Parte do Tribunal do Barreiro está interditada por risco de derrocada

      Parte do Palácio da Justiça do Barreiro corre o risco de cair e por isso está interditada pela Proteção Civil.


      Ao lado da entrada principal uma fita da Proteção Civil delimita o espaço que não deve ser ultrapassado. Nas colunas que sustentam os elevadores percebe-se porquê. As autoridades consideram que há perigo de derrocada, no entanto, o edifício continua aberto.


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      Mas esta notícia, ontem divulgada pela SIC, não tem a atualidade que parece ter, uma vez que os problemas já são velhos, embora na última semana as rachas tenham alargado.


      «Sempre sofreu de problemas da sua arquitetura e do seu estado e agora este problema, as fissuras estão aqui há algum tempo, sendo que há uma semana houve queixas porque uma delas abriu e está com uma dimensão maior», explicou Regina Soares do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ).


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      Estes problemas estruturais são reportados há vários anos e no interior são bem visíveis. Os Oficiais de Justiça vão remediando algumas situações, mas as condições comprometem os trabalhos.


      «Para além desta parte de fora, também há fissuras no interior. Claraboias que no inverno deixam entrar água, os pisos estão cheios de baldes, agora no verão não há ar condicionado, é muito penoso. Placas de metal tiveram de ser todas aparafusadas sob pena de derrocada e estavam, digamos, a ficar abauladas. Portanto, uma equipa de recuperação que ponha o edifício, de uma vez por todas, com uma segurança que neste momento não apresenta.», frisa a Regina do SFJ.


      Para o SFJ o Palácio da Justiça do Barreiro é o reflexo do sucessivo desinvestimento na justiça que aumenta a pouca atratividade do setor.


      «Os colegas novos chegam cá, veem péssimas condições, o vencimento de ingresso anda na ordem dos 900 euros, os poucos que entram a primeira coisa que fazem quando veem o nível de responsabilidade a que estão sujeitos, quando veem o nível de exigência, de complexidade do trabalho que executam face ao salário que auferem a primeira coisa que pensam é: para onde é que eu vou dar o salto o mais rapidamente possível?», disse António Albuquerque, do SFJ, à SIC.


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      Veja a seguir o vídeo da notícia da SIC.



      Em resposta à SIC, o Governo reconhece que a fachada do Tribunal do Barreiro tem problemas há muitos anos, mas não vê razões para alarme, uma vez que os peritos técnicos dizem não se tratar de um problema estrutural.


      Ou seja, o que o Governo nos diz é que o edifício não deverá cair, não havendo motivo para alarme, apesar das fissuras continuarem a aumentar e apesar de parte do edifício poder ter alguma derrocada.


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      O Ministério da Justiça informou que está a fazer um levantamento da situação no país e a estabelecer prioridades de intervenção. O processo só deverá estar concluído em setembro, mas é já certo que para financiar pelo menos parte das obras será vendido património.


      Atenção ao pormenor: o atual Governo diz que há necessidade de vender para fazer dinheiro para fazer obras. Ou será vender para não ter de fazer? Arrendando? Findando serviços? Passando-os para a esfera privada?


      Atente-se que a desjudicialização da justiça nunca deixou de ocorrer, mas desde Paula Teixeira da Cruz que o ímpeto reformista decorria em modo planalto. O atual Governo está apostado em proporcionar um novo impulso no desmoronamento e desmembramento da justiça.


      Como acima citamos Albuquerque: “Para onde é que eu vou dar o salto o mais rapidamente possível?”


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      Fontes: “SIC-Notícias 22JUL #1”, “SIC-Notícias 22JUL #2” e “SFJ Notícias”.

Comentários

  1. Rei dos Oficiais de Justiça23/7/24 08:15

    Os oficiais de justiça não podem namorar com procuradores/juízas que trabalhem no mesmo tribunal.

    Isto é inconstitucional.

    Isto faz lembrar o aparthaide.

    Neste pequeno promenor vesse bem a separação de castas a que estamos sujeitos...

    Ninguém diz nada.

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  2. Colega, poder até podem.

    Elas é que não querem.

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  3. Oh rei, estás apaixonado?
    Ok trata da vida mas aqui os assuntos são de outra natureza.

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  4. Quando conheci a Paula Teixeira da Cruz é que era!
    Agora, com quase 60 anos?
    Não me estou a referir a namorar. Para estragar uma casa já eu carrego que chegue...
    Com esta idade já começa a ser tarde é para dar o salto.

