Das Atitudes e da Crítica

      O ministro dos militares é o da Defesa, e não o da Justiça. O ministro dos polícias é o da Administração Interna e não o da Justiça. O ministro dos professores é o da Educação e não o da Justiça. O ministro dos médicos e dos enfermeiros é o da Saúde e não o da Justiça.


      Mas o ministério sob o qual estão afetos os Guardas Prisionais e a Polícia Judiciária é o da Justiça, embora não pareça ser o mesmo Ministério dos Oficiais de Justiça, porque estes últimos têm um tratamento completamente distinto de todas as demais carreiras da função pública.


      Impõe-se a pergunta: porquê?


      A resposta pode ser encontrada nas atitudes.


      Vejamos uma atitude, a mais recente, que pode justificar este flagrante desprestígio e desconsideração da carreira dos Oficiais de Justiça:


      Na nota informativa de 24JUL do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), a propósito do relatório da Comissão Europeia em que alerta o Governo português para a necessidade de mais Oficiais de Justiça, consta assim:


      «Esta recomendação é resultado de um esforço contínuo e dedicado do SFJ junto da EUR da qual é membro ativo e comprometido. A nossa participação nas discussões e a apresentação de dados concretos sobre as dificuldades enfrentadas pelo sistema judicial português têm sido cruciais para produzir efeitos positivos e chamar a atenção para esta questão crítica.»


      Perante esta informação os Oficiais de Justiça ficam descansados pela atitude e pelo êxito alcançado que é, como se afirma ou induz, da responsabilidade deste sindicato, o que contribui para a acalmia das hostes, ou para a dita pacificação, uma vez que o trabalho desenvolvido está a dar frutos, o que leva a uma atitude de relaxamento perante esta ou outra  qualquer situação ou atitude.


      Na nota informativa do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) de 25JUL, sobre o mesmo assunto, consta assim:


      «Talvez tenha passado despercebida, para alguns colegas, a informação prestada pelo SOJ, e que consta do seu sítio, com a data de 01-04-2024 [em abril], em que referia o trabalho que tem vindo a desenvolver, desde há vários anos, reunindo com uma comissão técnica junto da comissão europeia.


      A verdade é que não sendo o SOJ, ainda, o Sindicato com maior representatividade, como bastas vezes é referido, tem estado na linha da frente, na defesa dos interesses da carreira que representa. Assim, e sobre a matéria, se republica, parte da informação prestada na data acima referenciada.


      Reuniões com a comissão europeia: O SOJ reuniu-se, dia 22 de fevereiro [fevereiro], com os serviços da Comissão Europeia, como vem ocorrendo ao longo dos últimos anos. São reuniões técnicas que servem de base à elaboração do relatório anual da comissão europeia, nomeadamente sobre o Estado de Direito nos diversos Estados.


      Este ano, e pela primeira vez, Portugal esteve também representado, nestas reuniões, pelo SFJ, no que demonstra a importância do trabalho que temos vindo a desenvolver, embora nem sempre reconhecido internamente.


      Questionados, nessa reunião, sobre qual deve ser a prioridade da ação do XXIV Governo Constitucional, para a Justiça e carreira dos Oficiais de Justiça, o SOJ, apontou para a revisão da tabela remuneratória e, após essa alteração, a realização de ingressos e a revisão do Estatuto.


      Priorizar-se a abertura de ingressos, como tem sido defendido pelos diversos operadores judiciários, não serve aos interesses da carreira, nem da Justiça. No nosso entendimento, e isso mesmo defendemos, a atual tabela remuneratória não é atrativa de molde a garantir o número de candidatos necessários,


      Por outro lado, a falta de candidatos não permite um processo seletivo rigoroso, como se exige, e não garante a retenção de “talento”, dentro das Secretarias Judiciais e serviços do Ministério Público.»


      Estas diferentes atitudes indiciam a existência oportunista da criação de convencimentos ou mesmo de apropriações do trabalho alheio, induzindo muitos Oficiais de Justiça em convicções que resultam em inações ou, pior ainda, em convencimentos que justificam tais inações.


      Claro que a falta de conhecimento da globalidade das atitudes sindicais conduz às ditas considerações e convicções acríticas.


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      E a propósito da publicação, esta última quinta-feira, em Diário da República da recuperação de todo o tempo de congelamento para os professores, retrocedamos agora ao ano 2017, para ver uma outra atitude que também exemplifica e justifica o atraso crónico dos Oficiais de Justiça.


