E agora uma Petição Pública para assinar

      Mesmo depois da resplandecência do “farol de esperança” ou da alegada existência de “algo diferente no ar”, como ainda ontem aqui citávamos a propósito do regresso ao trabalho dos Oficiais de Justiça, depois mesmo do acordo que “pacificou” a classe, eis que, contrariamente, continuam a existir Oficiais de Justiça descontentes.


      Esse descontentamento dos Oficiais de Justiça já foi objeto de diversas e claras manifestações, desde as muitas greves, aos comunicados, cartas abertas ou um abaixo-assinado, sempre com grande adesão dos Oficiais de Justiça que, afinal não estão nada pacificados nem vislumbram a luz do tal farol.


      Chegou agora a vez de uma Petição Pública.


      Um pequeno grupo de meia-dúzia de Oficiais de Justiça inconformados – que já realizaram outras iniciativas –, divulgou esta semana, por todo o país, via correio eletrónico, um documento intitulado: “Em defesa da verdade e dos Oficiais de Justiça”.


      Nessa comunicação está indicada a ligação à “Petição Pública” [que abaixo também indicamos] para que todos possam assinar a mesma, e todos quer dizer mesmo qualquer cidadão que se identifique com esta problemática dos Oficiais de Justiça, designadamente e desde logo, seus familiares e amigos, mas também outros cidadãos que conhecem, interagem ou trabalham no, ou com, o mundo judicial e judiciário.


      Consta assim da comunicação do grupo de Oficiais de Justiça:


      «Face à posição do Governo, após conhecimento da nossa insatisfação com o acordo obtido e à campanha de desinformação montada pela máquina de propaganda do XXIV Governo Constitucional, resolvemos elaborar uma petição pública que tem como objetivo a informação do cidadão e a marcação de uma forte posição sobre os problemas do universo dos Oficiais de Justiça.


      Mais uma vez apelamos à forte adesão dos colegas nesta iniciativa nascida de forma espontânea no seio da classe.»


      Esta mencionada espontaneidade surge, mais uma vez, de forma independente, à margem dos sindicatos, tendo como propósito a defesa da generalidade dos Oficiais de Justiça e não de este ou aquele aspeto, individualismo ou clubismo. Por isso, todos os Oficiais de Justiça e demais cidadãos estão perfeitamente libertos para poderem subscrever a petição pública “Em defesa da verdade e dos Oficiais de Justiça”.


      Consta assim da petição:


      «Os abaixo-assinados, que desenvolvem atividade no sistema de justiça português, indignados com a forma como os Oficiais de Justiça têm sido (mal)tratados há mais de 25 anos pelos sucessivos governos, vêm demonstrar o seu profundo repúdio pela campanha de desinformação gerada pela máquina de propaganda do XXIV Governo Constitucional.»


      «Estes trabalhadores têm-se debatido com graves problemas no bom desempenho das suas funções. Não obstante, nunca deixaram de desempenhar as mesmas com brio e com um grande sentido de responsabilidade e espírito de sacrifício, mas encontram-se cansados de levar a “justiça às costas”.»


      Corcundas de tanto carregar o peso da justiça, entre outros aspetos, o documento aborda o incontornável acordo dos 3,5% de aumento no subsídio de 10%, que não é um aumento no vencimento, embora resulte em maior remuneração.


      O assunto é abordado nos seguintes termos:


      «Através da sua página oficial, o XXIV Governo Constitucional, no dia 05-06-2024, anunciou um acordo com o Sindicato dos Funcionários Judiciais, em que refere que o mesmo “põe fim a várias greves na Justiça”. Ora, isto constitui uma falsidade, até porque o acordo foi apenas concretizado com um dos sindicatos da classe (SFJ), mantendo-se as greves na Justiça, tendo mesmo sido marcada mais uma greve depois do acordo, sendo recorrente haver detidos libertados sem serem ouvidos por um juiz devido às greves dos Oficiais de Justiça (até suspeitos da prática de crimes de homicídio, violência doméstica, roubo e tráfico de estupefacientes, e ainda os internados compulsivamente que representam perigo social), bem como atos processuais urgentes que não seguiram o seu termo, designadamente validações de escutas e outro expediente urgente de prova criminal.


      Ao contrário do veiculado na comunicação social, e repetidamente no canal de notícias CNN Portugal, o acordo não se traduziu na atribuição de um suplemento de 13,5% para os Oficiais de Justiça, mas sim um aumento do suplemento de 10% para 13,5% – note-se bem: de 3,5% num suplemento de 10% e não no vencimento.


