Da conciliação entre a vida familiar e profissional

      Os Oficiais de Justiça são conhecidos como os trabalhadores que menos conciliam a vida familiar com a vida profissional, por privilegiarem em excesso a vida profissional, mesmo quando os sindicatos disponibilizam hoje greves-ferramenta para que a vida profissional não se imponha sobre a vida privada e familiar.


      Por exemplo: a greve-ferramenta que permite abandonar qualquer diligência, mesmo que seja urgente, todos os dias às 12H30 e às 17H00, é uma greve que pode ser usada por todos os Oficiais de Justiça sem qualquer perda de vencimento e, no entanto, são raros, isto é, são muito poucos, os Oficiais de Justiça que usam esta greve, disponível desde 1999 e depois de suprimida, renovada por outra que está ativa e sem serviços mínimos desde 08-01-2024.


      Apesar da possibilidade descrita, os Oficiais de Justiça chegam a ultrapassar o seu horário de trabalho em tantas horas que chegam ao ponto de fazer num dia as horas de dois dias, embora só recebam, como sempre, apenas as horas de um dia. Mas esse prejuízo, desde logo financeiro, não é nada quando comparado com o prejuízo que esses Oficiais de Justiça causam à família, especialmente aos filhos menores, à desestabilização das relações com os cônjuges, à falta de apoio aos ascendentes, etc.


      Já não é só a falta de compensação remuneratória ou de qualquer outro tipo pelas horas trabalhadas a mais, é o prejuízo nas suas vidas pessoais.


      Esta problemática da conciliação entre a vida familiar e profissional é assunto muito sério e interessa sobremaneira aos Oficiais de Justiça.


      Neste sentido, divulgamos o próximo “workshop” promovido pela Secretaria-Geral do Ministério da Justiça, que terá lugar a 6 de junho, entre as 15h e as 17h, no “Hub” da Justiça, sob o mote “Conciliação da Vida Familiar e Profissional”, estando a decorrer as inscrições, para assistência presencial ou a distância.


      O “Hub” da Justiça volta a acolher, a 6 de junho, mais uma ação de capacitação dedicada aos diferentes profissionais dos organismos e entidades da Justiça, no âmbito dos “Workshops” de Inovação, promovidos pela Secretaria-Geral do Ministério da Justiça e financiados pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência.


      A sétima sessão do ano será dedicada à “Conciliação da Vida Familiar e Profissional (Gestão de Pessoas 5.0)” e estará a cargo da consultora e formadora Maria Isabel Mendes.


      O “workshop” terá como foco a relação da gestão da conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal com a agenda global para o desenvolvimento sustentável


      Serão abordadas, também, as iniciativas legislativas e regulamentares nacionais em torno da matéria e do valor que acrescenta às pessoas e às organizações que implementam um sistema de gestão desta natureza.


      Os participantes terão acesso a informações genéricas sobre a forma como podem ser previstas a implementação e operacionalização do sistema, com o objetivo de os capacitar para agirem como dinamizadores desta mesma implementação nas respetivas organizações.


      Pode saber mais sobre os “Workshops de Inovação”, seguindo a hiperligação incorporada.


      Neste ciclo, que se iniciou no último trimestre de 2023, já se realizaram 12 sessões, tendo sido abordadas diversas temáticas, nomeadamente Bem-estar e Felicidade Organizacional, Gestão de Projetos, Comunicação, Gestão de Pessoas, Mudança Digital e “Smart Working”.


      Os lugares são limitados e os interessados deverão inscrever-se mediante preenchimento deste “formulário”.


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      Fonte: "Justiça.Gov".

Comentários

  1. Sr articulista,

    Quanto ao tema de ontem, aqueles eventuais que depois de auxiliares definitivis conseguiram promoção a adjunto e foram posicionados em adjunto num escalão inferior por causa do escalao a menos enquanto auxiliares, vearao tambem acertados agira os escalões enquanto adjuntos?

    Estou a raciocinar bem?

    Agradeço a vossa opinião se puderem .

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  2. Ou seja, se por causa de um escalão a menis, foram para o 1. Escalao de adjunto, quano deviam ir para o 2. escalao, entao a reconstituição vai tambem fazer-se na stituacao de adjunto até à actualidade? Certo?

    Agradecia vossa interpretação..

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  3. Por alma de quem é que um oficial de justiça passa uma vida de trabalho a sacrificar a familia e às vezes a saude por causa do serviço?
    É a classe mais estupida que conheço. Com a sua mentalidade subserviente gosta de se apresentar e mostrar uma superioridade etica e moral de colocar o seu trabalho acima de tudo o resto na sua vida. E com isto pensa que vai ser reconhecido pelos seus senhores. Não vai, nunca foi.
    Apenas vai continuar a ser espezinhado pela tutela.
    Tudo na vida tem de ser vivido em equilibrio e exigir esse equilibrio é um sinal de pessoa responsável.
    A mudança tem de começar na atitude dos oficiais de justiça.

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  4. A reconstituição faz-se corrigindo todo o percurso até ao presente. No caso de se verificar que o período probatório também altera o escalão aquando da promoção, então também na nova categoria tem de ser corrigido e compensado até ao presente.

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  5. Uma grande verdade!

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  6. Sim, não é pelo facto de trabalharmos numa casa que é um dos pilares da democracia que devemos prejudicar a nossa vida profissional.

