Greve à entrega das listas
Hoje é o penúltimo dia para a entrega das listas às eleições legislativas de 10MAR. Muitos partidos deixam a apresentação das listas para o penúltimo e para o último dia, desde logo porque ainda estão a concluir a lista, vendo quem fica em que lugar.
Hoje, as três greves relevantes em vigor não têm quaisquer serviços mínimos: durante toda a manhã a greve do SFJ, durante a hora de almoço outra greve do SFJ e à tarde a greve do SOJ. Nenhuma destas greves tem quaisquer serviços mínimos. Já no último dia da entrega das listas, a greve das manhãs do SFJ começa com a primeira diligência agendada e tem serviços mínimos até às 12H30. Depois das 12H30 as greves passam a estar libertas de serviços mínimos, seja na hora do almoço, seja durante toda a tarde e noite, até às 24H00.
A segunda-feira próxima é também o dia de afixar as listas entradas no final do dia.
O horário para receção das listas está prolongado até às 18H00.
Nas eleições legislativas anteriores, a greve que então existia foi atacada por serviços mínimos, designadamente, para assegurar os tramites do processo eleitoral. Desta vez, os serviços mínimos para assegurar o processo eleitoral não existem.
Estamos, portanto, perante uma muito boa oportunidade, nunca tida no passado, de aderir às greves de forma perentória.
Apesar da página do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) apenas conter instruções de como assegurar os serviços mínimos na greve após as 17H00, esses serviços mínimos dessa greve não interessam para nada, uma vez que existe uma outra greve, a do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), para todas as tardes e noites, desde as 13H30 até às 24H00, podendo todos os Oficiais de Justiça aderir a esta greve e à hora que quiserem, designadamente, às 17H00.
Por isso, as instruções do SFJ de como assegurar os serviços mínimos após as 17H00 são desnecessárias e até estorvam o entendimento dos Oficiais de Justiça que, perante essas instruções se podem sentir condicionados a assegurar esses serviços mínimos, porque o seu Sindicato o diz, quando tal constitui uma informação enganadora, pois todos podem aderir à greve do SOJ que, recorde-se, não tem quaisquer serviços mínimos.
Para além do último dia 29JAN corresponder também à afixação pública das listas, no dia seguinte, 30JAN há o sorteio das listas para o boletim de voto.
A este propósito e oportunidade, publicou o SOJ uma nota cujo teor é o seguinte:
«As eleições legislativas vão realizar-se no próximo dia 10 de março. A formalização deste processo eleitoral passa, como sabemos, pelos tribunais.
Acontece que as greves dos Oficiais de Justiça também decorrem durante a realização desse processo e podem ser forma de levar a nossa razão aos partidos políticos, para que entendam da necessidade de alocar meios e condições, para que os Oficiais de Justiça possam cumprir a sua missão e garantir a realização da Justiça.
De recordar que, em 2019, durante o período de entrega das listas às eleições legislativas desse ano, a carreira perdeu a oportunidade de afirmar a sua força, depois de terem sido assumidos compromissos com o SOJ, uma vez que a estratégia deste Sindicato, então reconhecida como “excelente”, se perdeu por razões que nunca nos foram explicadas – exceto as habituais desculpas –, mas que serviram aos interesses da DGAJ.
Há que reiterar, pois alguns colegas ainda desconhecem, a entrega das listas às eleições legislativas decorre até as 18h00, mas a afixação das mesmas, no último dia de prazo, pode prolongar-se até às 24h00.
Mais recentemente, no passado mês de dezembro, depois de ter este Sindicato, SOJ, tornado público que a greve das tardes poderia afetar o processo eleitoral, novamente se assistiu a uma campanha de cariz intimidatório e persecutório, desenvolvida pela DGAJ e seus apaniguados, com base num acórdão que resultou de um aviso prévio de greve, que se desconhecia.
Dito isto, é preciso apurar, e vamos apurar, quem “plantou” nesse acórdão, exarado pelo Colégio Arbitral, o entendimento ilegal de que as greves só podem ser feitas pelos associados dos sindicatos.
