A Determinação que agora é necessária
Se na quarta-feira, dia 24ABR, a adesão às greves desse dia rondou, segundo o SFJ, os 90%, ontem, sexta-feira, dia 26ABR, a adesão, segundo o SOJ, rondou os 100%.
Daquilo que conseguimos apurar, de facto a adesão foi muito maior ontem, aliás, como já bem se podia prever, pelo facto da facilidade de aliar a greve ao descanso da ponte para o fim-de-semana. Ontem houve muitos mais tribunais e serviços do Ministério Público completamente encerrados.
Estes dois últimos dias da greve das manhãs do SFJ terminaram com grande êxito no que se refere à adesão.
A partir de ontem terminaram as greves das manhãs do SFJ. Estas greves das manhãs são retomadas brevemente, a partir do dia 07MAI, nos mesmos moldes que as anteriores, embora os serviços mínimos ainda não estejam finalizados.
A partir de 07MAI começa a greve das três manhãs: segundas. terças e quintas-feiras. Nestes dias a greve começa à hora da primeira diligência agendada (se houver) e, uma vez iniciada a greve segue até às 12H30. Esta greve destes três dias, tal como antes, têm serviços mínimos propostos pelo SFJ, contrapostos pela DGAJ e, por fim, acordados entre ambos, não tendo sido necessário convocar o colégio arbitral para esta greve, em face do acordo alcançado em reunião na DGAEP ocorrida no dia 24ABR, tendo o SFJ anuído na ampliação dos serviços mínimos propostos no sentido indicado pela DGAJ.
A partir de 08MAI começa a greve das duas manhãs: quartas e sextas. Nestes dias a greve tem início às 09H00 e termo às 12H30, não estando dependente de agendamentos. Para esta greve o SFJ não apresentou serviços mínimos, tendo-os apresentado a DGAJ mas, neste caso, o SFJ não os aceitou, pelo que, não havendo acordo, foi convocado um colégio arbitral para decidir o diferendo.
Todas as greves ativas estão na nossa lista no cimo da nossa página, sendo constantemente atualizadas com os últimos desenvolvimentos, seja quanto à fixação de serviços mínimos, seja no que se refere às decisões de recurso que os possam alterar. Atendendo à variedade de greves existentes e às variantes dos dias, horas e serviços mínimos decretados e anulados, torna-se imprescindível consultar a lista das greves ativas que disponibilizamos.
Hoje, sábado, dia de turno, também há greve. Atenção que aos sábados também há uma greve ativa que pode ser usada por todos os Oficiais de Justiça sem qualquer preocupação com os serviços mínimos, porque inexistem.
Este sábado poderá haver um acréscimo de trabalho devido aos três dias de encerramento dos tribunais e dos serviços do Ministério Público.
O horário do turno dos sábados vai até às 13H00 e pode ser prolongado pela tarde e noite dentro, se for necessário.
No entanto, os Oficiais de Justiça dispõem de uma greve à qual podem aderir, também hoje sábado e todos os sábados, sem cortes de vencimento nem perda do pagamento das manhãs de turno e, atenção: sem preocupações com serviços mínimos.
Esta greve começa às 13H30 e termina às 24H00 e é a greve convocada pelo SOJ para todas as tardes, incluindo os sábados.
Assim, os Oficiais de Justiça podem abandonar, por greve, o serviço de turno às 13H30 e apenas voltar ao serviço se ficar agendada alguma diligência para depois da meia-noite, caso contrário: “bom fim-de-semana!”, haja detidos com as 48 horas a terminar, prova e atos a validar, etc.; não há quaisquer serviços mínimos a assegurar, porque não foram fixados.
Bem sabem os Oficiais de Justiça que está marcada uma reunião inicial com o Ministério da Justiça para o dia 03MAI e que a essa reunião se seguirão outras, pelo que nada está garantido. Por tal motivo, na ausência de qualquer garantia, os Oficiais de Justiça têm a obrigação de mostrar a sua postura, indubitavelmente determinada.
A DGAJ, a secretária de Estado adjunta e da Justiça e a ministra da Justiça, têm de estar bem cientes que, agora, os Oficiais de Justiça estão firmemente unidos na determinação da luta pela defesa e valorização da sua carreira, sem qualquer dúvida, estando dispostos a toda a luta que seja necessária, como vêm demonstrando.
Por isso, também aos sábados e especialmente hoje, o dia é também de luta, não acarretando qualquer corte no vencimento. De igual forma, tendo ficado liberta de serviços mínimos a greve do SFJ após as 17H00, sem que aqueles que adiram a esta greve sofram qualquer penalização salarial, tal como na hora do almoço. Ou seja, munidos destas greves sem cortes e sem serviços mínimos, está na hora dos Oficiais de Justiça mostrarem a sua fibra, pelo menos aqueles que, de facto, a têm.

Muita greve e união.
ResponderEliminarOu pagam em condições e atualizam uma tabela com 25 anos ,ou não vamos ceder
Até gostava que os numeros da greve fossem esses, mas não foram.
ResponderEliminarQuem estava de férias ou com artigos ou de baixa não está em greve.
Infelizmente as greves na nossa profissão não têm nunca o efeito pretendido por causa dos serviços mínimos. Sejam de 1 mês ou de 1 ano.
Infelizmente muitos ainda não perceberam isso. Nem vão perceber.
Tem o efeito de adiar os julgamentos e rebentar com a preciosa estatística...
ResponderEliminarSecalhar ainda não percebeu isso...
