Querias ser Movimentado? Chupa no dedo!
Hoje é o último dia do prazo para apresentação de requerimentos ao Movimentozeco Ordinário de 2024. Se ainda há alguém que não tenha perdido a esperança de ser movimentado para mais perto da sua residência de origem, então ainda tem até hoje para apresentar o seu requerimento, ou os seus requerimentos, de movimentação.
Atenção que quem estiver indeciso e ainda hoje não sabe se deve apresentar um ou dois ou nenhum requerimento, ou mesmo se a indecisão for quanto à colocação de alguma, ou algumas, localidades, o melhor a fazer é apresentar mesmo o requerimento ainda hoje com tudo, a mais, a sobrar, com a certeza que poderá desistir dele, ou deles, ou de algumas opções indicadas, durante todo o próximo mês de maio, mas sem passar do dia 31MAI, último dia do prazo dos arrependimentos.
E durante todo este mês de abril aconteceu alguma atualização do despacho inicial de abertura do Movimento, designadamente, alguma eventual resposta de autorização das promoções? Não, claro que não!
Na informação sindical do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) que apreciou a abertura do Movimento, este Sindicato informava os Oficiais de Justiça de que a diretora-geral “solicitou a devida autorização para as promoções e ingressos, não tendo, até à presente data, obtido o respetivo aval”. Nessa mesma informação, o SFJ aconselhava todos os Oficiais de Justiça a apresentarem requerimentos “para a promoção para os lugares que tiverem por convenientes”.
No início do mês de abril considerava-se que durante o mês de abril ainda poderia surgir a tal resposta que, àquela data, ainda não tinha sido obtida. Mera ingenuidade. Esta história da aguardada resposta que um dia há de surgir num dia de nevoeiro, é velha, está muito gasta e já foi contada aos Oficiais de Justiça durante anos a fio.
De todos modos, quem quiser apresentar requerimentos para promoção, para manter a chama da esperança e da fé acesa, obviamente que podem fazê-lo.
Outra questão pendente desde o início do mês é a de se a DGAJ teria cumprido o disposto na legislação em vigor, designadamente no Decreto-lei 343/99 de 26AGO, o Estatuto EFJ, concretamente no seu nº. 2 do artigo 18º, onde consta que a DGAJ deve “publicitar os lugares previsivelmente a preencher”. Ora, como bem se vê, este preceito legal não foi observado, e tempo útil, isto é, durante todo o mês de apresentação dos requerimentos.
Note-se bem que a apresentação ainda hoje, ou depois, já fora do prazo, sem que venha acompanhada da salvaguarda de uma extensão do prazo de submissão de novos requerimentos, será sempre considerado, igualmente, incumprimento da norma legal.
A título de curiosidade, esta norma infringida nem sequer é daquelas antigas de 1999 que já custa cumprir, não, é das mais recentes, foi introduzida na última revisão cirúrgica efetuada ao Estatuto, introduzida aquando da apressada alteração da supressão dos três movimentos ordinários anuais para deixar apenas um, sendo esta a vontade do governo em 2016 que passou a vigorar em 2017.
Ora, se nem as alterações mais recentes se cumprem, que dizer? Só nos faltava ouvir dizer que a culpa é dos sindicatos, que estes é que tinham obrigação de indicar os lugares, tal como na passada semana o Governo se desculpava por não haver serviços mínimos a 24 e 26 de abril, dizendo que a obrigação era do Sindicato convocante da greve das manhãs, que não os havia indicado, atribuindo ainda a culpa ao Tribunal da Relação de Lisboa por ter lá um recurso para decidir, apesar de não ter nada a ver com estes dois dias de abril. Enfim, estamos perante aquele tipo de desculpas que só falta mesmo dizer que a responsabilidade foi da Senhora da limpeza que desligou a ficha do computador para ligar o aspirador.
Já no primeiro dia de abril, aqui publicamos um artigo sobre esta mesma temática, intitulado: “Movimento despachado para ser impugnado”, no qual elencávamos as várias anomalias de que, no nosso ponto de vista, enfermava o despacho de abertura do Movimento. Desconhecemos se esse despacho e Movimento já foi impugnado por algum dos sindicatos.
