Oficiais de Justiça relegados para o Orçamento de 2025 ?
A comunicação social vem anunciando, da análise que faz dos acontecimentos, que tudo indicará que o Governo cederá às reivindicações dos professores e dos polícias. Os professores devem recuperar ainda este ano, pelo menos 20% do tempo de serviço congelado e os polícias e Forças Armadas devem receber o mesmo subsídio de risco atribuído à Polícia Judiciária.
Já quanto aos Oficiais de Justiça e profissionais de saúde (médicos e enfermeiros), as suas reivindicações deverão entrar apenas nos orçamentos dos próximos anos, caso sejam aprovados.
A comunicação social cita fontes ouvidas para concluir que este ano os Oficiais de Justiça estarão excluídos de qualquer valorização remuneratória.
E estas notícias sobre o preterimento dos Oficiais de Justiça, confirmam-se com as declarações dos dois sindicatos que representam os Oficiais de Justiça (SFJ e SOJ), designadamente, após a inutilidade da reunião da última quinta-feira com a ministra da Justiça.
À saída das reuniões – das duas, uma vez que a ministra recebeu os sindicatos em separado –, ambos os presidentes das estruturas sindicais prestaram declarações à comunicação social.
Pelo presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, foi resumida a reunião com a expressão “Nada!”, acrescentando que “a senhora ministra disse que não tem ainda condições para assumir e ficou por designar uma próxima reunião de trabalho, que não tem data. Levar-nos-á a manter efetivamente a nossa luta”.
“As greves estão para ficar enquanto o Governo quiser”, reiterou o presidente do SFJ, continuando: “Nós manteremos as formas de luta até haver não uma alteração do discurso, mas uma alteração da prática. É isso que nós assumimos. Estamos disponíveis para ser parte da solução, para encontrar soluções que sirvam não só os interesses dos trabalhadores, mas os interesses do país e para que a justiça funcione melhor. Mas isso significa que da parte do poder político tem de haver uma ação concreta”.
Carlos Almeida, presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), também expressou o seu desapontamento por não ter encontrado já respostas “que o país exige” para a justiça. Sem “estados de alma”, adiantando igualmente que deverá vir a ser contactado para agendar uma nova reunião, adiantando que esse contacto deverá ocorrer na próxima semana.
“A senhora ministra diz que não é possível dar respostas agora, mas que nos vai convocar nos próximos dias para começarmos a trabalhar”, referiu Carlos Almeida, sublinhando: “Não se comprometeu com resposta nenhuma, mas voltaremos a insistir. O Governo conhece as reivindicações dos Oficiais de Justiça, a ministra também conhece e, mais do que isso, é urgente. Os tribunais estão paralisados e, portanto, não é possível continuar a insistir em estarmos parados”.
Carlos Almeida disse também que “Não é possível atrairmos trabalhadores para os tribunais se não tivermos uma tabela salarial atrativa. Colocámos essa matéria como prioridade das prioridades, é evidente que são necessários ingressos, o regime de aposentação tem de ser revisto, o estatuto tem também de ser revisto… há uma série de fatores que é preciso analisarmos e a senhora ministra da Justiça comprometeu-se a analisar as reivindicações”, sintetizou.
Quer isto dizer que o peso mediático dos Oficiais de Justiça não é, nem de perto nem de longe, idêntico ao dos professores, dos polícias e das Forças Armadas. Quer isto dizer também que, consequentemente, os tribunais e os serviços do Ministério Público não são uma preocupação ou prioridade para os Governos, mesmo depois das imensas greves que se arrastam há anos com os inerentes prejuízos de todos.
Portanto, das duas uma, ou os Oficiais de Justiça desistem ou intensificam a sua difícil luta. Ou uma coisa ou outra.
Na comemoração dos 50 anos do 25 de Abril, já para a semana, os Oficiais de Justiça podem – e devem – levar a cabo uma ação especial e, nesse sentido, vamos anunciar na próxima segunda-feira essa possibilidade dos Oficiais de Justiça realizarem uma significativa ação que eleve a consideração do Governo pelos Oficiais de Justiça, pelos tribunais e pelo Ministério Público.

Fontes: “Jornal Económico” e “Observador”.
Anúncio conjunto dois dois sindicatos, já, de um mês seguido de greve geral, com prespectivas de continuar, a marcar junto às férias.
ResponderEliminarManifestação em Lisboa em dois dias seguidos, com vigília noturna em frente ao parlamento
Desistir nunca. Fazer de conta também não
os dirigentes sindicais que pensem em novas formas de luta sem porem em causa a bolsa dos oficiais de justiça
ResponderEliminarpara não ficarem com as contas a zero
por outro lado, isto é o resultado das façanhas da maior parte dos dirigentes do sfj e do soj
renovação, renovação
Rua Marçal
ResponderEliminarGreve geral por tempo indeterminado!
Nem uma semana, nem duas, nem um mês, mas sim tempo indeterminado.
1- Reforço salarial de imediato (nos 60 dias a contar da posse do governo, tal com foi anunciado na comunicação social).
2- Compromisso imediato do governo perante sindicatos e comunicação social da entrada de OJ para colmatar os mil de tal em falta e as centenas que brevemente se vão reformar (deverão ser necessários perto de 2000)
3- Reuniões - semanais - com os sindicatos de modo a levar à aprovação do novo estatuto atá às férias judiciais.
Até lá - Ameaça e execução, se for caso disso, de uma GREVE GERAL por TEMPO INDETERMINADO.
