Concentrações de Oficiais de Justiça a 17FEV

      É um sábado. Não é preciso fazer greve, não há perda de vencimento, há apenas que possuir um elevado espírito de combate e de missão pelo futuro de cada um e, claro, de todos.


      No dia 17FEV, sábado, os Oficiais de Justiça, movidos pela sua própria iniciativa e impulso, comparecerão em cinco localidades do país para uma concentração máxima que permita reacender a visibilidade para esta carreira, a um nível próximo daquele que outras carreiras estão a ter.


      Está claro para todos que há que fazer algo e esta iniciativa, que parte de um grupo preocupado de Oficiais de Justiça, à margem dos sindicatos, foi também dirigida aos dois sindicatos, apelando à participação de ambos, para engrandecer esta manifestação, enriquecendo-a e tornando-a mais mediática.


      Estamos a cerca de duas semanas, está tudo a ser tratado, como as comunicações legais e formais aos municípios, os contactos com os sindicatos e com a comunicação social, só falta mesmo a participação de cada um.


      Fica aqui o nosso aplauso e vénia aos Oficiais de Justiça envolvidos e identificados no documento que lança esta iniciativa, especialmente ao José Carlos Silva, o primeiro mentor da iniciativa.


      Reservem, portanto, a tarde do sábado 17FEV para dar um saltinho, pelas 14H30, a um dos seguintes locais, o que vos ficar mais à mão.


      – PORTO – local da concentração: Palácio da Justiça do Porto;


      – LISBOA – local da concentração: Assembleia da República;


      – FARO – local da concentração: Palácio da Justiça de Faro;


      – AÇORES – local da concentração: Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores;


      – MADEIRA – local da concentração: Palácio da Justiça do Funchal.


      Os mentores da iniciativa levaram muito tempo a discutir os locais e as localidades, houve muitas propostas e até decorreu uma votação “online”. Foram pesados todos os prós e os contras de todas as propostas e a decisão de limitar a estas cinco localidades teve como pressuposto obter uma maior concentração, em vez da pulverização que ocorreria se se juntassem mais cidades.


      Não é nada fácil decidir pela exclusão quando se pretende grande inclusão e ao longo das últimas semanas assistimos a essa dificuldade e ansiedade dos mentores.


      Seja como for, há agora um ponto de partida para agir que, na realidade não é um ponto de partida, mas um ponto de chegada, de chegada de todos os Oficiais de Justiça que na tarde desse sábado marcarão presença para esta relevante ação.


      Vejam o documento desta iniciativa através da seguinte hiperligação: “O Dia da Concentração dos Oficiais de Justiça”.


      Atenção que esta iniciativa, nascida à margem dos sindicatos, não é contra os sindicatos, é por todos. No documento pode ler-se assim:


      «A classe não deve estar simplesmente à espera que os sindicatos tomem a iniciativa de tudo, podemos e devemos ter ideias de formas de luta, agregar vontades e solicitar ajuda aos sindicatos. Sindicatos fortes fazem uma classe forte! Uma classe forte e com iniciativa faz sindicatos ainda mais fortes!»


      Não é necessário dizer ou fazer mais nada, é só passar a palavra, agendar e comparecer.


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Comentários

  1. A saúde da justiça é vital para a saúde de uma democracia - ouvi hoje na rádio.

    Quando o médico debilita propositadamente o doente para lhe administrar um remédio experimental com eventuais benefícios para os próprios julga-se tratar de um "crime" que lesa todos nós enquanto coletividade organizada.

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  2. O mesmo se diga quando de forma deliberada enfraquece o corpo clínico que trata a doença da corrupção, que só acontece com um tratamento de choque.

    Nesse corpo clínico o Governo (=D Geral Saúde), não atende à insuficiência reportada pelos Magistrados (=médicos) relativamente ao apoio administrativo dos Oficiais de Justiça (=enfermeiros e auxiliares de ação médica) e cuidaram apenas de um específico setor, a PJ (= INEM) esquecendo-se das restantes polícias (Bombeiros e Socorristas).

    Esta desarticulação nas medidas está a revelar-se num retundo falhando das políticas prosseguidas - é o que penso.

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  3. Nada tem a ver com o artigo de hoje, mas alguém sabe quando saem as listas de progressão nos escalões, que estão sem ser atualizadas desde Novembro de 2023?
    Agradecia alguma resposta. Obrigado

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  4. A grande manifestação da PSP/GNR teve início no protesto junto à AR de um só polícia...

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  5. Sou da Guarda e.......OBVIAMENTE, que vou. E tu?

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  6. Mas quando se fala da justiça só se referem às magistraturas! Como não temos representatividade sindical, como a maioria insiste em querer elevar o seu nível académico ninguém liga nos liga nada!!

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  7. Peço desculpa- insiste em não querer.

