O Programa para a Justiça do Partido Socialista PS

      Continuando com a síntese dos programas políticos, da ronda que iniciamos na segunda-feira da semana passada, chegamos hoje à apresentação do penúltimo programa.


      Começamos com uma abordagem aos partidos políticos que atualmente não detêm representação parlamentar e, de seguida, iniciamos a apresentação dos programas dos partidos políticos e coligações que detêm atualmente representação parlamentar.


      Todos os dias apresentamos uma síntese dos programas eleitorais, na parte que interessa aos Oficiais de Justiça, de cada um dos 8 partidos com assento parlamentar na atual legislatura, concorrentes a estas eleições legislativas, cuja votação ocorre no próximo domingo, dia 10MAR.


      Este é o foco: expor os programas naquilo que puder interessar aos Oficiais de Justiça e à justiça em geral.


      O extrato dos programas tem sido apresentado por ordem alfabética de cada denominação.


      Depois de no dia 26FEV termos apresentado uma síntese relativa aos 10 pequenos partidos e coligações sem representação parlamentar, a ordem das apresentações dos demais é a seguinte:


         – Aliança Democrática AD (27Fev)
         – Bloco de Esquerda BE (28Fev)
         – Chega CH (29Fev)
         – Coligação Democrática Unitária CDU (01Mar)
         – Iniciativa Liberal IL (02Mar)
         – Livre L (04Mar)
         – Partido Socialista PS (05Mar)
         – Pessoas, Animais e Natureza PAN (06Mar)


      Portanto, hoje, continuamos a abordagem aos programas políticos, desta vez com o Partido Socialista (PS). Verificamos o programa deste partido, naquilo que para aqui nos interessa, tendo verificado que no capítulo dedicado à Administração Pública e à Justiça consta o seguinte:


      Relativamente à Administração Pública, lê-se o seguinte:


      «Nos anos de governo do Partido Socialista a Administração recuperou do enorme enfraquecimento a que a governação durante a Troika a votou com redução de recursos humanos e materiais, perda de rendimentos, processos de desvinculação de trabalhadores, desinvestimento geral.


      Descongelaram-se as carreiras, recuperaram-se rendimentos, aumentou-se o número de trabalhadores públicos e investiu-se na transição digital da Administração Pública. As carreiras foram valorizadas e melhorámos as remunerações – aumentámos a Base Remuneratória da Administração Pública em cerca de 63% e o valor médio anual do ganho médio mensal dos trabalhadores públicos é estimado em 1.910 € (+17,9% face a 2015).


      Mas é preciso melhorar ainda mais a governação pública e modernizar e simplificar os procedimentos administrativos e os mecanismos de gestão da Administração Pública, além de valorizar e qualificar os dirigentes e os trabalhadores, através de políticas públicas coerentes e eficazes.


      Para tal, o Partido Socialista compromete-se a:


      » Adotar modelos inovadores de gestão organizativa, designadamente através da criação e reforço de vários tipos de serviços partilhados e dos centros de competências e concretizar a reorganização administrativa prevista no quadro da concentração de serviços da Administração Pública num mesmo edifício;


      » Reduzir a excessiva dependência do setor público face ao fornecimento externo de serviços e de bens;


      » Atrair trabalhadores qualificados e rejuvenescer a Administração Pública, através da simplificação dos procedimentos de recrutamento e da valorização das carreiras, designadamente na fase inicial das mesmas, incluindo a recuperação faseada do tempo de serviço congelado nas carreiras que tenham o tempo como fator essencial de progressão, de acordo com o princípio da equidade;


      » Aperfeiçoar o modelo de recrutamento e seleção de dirigentes superiores valorizando as funções de direção superior e intermédia da Administração Pública;


      » Concluir a revisão das carreiras não revistas, com uma discussão alargada e transparente para harmonizar regimes, garantir a equidade e a sustentabilidade, assegurando percursos profissionais assentes no mérito dos trabalhadores;


      » Garantir a atualização anual dos salários respeitando o princípio da não compressão de carreiras por via do aumento do SMN;


