O sismo e as nossas plataformas comunicacionais

      O sismo de ontem, pelas cinco da manhã, fez saltar da cama muitos Oficiais de Justiça que, 5 minutos depois da ocorrência, já estavam a partilhar a notícia e as suas experiências desde as suas localidades, bem como informação sobre proteção nestes casos, tudo a acontecer desde as cinco da manhã no nosso Grupo Nacional dos Oficiais de Justiça no WhatsApp.


      Este grupo, criado há 5 anos, tem atualmente quase mil participantes ativos, tendo entradas e saídas constantes. Embora mil elementos se possam considerar poucos, em face do universo de Oficiais de Justiça existentes, na realidade são muitos, tantos que ao longo de cada dia são produzidas dezenas e mesmo centenas de publicações e conversas onde a atualidade é sempre esmifrada. Por outro lado, os grupos no WhatsApp também não permitem muitos mais elementos, pelo que o número atual é considerado adequado já a tender para o elevado.


      Prevendo a possibilidade de algum dia este Grupo do WhatsApp esgotar a capacidade de novas junções, criamos já há mais de um ano um outro grupo alternativo no Telegram.


      Para além das plataformas WhatsApp e Telegram, estamos presentes em muitas outras plataformas e meios comunicacionais.


      Na realidade, no WhatsApp, temos uma presença dupla, para além do grupo, dispomos também de um Canal informativo unidirecional, criação mais recente na plataforma e que permite seguir as publicações diárias.


      Estamos presentes na plataforma base no “Sapo.blogs.pt” e detemos uma carteira de largas centenas de subscritores do artigo diário distribuído por e-mail.


      Nas redes sociais, os artigos diários são partilhados no grupo Meta, que engloba o Facebook, o Instagram e o último Threads que veio tentar ser alternativa à muito popular rede ex-twitter, agora denominada X, onde também temos presença diária, a par da rede, muito similar: Reddit.


      Por fim, dispomos também de um canal no Youtube onde colocamos periodicamente alguns vídeos relevantes, maioritariamente noticiosos, obtidos nos canais televisivos, com notícias relacionadas com os Oficiais de Justiça, a par de outros vídeos realizados pelos Oficiais de Justiça.


      Queremos também destacar a disponibilização a muitas outras informações e entretenimento, como, por exemplo, a disponibilização da ligação a uma vasta seleção musical de música alternativa àquela que se ouve em todo o lado e sem publicidade, bem como ligações ao projeto português de meteorologia “Meteored”, com destaques permanentes na nossa página, a par de muitas outras iniciativas informativas. Para aceder a tudo isto é necessário aceder via PC (computador) ou, nos telemóveis, escolher nas definições a visualização para PC, para poder ver a página base completa e não só a parte das publicações diárias e destaques cimeiros.


      Em suma, para além de toda a multiplicidade da oferta, temos uma presença diária permanente em 11 diferentes plataformas comunicacionais, que todos os dias gerimos e atualizamos, para que os Oficiais de Justiça detenham toda a informação fidedigna e independente que queiram obter.


      São 11 plataformas comunicacionais e são 11 os anos de existência desta iniciativa informativa diária.


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Comentários

  1. Excelente trabalho.

    E é bom que chegue à DGAJ e MJ, para que os dirigentes estejam a par e tentem fazer bom proveito do bom que e corrijam os erros que cometem.

    E também os sindicatos que aprendam alguma coisa.

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  2. Agradeçam ao blog por muitas vezes nos abrir os olhos.

    Não fosse o blog éramos constantemente comidinhos de cebolada e nem chegávamos a saber nada.

    Dou o exemplo da alteração do número de movimentos anuais de 3 para 1!!!

    Foi tudo na calada da noite e durante as férias!!!

    Essa foi só mais uma sacanice que nos fizeram!!!

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  3. Tem razão, foi um passo atrás, sem qualquer negociação que se conhecesse nesse sentido.

    Pergunto: de quem foi a responsabilidade?

    A resposta é fácil: O DL n.º 73/2016, de 08 de Novembro, é da autoria do ex-Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.

    Mas querem ver mais alterações que nos prejudicaram e de quem foi a autoria?
    Mais uma vez a resposta é fácil: é só ver os governos que aprovaram a Portaria 93/2017, de 01-0, e a Portaria n.º 372/2019, de 15-10, que definiu o novo mapa de pessoal de forma flexível por núcleo.
    Poderia pensar-se que nesta conformação dos quadros de pessoal se levaria em conta os critérios definidos na Portaria n.º 164/2014, de 21-08 (diploma que estabelece os critérios objetivos para a distribuição de pessoal) mas não é assim que acontece.

