O Programa para a Justiça do Partido Socialista PS
Continuando com a síntese dos programas políticos, da ronda que iniciamos na segunda-feira da semana passada, chegamos hoje à apresentação do penúltimo programa.
Começamos com uma abordagem aos partidos políticos que atualmente não detêm representação parlamentar e, de seguida, iniciamos a apresentação dos programas dos partidos políticos e coligações que detêm atualmente representação parlamentar.
Todos os dias apresentamos uma síntese dos programas eleitorais, na parte que interessa aos Oficiais de Justiça, de cada um dos 8 partidos com assento parlamentar na atual legislatura, concorrentes a estas eleições legislativas, cuja votação ocorre no próximo domingo, dia 10MAR.
Este é o foco: expor os programas naquilo que puder interessar aos Oficiais de Justiça e à justiça em geral.
O extrato dos programas tem sido apresentado por ordem alfabética de cada denominação.
Depois de no dia 26FEV termos apresentado uma síntese relativa aos 10 pequenos partidos e coligações sem representação parlamentar, a ordem das apresentações dos demais é a seguinte:
– Aliança Democrática AD (27Fev)
– Bloco de Esquerda BE (28Fev)
– Chega CH (29Fev)
– Coligação Democrática Unitária CDU (01Mar)
– Iniciativa Liberal IL (02Mar)
– Livre L (04Mar)
– Partido Socialista PS (05Mar)
– Pessoas, Animais e Natureza PAN (06Mar)
Portanto, hoje, continuamos a abordagem aos programas políticos, desta vez com o Partido Socialista (PS). Verificamos o programa deste partido, naquilo que para aqui nos interessa, tendo verificado que no capítulo dedicado à Administração Pública e à Justiça consta o seguinte:
Relativamente à Administração Pública, lê-se o seguinte:
«Nos anos de governo do Partido Socialista a Administração recuperou do enorme enfraquecimento a que a governação durante a Troika a votou com redução de recursos humanos e materiais, perda de rendimentos, processos de desvinculação de trabalhadores, desinvestimento geral.
Descongelaram-se as carreiras, recuperaram-se rendimentos, aumentou-se o número de trabalhadores públicos e investiu-se na transição digital da Administração Pública. As carreiras foram valorizadas e melhorámos as remunerações – aumentámos a Base Remuneratória da Administração Pública em cerca de 63% e o valor médio anual do ganho médio mensal dos trabalhadores públicos é estimado em 1.910 € (+17,9% face a 2015).
Mas é preciso melhorar ainda mais a governação pública e modernizar e simplificar os procedimentos administrativos e os mecanismos de gestão da Administração Pública, além de valorizar e qualificar os dirigentes e os trabalhadores, através de políticas públicas coerentes e eficazes.