      Nessa altura, em 2017, em que se reivindicava que os Oficiais de Justiça (e não só) deveriam recuperar todos os anos de congelamento, o SFJ tinha, inicialmente, uma postura e uma atitude de conformismo alinhada com o Governo e afastada das ambições dos Oficiais de Justiça.


      Recorde-se, por exemplo, a postura conformada com a não contagem do tempo congelado que o SFJ apresentava em 25 de outubro de 2017, na informação sindical dessa data.


      Àquilo que os Oficiais de Justiça ansiavam, respondia o SFJ com questões como: “Será realista, no atual contexto do País?” e fazia comparações com congelamentos anteriores: “o tempo decorrido entre 2005 e 2008 não contou. Ou seja, a contagem de tempo foi “congelada” em 2005, descongelada em 2008 e novamente congelada em 2011! E nessa altura este entendimento foi aceite por todos.” e concluía, conformado, dizendo: “Claro que é injusto, porque se trata de tempo “perdido” para a progressão, tal como foram também injustos os cortes nos vencimentos e o “roubo” dos subsídios de férias e natal, pelo que também seria justa a devolução desses valores. Mas se prometêssemos essa devolução estaríamos a fazer demagogia e essa não é a nossa postura.”


      O SFJ confundia promessa (“se prometêssemos essa devolução”), como se fosse uma entidade governamental ou o próprio Governo, com a reivindicação que deveria realizar em defesa dos Oficiais de Justiça.


      Essa postura ou atitude, então serena do SFJ, foi criticada; necessariamente criticada por todos aqueles que ainda mantêm alguma liberdade de pensamento e de manifestação de opinião. Pelo contrário, na altura, aqueles de pensamento alinhado; sempre alinhado, explicavam aos demais o conformismo, com todas e mais alguma justificação, pacificando.


      O tempo foi passando e o avolumar das críticas, a par da atitude das outras carreiras da Função Pública, fez com que alguns meses depois (cerca de 9 meses depois, em 2018) já víamos como o SFJ passou a ter uma postura mais ativa, já não conformista, e reivindicava aquilo que ainda alguns meses antes se conformava como inalcançável, apelidava de irrealista, com falta de coerência e até como demagogia.


      É por tudo isso que a crítica é tão necessária; é por isso que o pensamento crítico é necessário, ao contrário dos alinhados para os quais o momento é sempre válido e configura uma verdade absoluta e final.


      É algo religioso ou futebolístico, mas isso não defende a classe, as atitudes alinhadas, sempre alinhadas, prejudicam, amordaçam, tolhem o raciocínio e fazem com que tudo demore a acontecer porque os demais têm de fazer um esforço muito maior para desmontar as tais verdades absolutas e inatacáveis que vêm do céu.


      Por isso, surgiu a necessidade da existência desta página, que já vai para o seu décimo primeiro ano de existência, com publicações diárias desalinhadas, que informam, explicam e que mantêm sempre uma memória e um alerta para a recordação, como método de aprendizagem com os erros passados como hipótese de superação dos problemas do presente e do futuro.


      Por isso, aqui se podem ler informações, explicações e críticas que não se encontram em mais lado nenhum e que são livres, desprendidas de amarras ou de obrigações a este ou àquele; a esta ou àquela entidade e, por isso mesmo, necessariamente, agradam a uns e desagradam a outros. Esta página não existe para agradar a todos, no entanto foi criada com o intuito de agradar apenas a uns e exclusivamente a esses, e esses são o conjunto dos Oficiais de Justiça.


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      Fontes: “SFJ-Info-24JUL2024”, “SOJ-Info-25JUL2024” e “SFJ-Info-25OUT2017”.

Comentários

  1. Continuo a questionar-me como o SFJ ainda tem associados.... Foram eles os coveiros da carreira. Se estamos nesta miséria, bem que podemos agradecer ao SFJ. Como é que os colegas aceitam isto? Não percebo....

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  2. Certo, e olhar para dentro? Aquando das ameaças na greve dos atos, o q aqui vi foram ratos a desejar q os poucos que foram à luta fossem penalizados.
    Seria a justificação para a sua cobardia.
    Classe assim tem o que merece.

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  3. Rei dos Oficiais de Justiça27/7/24 09:13

    Independentemente de critica ou menos critica que tal arregaçar as mangas e pedir uma auditoria ao SFJ.

    E aí veremos afinal gastam dinheiro no que? Quais os salários?

    E se existe algum problema legal.

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  4. Rei dos Oficiais de Justiça27/7/24 09:23

    Vamos ser honestos desta vez a culpa não foi do governo, se eles estão aumentar todas as carreiras,
    porque não aumentaram a nossa na mesma proporção?