A forma como a DGAJ usou esse “entendimento” para intimidar Oficiais de Justiça, nomeadamente colegas colocados na Região Autónoma dos Açores, durante o período de entrega das listas às eleições que aí vão decorrer, demonstrou que não há limites e para a DGAJ “vale tudo”.
Mas a tutela conta, e há que acabar com os “paninhos quentes”, com apoios entre nós. Poderemos sempre tentar desvalorizá-los, mas a verdade é uma só: não tem sido possível, por dificuldades criadas internamente, realizar eficazmente a greve no período em que são entregues as listas de candidatos às eleições.
Bem sabemos que muitos colegas, e temos de os respeitar, constam destas listas. Todavia, como sempre referimos, o interesse individual ou grupal, seja de quem for, não se pode sobrepor ao interesse geral da carreira.
Posto isto, e uma vez que estão em vigor diversas greves, seria ponderado que a designada “greve às horas extraordinárias” fosse suspensa, pelo menos até ao final do mês, para que se evitassem expedientes interpretativos, que serão apresentados pela DGAJ, servindo-se de publicações que se apresentam como de “procedimentos a adotar” para essa greve, com sublinhados de partes da decisão.
Que sentido faz sermos nós, oficiais de justiça, a publicitar que uma diligência que se iniciou tem de ser concluída, quando se sabe que a greve decretada pelo SOJ decorre das 13h30 às 24h00 (24h00 e não 17h00, como foi plantado em alguns documentos) e não tem serviços mínimos, em situação alguma. Haja rigor e verdade!
Assim, e em conclusão, este Sindicato apela a todos os Oficiais de Justiça para que não tenham receio de exercer o seu direito à greve, mesmo durante o período de entrega das listas, que termina a 29 de janeiro.
Não é tempo de declarações, é tempo de ações! A razão está connosco e também a força para sermos ouvidos.»

Fonte: “SOJ Info”.
SINDICATOS
ResponderEliminarApelem a que os oficiais de justiça nos tribunais onde há interrogatórios e julgamentos mediaticos, façam greve a essas audiências a fim de dar visibilidade à luta.
E para compensar esses colegas criem um fundo monetário para que os colegas contribuam a fim de compensar a perda monetaria de quem faz essas greves.
Eu contribuirei.
Fica aqui a sugestão!
Temos de dar nas vistas e esses processos são grande oportunidade.
GREVE!
ResponderEliminarCONCORDO!
ResponderEliminarConcordo.
ResponderEliminarMas também acredito que estes colegas colocados nestes tribunais tenham espírito de missão e estejam comprometidos com os magistrados que ali trabalham de uma forma que os impeça de tomar esta atitude. Nem me estou a referir a ameaças, veladas ou não, que essas merecem ser divulgadas, combatidas e punidas.
Refiro-me a dinâmicas relacionais estabelecidas com base no contexto laboral em que todos se inserem.
O que pretendo dizer, é que já trabalhei com magistrados que foram merecedores de todo o meu esforço acrescido e, por seu lado, com outros que nem mereciam a minha atenção, de tão desprezíveis como pessoas, profissional e intelectualmente.
Não julguemos, neste pressuposto, os colegas que têm esta oportunidade de se fazerem ouvir, neste contexto.
Melhor seria estarem dirigentes sindicais à porta daqueles serviços, até à hora de serem comunicadas as medidas de coação e, aí, fazerem-se ouvir em direto e em todos os media.
Apenas teriam de ser objetivos ao passar a mensagem de que os colegas ali dentro, àquela hora, não estavam a ganhar qualquer suplemento, comparado com os OPC´s também ali presentes e que no dia seguinte,têm de se apresentar ao serviço às nove horas.
ResponderEliminarEntão não façam nada
E continuem a aguardar
olhem para as policias e eles também não deixam ter espirito colaborativo
continuem caldinhos e a levar na cabeça
e depois querem melhorias na carreira?
Não deviam ambos os sindicatos estar no Campus da Justiça com cartazes bem visíveis na defesa dos interesses dos OJ? No próximo estatuto deve ficar bem expressa a proibição de os sindicatos pertencerem a listas partidárias e muito menos serem eleitos deputados. A não esquecer! Isto deu cabo desta classe!
ResponderEliminarE é precisamente com base nessa relação, que os Magistrados devem compreender e aceitar que os colegas/ Oficiais de justiça façam greve. São oportunidades imperdíveis.