      Para se ter uma ideia, num Técnico de Justiça Auxiliar ou Escrivão Auxiliar, categorias de ingresso e no início de carreira, tal acordo resulta num aumento de 39,30 € brutos, isto é, ilíquidos, ainda sujeitos aos descontos (impostos e contribuições obrigatórias)!


      Ora, tal acordo, de que o Governo tanto se congratula de ter obtido, em nada vai resolver os problemas da Justiça! Não trouxe nem irá trazer pacificação aos tribunais, não irá tornar a carreira mais atrativa e só irá causar mais revolta nestes profissionais quando, comparando os aumentos que obtiveram outras carreiras como a PJ, GNR, PSP ou militares, em que os aumentos obtidos variam entre os 300 € e os 1000 € mensais!


      O acordo é de tal forma insatisfatório que 3260 Oficiais de Justiça (num universo de cerca de 7000) assinaram um protesto contra o mesmo, não obstante o facto de o sindicato da classe que o assinou, o SFJ, alegadamente, representar “87% dos profissionais que exercem funções nas Secretarias Judiciais e do Ministério Público” (segundo comunicado do Governo, datado de 2024-06-05).»


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      É também abordado o novo subsídio de deslocação atribuído aos professores para tentar resolver um problema que é idêntico ao dos Oficiais de Justiça e que é o de ninguém querer ir para locais onde as despesas superam o vencimento.


      Consta assim no documento:


      «No dia 22 de agosto de 2024, após reunião do Conselho de Ministros, o Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, anunciou que o Governo iria passar a atribuir um subsídio de deslocação aos professores. O mesmo varia entre 70 a 300 € mensais, ou seja, um docente colocado numa escola localizada a 70 quilómetros de distância do seu domicílio fiscal, terá direito a um apoio de 70 euros. Caso a distância seja de 300 quilómetros o subsídio será de 300 euros.


      Ora, confrontada com igual possibilidade para combater a falta da atratividade dos últimos concursos lançados, onde de 108 vagas para a carreira de Oficiais de Justiça apenas 5 (!) candidatos foram admitidos e 3 já manifestaram a sua dúvida em aceitar ingressar em tal carreira, o Gabinete da Ministra da Justiça, questionado pela Lusa, referiu que “para já não está previsto” qualquer incentivo para fixação de profissionais nas zonas mais pressionadas e com um custo de vida mais elevado.»


      E são razões como estas que aqui sintetizamos e outras que estão expostas na petição “pela verdade e pelos Oficiais de Justiça” que, sendo verdade e sendo pela defesa dos Oficiais de Justiça nos levam a aqui apelar à participação, divulgação e subscrição da petição pública a que pode aceder diretamente através da ligação que abaixo encontra.


      Aceda, subscreva e não se esqueça de ir confirmar no seu e-mail que indicou.


      Apesar de ter sido divulgada há um par de dias e da maioria dos Oficiais de Justiça estar desligado – e muito bem – por férias, a petição contava no dia de ontem já com cerca de 1000 assinaturas, o que é um número relevante em face das circunstâncias, mas pequeno em face do universo de Oficiais de Justiça que, na última contagem oficial divulgada, reportada a 31-12-2023, totalizavam: 7391.



      Fonte: “Petição Pública – Em Defesa da Verdade e dos Oficiais de Justiça”.

Comentários

  1. Obrigado SFJ por tudo isto!

    Nunca o esqueceremos!

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  2. Bom dia Colegas,

    Já assinei...bora lá, vamos TODOS ASSINAR A PETIÇÃO PÚBLICA.
    TODOS JUNTOS SOMOS MAIS FORTES...VIVA A JUSTIÇA E PARA TODOS...

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  3. Obrigado aos colegas que têm iniciativas destas.

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  4. Colegas,

    quanto ao pagamento do tempo de provisório, alguém aqui que já tenha recebido, pode informar se o montante a receber tem descontos para a caixa geral de aposentações, ADSE e IRS?

    ou seja, que descontos a dgaj efectua nesse montante?

    Obrigado,


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  5. Assinado e divulgado

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  6. O Sr Bloguer irá informar se puder

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  7. CGA código 140 ou 841, ou ambos?

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  8. Em vez de andar aí feito uma sanguessuga a dizer obrigado, obrigado , obrigado... porque não começa você a ter iniciativas?