      » Promover a qualificação e capacitação dos dirigentes e trabalhadores da Administração Pública, garantindo a formação ao longo de toda a carreira, reforçando o papel do Instituto Nacional de Administração;


      » Planificar, a médio e longo prazo, as necessidades de recrutamento de técnicos superiores, em função das inovações tecnológicas a introduzir no setor público, antecipando as necessidades futuras de quadros especializados e capacitando-os para novas áreas de governação, garantindo a abertura de um concurso para recrutamento de 1000 técnicos superiores por ano;


      » Apostar na simplificação ao nível da tramitação dos diversos tipos de procedimentos administrativos;


      » Aproveitar as oportunidades do digital na relação com os cidadãos, tornando a Administração mais proativa, antecipando e resolvendo as necessidades dos cidadãos ao longo dos seus eventos de vida;


      » Garantir a total interoperabilidade e partilha de dados entre as entidades da Administração Pública, reforçando a adoção do princípio do “only once”;


      » Estabelecer o acesso a uma “cloud” pública a que cada pessoa possa ter acesso, em condições de proteção, privacidade e segurança, para garantir autonomia no acesso digital numa perspetiva de soberania digital;


      » Assegurar a eficácia do trabalho em rede da Administração Pública, através de mecanismos de interoperabilidade, e articulando prioridades, abordagens e soluções técnicas em comités técnicos e estratégicos;


      » Ter serviços digitais automatizados, simples e sustentáveis centrados nas pessoas e empresas que garantam proximidade, acessibilidade e inclusão;


      » Disponibilizar um atendimento omnicanal (digital, vídeo conferência, telefone, presencial) e uma experiência uniforme, através da utilização transversal das plataformas comuns da Administração Pública e da automatização dos serviços;


      » Alargar a rede de respostas de atendimento presencial, designadamente nos territórios de baixa densidade, assegurando um horário alargado e apostando, para o efeito, em medidas de prestação de serviços itinerantes;


      » Disponibilizar aos portugueses que se encontrem no estrangeiro de sistema de acesso a serviços públicos por videoconferência, através da Plataforma de Atendimento à Distância;


      » Incorporar soluções de Inteligência Artificial para analisar grandes volumes de dados e desenhar respostas personalizadas aos cidadãos e às empresas, com vista a desenhar políticas públicas mais eficazes e melhorar o funcionamento dos serviços públicos, sem descurar a regulação da própria Inteligência Artificial, na linha do preconizado pela União Europeia;


      » Promover um enquadramento regulatório favorável à “deep tech” e ao seu financiamento, ajudando a preparar a entrada de tecnologias emergentes como o 6G e tecnologias quânticas;


      » Implementação de soluções que assegurem uma maior resiliência digital do país a incidentes de cibersegurança, incluindo a adoção de políticas de divulgação e gestão coordenada de vulnerabilidades, a cibersegurança na cadeia de abastecimento de produtos de TIC e serviços de TIC, a certificação de cibersegurança e a educação e formação em cibersegurança;


      » Ter uma Administração Pública proativa na antecipação e proposta de serviço para as interações com cidadãos e empresas.»


      No que se refere concretamente à justiça, o ponto programático está assim intitulado: "Uma Justiça mais eficiente, mais transparente e mais acessível" e diz o seguinte:


      «A crítica generalizada à lentidão da Justiça – ainda que, não raras vezes, focada nos grandes processos-crime mediáticos e na jurisdição administrativa – impede as pessoas de verem assegurados os seus direitos mais elementares e afasta o investimento privado, conferindo à Justiça uma imagem inaceitavelmente negativa. É preciso adotar medidas que reforcem a eficiência e celeridade da Justiça, que a tornem mais transparente e mais acessível para os cidadãos e para as empresas. Além disso, a ninguém podem ser negados os direitos fundamentais ao apoio jurídico e ao acesso aos tribunais por falta de recursos financeiros e as garantias de uma investigação e julgamento em processo crime em conformidade com a Constituição. Para alcançar esses objetivos, é preciso desenvolver um conjunto de políticas públicas em quatro eixos: uso de ferramentas digitais e introdução de alterações ao nível processual; publicitação de dados estatísticos e de decisões; garantia de acesso independentemente de meios financeiros ou outros; e formação de magistrados e valorização de carreiras.


