Afinal não vale a pena
Decorreu ontem a greve, reativada pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), das manhãs das quartas e sextas-feiras.
Para além da manhã de sexta-feira, a tarde também estava coberta por outra greve e o período da hora de almoço também. Três greves para três períodos do dia, greves que estão convocadas pelos dois sindicatos.
Esta sexta-feira, é véspera da segunda-feira e ainda da terça-feira, dias estes em que decorrerão duas reuniões com o MJ/Governo, sendo certo que na reunião de segunda-feira só se conseguiria algo melhor se existisse um forte respaldo dos Oficiais de Justiça àquilo que o SOJ apresenta como reivindicação.
A adesão à greve, a nível nacional, foi fraquíssima. Por todo o país houve Oficiais de Justiça a inaugurar o reatar da greve das sextas-feiras, mas a adesão, que devia ser massiva, perante as circunstâncias da véspera das reuniões, não o foi e esteve muito longe de o ser.
No Campus da Justiça de Lisboa, local onde compareceu a comunicação social e o presidente do Sindicato convocante para declarações à comunicação social, estiveram presentes, ao todo, seis ou sete Oficiais de Justiça. Note-se bem: em Lisboa, uma meia-dúzia de Oficiais de Justiça.
A comunicação social registou as presenças, transmitindo a imagem, sem margem para qualquer dúvida, do nível de descontentamento dos Oficiais de Justiça, ou seja, que é praticamente inexistente; que é irrelevante, uma vez que a greve, logo no seu primeiro dia, consegue congregar apenas meia-dúzia de Oficiais de Justiça no núcleo onde existe o maior número de Oficiais de Justiça do país.
Perante isto, o SOJ deveria desistir imediatamente da insistência do robustecimento da proposta aceite pelo SFJ, abandonando o esforço que vem desenvolvendo pela melhoria dessa proposta, uma vez que não é vontade dos Oficiais de Justiça melhorar o dito “acordo” do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) com o Governo.
Se os Oficiais de Justiça não querem apoiar o SOJ, este sindicato não está, portanto, legitimado para tentar melhorar o dito “acordo” ou para tentar o que quer que seja, em nome dos Oficiais de Justiça, pelo que deveria desistir de imediato, deixando rolar os acontecimentos, porque, simplesmente, é isso que os Oficiais de Justiça (na sua esmagadora maioria) querem ou manifestam.
Os Oficiais de Justiça não manifestam vontade em acompanhar a reivindicação do SOJ, o que deve motivar este sindicato a desistir das reivindicações que fez, e faz, deixando os Oficiais de Justiça entregues à sua sorte, isto é, às vantagens e às desvantagens que possam ser oferecidas pelo Governo até aos limites que considere adequado, tal e qual sucedeu com a negociação do suplemento.

Fonte: "RTP".
Os sindicatos dos ferroviários desconvocaram a greve. Ficaram satisfeitos com os aumentos que conseguiram.
ResponderEliminarAcho que o SOJ está a fazer bem, mas a está a falar mais alto a bolsa do dinheiro. Ganhamos pouco.
Vi o presidente do SOJ na tv e acho que ele se comportou e falou com dignidade. Se ele tivesse alu mais apoio, se calhar, teria falado mais, mas temos de aprender o seguinte: se os colegas que lá estavam se tivessem juntado à volta dele, a imagem ficaria mais composta. A reportagem, no seu todo, foi boa. Não dev desistir!
ResponderEliminarDevem.
ResponderEliminarO pessoal já não quer saber de dinheiro para nada.
ResponderEliminarO pessoal quer é ser chefe!
Vejam a perpectiva do parco salário e a perda de dinheiro que é pouco.
ResponderEliminarO não fazer greve ontem não significa desistir.
Nem pensar.
Eu não fiz grece, mas duscordando da posição do SFJ mudei para o SOJ.
E cá estarei para fazer greve quando assim o entender, desde que estejam em vigor.
Acordo de migalhas é que não poderia concordar.
Acordo combinado de véspera, porque será?
SOJ obrigado pela resiliência.
Mas tambem digo que o pessoal do norte adere maus às lutas.
Lisboa adere menos.
As pessoas estão saturadas de tanta greve, além disso, foi conseguido aquilo que estava em causa, no acordo com o Sfj. Pelo menos, em termos de valores anuais. Foi pouco, mas tambem estávamos a pedir pouco...