    A culpa foi da birra do suplemento dos 10 por cento...

    Essa porcaria já estava conquistada depois em tribunal com a ação competente se resolvia.

    Ou seja o SFJ andou a brincar quando na realidade deveria ter pedido a aumento salarial principal.

    Vieram com o argumento que é necessário alterar o estatuto para existir o aumento...isso é uma falsa questão uma vez que em mais nenhuma classe se verifica tal situação...


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  5. Setembro, setembro será a gora de água que fará transbordar e copo e nos poderá levar a uma luta interna, interna e externa como nunca visto, tanto com a tutela, como co.as cúpulas sindicais .esperemos que não.

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  6. Ou temos novidades boas em setembro ou rebenta uma guerra civil dentro dos tribunais!

    Já ninguém aguenta.

    Todos nos ultrapassaram.

    Até os guardas florestais, que sempre ganharam muito pouco, vão ter aumentos mais que justos!

    Qualquer analfabeto da função pública ganha mais que nós. Essa é a verdade!

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  7. Rei dos Oficiais de Justiça27/7/24 10:21

    Pela vergonha do que nos estão a fazer não se aceita aumentos menos que 600 euros... profissões menos exigentes foram na ordem dos 300 euros mais 20 porcento....

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  8. Com todo o respeito pelos guardas florestais cuja função tem a sua importância, mas ver essa classe também valorizada em 300 euros seria a humilhação suprema dos oficiais de justiça.
    Por este andar até os lixeiros vão ter valorização à frente dos oficiais de justiça se é que vamos ter.

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  9. Bem visto...bem visto... concordo plenamente.

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  10. Simplesmente revoltante! A esta hora, haverá muita gente a rir-se dos OJ a começar pela ministra, mas ela não tem culpa! Se encontrou um sindicato que acha que 30 euros valoriza a carreira, ela aproveitou!

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  11. Greve aos actos.
    Foi a única greve que valeu a pena. Nesta altura penso que todos nós já chegamos a essa conclusão.
    Fomos ameaçados de processos disciplinares, venham eles.
    Vão ter coragem para instaurar 5000 ou 4000 processos disciplinares?
    Aos guardas prisionais não fizeram nada. Fizeram uma greve similar e nem parecer solicitaram. Para os guardas prisionais deu resultado.
    Temos que fazer uma greve aos actos, actos que façam mossa: honorários, pagamento de facturas, diligências e principalmente às baixas, se tocar-mos nas estatísticas vão ouvir-nos.
    Mas temos que dar o passo em frente e ser todos a responder.
    Mostrar que a paz ainda não voltou aos Tribunais, vá lá SOJ dá-lhe.

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  12. Obvio eu tinha feito o mesmo no lugar dela...

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  13. Sim sim, o SOJ a fugir às grevezinhas fofinhas e tradicionais, daquelas que o governo gosta para poupar uns trocos.
    Espere sentado.

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  14. O ministro da educação despediu a diretora da DGAE por ser responsável pelos enganos que houve na colocação de professores no último concurso. Face a esta situação, os sindicatos apareceram logo nas tv a reclamarem!
    Comparem agora com o que se passa no reino dos OJ!
    O SFJ levou-nos à cova em que estamos e quer continuar nessa senda. Até quando vamos permitir isto?

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  15. Não, não foi só o SFJ, foi tb o Soj e todos aqueles que rejeitaram pelo menos a última proposta de estatuto e de valorização salarial, que em alguns casos, ultrapassava os aumentos que outras carreiras agora vão beneficiar.
    A atual MJ, ao "propor" um salário de entrada equivalente ao primeiro escalão de técnico superior, indicia que vem aí uma proposta de estatuto semelhante às anteriores.
    Vamos rejeitar outra vez e andar a chorar que somos deixados para trás?
    Esta certo que devemos lutar por condições de trabalho justas e dignificantes, mas daí a achar que podemos ir contra sucessivas opções políticas de restruturação total da carreira, de governos de várias orientações, não faz qualquer sentido.
    Os governos eleitos são soberanos, uns gostam outros não.

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  16. Oh colega... já se fez tantas greves.... chegaram a existir greves para todos os gostos e feitios, e está a culpar os colegas que não adriram à greve pelo estado da carreira? Por favor...

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  17. Se olhar para a anterior proposta de estatuto, da qual foi aqui um acérrimo defensor, vai perceber porque qualquer valorização salarial depende da alteração do estatuto, quando o que se pretende é alterar categorias e conteúdos funcionais.
    E tudo indica que a proposta que vai ser apresentada será equivalente.
    Se for rejeitada é certo que mais carreiras nos vão ultrapassar.
    Depois vão aparecer as especulações de que o governo tem uma agenda oculta, que há interesse em que os tribunais não funcionem.

