A mensagem de Natal da ministra da Justiça

      Na mensagem de Natal da ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, a que pode assistir no vídeo que abaixo colocamos, ouvimo-la a “deixar a todas e todos uma palavra de Determinação e Esperança”, ao mesmo tempo que garante que “em nome do Ministério da Justiça, tudo continuaremos a fazer, todos os dias, para assegurar que uma Justiça de rosto humano, mais célere e moderna, mais acessível e transparente continuará a fazer sentir a sua presença ativa na defesa dos direitos e liberdades e na proteção dos interesses legítimos dos cidadãos e cidadãs, nossa primeira e última razão de ser.”


      Os Oficiais de Justiça concordam plenamente que a primeira "razão de ser" seja, porque deve mesmo ser, defender os interesses dos cidadãos e servi-los de forma digna e pronta. No entanto, para que tal ocorra, não deveria ser afirmado que a última "razão de ser" é igual à primeira, porque a última; a derradeira, pelo menos no final da lista, deveriam ser os milhares de trabalhadores da Justiça que diariamente se esforçam, tantas vezes de forma inaudita e incrível, para defender a "primeira razão de ser", porque são, esses mesmos trabalhadores da Justiça quem, em primeiro lugar, contactam com esses cidadãos.


      A mensagem da ministra da Justiça pode perfeitamente colocar em primeiro lugar os cidadãos, porque é esse, obviamente, o desígnio das suas funções públicas, mas não só. A seguir, ou mesmo no fim da lista, há que cuidar dos trabalhadores que permitem no seu dia a dia concretizar o primeiro desígnio e concretizá-lo de forma adequada e não coxa, como vem sucedendo.


      Ainda ontem aqui dávamos notícia do desespero manifestado pelo órgão de gestão de uma comarca, na qual se afirma, aquilo que é comum às demais, que é a falta de Oficiais de Justiça, em número significativo de três dígitos, o que faz com que os que existem acabem a trabalhar por dois ou por um e meio, cada, sem que aufiram compensação por tal trabalho na mesma proporção e, ainda assim, não consigam impedir que os processos se arrastem durante anos.


      E Catarina Sarmento e Castro renova o compromisso:


      «Quero, por isso, renovar o compromisso que desde o início assumi, convosco, de fazer acontecer: na Reinserção Social, nos Serviços Prisionais, na Investigação Criminal e nos Tribunais, na Medicina Legal e Ciências Forenses, na Propriedade Industrial e na atividade registral, estamos e continuaremos a trabalhar no sentido de dar a melhor resposta realista, responsável, às necessidades públicas que nos cabe administrar.»


      Ainda ontem aqui citamos a motivação do órgão de gestão da referida comarca para reivindicar o ingresso de 80 pessoas quaisquer para ajuda nos tribunais, independentemente dos seus conhecimentos, alegando que, naquela Comarca: «faltam, no total, 161 funcionários, sendo 107 dos serviços judiciais e 54 dos serviços do Ministério Público, e a impossibilidade de, através de Movimento de Oficiais de Justiça, em prazo razoável, colocar, pelo menos, metade daqueles, consideramos que uma das possibilidades de obviar à rutura dos serviços é a contratação...»


      Também ainda ontem aqui citávamos Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) quando afirmava que «Ninguém quer ficar numa carreira que é pouco valorizada e numa comarca onde o preço das casas é incomportável quando comparamos com os salários que são pagos.»


MJ-CSC-CatarinaSarmentoCastro-202212.jpg


      E prossegue a ministra da Justiça a sua mensagem de Natal dirigindo-se novamente "a todas e a todos" – nesta modalidade política que pretende não ser discriminatória, mas que, ao limitar-se a dois géneros, acaba por discriminar todos os demais –, agradecendo a todos "quantos me acompanham e tornam possível a progressiva concretização deste desígnio, uma palavra de profundo reconhecimento."


      Diz ainda que "é uma honra e uma tranquilidade poder contar com quem, a cada dia, dá provas do espírito de serviço e dedicação à causa pública. Um espírito e uma dedicação sem os quais não saberíamos encarar o tanto que sabemos haver, ainda, para fazer."


      O “espírito de serviço e dedicação á causa pública” significa trabalhar mais horas do que as devidas e trabalhar pelos elementos que faltam e fazê-lo durante anos. Claro que isto até funcionou durante muitos anos, mas com os cortes, congelamentos e promessas vãs, esse “espírito” e essa “dedicação” desvaneceram-se.