ResponderEliminarTudo isso sem o Marçal.
ResponderEliminarEle deve pedir a demissão.
Com ele um passo para a frente, dez para trás.
Não percebe nada da profissão (quanto tempo trabalhou efetivamente nos tribunais? Há quantos anos está no sindicato? - ele não percebe de nada (só treta barata).
Os OPC, concretamente a GNR e a PSP, imobilizaram as viaturas por se mostrarem, alegadamente, inoperacionais, de forma inorgânica foram manifestando o seu desagrado e concentraram-se, para com isso obterem outra visibilidade, na casa de todas as decisões políticas - em frente ao Parlamento.
ResponderEliminarOs otários dos Oficiais de Justiça - porque é disso que se trata - estão contentes com o que têm, começando pela liderança do SFJ, que é uma aberração, a que se segue uma classe maioritariamente envelhecida, enfraquecida pelo desvanecer de uma carreira que estagnou e se perdeu, e sem expetativas de mudança.
Quando há quase 30 anos ingressei nos tribunais, o salário inicial era o dobro do salário mínimo - hoje é quase o equivalente - a que acrescia os SSMJ, o regime diferenciado da aposentação, etc.
Neste século - já não falo no século passado - perdeu-se tudo, a distância para o SMN desvaneceu-se, os SSMJ ficou para as magistraturas e políticos, a aposentação acontece sentado a uma secretária entre baixas médicas e braços caídos.
Repito, somos a classe dos otários.
Enquanto dormíamos acordados e anestesiados pelo dito "socialismo", as magistraturas engordaram e as restantes carreiras do setor da justiça foram valorizadas (veja-se a PJ e os Oficiais dos Registos/IRN, mas também na DGRSP está em curso essa revisão da carreira).
Por cá, pelos tribunais, vive-se o costume, um "temor reverencial" aos magistrados, mas também às ditas "chefias", uma discricionariedade e arbitrariedade na ocupação de lugares de chefia pelos Órgãos de Gestão com o assentimento da DGAJ, quase como se fossemos os seus empregados domésticos - ora agora vais para aqui fazer diligências, ora vais para ali (quase como agora faça a cama, depois lave a loiça ...).
Depois o medo de mudar ... o medo do desconhecido, de apostar em gente diferente.
Falta-nos coragem.
Somos otários.
Caros colegas a oportunidade de greve, com o caso mediático do presidente da câmara da madeira caiu por terra os lambe botas estão preocupados com os coitadinhos dos magistrados que por sua vez estão se a cagar para os oficiais de justiça.
ResponderEliminarImpressionante está postura dos colegas - não existe solidariedade entre nós.
ResponderEliminarA ser assim também não merece nenhuma solidariedade.
Sou licenciado, por isso, não vou ficar amarrado mais tempo a uma luta perdida , a da valorização igual para todos, vou antes lutar pela minha vizinha.
Carreira diferenciada Já.
Quero ser TÉCNICO SUPERIOR DE JUSTIÇA!
Estou em greve hoje e segunda feira será a partir das 13 30... farta disto tudo... vou defender os meus direitos até ao fim...a constituição da república é soberana.
ResponderEliminarTambém eu quero ser técnico superior de justiça! Tenho uma licenciatura! A solução é os licenciados que quiserem deixarem de se reger ao abrigo do estatuto dos OJ e exigir do governo uma carreira dentro da justiça. Não há outra solução! Temos de nos unir!
ResponderEliminarCada um por si!
ResponderEliminarAproveite a vida!
ResponderEliminarO Governo anunciou hoje a atribuição do suplemento de missão aos Oficiais de Justiça que estejam colocados no Ministério Público e exerçam funções de OPC, em moldes idênticos ao que foi atribuído à Polícia Judiciária.
ResponderEliminarEspero que desta vez os sindicatos não recusem esta proposta com a história de que não fica ninguém para trás!!
Muito bem!
ResponderEliminarÉ isso que se deve exigir!
Onde leu isso colega ?
ResponderEliminarZZZZ "cagar" não!!!!! "defecar" ZZZZ
ResponderEliminarNão leu. Inventou!