Abraço.
ResponderEliminarIsto só lá vai com novas formas de luta, sem dúvida.
Ponham os olhos nos policias. Bastou unirem-se, mobilizaram. Deram nas vistas
Grevinhas como temos feito não dão nas vistas.
Isto está um caos em certos tribunais.
E sem admissões vai ao charco.
Inovem nas lutas.
Nos julgamentos e audiências mediaticas, dêem nas vistas.
Fod
Não há forma de lutar sem perdermos uns tostões...
ResponderEliminarUm mês parar os tribunais, o sacrifício valeria a pena...
Não sejam confirmados mesmo que estejam perto da reforma, sejam ambiciosos e solidários...
Os professores e os policias conseguiram algo porque surgiram movimentos fora dos tradicionais sindicatos muito responsáveis muito amiguinhos... E completamente inconsequentes e sem vergonha de deixarem o poleiro pela óbvia falta de resultados e incapacidade...
Essa gente tem de voltar aos tribunais .. já nem sabem trabalhar...
9h-17h
ResponderEliminarE nas calmas porque não sou pago para mais.
Sem medo de processis disciplinares.
Afinal o que tem atualmente de atrativo esta carreira? Chicotadas e carga de trabalho a troco de salario que não dá para pagar renda de casa?
E vão dois. Que me mandem embora, se não estão contentes. Pagam mal e ser maltratado? Venha processo disciplinar. Só perde quem tem.
ResponderEliminarUi que medo
Somos vítimas das circunstâncias, há muitos anos.
ResponderEliminarFomos os escolhidos para denegrir, deitar abaixo, descredibilizar e menosprezar.
Analizemos, em primeiro lugar, porque está isto a acontecer-nos.
O que motiva políticos e decisores em geral a destruir esta carreira? O que têm escondido?
De todo modo, já esperava por este protelar. Nada de novo, por aqui.
Apenas tenho fé e esperança que o SOJ, na sua mais ponderada, discreta e assertiva atuação, consiga algo de concreto e real, nos próximos tempos, mais que não seja para balancaear/mitigar o aumento do custo de vida. O mediatismo não nos tem trazido nada de positivo.
Reparem bem em algumas profissões que, sem ruído, têm conseguido recuperar direitos. PJ, Finanças...
O mediatismo só traz benefícios para fins políticos. Não no nosso caso.
Ameaça de greve forte já. Marçal esquece lá que estamos de boa vontade. Estamos é em guerra, isso sim
ResponderEliminarOu é agora ou, demissão.
Não dá para esperar mais, não aguentamos tanto desrespeito, tanta desonestidade, tanto laxismo
Para a frente, para o confronto, para a guerra.
Grevezitas, não. Greves a sério, ruído a sério. Uma primavera quente, como o tempo
Então é melhor calar ?
ResponderEliminarPonha olhos nas policias e professores
Concordo.
ResponderEliminarÉ muito esperar por vazio
Levar pancada e raspanetes de chefes, administradores, juizes, advogados, publico....
ResponderEliminarTudo por mil euros. Querem melhor?
Os oficias de justiça devem mas é ter algum problema psicológico.
Concordo. Estamos em guerra.
ResponderEliminarBasta de greves fofinhas.
Fo@@-se
É mesmo
ResponderEliminarMasoquistas
Meus caros
ResponderEliminarQuem tratou os portugueses, na questão dos impostos, como atrasados mentais, e até os comentadores, e faz da comunicação das imagens o seu alfa, como o primeiro ministro, que surge sempre com uma pasta, um dossier nas mãos, para dar ideia de que (deixem-me trabalhar) ele só pensa na governação, pelo que com um governo que Está à espera que o derrubem para depois dizer "não nos deixaram trabalhar " não alimente articulista, nem os colegas, nem professores, nem polícias que o governo vai dar algo viram o que se passou com o irs?
Por isso o CHEGA vai subir mais ainda
ResponderEliminarMentira atrás de mentira até chegar
De Anónimo a 20.04.2024 às 13:34
ResponderEliminarEste tipo de discurso é de quem é reformado.
Não lhe custa nada e vem para aqui mandar uns bitaites.
Comentario 13:34
ResponderEliminarReforrmado e medroso és tu.
Parasita
Trabalhem de borla, por dois ou três.
ResponderEliminarTrabalhem escravos.
Tem o cteditosito para pagar. Entalaram-vos, fizeram de vocês escravos e prisioneiris, sem darem conta.
Aguentem sem lutar.
Se forem gilhos de papá safam-se.
A culpa é da própria classe cujo a maioria fica feliz se um colega falha , do que existir verdadeira interajuda.
ResponderEliminarTrabalhas nos tribunais ou és o filho de seis anos que viu o computador do pai ligado???
ResponderEliminarÉ que a escrever dessa maneira, pergunto-me como conseguiste arranjar emprego.
A prova viva de que verdadeiramente não merecemos mais.
De Anónimo a 20.04.2024 às 20:29
ResponderEliminarPois, atrás do ecran ....
Das 9 as 17, ordenado mínimo = esforço minimo....greves com força e vai se trabalhando devagar...
ResponderEliminarNão nos valorizam....os licenciados entretanto tudo a saltar fora para outros ramos da função pública, e se quiserem mais venha a sra ministra alcatrão fazer julgamentos.
Podiam clarificar com a nova Ministra da Justiça quando é que o Governo paga o que deve aos Oficiais de Justiça.
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