Os 100 dias de governo e suas alegadas conquistas

      Para assinalar os primeiros 100 dias de governação, o PSD organizou, em todo o país, reuniões abertas aos militantes e simpatizantes, contando com a participação de um ministro.


      Foi nesse contexto que, no passado dia 10, o ministro-adjunto da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, esteve no Cadaval.


      O ministro destacou e elencou as conquistas do Governo nos primeiros 100 dias e disse assim:


      “A decisão do novo aeroporto, os acordos na educação, com as forças de segurança e com os Oficiais de Justiça, o Plano de Migrações, da Saúde, para a Habitação e a Agenda Anticorrupção, a aceleração do PRR com o desbloqueio de mais de 3 mil milhões de euros e ainda a antecipação do 5.º desembolso”.


      Note-se que na lista das conquistas o ministro refere, em pé de igualdade, os acordos com as forças de segurança e com os Oficiais de Justiça.


      Mas Castro Almeida continuou a elencar as conquistas e referiu ainda “o aumento do complemento social para idosos, a gratuitidade de medicamentos para os idosos com mais baixos rendimentos, a proposta de duplicação da consignação do IRS em benefícios das IPSS ou ainda o alargamento das creches gratuitas”.


      José Bernardo Nunes, presidente da distrital Lisboa Área Oeste e da Câmara Municipal do Cadaval, deu as boas-vindas aos presentes, tendo também relatado “os problemas que o Governo anterior deixou, nomeadamente na área da saúde”.


      Em suma, o Governo assume e propaga que houve um acordo com os Oficiais de Justiça – e de facto houve tal acordo –, mas esse acordo não pode ser considerado equivalente aos demais acordos que o Governo firmou com outras carreiras, como com as forças de segurança, nem como o que a ministra da Justiça firmou com o corpo dos Guardas Prisionais, uma vez que o acordo com os Oficiais de Justiça está ao nível de um acordozinho, isto é, coisa bem mais pequena, e não um verdadeiro acordo equivalente aos demais.


      Prova disso é o facto dos Oficiais de Justiça continuarem insatisfeitos, continuarem a fazer greves, tendo até um dos sindicatos marcado uma nova greve após a assinatura do tal acordo, as notícias continuarem a referir detidos libertados por causa das greves; portanto, considerar-se que aquele acordozito é um acordo ao mesmo nível dos demais é uma falsidade total.


      E já agora, amanhã é quinta-feira e é dia feriado em vários municípios que podem aproveitar para fazer greve de ponte na sexta-feira (são seis municípios embora nem todos tenham tribunal). No cimo da nossa página encontra todas as semanas a lista atualizada dos municípios em que é feriado na semana em curso, por referência ao nosso Super Calendário OJ 2024.


100DiasGovernoCadaval20240710.jpg


      Fonte: “Jornal das Caldas”.

Comentários

  1. Propaganda mesmo.
    Mas não há ninguém que explique ao governo que com os oficiais de justiça em greve não há acordo nenhum e que houve uma debandada do sindicato que fez o dito acordo??

    Vigaristas.

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  2. Foi um mini acordo

    Agora falta o Estatuto

    Vamos ver

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  3. E os escalões congelados...
    Não esquecer a devolução dos escalões congelados aquando da TROIKA.

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  4. Isso é importantíssimo! subir 2 escalões é o minimo dos minimos! E das mais justas medidas. Isto tem que ser igual para todos!!

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  5. Não Keres Tb um bolo rei e uma garrafa de vinho?

    Não têm quase nada e agora já querem tudo.

    Tenha juízo você se tiver o estatuto revisto e a valorização da carreira já vai com sorte..

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  6. No que me diz respeito o SFJ deve-me cerca de 250 euros mensais, devido ao acordo que assinou!

    Vezes 14 meses, são 3500 euros anuais.

    Agora peguem neste valor e multipliquem por 7000 OJ e vejam o prejuízo anula que nos criaram!

    Obrigado SFJ, nunca nos iremos esquecer !

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  7. Vivam os quatro papo-secos!!

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  8. O problema é mesmo termos demasiado juízo....