Para tal, o Partido Socialista compromete-se a:
» Adotar modelos inovadores de gestão organizativa, designadamente através da criação e reforço de vários tipos de serviços partilhados e dos centros de competências e concretizar a reorganização administrativa prevista no quadro da concentração de serviços da Administração Pública num mesmo edifício;
» Reduzir a excessiva dependência do setor público face ao fornecimento externo de serviços e de bens;
» Atrair trabalhadores qualificados e rejuvenescer a Administração Pública, através da simplificação dos procedimentos de recrutamento e da valorização das carreiras, designadamente na fase inicial das mesmas, incluindo a recuperação faseada do tempo de serviço congelado nas carreiras que tenham o tempo como fator essencial de progressão, de acordo com o princípio da equidade;
» Aperfeiçoar o modelo de recrutamento e seleção de dirigentes superiores valorizando as funções de direção superior e intermédia da Administração Pública;
» Concluir a revisão das carreiras não revistas, com uma discussão alargada e transparente para harmonizar regimes, garantir a equidade e a sustentabilidade, assegurando percursos profissionais assentes no mérito dos trabalhadores;
» Garantir a atualização anual dos salários respeitando o princípio da não compressão de carreiras por via do aumento do SMN;
» Promover a qualificação e capacitação dos dirigentes e trabalhadores da Administração Pública, garantindo a formação ao longo de toda a carreira, reforçando o papel do Instituto Nacional de Administração;
» Planificar, a médio e longo prazo, as necessidades de recrutamento de técnicos superiores, em função das inovações tecnológicas a introduzir no setor público, antecipando as necessidades futuras de quadros especializados e capacitando-os para novas áreas de governação, garantindo a abertura de um concurso para recrutamento de 1000 técnicos superiores por ano;
» Apostar na simplificação ao nível da tramitação dos diversos tipos de procedimentos administrativos;
» Aproveitar as oportunidades do digital na relação com os cidadãos, tornando a Administração mais proativa, antecipando e resolvendo as necessidades dos cidadãos ao longo dos seus eventos de vida;
» Garantir a total interoperabilidade e partilha de dados entre as entidades da Administração Pública, reforçando a adoção do princípio do “only once”;
» Estabelecer o acesso a uma “cloud” pública a que cada pessoa possa ter acesso, em condições de proteção, privacidade e segurança, para garantir autonomia no acesso digital numa perspetiva de soberania digital;
» Assegurar a eficácia do trabalho em rede da Administração Pública, através de mecanismos de interoperabilidade, e articulando prioridades, abordagens e soluções técnicas em comités técnicos e estratégicos;
» Ter serviços digitais automatizados, simples e sustentáveis centrados nas pessoas e empresas que garantam proximidade, acessibilidade e inclusão;
» Disponibilizar um atendimento omnicanal (digital, vídeo conferência, telefone, presencial) e uma experiência uniforme, através da utilização transversal das plataformas comuns da Administração Pública e da automatização dos serviços;
» Alargar a rede de respostas de atendimento presencial, designadamente nos territórios de baixa densidade, assegurando um horário alargado e apostando, para o efeito, em medidas de prestação de serviços itinerantes;
» Disponibilizar aos portugueses que se encontrem no estrangeiro de sistema de acesso a serviços públicos por videoconferência, através da Plataforma de Atendimento à Distância;
» Incorporar soluções de Inteligência Artificial para analisar grandes volumes de dados e desenhar respostas personalizadas aos cidadãos e às empresas, com vista a desenhar políticas públicas mais eficazes e melhorar o funcionamento dos serviços públicos, sem descurar a regulação da própria Inteligência Artificial, na linha do preconizado pela União Europeia;
» Promover um enquadramento regulatório favorável à “deep tech” e ao seu financiamento, ajudando a preparar a entrada de tecnologias emergentes como o 6G e tecnologias quânticas;
» Implementação de soluções que assegurem uma maior resiliência digital do país a incidentes de cibersegurança, incluindo a adoção de políticas de divulgação e gestão coordenada de vulnerabilidades, a cibersegurança na cadeia de abastecimento de produtos de TIC e serviços de TIC, a certificação de cibersegurança e a educação e formação em cibersegurança;
» Ter uma Administração Pública proativa na antecipação e proposta de serviço para as interações com cidadãos e empresas.»
No que se refere concretamente à justiça, o ponto programático está assim intitulado: "Uma Justiça mais eficiente, mais transparente e mais acessível" e diz o seguinte:
«A crítica generalizada à lentidão da Justiça – ainda que, não raras vezes, focada nos grandes processos-crime mediáticos e na jurisdição administrativa – impede as pessoas de verem assegurados os seus direitos mais elementares e afasta o investimento privado, conferindo à Justiça uma imagem inaceitavelmente negativa. É preciso adotar medidas que reforcem a eficiência e celeridade da Justiça, que a tornem mais transparente e mais acessível para os cidadãos e para as empresas. Além disso, a ninguém podem ser negados os direitos fundamentais ao apoio jurídico e ao acesso aos tribunais por falta de recursos financeiros e as garantias de uma investigação e julgamento em processo crime em conformidade com a Constituição. Para alcançar esses objetivos, é preciso desenvolver um conjunto de políticas públicas em quatro eixos: uso de ferramentas digitais e introdução de alterações ao nível processual; publicitação de dados estatísticos e de decisões; garantia de acesso independentemente de meios financeiros ou outros; e formação de magistrados e valorização de carreiras.