Por fim, confirmar ainda que, encerrado o prazo de candidaturas, ainda não há a versão final das listas de antiguidade de 31-12-2023, listas essas que serão as consideradas para a realização do Movimento, desconhecendo os candidatos ao Movimento em que lugar da sua categoria estão efetivamente e finalmente colocados, ponderando também tal aspeto para a apresentação de requerimentos de movimentação mais extensos ou mais curtos, com esta ou aquela localidade, em face do conhecimento destes dados que se mantêm omissos.
Assim, não resta outra opção aos sindicatos que não seja a de apresentação à ministra da Justiça, já na próxima sexta-feira, aquando da reunião, a listagem das anomalias deste Movimento em curso, consultando também o artigo que aqui mencionamos de 01ABR, requerendo que a DGAJ retifique todas as faltas e omissões, abra novo prazo suplementar para proporcionar a oportunidade de apresentação de novos requerimentos em face dos elementos que se darão a conhecer e, por fim, rogar à ministra da Justiça que ponha termo imediato às comissões de serviço de quem dirige, assim, a entidade administrativa em causa. Evidentemente que, se nada disto for cumprido, deverá seguir para tribunal nova impugnação, agora também para este Movimento; para mais este Movimento.

Fontes: “Despacho DGAJ” e “SFJ-Info”.
"Chupa no dedo!" ?!!
ResponderEliminarMeus irmãos! zzzz!
Bom dia!
ResponderEliminarSempre pensei que as reuniões com as estruturas representativas dos trabalhadores, os Sindicatos (SFJ e SOJ) fossem ou acontecessem em simultâneo, porque ambas procuram - ou pelo menos deviam procurar - resolver os mesmos problemas, os dos oficiais de justiça e, reflexamente, o da justiça em sim mesmo.
Sucede que, a atentar nos comunicados de ambas as estruturas, está agendada uma reunião com o SOJ para as 15 horas do dia 3 de maio e com o SFJ no mesmo dia, pelas 16h15m.
ResponderEliminarSuponho que esta situação seja decorrente da demonstrada competência em apresentar reivindicações mas também em apontar soluções por uns e da manifesta incompetência de outros, nomeadamente daqueles que nestes longos anos, conto mais de 25, arrogando-se a estrutura mais representativa da classe apenas conseguiram que perdêssemos direitos, sem encetar uma qualquer reação mais enérgica.
Não conseguiram requalificar e valorizar a classe que caminhou para uma subalternização gritante, situando-se ao nível dos assistentes administrativos.
O texto de hoje sinaliza o desgoverno em que mergulhou a administração da justiça.
ResponderEliminarCom efeito, não há promoções ... as que aconteceram, para adjuntos, trouxeram prejuízo para muitos (por astúcia de uns e desinteligência de outros muitos ficaram a perder dinheiro no imediato).
Os cargos de chefia estão a ser ocupados por gente impreparada, sem ambição, muitos deles muito perto da aposentação, despreocupados com o destino dos serviços.
Na verdade, muitos dos que se apresentaram aos últimos concursos para Escrivão, TJ Principal ou até Secretário, são pelas atuais regras estatutárias preteridos sendo escolhidos os de maior antiguidade no núcleo e secção, desconsiderando-se, por completo, toda e qualquer preparação daqueles que se propuserem a assumir tais cargos e para tal se prepararam convenientemente, estudando.
As colocações e recolocações "had hoc" , em regime de substituição, em cumulação com vários serviços/secções é gritante e até há assistentes administrativos a desempenhar as funções de oficial de justiça por falta destes ...
A resolução dos imbróglios jurídicos, muitos deles em litígio, é premente para ultrapassar este marasmo em que nos encontramos.
Para isso, pode servir um novo Estatuto que pode ser o atual revisto e convenientemente alterado.
Faço votos para que alguém o reivindique mas já não acredito que isso vá suceder.
Somos velhos e caquéticos ... otários mesmo!
Xuxem no dedo. Só vão ser movimentados os cunhedos, os amigalhaços do Senhor Administrador e das Senhoras Directoras e Sub-Dicetoras. Isto está para os amigos ou para quem tenha o cartão rosa e laranja.