      No que se refere à promoção da eficiência e celeridade, o PS irá:


      » Simplificar processos e trâmites processuais, especialmente os que resultem de práticas e praxes processuais, eliminando passos e formalidades inúteis, bem como automatizando ações sempre que possível;


      » Equacionar, em articulação com os Conselhos Superiores, a criação de novas ferramentas de trabalho no plano da gestão processual que permitam rentabilizar a tecnologia existente;


      » Garantir a interoperabilidade entre sistemas informáticos dos tribunais, da Administração Pública, incluindo entidades reguladoras, bem como de entidades estrangeiras e internacionais, com vista ao acesso automático a documentos e informações relevantes;


      » Utilizar mecanismos de automatização de tarefas e de Inteligência Artificial para apoio à submissão de documentos, pesquisa avançada, propostas de sumários, jurisprudência, gestão inteligente de atividades, sugestão de documentação a consultar e outras funcionalidades;


      » Lançar um programa de identificação de tarefas manuais nos sistemas dos tribunais que possam ser automatizadas;


      » Introduzir mecanismos de maior automatização de comunicações, ferramentas para acompanhamento da gestão da ação dos agentes de execução e de maior transparência e rastreabilidade nos mecanismos à disposição destes profissionais, de forma a aumentar a eficácia da capacidade de resposta, prevenir a fraude e reduzir a duração média da ação executiva;


      » Disponibilizar mais indicadores de gestão para todos os intervenientes, com utilização de Inteligência Artificial e que permitam, de forma preditiva, antecipar necessidades de alocação de recursos e melhorar a gestão;


      » Reforçar os poderes do administrador judicial permitindo que este pratique certos atos de gestão processual e garantindo que os mesmos podem ser recrutados de forma externa, mediante concurso;


      » Organizar as secretarias judiciais de modo flexível, permitindo a instituição de secções de processos de apoio transversal especializado a diversas unidades orgânicas, a gestão por agregação das tarefas, a possibilidade de modificação estrutural e a inclusão de sistemas de avaliação e recompensas assentes nos objetivos e finalidades alcançados;


      » Criar regimes processuais simplificados para causas de baixo valor ou complexidade, reduzindo o número de interações processuais e limitações à dimensão das peças processuais;


      » Prever a definição da competência dos tribunais e da distribuição de processos com base em critérios transparentes relativos à carga processual, sem prejuízo do cumprimento das exigências do princípio do juiz natural;


      » Proceder à revisão transversal dos prazos judiciais, adaptando-os de acordo com a complexidade dos processos e promovendo a sua efetiva aplicação;


      » Repensar a utilidade e necessidade de vários atos processuais em todas as fases e eliminando os que tenham natureza meramente dilatória;


      » No plano da Justiça Penal, dotar o Ministério Público e os órgãos de polícia criminal dos meios (inclusive, tecnológicos) para investigar novas formas de criminalidade, bem como para constituir equipas interdisciplinares de magistrados de investigação criminal;


      » Clarificar as formas de coordenação e os poderes hierárquicos da Procuradoria-Geral da República no âmbito dos inquéritos, garantindo uniformização de procedimentos, a celeridade na investigação criminal, a satisfação dos direitos fundamentais constitucionalmente previstos e o efetivo exercício dos poderes hierárquicos quando necessário, sem prejuízo da responsabilidade individual de cada magistrado;


      » Permitir a suspensão provisória do processo para um número mais alargado de crimes, desde que todas os sujeitos processuais estejam de acordo;


      » Rever as regras sobre conexão de processos, assim evitando os “megaprocessos”, relativamente aos quais a morosidade se coloca de forma particularmente grave;


      » No plano da Justiça Administrativa, i) adotar as medidas necessárias para que os instrumentos de agilização e gestão processual previstos na lei sejam efetivamente utilizados e ii) reforçar os recursos que se revelem necessários para a administração da Justiça Administrativa em prazo razoável;


      » Reforçar os mecanismos de arbitragem institucionalizada em detrimento da arbitragem administrativa “ad hoc”, que deve ser regulamentada;


      » Criar um programa nacional de expansão dos julgados de paz, aproveitando as sinergias com as comunidades intermunicipais e os municípios;


      » Aplicar os meios digitais à resolução alternativa de litígios;


      » Reforçar o papel do Conselho Consultivo da Justiça, como forma de melhorar o diálogo entre todos os atores da Justiça.