      Quanto a votos para o novo ano, as palavras-chave são: “ânimo”, "energia", “coragem” e “convicção”, esta última talvez querendo dizer “fé”, “esperança”, “crença” ou mesmo “confiança”; ideias e palavras que, no entanto, já não fazem parte do léxico dos Oficiais de Justiça.


      «Que o novo ano nos traga ânimo, a energia, a coragem e a convicção renovadas com que enfrentaremos os desafios pessoais, profissionais e de cidadania que nos sejam individualmente e coletivamente reservados.»


      Lamentavelmente, os Oficiais de Justiça não dispõem já de mais "ânimo" nem de mais "energia", muito menos de "coragem" ou "convicção", para enfrentar "os desafios", sejam eles "pessoais, profissionais e de cidadania".


      Após duas décadas de reivindicações aceites por todos os governos e mesmo após duas leis da Assembleia da República que impunham ao Governo a resolução dos problemas principais dos Oficiais de Justiça, os desejos deste grupo profissional de trabalhadores é que o novo ano não traga mais enganos e desrespeito, mas traga, de uma vez por todas, a resolução justa das suas reivindicações e não “ânimo” ou “energia” ou seja lá o que for com o que se queira iludir mais um ano estes já muito desiludidos trabalhadores.


Comentários

  1. Estou farto de politiquinhos ocos, bons na prosa, mas sem actos. Apenas sabem falar, a maior parte das vezes sem saber do quê.
    Está senhora ainda consegue ser mais política que a anterior, o que já era difícil.
    Não podemos deixar-nos embalar com a canção do bandido.
    Não fez nada e nada irá fazer, pois para ela está tudo bem.
    É só palavras lindas, mas palavras, como já bem sabemos, levá-las o vento.

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  2. Não fez e nada irá fazer?!...

    Então compete aos Sindicatos darem a devida resposta.

    Comunicado do SOJ:

    "...Assim, exige-se ao Ministério da Justiça que, ainda este ano, inicie esses processos. Este Sindicato, SOJ, não se desinveste de apresentar, caso a carreira continue sem respostas, novas ações de luta, ainda que possam coincidir com o período de “suspensão dos prazos judiciais” – 22 de dezembro a 3 de janeiro de 2023.

    Lisboa, 2022-11-30"

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  3. Ai esta é que é a Ministra da Justiça?

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  4. Em novembro de 2019, o Exmo. sr. Diretor Geral cessante, Dr. Luís Borges Freitas, deixava as seguintes palavras na hora da sua saída:
    "Caras e Caros Oficiais de Justiça
    Cesso hoje as funções de diretor-geral da Administração da Justiça, com o consequente regresso ao exercício da judicatura e ao quotidiano partilhado com oficiais de justiça (que também já fui nos idos anos 80).
    Os tempos que se avizinham serão decisivos para os oficiais de justiça, na medida em que será retomado o processo tendente à aprovação do novo Estatuto, algo que se me afigura determinante. Não porque seja um fim em si mesmo, mas antes porque consubstancia a via para a revalorização das carreiras, pela qual passa, segundo julgo, o futuro dos oficiais de justiça.
    Uma revalorização que significará um acréscimo de competências mais exigentes mas também a libertação das tarefas indiferenciadas, necessárias, naturalmente, numa perspetiva global do desempenho das secretarias, mas meramente complementares em face daquela que deve ser a área de atuação privilegiada dos oficiais de justiça. O resultado global conduzir-nos-á, certamente, a um novo modelo de tribunal.
    Enquanto diretor-geral posso assegurar-vos que o Ministério da Justiça esteve sempre empenhado na valorização dos oficiais de justiça. Mas também vos posso assegurar que o Ministério da Justiça não desistirá dessa valorização. É indispensável, no processo que agora se vai iniciar, que os oficiais de justiça, através das entidades que os representam, se empenhem de modo construtivo e pragmático, com a consciência de que um Estatuto para o futuro não pode ser construído sob as amarras do presente.(...)

    Saliento as últimas frases: "um Estatuto para o futuro não pode ser construído sob as amarras do presente".

    Infelizmente saiu de cena e o presente de que falava é hoje passado, pois a realidade que encontramos é bem pior que a vivida à época.

