de material, nomeadamente de papel em vários tribunais do país, dando especial relevo ao de Braga porque foi anunciado pelo respetivo juiz presidente e propalado pela ASJP nos vários órgãos de comunicação social.


      A verdade é que se trata de uma situação que se arrasta há largos meses, tendo sido denunciado pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais já em março, praticamente no início do ano.


      Chegados a outubro e a situação, em vez de ter sido resolvida, só piorou.


      Recebemos denúncias quase diárias de Oficiais de Justiça à beira de um ataque de nervos, porque têm de andar a pedir aos Secretários de Justiça papel, duas e três vezes por dia, já que lhe são dadas, de cada vez, meia-dúzia de folhas.


      Apelamos a que o Ministério da Justiça resolva, de uma vez por todas, esta situação, sugerindo maior autonomia financeira das Comarcas que resolveria este e outros problemas.


      De que adianta as Comarcas terem um órgão de gestão, se depois na prática a gestão financeira fica nas mãos de outros?


      Haverá mais algum órgão de soberania que se veja nesta situação? Qual a intenção de pararem os Tribunais, não lhes dando material, recursos humanos e instalações?


      É altura de os nossos concidadãos se consciencializarem deste problema que se agrava a cada dia.»


CaraHomemFumegaOuvidos.jpg


      Fonte: "Correio da Manhã".

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