      No eixo da transparência, o PS propõe:


      » Publicitar periodicamente estatísticas por tribunal, incluindo o número de processos pendentes, a duração média dos processos, a percentagem de revogação de decisões por tribunais de recurso, o número de processos prescritos e em risco e prescrição, bem como os tempos médios expectáveis associados aos processos;


      » Construir e divulgar uma base de dados de decisões anonimizadas de todas as instâncias e tribunais, incluindo o registo público eletrónico de decisões interlocutórias e acórdãos dos tribunais arbitrais;


      » Criar um serviço que disponibilize aos utentes da Justiça, cidadãos e empresas, a consulta online do estado do seu processo;


      » Assegurar que as citações, notificações, mandados ou intimações dirigidas a particulares utilizem sempre linguagem clara e facilmente percetível por não juristas;


      » Apresentação e apreciação na Assembleia da República dos relatórios anuais dos Conselhos Superiores.


      Para garantir o pleno direito de acesso à Justiça, em condições de igualdade e com equidade, o PS irá:


      » Avaliar e rever o modelo de acesso ao direito e à justiça, seja ao nível da instituição de um sistema de apoio judiciário abrangente e eficaz nas suas diversas modalidades mais, seja ao nível do valor das custas judiciais;


      » Estudar a introdução do direito de queixa constitucional (ou recurso de amparo), de modo que as pessoas e empresas possam aceder diretamente ao Tribunal Constitucional, a par com a revisão do sistema de fiscalização concreta da constitucionalidade.


      As pessoas são o alicerce do sistema de Justiça, pelo que, quanto à seleção e formação de magistrados e à valorização de carreiras, o PS irá:


      » Garantir, em articulação com os Conselhos Superiores da Magistratura e o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais e a Procuradoria-Geral da República, que a colocação de recursos humanos corresponde às necessidades efetivas e localizadas do sistema;


      » Rever e valorizar as carreiras dos Oficiais de Justiça, dos conservadores de registo e dos oficiais de registo, garantir a adequada formação inicial e valorizar os respetivos conteúdos funcionais;


      » Repensar o modelo de recrutamento e de seleção dos novos magistrados judiciais e do Ministério Público;


      » Melhorar a formação inicial e a formação contínua dos magistrados, de forma a garantir que estes estão dotados dos conhecimentos indispensáveis ao exercício das suas funções, promovendo a interdisciplinaridade no seu percurso formativo, a utilização de meios de gestão e agilização e o pleno cumprimento dos direitos fundamentais constitucionalmente consagrados;


      » Criar um corpo de assessores especializados para os tribunais e investir na sua formação inicial e contínua, a funcionar de forma centralizada, em matérias cuja complexidade técnica o justifique.


      Uma Justiça humanista deve ainda promover o apoio às vítimas, assim como desenvolver uma política de reinserção social, pelo que o Partido Socialista irá:


      » Reforçar a resposta e o apoio oferecido às vítimas de crimes, em parceria com entidades públicas e privadas;


      » Implementar a estratégia nacional para os direitos das vítimas de crime, considerando as vítimas mais vulneráveis (crianças e jovens, mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiências e outras), numa perspetiva de género e de acordo com um modelo de governação integrada;


      » Continuar a reformar as infraestruturas prisionais;


      » Alargar a competência Tribunais de Execução de Penas de modo a abranger a execução de todas as penas, e não apenas as privativas da liberdade, reforçando o caráter de reinserção social de todas as sanções criminais e libertando os tribunais criminais do acompanhamento dos processos em fase posterior à condenação;


      » Desenvolver mais e melhores meios de reinserção social e de execução de penas.»