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  18. Já houve uma proposta da anterior ministra que a grande maioria dos OJ não quiseram! Vejamos como estamos agora! Melhor do que estávamos? Não!!

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  19. Todos os sindicatos acompanham o cumprimento da lei e a revisão dos Estatutos legalmente prevista.

    Nos Oficiais de Justiça há umas mentes iluminadas que acham que assim está bom e antigamente é que era óptimo, e apresentan-se com encenações de encanar a perna à rã...

    Querem ser levados a sério?

    Qual é a visão para a futuro da carreira?

    Como é que se vai cumprir a lei e fazer a revisão do Estatuto?

    Ainda bem que temos sido liderados por magistrados.
    É tudo meramente indicativo...
    (Execepto as carreiras deles)

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  20. Calma...

    Temos os Senhores Magistrados do nosso lado...

    Vai tudo correr bem...

    Vai ficar tudo bem, tenham calma que os Senhores Magistrados vão olhar por nós...

    Tenham fé...

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  21. Se fôssemos a analisar as incoerências dos Sindicatos dos últimos anos, dava para mais de uma centena de artigos mas este blogue também tem alguns telhados de vidro. Sempre aqui se defendeu a integração do suplemento, promoções e a entrada de novos OJ's. Parece agora e finalmente ajustar caminho e perceber que só lá vamos com uma valorização da carreira, e essa, só lá vai com um novo estatuto. Ninguém se iluda com aumentos salariais sem que tenhamos de abraçar novas competências.

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  22. Então que venham as novas competências a comecar com ter licenciatura para ingressar na carreira. Sou a favor e que isso corresponda a uma actualização salarial a sério.
    Quanto aos funcionários actuais sem licenciatura claro que não ficarão para trás e terão essa mesma actualização. O pleno da classe com 100% de licenciados acontecerá com o decorrer do tempo e a renovação da força de trabalho.

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  23. Sobre os telhados de vidro, devemos dizer-lhe que está a confundir o que lê como citações, devidamente assinalas entre aspas e com as fontes indicadas, com opiniões próprias que constituam os tais telhados de vidro que refere. Por exemplo: no artigo de hoje, ao longo de todo o artigo, a única opinião desta página é sobre a função da crítica, tudo o mais que ali encontra são citações alheias exemplificativas e com as fontes indicadas a final. O simples facto de estarem citadas não significa, necessariamente, concordância nem discordância.
    Não deve confundir a atividade sindical com a atividade informativa.

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  24. O senhor Bloguer, a quem muito estimo pela sua total imparcialidade, mais uma vez escreve um artigo de um sentido de responsabilidade e de verdade que é inabalável. Eu estive nesse congresso onde ouvi e vi presencialmente, Fernando Jorge, então presidente do SFJ, a preferir tais palavras " que não poderíamos reclamar o tempo congelado. A partir dessa reunião deixei definitivamente de pertencer a tal estrutura Sindical, pois quem , como eu, pensasse diferente era" inimigo".

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  25. PS: onde se lê preferir deve ler-se proferir.

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  26. Fernando Jorge?

    Só teve leria.
    Tristeza de sindicalistas.

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  27. Obrigado blogue!

    Exelente trabalho.

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  28. Tanta parvoíce foi feita pelo SFj, e o pior é ainda chamar suas as lutas e conquistas e iniciativas do SOJ. Mas o que é estranho é que se continua a acreditar no que dizem. Fizerem uma negociação que nem um mendigo aceitaria. Acho que estão a esconder algo a todos nós. Lembrem se que a greve aos autos foi considerada ilegal por muitos críticos. Também o que é estranho é se falar tanto do antigo dirigente do SFJ, mas com mais 70 anos de idade, ainda o elegeram para o COJ.

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  29. Não percebo como é que a maioria diz revoltada e apenas através do abaixo assinada foram recolhidas três mil e tal assinaturas.
    Este blog fez publicidade da iniciativa várias vezes e mesmo assim foi o que foi. Se fosse o SFJ com uma barbaridade qualquer recolhiam 5 mil ou mais assinaturas é isto que é ridículo e me faz pensar.

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  30. Avante camarada Marssal, avante!!


    A luta continua!!

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  31. Que carreira está, de oficiais ... de não sei o quê...
    A palavra, parece, deriva daquela outra a de ofício, que quer dizer, grosso o modo, pessoa que se dedica a uma determinada atividade, no caso será a da realização da justiça.