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  9. Não seja assim! O seu comentário tornou o seu dia/ a sua vida melhor??
    Conte-nos o que tem feito?

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  10. Sem rumores ou adivinhações, alguém sabe mais alguma coisa do que é que se anda a cozinhar em relação ao novo EFJ, tabela remuneratória, etc. Vamos lá, partilhem.

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  11. Olhe o comprimido.... Hoje esqueceu-se de tomar.

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  12. Ok, manda aí a inscrição que eu mudo.
    Mas tem que ser o original em papel.
    Devolvo em 2027, pois preciso de um período de reflexão.

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  13. Eh lá, viva a boa disposição!
    Acabaram hoje as férias?

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  14. O novo SRP ( abono 13,5% ) nem sequer cobre o velho binómio CGA + ADSE - para quem tem - ( descontos 11% + 3,5% = 14,5% ).
    Ao menos que o acordo tivesse sido de 4,5%, para dar um vencimento bruto limpo.
    Se for assim explicado ao povo talvez se perceba melhor.
    Entre abonos e descontos, quando o vencimento encontra o IRS já vai em perda de 1%.
    A não ser que não se coma, nesse caso já daria um saldo ligeiramente positivo.
    Uma vez um procurador foi bater à porta da secretaria durante a hora de almoço. Ainda alguém caiu na patetice de atender e informar que era a tal hora que nem os julgamentos continuam para a tarde se os presos não virem esse direito satisfeito, mas o senhor, muito irritado, respondeu que comêssemos papel. São estórias.

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  15. Sim tornou o meu dia muito melhor, isto é para acordares para a vida.

    Pimba ..

    E não conto nada do meu dia nem o que tenho feito..

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  16. para comentário a 30.08.2024 às 10:28

    és mesmo daqueles que não prestas, nem sanguessuga és.

    não prestas mesmo, a avaliar pelo comentário.

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  17. Sabiam da Petição, já inundaram a comunicação social de fake news.
    Estão a passar constantemente a notícia de que houve um roubo no MAI mas ainda não vi nenhuma das pessoas agredidas ser entrevistada.

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  18. Ah pois é!
    Os OJ reclamam tanta atenção dos media mas eles ligam-nos tanto que muitos deles nem sequer sabem distinguir furto de roubo.
    É um universo demasiado microscópico, estas iniciativas são apenas votadas ao ostracismo, logo a começar pelo jornalismo e terminando na governação.
    As famílias não têm todas um filho que tenha um processo, mas exigem, por exemplo, professores para os filhos ou segurança nas ruas.
    Eu até já tenho escrito para muitos sítios, PR, PM, MJ, DGAJ, etc...
    Mas não o fiz por acreditar na Justiça, fi-lo unicamente para justificar alguma futura ação, qualquer que ela possa vir a ser, assim ninguém poderá dizer que não tentei primeiro a via institucional.