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      Fonte: "Partido Socialista - Programa".

Comentários

  1. Anónimo5/3/24 08:30

    Nestes, só poderia equacionar muito remotamente em votar, se me garantissem que renovavam toda a DG e seus dirigentes e que não iriam manter a pobre da Catarina à frente do Ministério, garantido igualmente que a mesma nem sequer se aproximaria dali !!



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  2. Anónimo5/3/24 09:03

    Agora resolvem tudo. São todos os maiores. PP

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  3. Anónimo5/3/24 09:36

    O programa do PS é pura ficção!

    Classifica-se como uma "inexistência", na medida em que tudo o que escrevem é "letra morta", e tudo o que prometem não passa disso, de promessas sucessivamente incumpridas.

    São mestres na arte do engano, da ilusão, do disfarce e da desfaçatez, no dizer que fazem e nada fazerem para acontecer, ou até fazerem o seu contrário.

    Diziam que era o ano dos oficiais de justiça, da valorização da carreira e afinal foi o ano em que mais fomos desvalorizados.

    E é preciso atentar que a destruição da nossa carreira, enquanto carreira diferenciada vai continuar:

    Dizem: «Criar um corpo de assessores especializados para os tribunais e investir na sua formação inicial e contínua, a funcionar de forma centralizada, em matérias cuja complexidade técnica o justifique.»

    Ou seja, ao pouco e pouco os oficiais de justiça vão ser substituídos por um corpo de assessores, de Técnicos Superiores, no exercício das funções mais importantes e eminentemente técnicas dos magistrados, ao passo que os oficiais de justiça vão ser relegados para as tarefas mais indiferenciadas quase que equiparados a assistentes administrativos, com um vencimento um poucochinho melhor para nos continuarem a exigir o ridículo (horas extraordinárias não pagas continuando com esta forma moderna, que muitos classificam de exploração e esclavagismo).

    Dizem querer uma oportunidade para acabar o que começaram (palavras do António Costa)!?

    Ora bem, se é para acabar com a carreira já sabem em quem votar.

    Eu não vou à bola com quem nos traiu, com quem nos apresentou um projeto ultrajante, com quem nos queria desclassificar e de forma ardilosa nos dizia querer valorizar.

    Quem usa de ardil, utiliza a astúcia do engano e da ilusão, nos falta à palavra dada (aos Oficiais de Justiça e aos Portugueses, pois o anúncio da senhora Catarina foi feito no Parlamento) não nos pode merecer confiança.

    Em democracia as eleições são o escrutínio do que foi (ou
    não) feito, de acordo com as promessas e programas eleitorais, e são também a aprovação do que se quer fazer para o futuro.

    Ora, nesta matéria, não é possível continuarmos a ser otários e acreditar que agora é que vai ser, agora ao cabo de 9 anos pós troika, de um governo virado à esquerda que com a capa de devolver os rendimentos tirados aos trabalhadores teve uma agenda escondida, negociada entre o PS, BE e PCP/CDU, de renacionalização de empresas, como a TAP, etc., quando poderiam e deveriam ter melhorado as condições de trabalho de todos (na saúde, na justiça, na educação, etc.) para não falar no desinvestimento generalizado.

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  4. Anónimo5/3/24 10:02

    Da análise do Financial Times às eleições portuguesas, referida pela RTP, pela CNN e pelo Observador, entre muitos outros órgãos de comunicação social é bem esclarecedora e traça o retrato real do nosso país.

    Fala-se em "Fuga de Cérebros" , nomeadamente na classe mais jovem e é referido que esta fuga acontece porque em Portugal, dito o país mais pobre da Europa Ocidental, a classe média não consegue sequer comprar casa, é mesmo a que apresenta dos salários mais baixos da UE, onde um jovem não consegue casa própria antes dos 35 anos e até lá tem de viver em casa dos pais.

    Os nossos jovens preferem emigrar porque: "Lá fora, contrariamente ao acontece cá, os empregadores estrangeiros, diz, reconhecem o “talento” dos portugueses." - citando um artigo publicado pelo Observador.