ResponderEliminarEnquanto isso, cada mês que passa, vamos ficando sem +/- 15 funcionários(as), sobrecarregando os(as) que ficam nas secretarias.
ResponderEliminarÉ mesmo deprimente o que está a acontecer aos olhos das administrações das comarcas, sem qualquer reclamação ou reivindicação, para além de umas breves palavras em relatórios repetidos desde o século passado.
9 - 12:30
13:30 - 17.
ResponderEliminarEu estou nessa há muito tempo.
Nem mais um minuto.
Que afunde de vez.
Faltam 33 dias para os 60 dias da posse, e que foi difundido constantemente pela comunicação social como sendo o prazo para o novo governo resolver a situação de diversas carreiras, entre as quais a nossa.
ResponderEliminarDepois, GREVE, por tempo indeterminado!
Acreditem! Se assim for feito, em pouco tempo grande parte das nossas reivindicações serão atendidas!
Abraço.
Com esta razia de funcionários, parece que nem administradores nem juizes se mostram muito preocupados com o que pode acontecer.
ResponderEliminarTem medo de incomodar a tutela ou dar mas noticias?
Administradores são meros olhos da DGAJ, não são Oficiais de Justiça.
ResponderEliminarÉ só aziados a comentar por aqui.
ResponderEliminarLá está...mais greves. Andamos nisto há anos e depois aparecem uns a defender mais do mesmo. Existem muitos colegas que simplesmente não conseguem ficar sem 1 ou 2 dias de ordenado. Ninguém percebe? e diga lá o que se conseguiu com as todas as greves que fizemos? ah...fomos capas de jornais e televisões. Chiça, já chega deste discurso. Temos de agir de outra forma.
ResponderEliminarComo é fácil ser papagaio no anonimato.
ResponderEliminarO Marçal, aquele que Francisca Van Dunen disse no Parlamento que queria tudo ao mesmo tempo, é o mesmo que já não quer!....
ResponderEliminarZiguezagues não faltam, até ao despiste final!...
É urgente submeter a eleições a legitimidade dos Órgãos Sociais do SFJ.
ResponderEliminarTODOS AO 1º DE MAIO - UNIDADE E LUTA ,SEMPRE
Concentrações do 1º de Maio 2024
CONFEDERAÇÃO GERAL DOS TRABALHADORES PORTUGUESES - INTERSINDICAL NACIONAL / CGTP-IN
Angra do Heroísmo 10h00 Praça Velha
Ponta Delgada 11h00 Parque Florestal do Pinhal da Paz
Aveiro 15h00 Largo da Estação
Beja 10h00 Casa da Cultura
Pias 13h00 Barragem Enxoé
Ervidel 13h00 Barragem do Roxo
Braga 14h30 Largo do Toural
Bragança 14h00 Praça Cavaleiro de Ferreira
Covilhã 15h00 Jardim Público
Castelo Branco 14h30 Ex-Quartel da Devesa
Coimbra 15h00 Praça da República
Figueira da Foz 15h00 Jardim Municipal
Évora 15h00 Teatro Garcia Resende
Faro 10h00 Mercado Municipal
Guarda 15h00 Largo Dr. João de Almeida
Leiria 15h00 Av. 22 de Maio
Lisboa 15h00 Martim Moniz
Funchal 10h30 Assembleia Legislativa da R.A.M
Portalegre 10h30 Av. MFA
Porto 15h00 Avenida dos Aliados
Setúbal 15h00 Praça do Brasil
Sines 10h30 Jardim das Descobertas
Santarém 15h00 Jardim da República
Viana do Castelo 14h00 Largo da Estação
Vila Real 15h00 Alameda de Grasse
Viseu 14h30 Largo de Sta. Cristina
Lamego 14h30 Av. Alfredo de Sousa
Mangualde 14h30 Largo Dr. Couto
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Obvio que são os olhos da dgaj. Estão do outro lado dos ojs, se assim não for, deixam de ser convidados.
ResponderEliminarPor isso de ojs administradores nada têm.