    Há uma série na RTP intitulada de "Algoritmo", vai no episódio 2 da 1ª temporada, é muito interessante para perceber a intenção da sra. Ministra.
    Os seus atos não batem certo com os factos, estes são reveladores da sua verdadeira intenção: primeiro os algoritmos depois os funcionários.

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  5. "revolução", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa:
    Mudança brusca e violenta na estrutura económica, social ou política de um Estado
    Qual é a revolução silenciosa na Justiça? O que faz esta senhora na solidão do seu gabinete? Quem ouve ? Quem a aconselha? O que vê ? O que sabe dos Tribunais? Saberá o que faz sequer um Oficial de Justiça? Terá alguma vez frequentado um Tribunal de comarca, ou só o Constitucional? Quais são as suas especiais capacidades para o cargo, para além de ser invisivel?
    Ou será a sua revolução tão silenciosa, tão silenciosa que nem se vai dar por ela, como não se dá pela existência da ministra?
    A sua existência no cargo apenas interessa àqueles que têm medo de uma verdadeira revolução na justiça!
    Por mim, e tantos e tão graves têm sido os casos de corrupção, arrogância, incompetência, falta de moral e de ética que este governo tem demonstrado, exijo eleições antecipadas, JÁ!!!

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  6. Já iniciou funções?

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  7. Que é que vai pagar a coima que a CMVM vai aplicar à TAP, quem é?

    É muito feio mentir só que fazê-lo à descarada à CMVM vai ficar muito caro...

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  8. Alguém sabe qual foi a resposta ao documento entregue pelo Fernando Jorge ao Senhor ao Presidente da República? Naquele plenário em Lisboa. E a bombita "an"atómica? E os processos a intentar nos tribunais internacionais e dos direitos do homem pelo trabalho de escravidão? E as decisões tomadas nos congressos de Coimbra, etc? Alguém sabe se já foram paridas as tão faladas reivindicações e acções sindicais agressivas, algures?

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  9. TALVEZ PARA 2100

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  10. Para estes dirigentes sindicais, só há uma palavra: DEMISSÃO.

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  11. Só para dizer que o discurso da sra. Ministra denota ter sido elaborado com muito cuidado nas palavras que usou, todas com uma carga muito positiva.

    Todavia, quando o barco mete água sabemos que é inevitável que o mesmo se vá afundar se não conseguirmos dar vazão à mesma, e da mesma forma acontece quanto o trabalho se assoma, os funcionários são cada vez menos e inevitavelmente fica atrasado.

    Não sei qual a intenção do discurso motivacional, porque totalmente desfasado da atitude que tem tomado quanto aos oficiais de justiça, que se julga de completa indiferença.

    Começamos o ano de 2023 derrotados e não há palavras que deem ânimo, por muito redondinhas que sejam já não nos tocam nem a alma nem os corações.

    Hoje sabe-se que a sra. Secretária de Estado do Tesouro, amiga da mulher do sr. Ministro Medina e da confiança do sr. Ministro das Infraestruturas, foi representada por um advogado que é irmão do sr. Presidente da República.

    Ao que se diz, tinha um cargo executivo e era diretora de compras antes de ser indicada para a administração da TAP, terá saído por a CEO da mesma não lhe reconhecer competência e/ou apontar situações que a levaram à saída do cargo, segundo a referida empresa, por renúncia ao cargo mas com uma choruda compensação em acordo sujeito a confidencialidade.

    Agora, diz-se que não foi renúncia, foi revogação e no seu âmbito terá sido fixado aquele valor (de meio milhão de euros), ou seja temos mais um milionário em Portugal às custas do erário público.

    Por sinal a TAP é uma empresa de capitais públicos para injetar milhares de milhões e privada para pagar milhões de indemnizações.

    Face a estas contradições esperamos todos, a menos de 100 horas do novo ano, que esclareçam o que andaram a fazer com o nosso dinheiro, principalmente quando falamos de uma sra. Secretária de Estado do Tesouro.

    Toda a situação pode estar conforme do ponto de vista legal mas totalmente desconforme do ponto de vista moral.

    E não é um qualquer discurso, muito bonito, daqueles que também se fazem nas exéquias fúnebres, que vai levantar o ânimo das carcaças que nós, oficiais de justiça, arrastamos por estes dias.

    Cabe à sra. Ministra em sede própria reivindicar do orçamento de estado os recursos necessários a minimizar o caos que se vive nos serviços e a melhor palavra que possa dizer é aquela que resulta dos seus gestos pois é isso que nos define enquanto Homens.











