Quem quer ajudar nos processos da AIMA?
Os imigrantes e a nova agência AIMA (Agência para Integração, Migrações e Asilo), têm gerado milhares de processos administrativos – cerca de 35 a 40 mil –, quase todos pendentes na área da sede da Agência, isto é, no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa.
Com um problema desta grandeza, o Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais (CSTAF) resolveu convidar juízes e Oficiais de Justiça de todos os tribunais Administrativos e Fiscais do país para ajudarem a despachar aqueles 35 a 40 mil processos de Lisboa.
São processos relacionados com os pedidos de residência apresentados pelos imigrantes e a ajuda poderá decorrer durante o verão, em acumulação de serviço com aquele que cada um já detém e sem qualquer remuneração suplementar por tal trabalho extra.
A questão não está a ser muito bem recebida pelos juízes. A Associação Sindical dos Juízes (ASJP) refere que “As preocupações que nos têm sido transmitidas pelos nossos associados centram-se na informalidade da solução proposta aos juízes, no prazo curto que lhes foi dado para que decidam se aderem à mesma e no total desconhecimento das consequências, em termos de avaliação do seu trabalho da sua não adesão”.
Por sua vez, entre os Oficiais de Justiça a questão também não é pacífica. No Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, os Oficiais de Justiça recusaram-se a desempenhar a nova tarefa, mesmo que exercida em teletrabalho.
«Os funcionários judiciais de Beja recusaram-se porque já têm muito que fazer», conta o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, para quem esta solução de verão não tem potencial para resolver coisa nenhuma, dada a magnitude do problema e a escassez de Oficiais de Justiça.
«No mês passado estes processos deixaram de estar apenas a cargo dos cinco juízes da secção do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, especializada nesta matéria, para serem também distribuídos pelos restantes 11 magistrados que lá exercem funções. Porém, mantiveram-se os mesmos seis funcionários a tramitá-los. Ora, as sentenças não se cumprem sozinhas, sem a intervenção dos Oficiais de Justiça”, acusa Marçal.
Ou seja, notem bem: de acordo com o presidente do SFJ, a secção especializada que tramita os processos da AIMA é composta por 5 juízes e 6 Oficiais de Justiça e, para que os processos andem mais depressa, aumentaram o número de juízes em mais 11, isto é, passaram a 16, mantendo os mesmos 6 Oficiais de Justiça.
Inicialmente, parece-nos cómico, mas não é, é muito triste.
Mas a comicidade, ou a tragédia, adensa-se quando soubemos que os Oficiais de Justiça do TAF de Beja não se predispuseram para o trabalho suplementar gratuito e até já prestam serviço extra em ajuda dos Oficiais de Justiça de Loulé, como as contas dos processos de Loulé, onde não parece haver tempo para as fazer, mas, curiosamente, vejam bem, os Oficiais de Justiça do TAF de Loulé aceitaram ajudar o TAC de Lisboa.

Fontes: “Executive Digest”, “Público” e “Eco”.
Hehehehehe...
ResponderEliminarSinal dos tempos.
Só têm mais trabalho e sacrifício para oferecer.
NOJO
ResponderEliminarNão há dinheiro para pagar o justo aos oficiais de justiça, mas há dinheiro para pagar a corrupção.
Tenham vergonha na cara.
Eu nem mais um minuto de borla.
Cansei.
20 anos de destrato.
Gente sem vergonha mesmo.
Nunca se viu uma preocupação destas com os milhares de processos que anos após anos se amontoam nos tribunais deixando a vida de muitos em suspenso.
ResponderEliminarEstamos a assistir a uma regressão em diversas áreas da sociedade sob a bandeira de um pseudo humanismo que se há-de consumir a ele mesmo.
O "humanismo" é mesmo o maior problema da sociedade ocidental!
ResponderEliminar(Ou a falta dele)
Viva o racismo e a xenofobia que resolverão todos os problemas da sociedade global e industrializada.
ResponderEliminar- VIVA!
Eu por 80 paus (limpos ) diários posso ajudar.
ResponderEliminarMenos que isso temos pena.
É isto.
Paguem.
Os nossos filhos são obrigados a emigrar!
ResponderEliminarNinguém fala disso!
O SOJ devia aparecer nas televisões a dizer que nunca viu o governo estar tão aflito quão a quantidade de processos em atraso. Pelo contrário, abafa a realidade dos tribunais. Nas telejornais, só falam dos juízes, eles é que vão resolver os atrasos da AIMA. Devia o SOJ também aproveitar para referir o mal que os OJ ganham e que a ministra se recusa a satisfazer o pedido dos OJ!