    Aquele prestigiado jornal tenta explicar o crescimento do Chega, descodificar a personagem Ventura, resumindo que é o descontentamento que leva à aposta de muitos jovens naquele partido.

    Eu não acredito em mentirosos, em pessoas que prometem tudo, em partidos misóginos, xenófobos, racistas, enfim em situacionistas que hoje dizem uma coisa e amanhã outra e que aproveitam a franja de descontentamento para angariar o voto.

    Mas convenhamos que foi e é por causa do PS que este partido (Chega) cresceu e em termos de mentira, na medida em que também o é quando incumprem o prometido, não vejo diferença nenhuma entre os dois partidos.

    O atual líder do PS é uma fraude política, diz que decide e quase sempre decide mal, diz que faz e nada acontece, é dado a muitos esquecimentos e à informalidade, típica de quem não quer assumir responsabilidades. Na TAP começou por dizer que não iria ser reprivatizada e agora é para privatizar, decidiu o aeroporto sem consultar ninguém, sem dar "cavaco de nada" apenas porque sim, cuidando que comprometer milhares de milhões como sucedeu na TAP é normal e habitual de um país pobre - naquela lógica de que é preciso cuidar dos turistas nem que para isso (com a construção do aeroporto) os Portugueses permaneçam incapazes (financeiramente) de comprar casa própria, pois que para a habitação não existiu esse comprometimento de milhares de milhões.

    Namora politicamente com a Mortágua e tem encontros políticos com o PCP (aquele partido que concorda com a "intervenção especial" da Rússia na Ucrânia).

    Mas alguém saberá a diferença entre um socialismo à esquerda (em que o coletivo predomina sobre o individual e a gestão é feita por uma elite partidária, e segundo a sua lógica de interesses) e um socialismo ao centro (com o respeito pela propriedade individual, pelo trabalho e pela criatividade, em que o mérito é valorizado e em que a gestão é feita, precisamente, pelo mérito e não pelo cartão partidário, com uma justa redistribuição e justiça social).

    Na justiça é importante que ela funcione e para isso é preciso meios, nomeadamente humanos, um revisão geral da organização dos serviços e (re)qualificação dos seus quadros.

    Este Governo que nos deixa e este PS que nos quer governar não está para aí virado, no que respeita à justiça, diz o que diz mas na verdade não o faz!

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  5. Anónimo5/3/24 11:31


    Na Justiça este PS nem comentário merece!



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  6. Anónimo5/3/24 11:58

    Eles (políticos) estão desesperados com a abstenção, dizendo que a democracia se faz votando, mas, na minha opinião, e no caso nacional, não é assim.

    No caso nacional não há ponta por onde se pegue, e votar no dito "menos mau" é uma distorção da ação democrática.

    Por isso, não voto!
    E quando vier a ser obrigado votarei nulo ou em branco, mas para já, e no uso da minha liberdade, não voto!

    Abraço.

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  7. Anónimo5/3/24 11:59

    Ah, e se fosse americano, com aqueles dois, também não votaria!

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  8. Anónimo5/3/24 12:56

    Colega não votar significa concordar com o que está a ser feito.

    Significa, ainda, aceitar o que os outros decidem por si.

    Não pense assim.

    Note que não há em país algum partido com programa eleitoral com que nos identifiquemos na íntegra, haverá uma componente ideológica a que pessoas inteligentes (como penso ser o seu caso) não estão dispostos a fazer concessões (nomeadamente de valores).

    Mas repare que o voto serve também para escrutinar o que se fez pelo partido do governo e a dar um sinal - de mudança ou de manutenção.

    Se quer ver as coisas mudarem não faça isso, não fique em casa com o argumento que são todos iguais ou aquele velho adágio popular do "venha o diabo e escolha".

    Não deixe o diabo escolher seja você mesmo a ditar o seu futuro e acredite na mudança, porque faz sempre bem quanto mais não seja para acabar com os maus vícios e os compadrios que, no caso, nove anos alimentam.

    Acredite que é possível mudar!

