“Algo terá de mudar e depressa. É certo que não aceitaremos mais promessas”

      Acabamos mais um ano e não faremos nenhuma retrospetiva ou balanço das ocorrências deste ano, porque, sinceramente, nada ocorreu que mereça relevo, como sempre.

      Eventualmente, poderíamos tão simplesmente apontar o negativismo do ano e dos trabalhadores Oficiais de Justiça, porque, realmente, a haver algo de relevo, será apenas isso.

      No entanto, vamos a seguir transcrever o artigo de opinião subscrito pelo presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), na última publicação, esta semana, na coluna do Correio da Manhã, no qual pretende fazer um balanço do ano, mas, o que acaba por fazer é apenas uma menção negativa, porque o balanço de nada, não dá mesmo para mais nada.

      Marçal afirma que “algo terá de mudar”, e que tal mudança terá de ocorrer “depressa”, porque, ao fechar mais um ano, garante que “É certo que não aceitaremos mais promessas”.

      Diz assim Marçal:

      «Tendo em conta a época em que nos encontramos, mais um ano que chega ao fim, não podíamos deixar de fazer um balanço, que, por exigências próprias da classe, necessita ser realista.

      Somos uma profissão que se revela de primordial importância, por força da qualidade da justiça que necessita estar ao serviço do cidadão.

      Se até os próprios magistrados admitem a escassez gritante de Oficiais de Justiça, facto refletido nos relatórios das 23 comarcas, como podemos nós próprios aceitar que a tutela nos queira substituir por outros trabalhadores sem as mesmas qualificações.

      Na verdade, tal acaba por deixar perplexos e com um sentimento de profunda injustiça, aqueles que todos os dias dão o sangue, suor e lágrimas em nome de uma justiça que não deve, nem pode parar.

      Apesar de ainda precocemente, com a tomada de posse da nova Ministra da Justiça, se ter gerado algum alento inicial, o mesmo depressa se desvaneceu.

      As palavras continuam bonitas, as promessas jorram acompanhadas de largos sorrisos, mas a realidade é só uma: os Oficiais de Justiça continuam em agonia e sem esperança no horizonte.

      O balanço foi claramente negativo: foi mais um ano em que apenas se conseguiu uma mão cheia de nada e um saco cheio de promessas vãs.

      Algo terá de mudar e depressa. É certo que não aceitaremos mais promessas.»

ArtigoCMAntonioMarçal20221227.jpg

      Fontes: "Correio da Manhã" e "SFJ-Facebook".

Comentários

  1. O que deveria mudar já era o passivismo e seguidismo do subscritor do artigo.
    Ele deveria ter sido o catalisador da mudança .
    Deveria ter unido todos os oficiais de justiça contra a injustiça, passividade, inércia e despotismo da tutela.
    Ao invés, nada fez, passando escondido a maior parte do ano.
    Se estamos como estamos , em primeira mão devemos á tutela, mas logo a seguir, colado a mesma, surge este senhor que, ao invés de lutar e unir, cruza os braços e semeia a desunião.
    Mais, deixa no ar que irá desencadear ações de luta e deixa passar meses e anos sem que as mesmas tenham lugar, apesar dos atropelos a classe, fazendo promessas ocas em que ninguém acredita, muito menos ele próprio
    O meu grande desejo profissional para o próximo ano, para que outros se passam realizar a nível profissional é que este senhor saia de cena..

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  2. Eis a teoria do espelho! A crítica feita ao ministério, com toda a razão, é a crítica que se faz ao sindicato. Só que este ministério tem um ano de vida e a direcção do sindicato já tem alguns anos, e ao longo destes anos o que tem feito é precisamente o que é escrito no artigo, NADA!

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  3. Eh pá, não apertem muito com o Marçal.
    Ele já tem tantos problemas para ajudar a resolver à mesa do SEU PS.

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  4. NÃO QUERO SER DERROTISTA MAS VA.OS TER QUE AGUENTAR

    Ao que parece circulam notícias de que a sra ex Secretária de Estado Alexandra Reis terá saido com meio milhão de euros porque terá saído a notícia sobre a auditoria feita e perceberam que os aviões comprados pela TAP, supostamente mais económicos por consumirem menos combustível, terão custado milhares de milhões de dólares, cerca de vinte porcento superior ao valor de mercado.
    O jornalista José Ferreira da SIC levantou a questão ficando no ar a suspeita de luvas de milhões como no caso dos submarinos há alguns anos atrás.


    Deixou ainda no ar a dúvida do porquê da ascenção galopante daquela senhora que coincidindo com a publicação da auditoria foi promovida á tutela da TAP .

    São milhares de milhões de euros a pagar nos próximos anos e não vai haver quem compre a TAP com um encargo deste montante.

    Já se fala que vai ser necessário um novo esforço do Estado a não ser que passe a dar lucro.

    Vamos ver o que 2023 nos trará de esclarecimentos.

    Espero que tudo isto seja mentira.

    Enquanto uns brincam com milhões que faltam por todo o lado, outros sofrem empobrecendo a trabalhar.

    Que o amanhã seja diferente, que o primeiro banho do ano purifique as almas que nos guiam os destinos.

    E que quem nos representa apresente resultados, que mostre determinação e não se poupe ou se deixe capturar por lutas que não são nossas.