No que se refere à promoção da eficiência e celeridade, o PS irá:
» Simplificar processos e trâmites processuais, especialmente os que resultem de práticas e praxes processuais, eliminando passos e formalidades inúteis, bem como automatizando ações sempre que possível;
» Equacionar, em articulação com os Conselhos Superiores, a criação de novas ferramentas de trabalho no plano da gestão processual que permitam rentabilizar a tecnologia existente;
» Garantir a interoperabilidade entre sistemas informáticos dos tribunais, da Administração Pública, incluindo entidades reguladoras, bem como de entidades estrangeiras e internacionais, com vista ao acesso automático a documentos e informações relevantes;
» Utilizar mecanismos de automatização de tarefas e de Inteligência Artificial para apoio à submissão de documentos, pesquisa avançada, propostas de sumários, jurisprudência, gestão inteligente de atividades, sugestão de documentação a consultar e outras funcionalidades;
» Lançar um programa de identificação de tarefas manuais nos sistemas dos tribunais que possam ser automatizadas;
» Introduzir mecanismos de maior automatização de comunicações, ferramentas para acompanhamento da gestão da ação dos agentes de execução e de maior transparência e rastreabilidade nos mecanismos à disposição destes profissionais, de forma a aumentar a eficácia da capacidade de resposta, prevenir a fraude e reduzir a duração média da ação executiva;
» Disponibilizar mais indicadores de gestão para todos os intervenientes, com utilização de Inteligência Artificial e que permitam, de forma preditiva, antecipar necessidades de alocação de recursos e melhorar a gestão;
» Reforçar os poderes do administrador judicial permitindo que este pratique certos atos de gestão processual e garantindo que os mesmos podem ser recrutados de forma externa, mediante concurso;
» Organizar as secretarias judiciais de modo flexível, permitindo a instituição de secções de processos de apoio transversal especializado a diversas unidades orgânicas, a gestão por agregação das tarefas, a possibilidade de modificação estrutural e a inclusão de sistemas de avaliação e recompensas assentes nos objetivos e finalidades alcançados;
» Criar regimes processuais simplificados para causas de baixo valor ou complexidade, reduzindo o número de interações processuais e limitações à dimensão das peças processuais;
» Prever a definição da competência dos tribunais e da distribuição de processos com base em critérios transparentes relativos à carga processual, sem prejuízo do cumprimento das exigências do princípio do juiz natural;
» Proceder à revisão transversal dos prazos judiciais, adaptando-os de acordo com a complexidade dos processos e promovendo a sua efetiva aplicação;
» Repensar a utilidade e necessidade de vários atos processuais em todas as fases e eliminando os que tenham natureza meramente dilatória;
» No plano da Justiça Penal, dotar o Ministério Público e os órgãos de polícia criminal dos meios (inclusive, tecnológicos) para investigar novas formas de criminalidade, bem como para constituir equipas interdisciplinares de magistrados de investigação criminal;
» Clarificar as formas de coordenação e os poderes hierárquicos da Procuradoria-Geral da República no âmbito dos inquéritos, garantindo uniformização de procedimentos, a celeridade na investigação criminal, a satisfação dos direitos fundamentais constitucionalmente previstos e o efetivo exercício dos poderes hierárquicos quando necessário, sem prejuízo da responsabilidade individual de cada magistrado;
» Permitir a suspensão provisória do processo para um número mais alargado de crimes, desde que todas os sujeitos processuais estejam de acordo;
» Rever as regras sobre conexão de processos, assim evitando os “megaprocessos”, relativamente aos quais a morosidade se coloca de forma particularmente grave;
» No plano da Justiça Administrativa, i) adotar as medidas necessárias para que os instrumentos de agilização e gestão processual previstos na lei sejam efetivamente utilizados e ii) reforçar os recursos que se revelem necessários para a administração da Justiça Administrativa em prazo razoável;
» Reforçar os mecanismos de arbitragem institucionalizada em detrimento da arbitragem administrativa “ad hoc”, que deve ser regulamentada;
» Criar um programa nacional de expansão dos julgados de paz, aproveitando as sinergias com as comunidades intermunicipais e os municípios;
» Aplicar os meios digitais à resolução alternativa de litígios;
» Reforçar o papel do Conselho Consultivo da Justiça, como forma de melhorar o diálogo entre todos os atores da Justiça.