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  5. Rei dos Oficiais de Justiça23/7/24 09:48

    Mas se é proibido por lei como vou tratar?

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  6. Rei dos Oficiais de Justiça23/7/24 09:49

    Não querem?? Não se trata de querer ou não trata-se da lei impedir...

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  7. A lei não impede nada.

    Conheci ao longo dos anos vários casos de casais de funcionários e magistrados a trabalharem no mesmo tribunal.

    Alguns, para além do cônjuge , até tinham as respectivas amantes ...

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  8. Convém ler a al. a) do art. 67 do Estatuto dos Funcionarios Judiciais

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  9. Bom dia.

    Este SFJ é mesmo uma nódoa. Explico porquê.

    Em Penafiel o tribunal esteve parcialmente interdito pelo mesmo motivo, descoberta de fissuras ...
    O tribunal de Santa Maria da Feira, em 2014, sucedeu o mesmo - aqui a questão é estrutural pois foi construído em cima de um aluvião que no inverno é curso de água que dilata o solo. Em Rio Maior , um edifício histórico do ponto de vista cultural está deitado em grande parte aí abandono, depois das saídas das conservatórias convivem com ratos ...
    Em Moimenta da Beira, o problema foi resolvido com a retirada dos funcionários - todos perto da reforma ou reformados - parece que o tribunal fechou.

    No texto de hoje a solução é a mesma,com menos funcionários o peso na estrutura decresce assim como o risco de colapso das estruturas.

    Está visto, a solução é, parece ser, retirar processos e funcionários para aliviar o peso e nisso poderão ter razão - se temerem os tribunais seja pelas decisões ou pela eventualidade da derrocada em cima das pessoas a justiça começa a ser respeitada.

    Enfim ...

    O nosso SFJ não terá nada mais interessante para denunciar - por exemplo em Rio Maior não se pode abrir algumas janelas ou as pessianas...

    Porque é que não caravana não identificaram estes problemas relacionados com a ausência de manutenção dos edifícios.

    É uma tristeza...

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  10. Francamente colega, não seja assim.

    Em breve terá os seus quatro papo-secos e já nem se vai lembrar disso.

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  11. Anónimo223/7/24 13:38

    Comentador 10,42 ... F. Castro:

    Não será Of.Justiça mas o espaço também é de livre acesso!
    O of.justiça rigoroso, além do cumprimento da lei no seu dia a dia, preza também andar bem informado sobre o que se passa à sua volta e sobretudo está atento a tudo o que lhe diz respeito, a todo o trabalho dos sindicatos (ou não).
    Ora, se fosse colega, saberia que o SFJ interpôs ação em Tribunal na devida altura, sobre a implementação do Chronus nos tribunais.
    Portanto, ao contrário do que alega, entrou processo sim.
    Outra coisa é saber o estado em que se encontra esse processo ou até se já terminou e resultado.Os sócios têm direito a ser informados porque pagam!

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  12. Ehrhrh

    E diretore em substituição não se demite??

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  13. Guardas florestais, órgãos de policia criminal a pedir...e o pessoal dos tribunais MP? Pedem 30€€?

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  14. Policias a dormir

    Ok

    Força

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  15. Se houver mais do que um Juízo a proibição é no Juízo apenas.

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  16. Realmente são uma nódoa.
    Não fazem nada das suas competências, manutenção edifícios e outras coisas, como seja arranjar uma namorada ao Rei!
    O que quero dizer com isto é para ires vender banha da cobra para outro lado!

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  17. Já agora, e sobre a implementação da Chronus, alguem sabe explicar porque esta medida não é considerada ilegal uma vez que não se aplica em todos os tribunais deste pais?
    Os tribunais da relação e outros superiores não tem chronus, quer dizer que há funcionarios de primeira e de segunda.
    É simples, os presidentes das relações bateram o pé e foram unanimes em rejeitar essa aplicação. Tiveram respeito e confiança nos funcionarios.
    Pelo contrario, os juizes presidentes das comarcas dividiram-se nas opiniões e a tutela aproveitou para lá impor esse negocio do chronus.
    Temos a agradecer a alguns juizes presidentes da altura a consideração que tem pelos oficiais de justiça.

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  18. Tem calma Paulinho.
    Não faças comparações dessas.

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  19. Anda mal informado. A Relação de Lisboa tem o Chronus.

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