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  12. Só para acrescentar dizendo que são todos amigos mas ninguém sabe de nada. Parecem andar de cabeça no ar mas não deveriam pois só os aviões da TAP o sabem fazer.

    Mas até os aviões voam pouco pois parece que os seus tripulantes também vão entrar em greve - CINCO dias seguidos (e isto depois de todos nós termos livrado a empresa da falência e lhes salvado o emprego).

    Para trás, no esquecimento profundo, ficam as nossas vidas, do cidadão comum que cada vez mais vê a albarda carregada e o fardo da vida pesado.

    Não há vergonha nem decência, fica apenas a indignação que alimenta um sentimento de revolta por toda a nossa situação.

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  13. Sindicalismo geringonçal:

    A geringonça de Marçal.

    Mas pelo andar da carruagem, temos o outro sindicato, o SOJ, a apanhar boleia nesta geringonça.

    Legitimado em Plenário de Trabalhadores vai disparando uns "very light" como prova de existência para entretenimento.

    Emite comunicados contundentes que não concretiza!

    Greve ao pagamento das quotas de um sindicalismo geringonçal já.

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  14. 500 000 euros de indemnização da TAP a Senhora Secretária de Estado dava para integrar o suplemento no vencimento, 14 vezes por ano, a 1/5 dos Oficiais de Justiça.

    Não há dinheiro!....

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  15. Ao que parece só há dinheiro para determinadas pessoas (por sinal, e pelo que é noticiado, só para os amigos dos amigos, aqueles que se vão embora por não demonstrarem competência no cargo ou por não inspirarem confiança, e que são premiados por isso, pois nem sequer regressou ao cargo executivo que tinha antes de ser administradora).
    A TAP, empresa com capitais públicos que absorveu 3,2 mil milhões de euros, por se considerar ser um símbolo nacional, um garante da nossa economia e ponte de ligação com as comunidades portuguesas no estrangeiro ou países amigos que falam a mesma língua, por estes dias parece ser mais importante que os Tribunais, sendo este um garante da democracia.

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  16. Todos os Colegas têm razão, mas a ser reforçado o orçamento do MJ será apenas para algumas classes, ou alguém se esquece dos tempos da troika, quando se lembraram de suspender ou rasgar aquelas páginas da Coonstituição - porque sabiam que iam ser aumentados - da reforma judiciária que só favorece sempre os mesmos e dos sucessivos aumentos de que têm beneficiado... pra nós só expropriação de ordenado, sempre mais trabalho e pressão...
    Tudo pela "in"acção sindical - chapéus há muitos..
    Penso que devolverei o cartão em 2023 e aproveitarei o valor das quotas para algo mais útil.

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  17. Vai ficar caro a quem???? A todos nós certamente!

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  18. Falar da TAP não resolve os nossos problemas! Pedido de audiência ao Presidente da República!

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  19. Também temos que falar da TAP.

    O Primeiro Ministro diz agora que não sabia de nada.

    Perguntem á Senhora da limpeza!...

    Os casos e os casinhos começam a ser a normalidade!

    Socialismo de caviar.

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  20. Quem é esta pessoa??

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  21. "infelizmente saiu de cena...". Infelizmente foi a personagem ter entrado em cena, pois ainda há, entre nós, quem conheça o início de carreira da personagem. Trepar na carreira e saltar depois para outras não foi pelo esforço, logo aí fica tudo dito...

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  22. Mais 980 milhões para a TAP

    https://www.noticiasaominuto.com/economia/2140684/governo-deu-luz-verde-a-injecao-de-mais-980-milhoes-na-tap.

    E nós, trabalho suplementar não remunerado, até quando?!...

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  23. Fala, fala, fala mas não diz absolutamente NADA...



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  24. Confesso que desconhecia o facto, a ser assim ... já não sei o que dizer ...

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  25. Ora isso é que é investir corretamente o seu ordenado.

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  26. O emigrante disse tudo " o Sr. fala muito bem, mas não faz nada... há 40 anos e tudo na mesma".

    Valha-nos estes nossos patrícios, pois por cá estamos estupidificados e a adorar levar sem vaselina.

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  27. Trabalho suplementar sem pagamento?

    Não acredito.

    Isso é ilegal!

    Ainda para mais no ministério da justiça!

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