No eixo da transparência, o PS propõe:
» Publicitar periodicamente estatísticas por tribunal, incluindo o número de processos pendentes, a duração média dos processos, a percentagem de revogação de decisões por tribunais de recurso, o número de processos prescritos e em risco e prescrição, bem como os tempos médios expectáveis associados aos processos;
» Construir e divulgar uma base de dados de decisões anonimizadas de todas as instâncias e tribunais, incluindo o registo público eletrónico de decisões interlocutórias e acórdãos dos tribunais arbitrais;
» Criar um serviço que disponibilize aos utentes da Justiça, cidadãos e empresas, a consulta online do estado do seu processo;
» Assegurar que as citações, notificações, mandados ou intimações dirigidas a particulares utilizem sempre linguagem clara e facilmente percetível por não juristas;
» Apresentação e apreciação na Assembleia da República dos relatórios anuais dos Conselhos Superiores.
Para garantir o pleno direito de acesso à Justiça, em condições de igualdade e com equidade, o PS irá:
» Avaliar e rever o modelo de acesso ao direito e à justiça, seja ao nível da instituição de um sistema de apoio judiciário abrangente e eficaz nas suas diversas modalidades mais, seja ao nível do valor das custas judiciais;
» Estudar a introdução do direito de queixa constitucional (ou recurso de amparo), de modo que as pessoas e empresas possam aceder diretamente ao Tribunal Constitucional, a par com a revisão do sistema de fiscalização concreta da constitucionalidade.
As pessoas são o alicerce do sistema de Justiça, pelo que, quanto à seleção e formação de magistrados e à valorização de carreiras, o PS irá:
» Garantir, em articulação com os Conselhos Superiores da Magistratura e o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais e a Procuradoria-Geral da República, que a colocação de recursos humanos corresponde às necessidades efetivas e localizadas do sistema;
» Rever e valorizar as carreiras dos Oficiais de Justiça, dos conservadores de registo e dos oficiais de registo, garantir a adequada formação inicial e valorizar os respetivos conteúdos funcionais;
» Repensar o modelo de recrutamento e de seleção dos novos magistrados judiciais e do Ministério Público;
» Melhorar a formação inicial e a formação contínua dos magistrados, de forma a garantir que estes estão dotados dos conhecimentos indispensáveis ao exercício das suas funções, promovendo a interdisciplinaridade no seu percurso formativo, a utilização de meios de gestão e agilização e o pleno cumprimento dos direitos fundamentais constitucionalmente consagrados;
» Criar um corpo de assessores especializados para os tribunais e investir na sua formação inicial e contínua, a funcionar de forma centralizada, em matérias cuja complexidade técnica o justifique.