    Mas não é isso que se passa nos tribunais, onde antes os seus profissionais eram valorizados, hoje só se fala em magistraturas e nos seus problemas.

    Confundem os problemas do combate á corrupção com os dos mega processos quando aquele problema se combate na raiz, na transparência da administração pública.

    Nos tribunais hoje há cada vez menos transparência e ninguém quer saber daquela carreira que é para acabar - e muito bem, ainda bem que o assumem para que todos possamos conformar a nossa vidinha.

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  32. Para a maioria da classe é muito bem feita que se acabe com a carreira pois que a sua maioria ou só pensa na reforma ou então em mais dinheiro e está-se a marimbar para a carreira, quer lá saber disso, desde que tenha mais umas côdeas e faça cada vez menos está tudo muito bem.

    A classe não merece melhor que isto pois não vale nada, são, na sua maioria, uma cambada de iludidos de egocentrismo exagerado de culto ao narcisismo, sempre a considerar a carreira melhor e mais importante que todas as outras quando é composta maioritariamente por grupos de pessoas que foram apadrinhadas no ingresso que acabaram o secundário por favor ou que, por ócio, por comodismo vieram para os tribunais fazer gazeta e estão hoje providos em lugar de chefia não por mérito mas pela velhice.

    É triste mas é assim que eu hoje vejo a maioria dos que compõem a nossa classe.

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  33. Marçal, em setembro, quando regressares de banhos, marca logo um almoço, em Anadia, para todos irmos comer LEITÃO e dessa forma fazermos inveja, aos policias, aos militares, aos professores, aos das finanças e aos das conservatórias.

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  34. Telhados de vidro não são um defeito. Aliás, o vidro é cada vez mais resistente, pelo que não deve extrair do comentário uma análise depreciativa ao blogue. O que se tem visto nos últimos tempos é que o "discurso informativo" tem vindo a ajustar-se à realidade, que já tem vários anos. Mais vale tarde do que nunca e com o devido apoio, este espaço deverá aprimorar as reivindicações, bem demonstradas quando agora se diz que quem defenda a entrada de novos OJ's por via de novo concurso é paleio para inglês ver. Temos de mudar e não é só a tabela salarial. Quanto ao reconhecido espírito crítico, é pena que hajam poucos a dar a cara.

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  35. O discurso informativo não tem vindo a adaptar-se à realidade, como refere; a realidade é que tem acabado por entrar pelos olhos adentro das pessoas, e com tanta intensidade que os lavou, permitindo uma melhor visão.

    Mais uma vez fica um exemplo: o artigo de hoje, na parte em que se aborda a ocorrência de 2017/2018, sobre a recuperação do tempo congelado, constitui uma recuperação do artigo publicado nessa altura, concretamente em 10-06-2018, intitulado "Da contagem integral do tempo de congelamento", acessível em:
    https://oficialdejustica.blogs.sapo.pt/da-contagem-integral-do-tempo-de-427773

    Quer isto dizer que o discurso de 2018, isto é, de há meia-dúzia de anos é - ainda - o mesmo de hoje. Não parece, portanto, que haja adaptação nenhuma à realidade, pelo contrário, se se dizem hoje as mesmas coisas de há seis anos, então é porque a realidade ainda é a mesma, ou muito semelhante.

    Talvez da sua parte tenha havido nos últimos dois anos outra atenção aos assuntos dos Oficiais de Justiça, mas não da nossa parte, porque a atenção é a mesma, ano após ano, dia após dia, desde há 11 anos que o incómodo e a necessidade obrigou à criação deste projeto.

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  36. Marçal demite-te...

    Até fomos ultrapassados por um soldado "recruta".

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  37. Passo por aqui, desta vez, para dar os parabéns ao espaço, aos artigos que nele são colocados e ao(s) seu(s) auto(res).

    Muito obrigado.

    Tenho uma réstia de esperança que se consiga algo mais para os OJ, com este contínuo e incansável 'espicaçar' das mentes.

    É que...ver outras carreiras com aumentos substanciais e nós a ficar na mesma é, no mínimo, algo muito desanimador.

    E causa-me revolta quando leio ou ouço que houve acordo com os OJ.

    Caramba!!
    No mesmo dia, na mesma mesa, separados por 1 horita, mas com ambas as reuniões a ter a presença da M.J., para nós foi avançado aquilo que sobejamente sabemos (quase nada!!), mas aos Guardas Prisionais o Governo parece que podia ir até aos 300€ nas negociações...

    Desânimo total...

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  38. Vejam, agora, na CNN.
    Aumento de 13,5% para OJs.

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