    Desde o inicio da entrada da carreira que me apercebi o "ar" de sacrifico que se vivia nos tribunais.

    Exigência, rigor e muito, muito trabalho.

    Ainda assim, sentia-se um respeito por parte do cidadão que desapareceu por completo, e havia ainda um nível de retribuição salarial que nos fazia sentir de certa maneira recompensados.

    Quando pensamos que há tantas cirurgias urgentes que não se fazem pelas greves dos profissionais de saúde, por exemplo, algumas levando a consequências "definitivas", porque motivo deve o OJ sentir um pesar quando exerce igual direito?

    Poder ser por brio profissional, por sentir um sentimento de abnegação pelas funções que desempenha.

    Mas faz mal prescindir do mais importante em função da profissão, já que a família se sobrepõe facilmente a outras obrigações.

    Também, sem reconhecimento de qualquer espécie, seja este monetário ou apenas a simples constatação da importância que tem na máquina da justiça, que sentido faz o seu sacrifício?

    Pode-se pensar que apenas pretendemos mais dinheiro, mas a verdade é que as profissões ditas mais importantes são todas elas muito bem pagas.

    O salario do OJ sofreu nos últimos 20 anos um grande erosão, que não compatível com grandes brios ou sacríficos pessoais ou familiares.

    Em conclusão, trabalhem bem, com seriedade, mas apenas isso, porque nem isso nos é retribuído.

    Abraço.


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  7. No primeiro parágrafo queria dizer "prejudicar a nossa vida pessoal".

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  8. Tanta moralidade.
    Eu pertenço a estes jovens que fala. Faço o meu trabalho com dedicação e profissionalismo.
    Não faço horas extra porque não me pagam.
    Chega às 17 venho embora e nunca mais penso no trabalho até ao dia seguinte.
    Vivo do trabalho e não para o trabalho.
    Pagam pouco levam o estritamente necessário.
    E sim dando razao

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  9. O trabalho é a parte menos importante da minha vida.

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  10. Eis uma bela iniciativa para todos os cargos de chefia e de direção frequentarem e aprenderem algo.

    É mais do que hora de trazer humanismo e algum conhecimento a quem manda.

    Diretores e diretoras disto e daquilo, façam lá o favor a todos e inscrevam-se !!

    É que Bem-estar e Felicidade Organizacional, Gestão de Projetos, Comunicação, Gestão de Pessoas, Mudança Digital e “Smart Working não são propriamente matérias da vossa lavra.

    E o conhecimento de outras matérias não surge no nosso cérebro por geração espontânea ou por mero decreto ou despacho.


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  11. As chefias querem receber muito, trabalhar pouco e acima de tudo humilhar!

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  12. Mas St articulista, sendo assim, quanto mais tempo demorarem a fazer a actualização, mais vão pagar, certo?

    Obrigado.

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  13. As chefias estão é preocupadas com os objetivos e com as estatísticas. Nem que tenham de espremer o pessoal até à ultima gota de sangue. Desculpem a linguagem pesada mas este é o sentimento e revolta geral nos tribunais.

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  14. Eles não querem saber dos objetivos, eles querem parecer querer saber dos objetivos!

    É completamente diferente! Mas também enganam os parvos!

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  15. Se me permitem. Nesse tempo estive muito tempo nem angra do heroismo, onde irs era maus baixo. Vão ter isso em conta no acerto de vontas?

    Sabe Sr Oficial de Justca?

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  16. A DGAJ paga pelos valores em bruto sem descontar IRS. O desconto do IRS fica para acerto com o Fisco no ano seguinte ao do recebimento.
    Se o Fisco vai ter em conta essa situação antiga? Não sabemos.

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  17. Muito obrigado blogue

    Pelo bem que fazem aos roubados e todos os oj vitimas de injustiças da dgaj.

    Nao só enentuais, mas todos em garal.

    Continuem e eu pagaria cota , sem problemas , para vos ajudar a compensar vosso trabalho. Se decidirem criar um fundo anonilo, eu estarei pronto para contribuir.


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  18. Muito obrigado pela apreciação e pelo incentivo!

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  19. Eu agradeço e contribuo para um fundo, caso seja criado, para ajudar este blogue que é puro sem fins lucrativos e tanto ajudo. Eu falo por mim.

    Obrigado de coração.

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  20. Vamos ver se há verdadeira novidade ou se tudo naõ passa de treta.

    Os sindicatos vão ter de tomar uma decisão!

    Não se pode passar a vida em reuniões inócuas. Esperamos que a próxima não o seja!

    ResponderEliminar
  21. E obrigado ao colega que divulgou o teor da decisão, na parte desses eventuais. Pois parece que até sindicatos não quiseram divulgar? Porque??

    Somos os os nossos piores inimigos, com essas atitudes de jogos por baixo da mesa. Se não é parecd. Porquê esconder??



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  22. Maria Cristina Melo27/5/24 08:38

    Bom dia, inscrevi me, mas arrependi me, na realidade não era aprender a gerir a vida familiar que eram as minhas expectativas, talvez num momento menos reflectir inscrevi me.
    Na realidade gostaria por exemplo de ver esclarecido se tenho direito a receber um telefonema que diga respeito a minha vida de cidada, seja responsabilidade como tutura de animal de estimação, de oficina ou canalizador.

    Lembro que por vezes o problema são os próprios colegas.

    Que tal, gerir ambientes tóxicos e desumanos de trabalho?

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