Uma Justiça humanista deve ainda promover o apoio às vítimas, assim como desenvolver uma política de reinserção social, pelo que o Partido Socialista irá:
» Reforçar a resposta e o apoio oferecido às vítimas de crimes, em parceria com entidades públicas e privadas;
» Implementar a estratégia nacional para os direitos das vítimas de crime, considerando as vítimas mais vulneráveis (crianças e jovens, mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiências e outras), numa perspetiva de género e de acordo com um modelo de governação integrada;
» Continuar a reformar as infraestruturas prisionais;
» Alargar a competência Tribunais de Execução de Penas de modo a abranger a execução de todas as penas, e não apenas as privativas da liberdade, reforçando o caráter de reinserção social de todas as sanções criminais e libertando os tribunais criminais do acompanhamento dos processos em fase posterior à condenação;
» Desenvolver mais e melhores meios de reinserção social e de execução de penas.»

Fonte: "Partido Socialista - Programa".
Nestes, só poderia equacionar muito remotamente em votar, se me garantissem que renovavam toda a DG e seus dirigentes e que não iriam manter a pobre da Catarina à frente do Ministério, garantido igualmente que a mesma nem sequer se aproximaria dali !!
ResponderEliminarAgora resolvem tudo. São todos os maiores. PP
ResponderEliminarO programa do PS é pura ficção!
ResponderEliminarClassifica-se como uma "inexistência", na medida em que tudo o que escrevem é "letra morta", e tudo o que prometem não passa disso, de promessas sucessivamente incumpridas.
São mestres na arte do engano, da ilusão, do disfarce e da desfaçatez, no dizer que fazem e nada fazerem para acontecer, ou até fazerem o seu contrário.
Diziam que era o ano dos oficiais de justiça, da valorização da carreira e afinal foi o ano em que mais fomos desvalorizados.
E é preciso atentar que a destruição da nossa carreira, enquanto carreira diferenciada vai continuar:
Dizem: «Criar um corpo de assessores especializados para os tribunais e investir na sua formação inicial e contínua, a funcionar de forma centralizada, em matérias cuja complexidade técnica o justifique.»
Ou seja, ao pouco e pouco os oficiais de justiça vão ser substituídos por um corpo de assessores, de Técnicos Superiores, no exercício das funções mais importantes e eminentemente técnicas dos magistrados, ao passo que os oficiais de justiça vão ser relegados para as tarefas mais indiferenciadas quase que equiparados a assistentes administrativos, com um vencimento um poucochinho melhor para nos continuarem a exigir o ridículo (horas extraordinárias não pagas continuando com esta forma moderna, que muitos classificam de exploração e esclavagismo).
Dizem querer uma oportunidade para acabar o que começaram (palavras do António Costa)!?
Ora bem, se é para acabar com a carreira já sabem em quem votar.
Eu não vou à bola com quem nos traiu, com quem nos apresentou um projeto ultrajante, com quem nos queria desclassificar e de forma ardilosa nos dizia querer valorizar.
Quem usa de ardil, utiliza a astúcia do engano e da ilusão, nos falta à palavra dada (aos Oficiais de Justiça e aos Portugueses, pois o anúncio da senhora Catarina foi feito no Parlamento) não nos pode merecer confiança.
Em democracia as eleições são o escrutínio do que foi (ou
não) feito, de acordo com as promessas e programas eleitorais, e são também a aprovação do que se quer fazer para o futuro.
Ora, nesta matéria, não é possível continuarmos a ser otários e acreditar que agora é que vai ser, agora ao cabo de 9 anos pós troika, de um governo virado à esquerda que com a capa de devolver os rendimentos tirados aos trabalhadores teve uma agenda escondida, negociada entre o PS, BE e PCP/CDU, de renacionalização de empresas, como a TAP, etc., quando poderiam e deveriam ter melhorado as condições de trabalho de todos (na saúde, na justiça, na educação, etc.) para não falar no desinvestimento generalizado.
Da análise do Financial Times às eleições portuguesas, referida pela RTP, pela CNN e pelo Observador, entre muitos outros órgãos de comunicação social é bem esclarecedora e traça o retrato real do nosso país.