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  9. Em tese, o mais importante para os Oficiais de Justiça é o novo Estatuto.
    Revalorização da carreira, novas tabelas salariais, complexidade, competências, compensação pelo trabalho extraordinário, etc, etc.
    Obviamente que a integração dos 10% no vencimento é fundamental porque todos percebemos que mais tarde ou mais cedo vamos ter que ser compensados pelo trabalho extraordinário e isso quer dizer outro suplemento e estando o outro já integrado no vencimento eram mais uns trocos ao fim do mês.
    Isto é em tese.
    Depois, quem nos representa tem que saber "ler" o que se passa à sua volta e saber interpretar os sinais ....
    Quando percebemos que este governo pode estar a prazo e procura incessantemente o acordo com várias classes profissionais para mostrar que tem essa capacidade, professores, polícias, guardas prisionais, etc, os nossos dirigentes sindicais, nomeadamente a cúpula do SFJ devia ter percebido que era altura de " navegar a onda" e tentar tirar o máximo das negociações.
    Pela primeira vez tivemos uma exposição mediática nacional, tivemos conhecidos comentadores a darem-nos razão e o SJF caiu na esparrela do governo, assinar um pequenino acordo que aumenta o vencimento mensal nuns brutais 40 euros de média.
    Até o professores, que conseguiram o que queriam, não tiveram o sindicato mais representativo a assinar, o Mário Nogueira não é nenhum anjinho...
    O SFJ não percebeu que estava na altura de esmifrar o máximo de dinheiro possível e depois com calma negociar o estatuto.
    Entretanto, OPC's, médicos, guardas prisionais, militares, etc, etc, vão conseguir aumentos reais de 200; 300 euros mensais e nós, quando chegar a altura, lá bem para a frente, já não há folga orçamental para nada.
    Mais uma vez, em termos líquidos vamos ficar a ver navios.
    A ministra, esperta, percebeu isso e com mais ou menos sorrisos comeu o Marçal de cebolada.
    Marçal, que seja em que circunstância for, acha que é o tipo mais inteligente na sala e os restantes dirigentes do SFJ vão aturando para também não perderem o tacho..
    A isto chama-se falta de visão e estratégia.
    Nem sempre o mais inteligente e mais bem preparado é o melhor político.
    E mais uma vez, ficamos para trás........
    FF

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  10. Temos que aguardar por setembro. Em setembro se verá que espécie de homem é o Marçal e quem o segue, vai seguir, ou não. Após setembro temos que parar, pensar e agir, ou para parabenizar o Marçal ou para lhe dar um valente chuto para bem longe
    Tenhamos calma, aguardemos pelo decorrer do mês de setembro
    Eu serei dos primeiros a fazer a primeira ou a pedir para que façamos a segunda

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  11. Com tanta despesa é natural que o Estado, apenas com uma pequena crise económica, entre em derrapagem.

    Entrando em derrapagem vão começar os cortes nos vencimentos como já se viu no passado.

    E quando começarem os cortes vamos todos ser atingidos. Sejam aqueles que viram agora os salários aumentados em 200, 300 e 400 euros, sejamos nós com o nosso brutal aumento de 30 euritos para 4 papo-secos.

    Nessa altura os cortes serão iguais para todos na mesma proporção.

    Talvez ainda ninguém se tenha lembrado disto mas fica aqui o registo.

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  12. Sim...

    Porém, nesse entretanto e cujo hiato temporal é uma completa incógnita, os que tiveram esse aumento de 300 ou 400 vão podendo contar com ele, pois trata-se de algo substancial para as suas vidas e famílias.

    Ao passo que nós, com um aumento 10x inferior, mal dá para acompanhar a subida dos preços em tudo o que compra para preencher um pouco mais o frigorífico...

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  13. E a mim deve 5k por ter que aturar as suas tolices.

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  14. Achar que todas as carreiras da FP vão recuperar o tempo de serviço perdido é de uma ingenuidade sem limites.

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  15. Exactamente.
    Esses, quando vierem os cortes (se vierem), já andaram anos e anos a mamar.
    Enquanto que nós levaremos com os mesmos cortes sem termos lucrado nada, apenas 4 papo-secos.