ResponderEliminarCom ; nos.
ResponderEliminarAlguém sabe da resposta da Ministra ao proposto pelo SOJ? Aceita ou não o aumento até aos 15%? E, se ainda não respondeu, sabem se tem prazo?
ResponderEliminarBom dia! (talvez não o seja para muitos Colegas)
ResponderEliminarOntem assisti a um programa no canal da RTP1 em que, para além da ex-Ministra da Justiça Dra. Paula Teixeira da Cruz, participou, entre outros, o Exmo. Sr. Dr. Paulo Lona, presidente do SMMP. Este último, na sua eloquente intervenção (a última do debate) deu conta do estado dos serviços e da enorme carência de funcionários no MP (falou em cerca de 400), informou do número de processos por registar, atos por praticar entre muitos outros atrasos, nomeadamente em processos urgentes como o são a Violência Doméstica.
Hoje mesmo, neste Blog, dá-se conta de um pedido de esforço adicional aos funcionários dos Tribunais Administrativos, em muitos casos já por si em menor número que os magistrados em funções, no sentido de contribuírem para a normalização dos processos da AIMA.
Os políticos que implementaram tal reforma - falo nomeadamente dos anteriores ministros da Administração Interna entre outros responsáveis, por ex. a Sra. Dra. Ana Catarina Mendes - deveriam vir a terreiro explicar como é que pretendiam resolver o problema - atualmente com quase meio milhão de pedidos por analisar/tratar.
A sra. Ministra Dra. Catarina Sarmento deveria, por seu lado, vir explicar, no âmbito da definição dos objetivos para as comarcas, que medidas gestionárias e, nomeadamente, no que tange ao reforço de funcionários qual o plano a médio e longo prazo estabelecido para a renovação e ou reforço dos quadros.
Adivinho que a incompetência foi tanta que nada existe sobre o assunto, quer uns quer outros não cuidaram da resposta cabal da administração às suas políticas pejadas de utopia (que até considero "bonitas" na essência) e, na práxis, impraticáveis apenas porque não as souberam implementar e , desta forma, estragaram uma ideia, quanto a mim, muito assertada.
A incompetência não é grave se for acompanhada de responsabilidade, mas quando esta não existe é meio caminho para o recrudescimento dos fenômenos extremistas.
Estas pessoas, que não prestam contas, que não assumem os seus erros são os maiores destruidores das democracias e no, meu pensamento não deveriam ser merecedores de cargos tão importantes como se prontificaram e aceitaram ocupar.
Quanto a nós, Oficiais de Justiça, deveremos cumprir as nossas funções, com espírito de missão, isso sempre, mas não derrotados na vida que um dia quisemos para nós e para a nossa família. Por isso, a tomada de posição firme impõem-se sempre que a missão não nos é reconhecida e, pelo contrário, somos destratados e desconsiderados e até tomados por "otários".
Conto os dias para fugir dos Tribunais e espero, com ansiedade e expetativa, a mudança de vida que está mais perto.
A todos os que ainda lutam por uma carreira com futuro desejo-lhes felicidades, embora não acredite que tal venha a ser possível, volvidos 26 anos nestas funções, não vejo que a mentalidade vá por aí, pelo contrário, no futuro seremos - os Oficiais de Justiça - meros assistentes técnicos com um subsídio de disponibilidade e por aí ficaremos.
Eu, por mim, já dei muito do que fui e espero os 16 anos para a reforma num outro local mais arejado e fresco, mais limpo e luminoso, sem estar agrilhoado ou gradeado e à míngua de tudo, vivendo da solidariedade dos colegas, dos magistrados, dos advogados, com palmadinhas nas costas e descartável numa fração de segundos assim que o infortúnio nos assalta a vida.
Somos miseráveis e pensamos muito pequenino, outrora Meirinhos, hoje meros Pajem decorativo.
No tempo da outra senhora era proibido emigrar...
ResponderEliminarDepois havia livre circulação de trabalhadores dentro da UE...
Agora os jovens já são obrigados a emigrar?
Não sei onde é que isto vai parar!
Nota: Somos "pequeninos", não queremos "ser grandes" (a maioria), e achamos que somos "os maiores" (os mesmos que não querem uma carreira requalificada ao nível 3 e andam a encanar a perna a rã com o Estatuto).