ResponderEliminarFala-se em "Fuga de Cérebros" , nomeadamente na classe mais jovem e é referido que esta fuga acontece porque em Portugal, dito o país mais pobre da Europa Ocidental, a classe média não consegue sequer comprar casa, é mesmo a que apresenta dos salários mais baixos da UE, onde um jovem não consegue casa própria antes dos 35 anos e até lá tem de viver em casa dos pais.
Os nossos jovens preferem emigrar porque: "Lá fora, contrariamente ao acontece cá, os empregadores estrangeiros, diz, reconhecem o “talento” dos portugueses." - citando um artigo publicado pelo Observador.
Aquele prestigiado jornal tenta explicar o crescimento do Chega, descodificar a personagem Ventura, resumindo que é o descontentamento que leva à aposta de muitos jovens naquele partido.
Eu não acredito em mentirosos, em pessoas que prometem tudo, em partidos misóginos, xenófobos, racistas, enfim em situacionistas que hoje dizem uma coisa e amanhã outra e que aproveitam a franja de descontentamento para angariar o voto.
Mas convenhamos que foi e é por causa do PS que este partido (Chega) cresceu e em termos de mentira, na medida em que também o é quando incumprem o prometido, não vejo diferença nenhuma entre os dois partidos.
O atual líder do PS é uma fraude política, diz que decide e quase sempre decide mal, diz que faz e nada acontece, é dado a muitos esquecimentos e à informalidade, típica de quem não quer assumir responsabilidades. Na TAP começou por dizer que não iria ser reprivatizada e agora é para privatizar, decidiu o aeroporto sem consultar ninguém, sem dar "cavaco de nada" apenas porque sim, cuidando que comprometer milhares de milhões como sucedeu na TAP é normal e habitual de um país pobre - naquela lógica de que é preciso cuidar dos turistas nem que para isso (com a construção do aeroporto) os Portugueses permaneçam incapazes (financeiramente) de comprar casa própria, pois que para a habitação não existiu esse comprometimento de milhares de milhões.
Namora politicamente com a Mortágua e tem encontros políticos com o PCP (aquele partido que concorda com a "intervenção especial" da Rússia na Ucrânia).
Mas alguém saberá a diferença entre um socialismo à esquerda (em que o coletivo predomina sobre o individual e a gestão é feita por uma elite partidária, e segundo a sua lógica de interesses) e um socialismo ao centro (com o respeito pela propriedade individual, pelo trabalho e pela criatividade, em que o mérito é valorizado e em que a gestão é feita, precisamente, pelo mérito e não pelo cartão partidário, com uma justa redistribuição e justiça social).
Na justiça é importante que ela funcione e para isso é preciso meios, nomeadamente humanos, um revisão geral da organização dos serviços e (re)qualificação dos seus quadros.
Este Governo que nos deixa e este PS que nos quer governar não está para aí virado, no que respeita à justiça, diz o que diz mas na verdade não o faz!
ResponderEliminarNa Justiça este PS nem comentário merece!
Eles (políticos) estão desesperados com a abstenção, dizendo que a democracia se faz votando, mas, na minha opinião, e no caso nacional, não é assim.
ResponderEliminarNo caso nacional não há ponta por onde se pegue, e votar no dito "menos mau" é uma distorção da ação democrática.
Por isso, não voto!
E quando vier a ser obrigado votarei nulo ou em branco, mas para já, e no uso da minha liberdade, não voto!
Abraço.
Ah, e se fosse americano, com aqueles dois, também não votaria!
ResponderEliminarColega não votar significa concordar com o que está a ser feito.
ResponderEliminarSignifica, ainda, aceitar o que os outros decidem por si.
Não pense assim.
Note que não há em país algum partido com programa eleitoral com que nos identifiquemos na íntegra, haverá uma componente ideológica a que pessoas inteligentes (como penso ser o seu caso) não estão dispostos a fazer concessões (nomeadamente de valores).
Mas repare que o voto serve também para escrutinar o que se fez pelo partido do governo e a dar um sinal - de mudança ou de manutenção.