    Parabéns ao excelente acordo 👏

    É preciso endurecer a luta.
    Dia 14 e 16 de agosto estarei de greve.

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  16. Nem mais!
    Concordo na integra e esse será o momento oportuno para negociar e perceber as intenções do governo.
    Apostar na valorização salarial e atratividade da carreira, não caindo no erro de pedir suplementos de risco equivalentes aos OPCs, tratando por igual o que não o é.

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  17. Debandada! onde?
    Ah ah ah, só essa me fazia rir!

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  18. Não gastem o vosso tempo de antena para campanha agora.
    Está muita gente de férias.

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  19. Só espero que haja uma festa para a aceitação de funções dos novos oficiais de justiça, com pompa e circunstância, como aquela que se realizou no ano passado.
    Afinal sempre são mais cinco novos oficiais de justiça.
    Que o SFJ não se esqueça de lá ir colocar a banca para angariar mais uns sócios, afinal as contas de 2023 estão no vermelho e é necessário mais uns contribuintes.
    No resto e como estamos todos pacificados, vamos gozar as nossas merecidas férias e a partir de setembro cá voltaremos a fazer novos desejos.

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  20. Mas você não tem de me aturar, nem eu a você!...

    Nem a(o) conheço!

    Agora, tenho o direito de me expressar, ou não é assim??!!

    Tendo, ainda por cima, razão!

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  21. Só não recuperam se não fizerem nada. Porque se não o fazerem, os sindicatos deverão obriga-los a fazerem como é obvio! É da mais elementar justiça.

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  22. MARÇAL EXIGE-SE DEMISSÃO.

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  23. Anónimo 202424/7/24 15:18

    Propaganda sim e com a ajuda do sfj.
    A incoerência no acordo feito à pressa, é igual à que na coluna do CM de hoje se pode verificar, lendo - isto na minha opinião.
    Primeiro é dito que " ...e proceder a uma avaliação cuidadosa", referindo-se àquilo a que chamaram reforma judiciária em 2014, 10 anos decorridos, e também nos tempos de psd que conseguiu ir além da " tróika"!
    Mas logo a seguir faz-se já a tal avaliação "cuidadosa", à medida, e escreve-se sobre progressos alcançados.
    Ainda é escrito a final " para assegurar que a reforma judiciária continue a evoluir positivamente."
    Entāo, quem fará a avaliação cuidadosa?
    Perguntem a quem de direito o antes e o depois!
    Ou seja, lê-se propaganda pura que nada diz aos oficiais de justiça que estāo:
    - sobrecarregados de trabalho por falta de gente para trabalhar mas com hierarquias a dobrar;
    - salários de entrada baixos;
    - processos em tribunal para irem obtendo alguma justiça ;
    - instalações degradadas, ainda hoje decorridos 10 anos.
    Isto é que é avaliar a reforma e não é preciso que seja muito cuidadosa. Tudo está à vista. 🤔

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  24. Espero que os oito contemplados com a sorte grande pensem bem no que se vão meter e que não apareçam.

    Se aparecerem não será por falta de avisos!!

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  25. Porquê reuniões só para setembro?
    Os ministros e trabalhadores dos sindicatos têm julho e agosto inteiro de férias?
    Qual é a dúvida da justiça da recuperação do tempo de serviço para as demais carteiras? Não trabalhar como os outros? A revisão do estatuto nada tem a haver com esta recuperação que deve ser exigida por mais que justa .
    Há aqui gente do sindicato a puxar sempre as nossas exigências para baixo para justificarem os seus insucessos e a sua incapacidade negocial.
    Rua , ide trabalhar para os tribunais, está mais que na hora .

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  26. ... "A revisão do estatuto nada tem a haver com esta recuperação..."
    ----- "nada tem a ver"
    A ver, que ver... É assim que se escreve e se diz.

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  27. Saia um grau 4 para este professor!

    👏

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  28. Setembro, porque até lá vamos todos estar a dormir de papo para o ar e toda a gente sabe disso. Uma vez mais as férias a serem travão para as nossas pretensões.