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  9. Anónimo5/3/24 13:22

    Quem será o novo ministro da justiça de Pedro Nuno Santos, uns dizem que será o dr. Mário Belo Morgado, outros dizem ser o atual SEAJ, dr. Jorge Costa.
    Parece que um deles vai para MJ e o outro para PGR.

    Fala-se também na Alexandra, mas é sabido que enquanto responsável pela modernização administrativa foi acusado de bullying a funcionários dos registos e não terá boa imagem no setor.

    Certo é que tudo ficará pior do que está pois a nada ser feito ou a fazer-se o que propuseram não vai melhorar a nossa situação nos tribunais.

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  10. Anónimo5/3/24 13:40

    Pelo que dizem, como estagiaram na área de atuação, acham-se preparados para assumir a pasta ... a ânsia deve ser tanta que depressa se saberá quem ganhará a luta.

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  11. Anónimo5/3/24 13:50

    "O voto envergonhado."

    Por estes dias não se vê muita gente por aqui, seja para criticar ou manifestar o seu apoio.

    Esse facto é bem revelador do que somos - a nossa classe, como é bem sabido, é maioritariamente socialista - e apesar de todos os males feitos à carreira lá continuam a encarneirar a aposta no mesmo.

    Assemelham-se a crentes, e numa crença religiosa liderada pelo fanatismo, as mentes estão tão formatadas que não conseguem destrinçar o mal do bem, e independentemente dos seus lideres serem manifestamente incompetentes ou incapazes, fazem tudo o que eles mandam.

    Por cá, na politica, parece suceder algo muito parecido, pois que independentemente do que um determinado partido faça ou diga e mesmo que não cumpra, merece o "votinho" dos mesmos, até daqueles que se manifestam descontentes mas que na "horinha", de forma envergonhada lá empresta o seu apoio.

    Somos uns otários e na Europa caminhamos, cada vez mais depressa, para a zona do "rabejador".

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  12. Lérias não adubam sopas.

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  13. Anónimo5/3/24 14:06

    É preciso mudar, pois «quem muda "Deus" ajuda» mas atentando sempre que «quem longe vai buscar a boda pelo caminho a deixa toda», ou seja, não devemos enveredar por extremismos.

    Não ceda à teoria do medo, a mudança faz bem e não há que temer o futuro, antes é preciso fazer a pega correta (seja de cara ou de cernelha).

    Se não acredite na mudança então não deixe mesmo assim de votar, seja em quem for, mas ao menos saberá a quem pedir responsabilidades: a si próprio!

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  14. Anónimo5/3/24 14:11

    Há quem não se queira votar apenas para não se sentir responsabilizado, bem sabendo que não votando tudo ficará na mesma ou com os mesmos e depois, no dia seguinte virá para aqui mostrar o seu descontentamento quando foi cobarde e não teve coragem de dar um sinal a quem não nos cumpriu com o prometido.

    É um dever cívico votar, não importa em quem, e é um dever moral assumir a responsabilidade do que se faz na vida.

    Por isso tentar fugir a estes imperativos sociais, que sustentam uma democracia, é revelador daquilo que somos na vida - queremos conduzir o Ferrari do vizinho quando tudo fazemos para conseguir apenas conduzir um "fia-te".

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  15. Anónimo5/3/24 15:00

    Como oficiais de justiça e na parte que nos interessa, apenas retive do texto "Rever e valorizar as carreiras dos Oficiais de Justiça, dos conservadores de registo e dos oficiais de registo".
    Isto é igual a nada.
    Para nos valorizar, terão que revalorizar os conservadores de registo e os oficiais de registo.

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  16. Anónimo5/3/24 16:22

    Eu conduzo um Fiat!

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  17. Anónimo5/3/24 17:06

    Alguém que proponha o Marçal para novo ministro da Justiça de Pedro Nuno Santos!!!

    Ainda gostava de ver quais as desculpas esfarrapadas que daria para continuar a não fazer nada pelos Oficiais de Justiça

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  18. Anónimo5/3/24 17:56

    Mas confesse que gostaria de ter um Ferrari!