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  8. Vou aproveitar este comentário e vou ali dar uma volta à retunda e já venho ...

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  9. Eu também vou mas tem que ser uma coisa a sério!!

    Se não for assim nem vale a pena.

    Partir umas montras, incendiar uns caixotes de lixo, grafitar umas paredes com palavras de ordem!!

    Rumo à IV República!

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  10. É chegada a altura de nós organizarmos sem os sindicatos... Não fazem nada de jeito, são uma autêntica vergonha... Os 2

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  11. è mesmo!
    o poder está em quem trabalha no dia a dia

    vamos a isso

    Olhem para os Franceses

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  12. Eu também vou, de Chaves.

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  13. Já deu a volta ...

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  14. Parabéns aos nossos colegas que tiveram a iniciativa. Temos que reagir, tomar a iniciativa de forma livre, sem receios. Os sindicatos têm o seu papel, mas cabe a todos nós tomar também iniciativa, ainda mais, que muitas vezes estes 2 sindicatos pecam por inacção.
    Vamos lá fazer um esforço e rumar à concentração que mais perto estiver. Mostrar de forma bem firme que não paramos mesmo.

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  15. Finalmente a DGAJ reconhece através do Ofício Circular n.º 1/2024 que já existem serviços em rotura por falta de Oficiais de Justiça e que apesar de todos os esforços já não consegue recrutar ninguém!...

    Mas o que fizeram até hoje?!...

    As dirigentes da DGAJ são as principais responsáveis pela rutura de vários serviços da secretaria, por falta de Oficiais de Justiça, por não terem alertado a tutela para esse facto. E, se alertaram e não foram ouvidas, só tinham que ter apresentado a sua demissão.

    "...Oício-Circular n.º 1/2024
    31-01-2024
    DGAJ/DSRH/DRGRH
    Assunto: Destacamentos Excecionais - Núcleos de Cascais e Sintra
    Levo ao conhecimento de V. Exa. que esta Direção-Geral pretende efetuar destacamentos
    excecionais, nos termos do artigo 56.º do Estatuto dos Funcionários de Justiça, de oficiais
    de justiça nas categorias de escrivão auxiliar e técnico de justiça auxiliar para os núcleos
    de Cascais e de Sintra da Secretaria do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste:
    Núcleo de Sintra
    10 destacamentos de escrivães auxiliares
    Núcleo de Cascais
    8 destacamentos de escrivães auxiliares
    4 destacamentos de técnicos de justiça auxiliares
    Esta medida excecional visa dar uma resposta urgente a uma situação de rutura
    extremamente delicada naqueles núcleos em que, esgotados todos os meios ao alcance
    dos órgãos de gestão daquela Comarca e pese embora as diligências efetuadas por desta
    Direção-Geral para reforço dos recursos humanos naqueles núcleos, nomeadamente
    através de colocações oficiosas no âmbito dos movimentos dos oficiais de justiça, face à
    não aceitação das nomeações não foi possível assegurar os serviços essenciais dos núcleos
    de Sintra e de Cascais.
    Porém, esta medida não pode colocar em risco de igual rutura os serviços de outros
    tribunais ou núcleos de secretaria, nesse sentido impõe-se que sejam definidos critérios
    para a concretização dos destacamentos excecionais. ..."

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  16. A manta não dá para todos. Tapa ali e destapa acolá.
    Parece que andam a brincar com isto em vez de resolver as coisas de maneira responsável e profissional.
    Incompetentes.

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  17. DN:

    "....Fonte judicial indica que os atrasos estão relacionados com actos processuais.

    Os oficiais de justiça voltam a abdicar hoje da greve às horas extraordinárias de forma a dar continuidade às diligências do caso Madeira. Os trabalhos devem terminar pelas 20 horas, à semelhança de ontem..."

    Curiosidades da Justiça distributiva:

    Juiz e Procurador da República têm direito a subsídio de renda de casa e de exclusividade, 14 meses por ano isento de IRS;

    A PJ tem direito a um subsídio de risco, 14 meses por ano, em média de 700 euros mensais;

    O Oficial de Justiça tem direito a "abdicar do direito a greve", pasme-se, ao trabalho suplementar não remunerado!...

    E ninguém fica indignado com esta tremenda discriminação!...

    Até quando?!...


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  18. E todos eles, Magistrados e PJ, com direito a um regime diferenciado da aposentação!...

    Mas que porra de Socialismo é este?!....

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  19. Parabéns pela iniciativa. Temos que marcar a nossa presença em grande volume caso contrário ninguém nós liga... Vamos Lá....

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  20. Estes 'colegas' (q abdicaram do direito à greve/ ajoelharam ao senhor juiz) são uns TRISTES!
    Ao nao ajoelharem nem prejuízo no vencinento teriam!
    Vocês são a nossa Vergonha!
    Enfim, temos o que merecemos

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