ResponderEliminarSe Beja ajuda Loulé, Loulé pode ajudar Lisboa?!! Tem lógica pois entāo.
ResponderEliminarQuem gere percebe pouco.Entāo aumentam-se os Magistrados a trabalhar nos processos da AIMA e os Of.Justiça sāo os mesmos? Quem dá cumprimento às decisões?
Por outro lado a área administrativa e fiscal será das mais demoradas . Os outros processos também muito importantes para cidadãos e empresas, como ficam, continuam à espera?
A falta de investimento de longos anos por parte dos governos na nossa área da Justiça dá estes resultados.
Puxa de um lado, estica do outro e tudo quase igual e mais uma vez é o momento para os sindicatos denunciarem a falta de funcionários.
Para os processos da AIMA, governo e oposição têm de criar outras soluções, se souberem!🤔
Se não quiserem ter de dormir em beliches e numa casa com múltiplas pessoas que não conhecem de lado nenhum têm mesmo e emigrar!
ResponderEliminarSe tiverem 200 mil conseguem comprar um T2 fora de Lisboa e Porto.
Se quiserem comprara uma moradia, bem, têm de puxar mais pela bolsa!
Se dormirem num beliche, com Brasileiros, Paquistaneses e outros, só precisam de 250 euros!
ResponderEliminarSe eu estivesse em Beja deixava de ajudar Loulé!
Meus caros colegas, nós não estamos aqui para ajudar ninguém, nós estamos aqui para trabalhar!
ResponderEliminarTrabalhar no serviço que é nosso, recebendo a correspondente retribuição!
Eu não trabalho por ninguém, pois não recebo por ninguém, apenas por mim!
Mas trabalho com dignidade, não sou escravo de ninguém, não sou escravo do Estado Português!
Sumário da Carreira!
ResponderEliminar
ResponderEliminarNem 80, nem 1000!
Farto de corruptos!
ResponderEliminarSem duvida!
é de fugir
Os problemas estão identificados e nada fazem há anos.
E ainda querem trabalho de borla!
vão todos para um sitio que eu cá sei.
E vão dois!
ResponderEliminarBorlas?
já lá vai o tempo!
pouparem em nós para pagar a corruptos?
Força escravos!
Por 20 euros à hora, aceito fazer umas horas em pós laboral.
ResponderEliminar3 horas por dia no máximo!
60€ x5 = 300€
300€ x4= 1200€.
Menos do que isso não aceito e nem vale a pena insistir!
Eu não aceito 20 euros à hora!
ResponderEliminarÉ consabido que em sede de honorários a OA considera perfeitamente razoável o montante de 100 euros pro hora!
Ora, eu não sou advogado, mas sou OJ, portanto por menos de 45 euros por hora não trabalho!
E é preciso ver que se tratam de horas extra, o que faz que com que os 45 sejam na verdade menos!
20 seria a pechincha do século!
Querem, paguem!...
E a culpa será dos pobres imigrantes que só querem poder ter um beliche para descansar depois do trabalho ou dos senhorios portugueses de gema que estão a enriquecer graças às rendas que lhe cobram e se aproveitam vergonhosamente sem nada declararem ao fisco? É muito fácil chutar as culpas para os outros...
ResponderEliminarSe fizer bem as contas, vai ver que nem de 10 euros ganha à hora.
ResponderEliminarAté uma senhora da limpeza ganha quase isso aqui na minha zona.
Portanto, quem nos dera 20€!
O colega desculpe, mas é exatamente por pedirmos pouco que estamos como estamos!
ResponderEliminarSe quer ser valorizado, tem em primeiro lugar de se valorizar a si mesmo!
O governo está preocupado e até recruta funcionários para a AIMA, porque as filas são filmadas. Dentro dos tribunais não entram as televisões. Por isso, e pelos sindicatos que temos estamos como estamos!
ResponderEliminarNão! A culpa é nossa e dos nossos filhos!
ResponderEliminarNão pode ser assim. Os colegas de Beja foram confrontados com ordem de serviço.
ResponderEliminarOs TAF do Sul estão pelas ruas da amargura e ninguèm faz nada
A DGAJ e o CSTAF nada fazem
Eu ajudo a minha mulher e os meus filhos, mais a família próxima e alguns amigos.
ResponderEliminarAo Estado pago impostos, e ele paga-me a remuneração do trabalho que para ele faço.