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  19. Anónimo5/3/24 19:06

    "Reforçar os poderes do administrador judicial permitindo que este pratique certos atos de gestão processual e garantindo que os mesmos podem ser recrutados de forma externa, mediante concurso".

    Os xuxas dizem preto no branco que o futuro é o outsourcing e os tarefeiros nos tribunais.

    Em prestações sucessivas de serviço.E a prazo.

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  20. Anónimo5/3/24 19:44

    O governo PS se pagar o que deve por sentença de há mais de meio ano, até 10 de Março, aqui em casa ganha 6 votos, à contrário, o CHEGA ganha 6 votos.

    Valha o que valha.

    Tudo o resto é paleio.

    9 to 5 Forever. O mal feito já não é reparável.

    ResponderEliminar
  21. Anónimo5/3/24 19:47

    O que faz o seu, dele, sindicato a um milhão de euros em quotas?

    Vai-se a ver e ainda é como o outro do Minho que tinha ancoradouro e iate privado!

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  22. Anónimo5/3/24 20:02

    Todos os programas são pura ficção... É para angariar votos nada mais....
    Cada um vota como quer é democracia... Eu só de lembrar do Coelho e da quantidade de medidas inconstitucionais que tentou adotar... Eu que votei nele... Desde então PSD nunca mais...

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  23. Anónimo5/3/24 20:49

    O português tem memória curta
    Por causa desse senhor a quantidade de jovens especializados a abandonar o país foi brutal, como brutal foi o aumento de impostos, a justiça foi desmembrada e privatizada pela sua Paulinha e os trabalhadores do Estado pagaram a conta do país com os seus subsídios de natal e férias!

    Funcionários públicos suicidaram-se tal a falta de liquidez provocada por tais cortes.

    Por tal, PSD, nunca mais .

    Ainda mais com o "Montenegro das jantaradas com o Maradona e familiares do Portimonense" ou das "casas modestas", ressuscitador de "múmias paralíticas" de Boliqueime.


    À mulher de César não basta ser séria é preciso parecê-lo.





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  24. Anónimo5/3/24 21:05

    Adeus oficial de justiça.

    Olá assistente técnico.

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  25. Anónimo5/3/24 21:53

    Se o PSD ganhar, já vão ver as saudades que tinham dos socialistas, por incrível
    que pareça... Coelho só na brasa... Nunca mais....

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  26. Anónimo5/3/24 22:24

    Sim, eu gostaria de ter, para o poder vender.

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  27. Anónimo6/3/24 00:00

    Não invente para desviar intenções de voto.
    Esses nomes nunca foram mencionados pelo PS.
    tretas de troll!

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  28. Anónimo6/3/24 00:11

    Deixe lá estar Deus descansado que não é para aqui chamado.
    Somos um Estado laico e precisamos é de liberdade, fraternidade e igualdade de direitos e oportunidades.

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  29. Anónimo6/3/24 00:18

    Devia estar presente num determinado congresso do um de semana passado ... e ouvir o que eu ouvi ...

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  30. Anónimo6/3/24 00:20

    Alguns são laicos mas portar-se como endeusados e só não acreditam em Deus por não o poderem encarnar ...

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  31. Anónimo6/3/24 00:23

    Olha mais um filósofo como o outro ... que nos levou á banca rota..

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  32. Anónimo6/3/24 00:27

    Está a falar de agora ou de há quase dez anos atrás?

    É que a sangria de jovens continua e não estamos em crise.

    Impressionante, querem o que vinham sempre sonhou um país totalmente á esquerda.

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  33. Anónimo6/3/24 19:03

    ... e tantas secretarias de escola e centros de saúde lá na minha terra para a "mobilidade"!!!

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  34. Anónimo6/3/24 19:11

    Sim, o Montenegro das jantaradas com o Maradona da bola.

    Estranho que os media não o noticiem!

    O Maradona em Portugal a jantar com o representante da AD ou lá o que aquela junção de fadistas e extintos da política sejam e ainda familiares do Portimonense!!!

    De facto o homem foi ponta de lança em jovem!!!

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  35. Anónimo7/3/24 07:25

    Não diria melhor

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