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  29. Leia a crónica de hoje do MARÇAL no CM para perceber porque já deveriam ter ACABADO COM SFJ !!!!!

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  30. POIS É INFELIZMENTE

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  31. Não é só Antônio Marçal, Carlos Almeida também nos deve uma explicação porque razão não introduziu no caderno reivindicativo a recuperação do tempo de serviço.

    O estatuto da carreira docente foi revisto em 2012 e alterado em 2016.

    Agora conseguiram a recuperação do tempo de serviço.

    Os Oficiais de Justiça sempre relegados para o fim da fila.

    Nem revisão de estatutos nem recuperação do tempo de serviço!

    Outras carreiras já revistas, já se posicionam na frente da fila e exigirem novas reivindicações.

    A carreira dos Oficiais de Justiça tem que, de uma vez por todas, dar um grito de revolta, para deixar de ser o "carro de vassoura" deste pelotão da administração pública.

    Fod....-se até quando?!...

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  32. Atualmente, a lei estabelece que a partir dos 50 anos os médicos estão dispensados de fazer urgência noturna e a partir dos 55 anos estão dispensados de fazer urgência, quer de noite quer de dia.

    Mesmo assim, reivindicam e dizem defender o SNS!

    Batemos mesmo no fundo e não temos uma estrutura sindical que denuncie este "trabalho escravo".



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  33. Não concordo que assim seja e acho que cada carreira deveria negociar pela sua mas, segundo me informaram, essa negociação está a cargo de uma comissão que faz as negociações por todas as carreiras.
    Segundo entendi da referida explicação, os professores são a charneira e depois seguir-se-lhes-ão as demais carreiras.
    O que já terá acontecido no passado, quando eles conseguiram primeiro recuperar um tempo parcial e a seguir todas as outras carreiras usufruíram. Foi o que me tentaram explicar, mas eu não percebi bem onde é que recuperei esses dois anos, pois estou no terceiro escalão de adjunto tendo sido promovido em 2010 e pelas minhas contas, caso não tivesse havido congelamento, em 2013 teria passado ao segundo, em 2016 ao terceiro, em 2019 ao quarto e em 2022 ao quinto, estando agora à beira de chegar ao sexto em 2025.
    Ora, se estou no terceiro e excluindo a interrupção pelo congelamento estaria atualmente a apenas um ano de chegar ao sexto escalão, isso são 8 anos de estagnação.
    Por isso não consigo atingir de que forma recuperei então por volta de 2018 os tais dois anos e 9 meses e só me faltariam recuperar os restantes 6 anos e picos que os professores conseguiram agora e que segundo a explicação que me deram se estenderá oportunamente às restantes carreiras especiais.

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  34. O descongelamento ocorreu a partir de 2018, portanto, tudo para trás "não conta"; para o caso.

    Se não tivesse havido a compensação dos dois anos e pico ainda estava, este ano, no segundo escalão, porque só a partir de 2018 é que o tempo recomeçou a contar.

    Está no terceiro e quase a saltar para o quarto, é essa a compensação que houve por força dos professores.

    Falta agora aplicar a solução dessa carreira especial às demais carreiras especiais, porque, tal como sucedeu em 2018, não seria admissível uma determinada carreira especial ser mais especial do que outras e estas carreiras especiais são as que progridem por tempo e escalões, não por pontos como outras não especiais que também já tiveram os seus próprios mecanismos de aceleração das carreiras.

    Portanto, estamos - mais uma vez - à espera, de que se faça justiça a quem nela trabalha.