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  19. Abaixo e acima, mas tudo sempre ao lado, aliás muito ao lado.
    Se a petição fosse para:
    - valorização da carreira;
    - revisão da carreira remuneratória;
    - revisão do estatuto;
    - obrigar às promoções com o preenchimento dos lugares que estão ocupados em regime de substituição.
    - acabar com os regimes de substituição "had hoc" cujo recurso é apenas justificado pela inércia da DGAJ no preenchimento dos lugares vagos;
    - revisão dos quadros de pessoal das secretarias (judicial e MP);
    - revisão dos processos de formação contínua.
    Então contariam com o meu apoio.
    Mas como todos sabem os Sindicatos, e nomeadamente o SFJ, defende os interesses dos associados e estes pretendem em primeira linha:
    - um regime de aposentação diferenciado;
    - mais dinheiro ao final do mês, não tanto por se merecer (muitos dos membros do SFJ até devem achar que se ganha bem para o que se faz) mas porque outros o mereceram (independentemente de terem antes salários muito mais baixos);
    - a manutenção da carreira tal como está configurada, pois que os cabelos brancos e as carecas saem beneficiados (pela antiguidade);
    RESUMINDO, querem a manutenção do "status quo" atual no que respeita a progressões e promoções - com os mesmos critérios de há 25 anos ??? - mais uns trocos no bolso e antecipar a idade da reforma (ate porque muitos deles ocupam lugares cimeiros e bem pagos, lugares que muitos de nós nunca alcançaremos).
    Eu já não dou apoio a rigorosamente nada, não há solidariedade entre os colegas e os sindicados agora prestam-se a servir fações da classe e não o interesse geral.
    Estou desiludido de tal forma que, passados mais de 25 anos, a minha causa passou a ser apenas e só o o meu interesse pessoal, aquilo que mais me possa beneficiar.
    Há quem se deixe carregar numa albarda já pesada que lhe tolhe o discernimento e o desorienta na passada que faz para percorrer o caminho sinuoso a percorrer no futuro, de tal forma que nunca chegará ao ponto que de chegada a que se propôs no início.
    Eu proponho-me a percorrer outro trilho, não encarneiro em utopias que mais não são do que verdadeiros meios de manipulação das massas - falo do brocardo "ninguém fica para trás", quando a final todos ficamos parados, estagnados (não serão todos porque uma pequena parte sai sempre beneficiada com a situação).
    Temos de ser realistas e perceber que muitas vezes as coisas não são como nós queremos mas antes como têm de ser - essa é a verdade que ninguém quer assumir.
    Nos tribunais, o atual paradigma dos quadros de funcionários que asseguram o se funcionamento - os Oficiais de Justiça - não irá sobreviver, terá de mudar como noutras latitudes mudou e evoluiu.
    A questão principal é como operar essa transformação.
    De que forma pode ser garantido que não se vão frustrar as expetativas de quem ingressou há mais de 10, 20, 30 anos.
    Como compensar os que, nesse processo de transformação, vão sofrer mais e como os valorizar ou, pelo menos, não perder, pelo caminho, grande parte deste corpo de funcionários altamente especializado.
    Para mim é inevitável a valorização dos quadros mais qualificados, sem esquecerem dos demais, sob pena de nos Tribunais , a instituição que decide segundo o Direito, ser uma das poucas sem quadros de funcionários de grau 3 (sem exigência de licenciatura). Seria ridículo que alguém consiga figurar na sua cabeça, no seu pensamento, que os lugares de maior responsabilidade e talvez com outras competências funcionais não tenha de ser assegurado por gente mais bem preparada, obviamente por licenciados (nas diversas áreas de referência).
    Por aqui todos pedem mais aumentos, mais dinheiro, e este só pode vir por duas vias: revisão da carreira remuneratória e/ou desbloqueio das atuais promoções (lembro que quem está no último escalão e eu conheço vários auxiliares e adjuntos, não terá hipótese de melhoria que não as atualizações gerais da função pública).
    Para que isso aconteça é necessário transformar e redesenhar o arquétipo em vigor, apa

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  20. As discussões inócuas sobre se o aumento é de 3,5% ou de 13,5%, entre outras coisas, só porque a perceção do público em geral pode estar a ser enviesada, não me interessa rigorosamente para nada - apenas porque daí não resulta nenhum ganho real.

    O que mais me interessava era que a tutela fosse instada a dizer o que quer para a classe - se fica como está ou se vai operar alguma transformação e quais os eixos dessa transformação.

    Desta forma, ficaríamos a saber das reais expetativas de fazer carreira ou de melhorar de vida, com melhor vencimento, e todos nós poderíamos conformar a nossa vida.

    Eu reivindico a existência de uma carreira - traduzida na possibilidade de progressão salarial seja pela subida de escalão/nível, seja pela promoção a categoria superior.

    Se a ideia é fazer como nos registos - uma só categoria (de oficial de registos) - com saltos qualitativos entre níveis, pois então que seja e que, no mínimo, se equipare a tabela remuneratória
    Se, por outro lado, a ideia é manter como está, então que assumem o que querem mas que desbloqueiem as promoções de forma criteriosa e periódica para que se não frustrem as expetativas de todos.

    Haja coragem para decidir, e que se decida o melhor por bem.

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  21. Não consigo perceber o estigma para com os mais velhos!

    A velhice é um processo inevitável, ocorre a todos, e apenas pode ser parado pela ... morte!

    Não percebo!!!

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  22. Não presto e nem quero prestar e sou feliz assim...

    Por tal qual a moral da tua história??

    Nenhuma .

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  23. Podes sempre ir embora....

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  24. Aí não percebes...coitadinho...ninguém está contra os mais velhos....mas é óbvio que existe uma maioria que está só a pensar no seu umbigo ...as revindicações apenas são para eles...os mais velhos...

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  25. Comentário das 12:04 muito bem resumido o verdadeiro problema da classe os parabéns..

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  26. Fofo, vem cá que eu passo-te a mão pelo pêlo! Vá, seja lindo.

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  27. Toda a gente pensa no seu umbigo!

    Qual será a novidade?