E agora o Jic sem ter de ficar a trabalhar...
Muitos podem ser libertados...
Ainda não deve ter percebido que os serviços estão á beira da ruptura e uma greve a larga escala é o empurrão que necessitam, para estourar de vez...
ResponderEliminarVocê é que ainda não percebeu isso, nem o que está em causa.
Anda pela sombra, está visto.
ResponderEliminarMuitos ojs só se vão dar conta da vida de miseria quando estiverem sozinhos numa secção onde deviam estar 4 ou 5 e não estão porque não há gente.
Uns reformam-se, outros em burnout, outros largam isto, outros morrem e a tutela não faz caso. Não consegue captar novas admissões para trabalho escravo.
Obrigado a este blogue.
ResponderEliminarBom serviço prestado.
Para que interessa a união e a determinação se os sindicatos chegam à reunião e dizem que querem o suplemento e tudo o resto faseado? Quando me lembro disso, desisto logo de fazer greve!
ResponderEliminarOs sindicatos realmente deixam muito a desejar.
ResponderEliminarA merda dos 10%, é incompreensível.
Para parar a luta só aumentos reais e imediatos não a treta dia 10%, que da 30,00 a fim do mês.
Espero muito bem que não.
ResponderEliminarTodavia, depende para onde o vento esteja. Tenho mais medo do Marçal que da ministra, infelizmente
Realmente há greves em barda. Mas se nos lembrarmos a greve que ultimamente mais brado deu foi a dos “actos”. Para quando mais uma greve similar com actos que façam mesmo mossa? Estatística, honorários, diligências e mais alguns que realmente fazem a diferença.
ResponderEliminarEstás greves são importantes mas já nos apercebemos que com elas ninguém nos leva a sério.
Greve aos atos jáaa haja coragem
ResponderEliminarInfelizmente, não é só nessa comarca.
ResponderEliminarE o que dizer dos(as) secretários de justiça em que o curso foi declarado inconstitucional?
Será que dos advogados dos sindicatos não há nenhum estratega que dê uma ideia de luta diferente e que faça mossa a doer?
ResponderEliminarNão foi o curso mas sim a fórmula. Essa que tb se aplica a outras categorias.
ResponderEliminarMas onde há ilegalidades? A senhora juiz escolhe quem quer, é isso que diz a lei. O que vocês não gostam é de cumprir as decisões dos juízes.
ResponderEliminarTraficantes libertados devido a greve dos funcionários judiciais fugiram para o Brasil
ResponderEliminarIn Cm..
Mandem ai a lista de greves para o pessoal voltar.
Crowdfunding.
ResponderEliminarTemos o exemplo dos enfermeiros que só correu mal porque foi uma comissão que o fez. Qd é feito por um sindicato há legislação que o regulamenta. Haja coragem.
Como diz o colega acima os nossos sindicatos cheiram a bolor, não inovam estão comprometidos, devem favores e preparam o seu futuro.
Com coragem mudávamos muita coisa. Os OJ’s estão mais que dispostos.
Porque não decretar uma greve no JIC e TIC de Lisboa e Porto por tempo indeterminado.
ResponderEliminarCada um de nós, que não trabalha ali entra com 50 euros.
Se mais alguém quiser contribuir organiza-se Crowdfunding.
Sem grandes dificuldades arranjamos dinheiro para pagar aos colegas.
Bastavam 15 dias para criar o caos.
Isto é ilegal??
Falem com juristas, fiscalistas, etc.
Enquanto se decidia ou não da legalidade da situação já estava instalada a confusão.
Isto já não vai lá com reuniões e cházinho.
Está na altura de fortalecer as nossas atitudes.
Andam a brincar com os OJ há mais de 20 anos.
O poder político só reage aos soundbytes.
Aliás, o SFJ chegou a anunciar uma espécie de fundo para as greves, até tinha um nome todo catita (FISGA) mas depois mais uma vez lá arranjaram uma ou duas desculpas e não saiu do papel.
Não é caso único na união europeia e de certeza que era possível legalmente criar uma coisa parecida.
Temos que ir por aí.
Um espião por aqui? Que fixe, espero que bufe no sítio certo 👀
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ResponderEliminarO sfj tem medo ou... não quer!
Bem sei que ainda estamos em tempo mas o "Oficial de Justiça" devia dedicar um artigo às alterações propostas pelo sindicato ao seu próprio estatuto. Andamos distraídos mas algumas das que o marçal quer alterar dá muito que pensar. À atenção dos delegados que vão ser eleitos em representação dos colegas associados.
ResponderEliminarAs formas de luta diferentes já existem basta imitar os advogados.
ResponderEliminarAs formas de luta diferentes já existem basta copiar os professores
ResponderEliminarSim
ResponderEliminarFalinhas mansas para mansos
Eheh
Deixai-vos andar
ResponderEliminarA levar pontapés e a receber ordenado minimo
Sim malta nova
Não vos revoltai
Eu como me chsmam novato
ResponderEliminarEstou de saída.
Emigração ainda, restauração, na Suíça.
Obrigado aos governantes por me abrirem os olhos.
Ainda não quarta feira foi notícia uma "colega" no porto que se disponibilizou a ir fazer interrogatórios para os prazos não estourarem. Acredita mesmo que não iriam outros para esses lugares? E acha o colega que os que estão no TIC e JIC querem desagradar aos juízes? Caia na real
ResponderEliminarDesconheces a lei.
ResponderEliminarlocais completa do genérico versão pós sem original formato
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