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  35. Confirmo. Se tudo decorrer dentro da normalidade, devo estar à bica para o quarto.
    Nesse dia terminará, supostamente, a violação do Art.º 13.º da CRP de que tenho sido vítima por parte da DGAJ desde pelo menos dezembro de 2023, a auferir vencimento por índice inferior a todos - mais de 3 centenas - que tomaram posse na mesma data que eu.
    Outra coisa que me faz espécie é quem é que terá feito estas tabelas atuais e quem as homologou, com as categorias todas amalgamadas, em que o índice no meio da seguinte é inferior ao último da anterior.
    Quando concorri para a promoção sabia de antemão que o estatuto previa uma única excepção, que era o 6.º escalão de auxiliar ter índice superior ao primeiro de adjunto, e, se o fiz, significa que aceitei essa violação dos princípios da constituição portuguesa. Já quanto à atual tréplica - primeiro, segundo e terceiro escalões de adjunto - dessa violação, confesso que, de tanto confiar, nem sequer me tinha dado conta das alterações e introdução de novas violações que as tabelas foram sofrendo ao longo dos anos mais recentes.
    Até ter sofrido na pele esta violação pura do Princípio da Igualdade de que venho sendo vítima já vai para quase um ano.
    Porque uma coisa é reajustar quem ganha pouco para compensar as injustiças da falta de progressão, outra é fazê-lo à custa da discriminação e enxovalhamento de quem deveria ter pelo menos a mesma dignidade por ter, no mínimo, o mesmo tempo de serviço global e não ser de categoria inferior.
    Restando-me ainda perguntar se quem foi promovido em agosto de 2017 começou logo a contar tempo a partir dessa data para a progressão de escalão ou se promoveu e voltou a congelar nessa data para ser depois descongelado em 2018 quando o descongelamento foi geral como refere.

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  36. Todos congelados até 31-12-2017.

    Atenção aos períodos de congelamento: há três:

    O primeiro congelamento na contagem do tempo para as progressões nos escalões ocorreu de 01-09-2005 a 31-12-2007 e depois, voltou a congelar de 01-01-2011 até 31-12-2017.

    Independentemente do congelamento do tempo para os escalões, também houve um outro congelamento especial para o suplemento dos 10%, o que aconteceu em 2006, tendo o valor deixado de ser atualizado a 10% do vencimento e ficado sempre ancorado ao valor que vigorou em 2005, e assim, ficou muitos anos, até que em 2018 voltou a ser novamente equivalente a 10% do vencimento. Ou seja, aquele valor que cada um auferia como suplemento ficou a ser sempre o mesmo entre 2006 e 2018, sem corresponder a 10%, mas a menos, porque houve algumas atualizações de vencimento.

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  37. Peço desculpa, sou o Fernando Pereira de Torres Novas - o Oficial de Justiça sabe que sou eu mas os outros talvez não consigam identificar-me imediatamente -, mas volto a perguntar:
    Quem foi promovido em agosto de 2017 promoveu e congelou logo a seguir até dezembro de 2017 ou não? Gostaria de esclarecer se aqueles que passaram que nem balas nos escalões apesar de estarem atrás na antiguidade ganharam esses 5 meses aos outros ou não.
    Obrigado.

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  38. Já tinha sido explicado. Até 31-12-2017 a contagem do tempo esteve suspensa, pelo que ninguém (promovidos ou não promovidos) tiveram contagem. A partir de 01-01-2018, retomou-se a contagem para todos.

    Portanto, respondendo à pergunta, se aqueles promovidos de 2017 tiveram algum tempo contado antes de 01-01-2018, a resposta é não.

    Coisa diferente é saber se após a publicação em 2019 do DL 65/2019 de 20MAI, esses promovidos tiveram alguma bonificação. Veja-se o diploma mencionado que diz respeito à recuperação parcial do tempo congelado.

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  39. Obrigado pela atenção. Irei ler.

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  40. Ok. Agora já percebo o que queria dizer, o n.º 3 do Art.º 3.º, não é?
    Mais uma iniquidade.
    Mas não invalida que para trás já tenham ficado mais outras arbitrariedades, como as sucessivas adulterações das tabelas, no sentido em que deixaram de respeitar as categorias, que depois originaram que a antiguidade tivesse uma remuneração inversamente proporcional ao posicionamento dos oficiais de justiça na lista quando ocorreram as promoções posteriores.
    O mais importante é a sustentabilidade. Meia dúzia de gatos pingados iam conseguir fazer rombo maior do que o Sócrates.
    Hoje mais 300 paus. Coerência para com todos menos para com o zé papo-seco.

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