    Se falas em velhos dessa maneira é porque te considera novo, ou, pelo menos, não velho! E, sendo assim, olhas pelos umbigos dos não velhos, ou seja o teu!

    Padeces daquilo que acusas os outros, o que aliás é habitual, e que se chama de HIPOCRISIA!

    Mas deixa lá, cá chegarás e terás de aturar imberbes de igual natureza!

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  28. Nada tenho contra a velhice pois, como escrevi no comentário, estou lá perto, a cerca de 15 anos da aposentação.

    Mas não posso conceber um sistema em que os cargos cimeiros são maioritariamente ocupados em função da antiguidade, pela velhice e não tato pela incompetência - olhe o exemplo dos cargos de chefia em regime de substituição (pelo mais velho da secção da categoria anterior ... e não necessariamente o mais competente).

    Na minha conceção, as pessoas progridem profissionalmente, não pelos cabelos brancos, mas pela competência e conhecimentos (a que não é alheia a experiência, logo dever se atender também à antiguidade), com o devido peso em termos de critérios e não de forma absoluta como hoje acontece.

    Já aqui de falou ontem da plasticidade mental dos mais velhos, das suas reais limitações, que ninguém nega, para as novas tecnologias mas todos continuamos avessos e não aceitamos essa realidade - não sabemos envelhecer na vida e no trabalho - e eu não descarto quem, como eu, já passou a barreira dos cinquenta e lhes falta uma década ou pouco mais para a reforma, pois são iguais perante os demais - não somos mais nem menos que todos os outros e porventura possuímos um pouco mais de experiência que compensará a falta de melhores conhecimentos ou habilitações que outros possam ter (falo das licenciaturas).

    Mas uma coisa é certa, se os velhos não podem ser descartados então muito menos os mais novos, hoje notoriamente mais bem preparados que noutros tempos e com energia e vigor de mudança.

    Não me conformo - mas aceito que outros se conformem - que devo estar quieto numa cadeira à espera que o tempo passe para poder assumir uma candidatura a um lugar de maior responsabilidade (possa ou não ficar apto nas provas para o efeito) deixando exaurir o período de vida em que mais energia e vontade se tem para emprestar aos serviços.

    Na minha ótica, a carreira deve providenciar por iguais oportunidades, para novos e velhos, para licenciados e não licenciados com critérios bem definidos nos respetivos pesos, sabendo-se que muitos de nós não temos capacidade ou não queremos assumir outras responsabilidades e lá não chegaremos - como estão as coisas muitos colegas são hoje escrivães de direito "por força da idade" sem terem prestado provas, a que não se sujeitaram por se terem conformado com a sua situação profissional, ou seja assumiram funções de maior responsabilidade numa espécie de sucessão dinástica (vai embora o mais velho e é-se substituído pelo que se lhe seguir na idade, sem se premiar a competência).

    A agravar, como nos sucessivos movimentos não há promoções, os mais novos, ou nem tanto assim (são cada vez menos) ficam a ver as estações do ano passar.

    Há quem aceite isto de bom grado - numa visão de ideológica em que parte do mesmo pressuposto lógico de que todos devemos ser tratados por iguais mas que depois não há igualdade de oportunidades e cada um deve de se cingir ao lugar que lhe é destinado sem possibilidade de ascender a outras aspirações, muitas das vezes acabando pro ocupar um determinado lugar só porque sobreviveu à passagem do tempo.

    Eu dou o privilégio à meritocracia temperada com uma boa dose de experiência (a que não é estranho o tempo nos serviços) e não considero uma progressão profissional apenas pela passagem do tempo mas acima de tudo pela preparação que se tem para o exercício de funções.

    Velhos seremos todos um dia, uns resignados e outros nem tanto.

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  29. Comentário das 13.31

    E quem lhe disse que não pretendo ir embora. Claro que quero sair dos tribunais mas não quero deitar fora quase 30 anos de dedicação para começar uma carreira do início.

    Posso adiantar que falta pouco e só não aconteceu antes porque, passados mais de 25 anos de carreira e 50 de idade, não compensa começar do zero a não ser que se mantenha o vencimento.

    Por isso luto pela carreira a que pertenço e não abandonarei se houver uma mudança que permita fazer carreira e com isso a realização pessoal e profissional caso contrário não vale a pena ficar à espera de uma "bengala" lá para os sessenta e muitos - ou acontece agora ou já não acontece.

    E como eu muitos mais pensam assim.

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  30. Boa questão, vão fazer os descontos todos?