Se quer ver as coisas mudarem não faça isso, não fique em casa com o argumento que são todos iguais ou aquele velho adágio popular do "venha o diabo e escolha".
Não deixe o diabo escolher seja você mesmo a ditar o seu futuro e acredite na mudança, porque faz sempre bem quanto mais não seja para acabar com os maus vícios e os compadrios que, no caso, nove anos alimentam.
Acredite que é possível mudar!
Quem será o novo ministro da justiça de Pedro Nuno Santos, uns dizem que será o dr. Mário Belo Morgado, outros dizem ser o atual SEAJ, dr. Jorge Costa.
ResponderEliminarParece que um deles vai para MJ e o outro para PGR.
Fala-se também na Alexandra, mas é sabido que enquanto responsável pela modernização administrativa foi acusado de bullying a funcionários dos registos e não terá boa imagem no setor.
Certo é que tudo ficará pior do que está pois a nada ser feito ou a fazer-se o que propuseram não vai melhorar a nossa situação nos tribunais.
Pelo que dizem, como estagiaram na área de atuação, acham-se preparados para assumir a pasta ... a ânsia deve ser tanta que depressa se saberá quem ganhará a luta.
ResponderEliminar"O voto envergonhado."
ResponderEliminarPor estes dias não se vê muita gente por aqui, seja para criticar ou manifestar o seu apoio.
Esse facto é bem revelador do que somos - a nossa classe, como é bem sabido, é maioritariamente socialista - e apesar de todos os males feitos à carreira lá continuam a encarneirar a aposta no mesmo.
Assemelham-se a crentes, e numa crença religiosa liderada pelo fanatismo, as mentes estão tão formatadas que não conseguem destrinçar o mal do bem, e independentemente dos seus lideres serem manifestamente incompetentes ou incapazes, fazem tudo o que eles mandam.
Por cá, na politica, parece suceder algo muito parecido, pois que independentemente do que um determinado partido faça ou diga e mesmo que não cumpra, merece o "votinho" dos mesmos, até daqueles que se manifestam descontentes mas que na "horinha", de forma envergonhada lá empresta o seu apoio.
Somos uns otários e na Europa caminhamos, cada vez mais depressa, para a zona do "rabejador".
Lérias não adubam sopas.
ResponderEliminarÉ preciso mudar, pois «quem muda "Deus" ajuda» mas atentando sempre que «quem longe vai buscar a boda pelo caminho a deixa toda», ou seja, não devemos enveredar por extremismos.
ResponderEliminarNão ceda à teoria do medo, a mudança faz bem e não há que temer o futuro, antes é preciso fazer a pega correta (seja de cara ou de cernelha).
Se não acredite na mudança então não deixe mesmo assim de votar, seja em quem for, mas ao menos saberá a quem pedir responsabilidades: a si próprio!
Há quem não se queira votar apenas para não se sentir responsabilizado, bem sabendo que não votando tudo ficará na mesma ou com os mesmos e depois, no dia seguinte virá para aqui mostrar o seu descontentamento quando foi cobarde e não teve coragem de dar um sinal a quem não nos cumpriu com o prometido.
ResponderEliminarÉ um dever cívico votar, não importa em quem, e é um dever moral assumir a responsabilidade do que se faz na vida.
Por isso tentar fugir a estes imperativos sociais, que sustentam uma democracia, é revelador daquilo que somos na vida - queremos conduzir o Ferrari do vizinho quando tudo fazemos para conseguir apenas conduzir um "fia-te".
Como oficiais de justiça e na parte que nos interessa, apenas retive do texto "Rever e valorizar as carreiras dos Oficiais de Justiça, dos conservadores de registo e dos oficiais de registo".
ResponderEliminarIsto é igual a nada.
Para nos valorizar, terão que revalorizar os conservadores de registo e os oficiais de registo.
Eu conduzo um Fiat!