ResponderEliminarDeveria exigir-se de imediato a resolução de algumas questões como o cumprimento célere da sentença relativa ao tempo de provisório, assim como a reposição do tempo congelado e a correspondente actualização de escalões. Todos nós queremos ver algo concreto no mais curto espaço de tempo, algo que nos dê a impressão que, efectivamente, ambos os sindicatos se mexem. E focarem-se ambos os sindicatos num bom estatuto.
ResponderEliminarFui um dos que fez greve, mas concordo com o autor do blog, não vale a pena.
ResponderEliminarAs pessoas necessitam de dinheiro para viver, se alguem fizesse as greves todas não recebia um chavo.
ResponderEliminarQuerem greves á seria ?
Simples, parte dos descontos devem de ir para um fundo de greve onde os sindicalizados que fizessem greve recebiam do sindicato o valor do salario correspondente ao dia de greve.
Talvez assim se acabasse com a banalização das greves, a executar alguma as pessoas de certeza que iriam aderir porque não perdiam rendimentos.
Ponham dinheiro no fundo e deixem-se de festas e circos....
A prova inequívoca da clivagem da classe e inerente fim anunciado, como a conhecemos.
ResponderEliminarJá não há dinheiro para greves, por outro lado.
Ficará para futuro a ideia de irredutibilidade, legítima, do SOJ, contrária à entrega da luta por tuta e meia, por parte do SFJ.
Quem pouco exige, não sente que tenha grande valor.
Tudo se alinha para a machadada final, que não tarda com o estatuto.
E clivando a classe, até sindicatos terão de rever a sua própria razão de ser, particularmente quem efetivamente pretendem representar e quem os vai mandatar para isso.
Aguardemos.
Até se conhecer a proposta de estatuto e a flexibilidade do governo para negociar a mesma e apresentar soluções a curto prazo, não estamos em tempo de greves nem discursos populistas.
ResponderEliminarÉ preciso é que o governo fique ciente das exigências. e que a qualquer momento a luta pode retomar.
O que tem acontecido é a banalização da greve. É uma pena, perde-se o espírito da "luta", e faz-se greve quando dá jeito.
ResponderEliminarMarcar as novas greves das manhãs nesta fase não passou de manobra populista para atrair pessoas para o Soj, descontentes com o acordo do SFJ.
ResponderEliminarManter as greves da tardes seria a atitude mais racional nesta fase de início de negociações.
Greve por tempo indeterminado é utopia pura.
ResponderEliminarGreve tem que ser por período concreto e feita massivamente.
Greve por tempo indeterminado leva a que determinadas pessoas, façam greve em determinados dias. Ponto. Ponto
.
Issa do populismo não cola.
ResponderEliminarSe ser populista é denunciar a podridão deste país. Onde o exemplo maior foi a manobra encenada da saida do ministro costa e culpar depois o presidente e o ministerio publico pela queda do governo.
Então sim, serei sempre populista contra as encenações de fazerem dos outros burros.
A mim não me enganais.
Manipuladores que deixaram os serviços publicos todos de pantanas. Nada finciona.
E depois dizem que os outros é que são populistas.
Cegos, a mim não me enganais mais.
Partidos que governam há 50 anos e temos o pais como temos.
Nunca mais me enfanais.
Sim serei populista.
SOJ força.
Contra a traição!
Há sempre alguém que resiste!
ResponderEliminarObrigado
SOJ mantém a postura.
Obrigado
Concordo
ResponderEliminarCosta manipulou
Contribuiu para que outros a quem dizem ser manipuladores, ainda sejam mais.
Culpa do que dizem ser populismo é dos outros aldrabões.
A mim também não me atiram areia aos olhos.
Costas e passos e outros centristas que tais não me enganais mais também.
Quanto a ojs
SOJ
Contra o populismo de há 50 anos.
Não é dificil de entender...
ResponderEliminarE o dos policias? Aceitou?
ResponderEliminarMuito mais clarificado o discurso, sem duvida
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ResponderEliminarVale sempre a pena sr articulista.
SOJ obrigado.
A luta continua.
Infelizmente os numeros não traduzem a realidade de descontentanento.
Apenas traduzem a falta que faz o parco dinheiro, no agregado familiar e nas rendas de alojamento dos deslocados, q
Que mal ganham para a dignidade do mês.