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  31. Uns dias a discussão é entre licenciados e não licenciados, outros dias é sobre mais velhos e menos velhos, interessante apreciar isto...! Continuem...

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  32. Do conhecimento que temos de alguns casos que nos relataram, são efetuados todos os descontos menos o IRS. Este imposto será apurado no ano seguinte aquando da entrega da declaração do ano anterior. Ou seja, há quem esteja habituado a receber, mas vai acabar por pagar e alguns bastante, pelo que convém estar a contar com isso, porque o que virá com o vencimento não está com o IRS acertado.

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  33. OK, assim já aceito a tua opinião, e dizes coisas as quais concordo.

    Já agora, não sou assim tão velho, até estou mais longe da reforma que tu, e, perdoe-se-me a imodéstia, em boa forma física, sem circunferência abdominal e com pensamento lesto!

    Abraço

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  34. Deixe de ser apenas observador e venha para o ringue!...

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  35. Sempre me disseram:
    «Nunca lutes com um porco. Ficas sujo e o o porco gosta»

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  36. Obrigado pelo esclarecimento.

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  37. Outros dias é se é do SOJ ou do SFJ.
    Chama-se dividir para reinar, e alguém todos os dias se fica a rir...

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  38. Não se trada nada disso mas tão só e apenas de discussão sadia e boa para o nosso futuro.

    O seguidismo acéfalo, o encarneirar nas decisões e opiniões de forma acrítica não nos favorece em nada.

    Claro que quem está mais comodamente, quem pela circunstância e/ou contexto chegou depressa, muito depressa, ao topo ou perto disso está, muito naturalmente, desinteressado dos problemas de quem começa a carreira ou está cá por baixo. Na verdade a maioria pensa mais na aposentação que noutra coisa e pode até recear que com uma reforma estatutária o seu mundo desabe - por isso a oposição a licenciados e à reforma do estatuto.

    A vida é assim, de encontros e desencontros de ideias, não é feita de reis e de súbditos - isso foi noutros tempos.

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  39. É por isso que eu não aceito o desafio que outros lançaram.

    Na verdade todos sabemos que um porco, depois de lavado, volta à lama em que se espoja e o cão ao vómito que largou.

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  40. Eu não sou um porco e não sou porco, nem utilizo esse tipo de linguagem!

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  41. E já agora não fales mal do porco, que é o animal mais próximo de nós fisicamente, nem mal do cão, que é o animal mais próximo de nós emocionalmente!

    Cresce!

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  42. Na realidade, fui durante mais de 20 anos do SFJ, mas durante a última meia dúzia tive sérias dúvidas do porquê em não mudar para o SOJ.

    Este ano, depois de malfadado (estou a ser simpático) acordo, mudei para o SOJ.

    Recebi uma carta de boas vinda, verdadeiramente assinada, 2 calendários, e um crachá com a menção "credor do MJ".

    Será pouco?
    Sim, não é muito mas é mais do que alguma vez recebi do SFJ.

    Mas também é verdade que sempre gostei mais dos comunicados dos SOJ.

    Aguardemos, e se estou cá para elogiar, também cá estrei para criticar.

    Para já, sinal "+" para o SOJ.

    Espero estar certo!

    Abraço a todos os OJ.


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  43. Abraço. Mas o SFJ oferece todos os anos um calendário, pelo menos.

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  44. UAU! Um crachá e um calendário.
    Que emoção!
    Daqueles das oficinas ou com os padres do Vaticano?

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  45. Para mim tb é um "+".
    Mais uma mão cheia de nada e conversa de encher chouriços sem qualquer tipo de proposta exequível.

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  46. Não conheço esse crachás de que falas ... , talvez queiras esclarecer?!!

    ... Mas também não percebo o azedume!!!

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  47. Chatice.
    Ia dar uma aula de culinária, mas aconteceu qualquer coisa que fiquei sem poder responder.
    Detesto o cheiro da generalidade das coisas que são aquecidas no micro-ondas, e mesmo que queira ficar na minha secção mais um pouco na hora do almoço vejo-me obrigado a sair dali, pois está lá o único micro-ondas do tribunal.
    Mas há um artigo que fica bem no dito aparelho, é precisamente o chouriço. Aprendi com colegas noutro tribunal onde estive antes.
    Cerca de 2 minutos e está pronto a servir. Deixando passar do ponto, endurece demasiado.

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  48. Pode até não ser necessário os 2 minutos para estar pronto a servir!

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