    É preciso por os oficiais de justiça em primeiro lugar sempre a frente das aspirações pessoais.

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  5. O homem faz parte do aparelho politico do PS a nivel concelhio. Se afrontar o PS depressa verá a vidinha a andar para trás. Este sindicato está umbilicalmente ligado ao PS. Em primeiro lugar está a carreirinha política dos srs. sindicalistas. Só depois vem o resto. Quanto ao outro sindicato, está umbilicalmente ligado ao PSD. Só por isso tem tomado possição mais acertiva perante o inferno a que estamos diariamente sujeitos. Quem tem licenciatura que saia o mais rápido possivel para técnico superior. Quem está à beira da reforma que se reforme o mais rápido possivel. Quanto aos outros, mais vale ganhar menos 100 ou 200 euros por mês como assistente técnico que ser todos os dias humilhado pelos dirigentes, por juizes e procuradores e estar sujeito a morrer de ataque cardiaco ou apanhar um estado de depressão irreversivel. Segundo me é dado conhecer são já mais oe serviços onde existem mais procuradores que funcionários que o seu contrário. E qualquer individuo com dois dias de tribunais e pelo menos três neurónios a funcionar ao mesmo tempo sabe que uma secção só é funcional com se houver um rácio de dois funcionários por magistrado. Chegámos ao ponto em que temos dirigentes a criar secções com 25 funcionários dos quais apenas 15 deles estão ao serviço. Sendo que esses 15 funcionários estão incumbidos de dar provimento ao serviço de 19 Procuradores. Claro que isto não é ainda esclavagismo, porque há direitos instituidos e só fica ao serviço depois das 17.00 quem for atrassado mental.

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  6. " É certo que não aceitaremos mais promessas."

    Para rir ou chorar?




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  7. Donzilia B.31/12/22 12:14

    Neste último dia de 2022, votos de um melhor 2023, desde já para os AA. deste blogue, com saúde e tranquilo.
    Também iguais votos para todos os colegas O.J. e que a consciência de quem governa a Justiça seja iluminada para que se reconheça que estes O.J. sāo fundamentais na engrenagem e como tal devem ser valorizados.Há milhões de euros no Plano de Recuperação e Resiliência que devem servir também para tal.
    Ainda nāo inventaram "robots" para trabalhar em processos, portanto paguem aos trabalhadores humanos como deve ser.Numa estrutura judiciária em que o "topo" , desde a reforma de 2014 tem vindo a auferir cada vez mais, é uma tristeza que os restantes não sejam compensados na proporção.
    É igualmente inacreditável....
    ........


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  8. Ano de 2022

    Inflação de 7,8%.

    Aumento de 0,9%.


    Assim, até eu faria um brilharete com a Pasta das Finanças...

    Chama-se empobrecimento contínuo!


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  9. DN:

    Governo diz que PIB cresce 6,8% e inflação média anual fica nos 7,8% em 2022
    Medina defendeu esta sexta-feira que a economia portuguesa não só recuperou "integralmente" das perdas provocadas pela pandemia como cresceu em 2022, dando sinais "encorajadores" para 2023"

    Aumentos 0,9%!...

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  10. Ainda não são conhecidos os resultados do estudo científico social sobre relações de trabalho, modo de vida, job burnout e desgaste laboral dos Oficiais de Justiça promovido pelo SFJ, onde se pedia a colaboração de todos para preencherem um inquérito?!...

    Ou foi apenas mais uma sessão de entretenimento, com prova de vida?!...

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  11. António Marçal não foi eleito pelos Oficiais de Justiça para liderar o município da Lousã.

    Assistimos ao definhar de um sindicato gerido por uma liderança "castrada" politicamente.

    Já vimos cair líderes partidários, Ministros e Secretários de Estado por muito menos.

    Está na hora de promover um congresso extraordinário para discutir esta liderança "castrada" politicamente.

    O foco tem que ser às condições de vida e de trabalho dos Oficiais de Justiça e não a carreira política dos atuais dirigentes do SFJ.

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  12. É de chorar, pois não só é trágico o sindicato andar anos e anos a fio com o mesmo discurso, como é trágico o presidente do sindicato não se dar conta da sua inabilidade. Ou então goza connosco!

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  13. Aceitaremos as promessas, aceitaremos tudo. E caladinhos. O que não foi instituído em 25 anos, não vai ser agora.

    Venha o 2023 de mais do mesmo.

    "Desistência silenciosa" é o lema.

    Fazer o que se faz bem feito carece de tempo. Como tal, produzir atos processuais com qualidade.

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  14. É também o meu

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  15. A minha opinião é que o senhor se demita[>;P]

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  16. Os últimos, quando deviam ser os primeiros, é que só agora vêm dizer que algo tem que mudar,
    ah pois tem, em primeiro lugar no sindicato, eleições já!
    o Colega Queirós de Famalicão - que não deixaram falar em Coimbra - que forme equipa que eu apoio.
    Temos que agir, não fingir.
    Bom Ano Novo para todos.

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  17. Para 2023, desejo um ano repleto de vaselina para todos os Oficiais de Justiça.

    Que nunca nos falte a vaselina!!

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  18. Já estamos habituados, infelizmente, a vaselina já não é necessária.

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