ResponderEliminarAlguém que proponha o Marçal para novo ministro da Justiça de Pedro Nuno Santos!!!
ResponderEliminarAinda gostava de ver quais as desculpas esfarrapadas que daria para continuar a não fazer nada pelos Oficiais de Justiça
Mas confesse que gostaria de ter um Ferrari!
ResponderEliminar"Reforçar os poderes do administrador judicial permitindo que este pratique certos atos de gestão processual e garantindo que os mesmos podem ser recrutados de forma externa, mediante concurso".
ResponderEliminarOs xuxas dizem preto no branco que o futuro é o outsourcing e os tarefeiros nos tribunais.
Em prestações sucessivas de serviço.E a prazo.
O governo PS se pagar o que deve por sentença de há mais de meio ano, até 10 de Março, aqui em casa ganha 6 votos, à contrário, o CHEGA ganha 6 votos.
ResponderEliminarValha o que valha.
Tudo o resto é paleio.
9 to 5 Forever. O mal feito já não é reparável.
Nem mais.
ResponderEliminarO que faz o seu, dele, sindicato a um milhão de euros em quotas?
ResponderEliminarVai-se a ver e ainda é como o outro do Minho que tinha ancoradouro e iate privado!
Todos os programas são pura ficção... É para angariar votos nada mais....
ResponderEliminarCada um vota como quer é democracia... Eu só de lembrar do Coelho e da quantidade de medidas inconstitucionais que tentou adotar... Eu que votei nele... Desde então PSD nunca mais...
O português tem memória curta
ResponderEliminarPor causa desse senhor a quantidade de jovens especializados a abandonar o país foi brutal, como brutal foi o aumento de impostos, a justiça foi desmembrada e privatizada pela sua Paulinha e os trabalhadores do Estado pagaram a conta do país com os seus subsídios de natal e férias!
Funcionários públicos suicidaram-se tal a falta de liquidez provocada por tais cortes.
Por tal, PSD, nunca mais .
Ainda mais com o "Montenegro das jantaradas com o Maradona e familiares do Portimonense" ou das "casas modestas", ressuscitador de "múmias paralíticas" de Boliqueime.
À mulher de César não basta ser séria é preciso parecê-lo.
Adeus oficial de justiça.
ResponderEliminarOlá assistente técnico.
Se o PSD ganhar, já vão ver as saudades que tinham dos socialistas, por incrível
ResponderEliminarque pareça... Coelho só na brasa... Nunca mais....
Sim, eu gostaria de ter, para o poder vender.
ResponderEliminarNão invente para desviar intenções de voto.
ResponderEliminarEsses nomes nunca foram mencionados pelo PS.
tretas de troll!
Deixe lá estar Deus descansado que não é para aqui chamado.
ResponderEliminarSomos um Estado laico e precisamos é de liberdade, fraternidade e igualdade de direitos e oportunidades.
Devia estar presente num determinado congresso do um de semana passado ... e ouvir o que eu ouvi ...
ResponderEliminarAlguns são laicos mas portar-se como endeusados e só não acreditam em Deus por não o poderem encarnar ...
ResponderEliminarOlha mais um filósofo como o outro ... que nos levou á banca rota..
ResponderEliminarEstá a falar de agora ou de há quase dez anos atrás?
ResponderEliminarÉ que a sangria de jovens continua e não estamos em crise.
Impressionante, querem o que vinham sempre sonhou um país totalmente á esquerda.
... e tantas secretarias de escola e centros de saúde lá na minha terra para a "mobilidade"!!!
ResponderEliminarSim, o Montenegro das jantaradas com o Maradona da bola.
ResponderEliminarEstranho que os media não o noticiem!
O Maradona em Portugal a jantar com o representante da AD ou lá o que aquela junção de fadistas e extintos da política sejam e ainda familiares do Portimonense!!!
De facto o homem foi ponta de lança em jovem!!!
Não diria melhor
ResponderEliminar