ResponderEliminarOs colegas do DIAP têm o risco elevado de ... olhe que lhe caia o teto em cima tal é a decadência de algumas instalações, porque risco de vida não o têm - aliás os colegas do DIAP vivem para aquilo, não têm mais vida senão essa e relacionam-se com os magistrados como se fossem da família, desculpem, como se fossem empregados domésticos ... ouvem de tudo e permanecem, como aliás é seu dever, de boca fechada.
ResponderEliminarMiséria de vida a que temos!
ahahahahahahah
ResponderEliminarTambém li agora mesmo.
ResponderEliminarEstá na página oficial.
Quem é que lançou a cana de pesca?
ResponderEliminarÉ que o engodo está podre e já ninguém tem dentes para lhe morder!
Cambada de otários é o que somos.
É preciso lembrar que só exercemos funções em moldes idênticos aos OPC quando nos são delegadas competências de investigação - do género "delego na secretaria - ou no fulano tal - as diligências de investigação, devendo, além do mais, ouvir o ofendido e inquirir as testemunhas pelo mesmo arroladas e, sendo o caso, interrogar o denunciado nos autos, devendo o mesmo ser previamente constituído como arguido nos autos".
ResponderEliminarCaso contrário, as demais diligências, as que são concretamente determinadas nos processos - do género "proceda à inquirição de fulano ou beltrano, devendo o mesmo esclarecer ... toda a factualidade denunciada nos autos", não passam disso mesmo, não assumindo por isso a virtualidade descrita.
Para se manterem ou conquistarem o poder promete-se tudo como se fossemos crianças ociosas por um mimo.
Alguém que ponha termo a este descalabro ....
Começo a ter vergonha desta situação!
Ao comentário das 18:04
ResponderEliminarO nosso estatuto diz expressamente que assumem a qualidade de OPC os oficiais de justiça afectos à investigação criminal.
Até o projecto de novo estatuto diz o mesmo.
Leia, seja intelectualmente honesto e não venha V.Exa com interpretações contrárias à letra e ao espírito da lei!
O observador:
ResponderEliminar" Chefes da PSP alegam que suplemento à PJ é para Governo controlar a investigação
O Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP alega que suplemento de missão atribuído à Polícia Judiciária é tentativa de "este Governo (do PS) controlar ainda mais a investigação"
Agência Lusa
Texto
06 dez. 2023, 11:29 3"
Verdade
ResponderEliminarAnestesiados
Fosca-se
ResponderEliminarAbanem esta carreira porra!
Toda as carreiras a fazer barulho e nós nada.
Que merda esta
0 Público:
ResponderEliminar"Francisco Assis renuncia à presidência do CES e é substituído por Sara Falcão Casaca
Considerando ser “eticamente incompatível” exercer a presidência do CES e ser candidato do PS à Assembleia da República,Francisco Assis decidiu renunciar ao cargo.."
Um bom exemplo a seguir, pela colega Oficial de Justiça, dirigente do SFJ e candidata a deputada pelo PS!...
Ser dirigente do SFJ e, simultaneamente candidata a deputada pelo PS, é eticamente incompatível!...
Já não há volta a dar.
ResponderEliminarEstá tudo perdido.
A meta agora é não sermos ultrapassados pelos assistentes técnicos.
Vim do futuro e posso dizer-vos que daqui a meia dúzia de anos ainda andaremos a lutar por qualquer coisa. Não interessa o quê.
ResponderEliminarO certo é que vamos ficar parados no tempo e a vermos todos os outros a ultrapassar-nos.
No futuro vamos ser os miseráveis da função pública.
ResponderEliminarOs oficiais de justiça afetos a investigação criminal não são todos os oficiais de justiça colocados no DIAP. Como sabe há quem ali tenha apenas funções de registo de papéis.
ResponderEliminarOlhe na GNR por exemplo quem está nas SIIC - secções de inquérito e de investigação criminal - não têm esse valor de subsídio nem o de patrulhamento como é óbvio.
Já somos.
ResponderEliminarA pagarem 800€ nisto, quem vai querer vir? Até pode vir, mas logo que se aperceba do tipo de serviço, verá que não ganha pra bucha nem pro que tem que aturar.
E salta fora.