ResponderEliminarSOJ
Não desarmes
Esse discurso é muito bonito, mas o que interessa no final será contabilizar os ganhos na carreira e perceber se resultaram de uma negociação e luta responsável ou de outro tipo de estratégia.
ResponderEliminarAs greves estão em vigor e disponiveis.
ResponderEliminarsFj baixou armas
Soj mantém porque governantes não têm palavra.
Estou com SOJ porque mantém postura e eu não tendo feito greve ontem, poderei fazer quando quiser porque SOJ msnteve postura.
E, mais importante greve às horas extras.
ResponderEliminarSó não valerá a pena se pessoal fizer horas extras de borla.
Uma coisa parece certa, tudo que foi alcançado no dito acordo, foi por intervenção do soj na segunda reunião. Porém, entendeu ser insuficiente e o SFJ anunciou acordo com 12,5%. Ainda assim a presença do soj na reunião e a sua postura levaram a que o governo apresentasse 13% e depois 13,5%. Alguém acredita que aceite antecipadamente o governo precisasse de aumentar para 13,5%? Parece claro que a melhor estratégia ficou interrompida por alguma habilidade.
ResponderEliminarResistir restistem, mas a que preço.
ResponderEliminarQuem fica mal na noticia..
Se fosse o homicida de um familiar ou assaltante o que pensarias como cidadão.
Temos que ser inteligentes na luta e não acefalos....
Mais nada!
ResponderEliminarAi sim?
ResponderEliminarPensas no teu umbigo? Homicida de alguém próximo? E então os homicidas dos familiares dos outros são o quê?
Pensamento de m----
Não prestas
Soj não se vendeu. Ponto final!
ResponderEliminarSOJ
ResponderEliminarObrigado por não ter de fazer horas extras.
Quem quiser fazer horas extras não pagas que faça.
Obrigado SOJ por me libertares dessas horas.
Acho que o SoJ pecou por anunciar quinta feira após as 17:oo horas, que ia prestar declarações a comunicação Social. Acho que muitos colegas só se deram de conta na sexta feira. Acho que vale a pena continuar porque na realidade a maioria está descontente com o acordo assinado, que foi um fiasco e vergonhoso. Eu vejo todos os dias colegas descontentes.
ResponderEliminarA greve teve o efeito desejado novamente notícia de detidos libertados...
ResponderEliminarA classe dos oficiais de justiça apenas mudam se 70 por cento for embora.
ResponderEliminarSou contra os malabarismos do costa agora! Simplesmente nojo! do barroso, quando largou da outra vez, para os mais esquecidos e de outros que tais, logo sou populista sempre contra malabaristas!
ResponderEliminarVendidos!
Este está com um virus, costa.Por tanto gostar está sempre na mesma tecla.
ResponderEliminarAinda bem que nāo é OJ. Livra!
Biden é outro que também parece nāo estar bem.
Ninguém está livre...
Gosto de virus que não se deuxam levarcem cantigas à costa sem duvida.
ResponderEliminarSe tu gostas de ser enganado, continua na tua vidinha de escravo.
O costa agradece-te.
Ninguém está livre de malabaristas rosas.
ResponderEliminarSomos pior que os Brasil.
Ah ah ah.
ResponderEliminarVai vender banha da cobra para outra freguesia que não convences ninguém.
Conversa de Chegano com dor de cotovelo.
ResponderEliminarPois é, Costa o poderoso custa a engolir não é?
Reduzam se à vossa insignificância capangas do Ventura.
O problema da nossa classe é estar cheia de gente perto da reforma, sem fervor de luta por melhores condições de vida apenas a almejar a chegada da reforma.
ResponderEliminarAssim não vamos lá.
Só com a reforma desta gente fará algo de significativo .
É difícil admitir isto mas é pura das verdades.
Eh eh!
ResponderEliminarA greve às horas extra a nem sequer é do Soj.😅
E ler antes de inventar não?
Problema é que a carreira está cheia de gente mesquinha e invejosa.
ResponderEliminarLogo, sem união.
E assim não vamos lá.
Ponham os olhos nas outras lutas, todos unidos.
Viva a França!
Grande verdade
ResponderEliminarGrande verdade...
ResponderEliminarE qual o problema? Implica ausência ao serviço nesse dia.
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