Dou as borlas ao Estado que ele me dá a mim, ou seja, nenhumas, como tem de ser!
sem grandes comparações é esta a realidade
ResponderEliminaro trabalho não é familia
e trabalhar por amor à camisola, isso é que era bom. Havia sempre quem beneficiava com o trabalho gratuito
Nunca falou em trabalhar pós laboral.
ResponderEliminartrabalhem de borla escravos
ResponderEliminar20€
eheheheh
ResponderEliminarNão digas isso!
Tens que trabalhar de borla para pagar aos corruptos, não queres?
"Tens que trabalhar de borla para pagar aos corruptos", isto é a treta dos outdoors do "chega".
ResponderEliminarOu és um oj tipo papagaio ou és um outsider ou és fruto da IA (lol).
Vocês são todos muito ricos e muito bem pagos, estou a ver.
ResponderEliminarSe me propusessem, eu não me importava de fazer 3 horas por dia em horário pós laboral a 20 euros a hora.
Mas isso sou eu que sou pobre.
Enfim, ninguém lhe tira a razão do descontentamento, mas será que nunca mais percebe que essa conversa do "NOJO e Vergonha", sem qualquer argumento racional, tipo conversa de Chegano, só denigre a imagem e prejudica a luta de todos os OJs?
ResponderEliminarPorque não te calas?
E assim floresce o populismo.
ResponderEliminarDe modo a considerar os seus argumentos, pode fazer o obséquio de explicar como é que o trabalho mal remunerado em serviços do Estado, resulta numa contribuição para a bolsa de corruptos?
Sim papagaio Ventura, tens razão, somos nós que pagamos aos milhares e milhares de corruptos que saem debaixo das pedras de cada um dos edifícios do Estado.
ResponderEliminarAlguém sabe se já se encontra agendada a continuação da reunião suplementar requerida pelo SOJ ao Ministério da Justiça?
ResponderEliminarÉ importante e urgente que a mesma seja agendada para sabermos com o que podemos contar e com a estratégia a definir em função dos resultados da mesma.
Ninguém falou em trabalhar pós laboral !
ResponderEliminarCulpa os desgraçados dos imigrantes mas não culpa os fundos de investimento e ricos que contribuem para a especulação imobiliária as recentes políticas do PSD em manter o alojamento local...essa tá boa.
ResponderEliminarEm Barcelona o alojamento local vai ser abolido...porque será?
Claro que a culpa tinha de ser do PSD ...
ResponderEliminarA culpa é toda do Costa, mas reparem bem que ele já arranjou tacho!
ResponderEliminarIncrível!
Tu que trabalhas dia após dias, ano após ano, não vai a lado nenhum!
Cala-te tu, se gostas de comer e calar.
ResponderEliminarQuem és tu para mandar calar, pá?
Nojo por também!
Então deseja manter a desgraça dos imigrantes!?...
ResponderEliminarVenham muitos, cada vez mais, para os desgraçados aumentarem, porque o 'socialismo de caviar" aceita todos, mas não lhes oferece uma vida digna!...
Nem conseguiu legaliza-los em tempo razoável, expondo-os a um miserável estado de escravatura humana!...
Acolher com dignidade sim!...
Receber e desprezar não!...
Receber
Aí agora é que dão conta?
ResponderEliminarAnos e anos de governantes corruptos e agora é que dão conta que é para emigrar, pois não há dinheiro para todos.
Só há dinheiro para politicos, familiares deles e amigos empresarios?
Agora é que dão conta.
Trabalha pobre escravo.
ResponderEliminarForça.
Até por 10€ trabalhavas.
Alimenta a escravatura.
Força.
Pobre
Trabalhai escravos!
ResponderEliminarO estado agradede o que poupa com vocês.
Eeheh
Trabalhai por tuta e meia
ResponderEliminarPois a mslta do rendimento mínimo precisa do vosso trabalho bem taxado de impostos.
Trabalhai.
Nojo mesmo!
ResponderEliminarSim, vais ficar rico
ResponderEliminar🤮
ResponderEliminarVocês são sem dúvida. prova de que a reforma do estatuto já por várias vezes apresentada é essencial para separar o " trigo do joio", e pôr cada um no seu galho, tudo em beneficio de um serviço publico de excelência.
ResponderEliminarPegando no lema do v/ partido, é preciso fazer uma "limpeza" e selecionar quadros qualificados, excluindo pessoas como vocês das funções de maior responsabilidade.
Seria conveniente apurar quantos aderiram no TAF de Loulé, pois garantidamente não foram todos.
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