    A DGAJ definiu agora outras balizas que nem sequer estão previstas na Lei, tais como a rácio e o défice de recursos humanos/funcionários, o número de atos praticados, etc.

    Sabem de quem foi a autoria?

    Fácil: Foi dos governos da "geringonça de esquerda" e do senhor Dr. António Costa.

    AGORA QUE SE APRESTA A DISCUSSÃO DO NOSSO DESTINO (ESTATUTO) COM GOVERNO DIFERENTE, DITO DE CENTRO DIREITA SERÁ QUE VAI SER DIFERENTE?

    Não creio!

    Julgo que falta sentido de "Estado", faltam verdadeiros "Estadistas", líderes que decidem conforme deve ser decidido e não cedem a populismos ou a interesses corporativos que não procuram as melhores soluções para a Justiça mas apenas as melhores soluções para os seus membros.

    Quando temos classes responsáveis pela sua própria governança, obviamente que este "governo" há de ser em função daquilo que entendem ser o melhor para a classe e que pode não ser necessariamente o melhor para a justiça.

    Falta coragem, e a muito boa gente até falta vergonha por aquilo que disseram antes de assumirem as atuais funções de responsabilidade.

    Credibilizar uma democracia é ao fim e ao cabo ser-se coerente no que se propôs e corresponder ao programa que foi sufragado junto do povo - não é nem devia de ser só e apenas tomadas de decisões que suportem a sua continuidade nos governos.

    Na justiça, creio que ainda se vai a tempo, mas é preciso que não se prestem a equívocos com decisões influenciadas pelos diversos "microgovernos das classes" com mais poder deste país que podem transportar este país para extremismos e radicalismos hoje mais que nunca verdadeiramente possíveis.

    Os meios noticiosos que o texto de hoje faz referência são verdadeiras portas de entrada das ditas "sementes" , más e boas, que podem influenciar as nossas opiniões e, ao mesmo tempo, nos noticiam informação que, muitas das vezes, nos é cerceada por quem a devia prestar (falo dos sindicatos e de quem nos tutela).

    É de enaltecer a quem se presta a tão importante função.
    Bem hajam.

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  4. A reorganização dos Tribunais, não foi a partir de setembro de 2014? A criação dos Srs. A. J. etc, etc, foi nesta data ! È só relembrar que era o 1º ministro à data e a ministra da justiça!

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  5. Este blogue tem contribuído mais para o esclarecimento dos OJ do que os sindicatos juntos!


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  6. Bem esclarecedor, sem dúvida.

    Bem haja ao blogue e a quem ainda tem olhos abertos.

    Sindicatos deixaram fazer tudo sem nada contraporem. É lamentável.

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  7. Sem dúvida!

    Leitura obrigatória todos os dias, para mim.

    Obrigado Srs Articulistas.

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  8. E seus cortes sobre o povo em geral no tempo da troika contrapostos ao subsídio de casinha de função praticamente dobrado e limpo e vencimentos aumentados para os da especialização em 2000€ só para quem?

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  9. Sim reorganização dos tribunais, enfim do sistema judiciário.

    Em 2014, foi encetada uma reforma na justiça que foi mais longe do que aquilo que se vez se fez nesta quase década que se seguiu (por exemplo, criado o tribunal da concorrência por imposição da "troika").

    Mas atente-se que mesmo nesse período, de intervenção externa, ingressaram funcionários nos tribunais e até houve promoções a ED e TJP ( o concurso de admissão à categoria de escrivão de direito foi aberto pelo Aviso n.º 12811/2014) assim como ficou preparado o concurso para Secretário de Justiça que já foi concretizado no tempo da geringonça e veio a gerar este imbróglio jurídico extremamente paralisante e que emperra a vida de toda a gente pois obstaculiza a que haja promoções.

    Muita coisa correu mal porque foi mal feita ou feita apressadamente, mas hoje, com todo o tempo do mundo, nada é feito e tudo é demoradamente apressado a tomar iniciativas que não resolvem coisa nenhuma.

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  10. Além de que o subsídio dos magistrados assim como os seus salários são justíssimos - e estes não foram sequer revistos no tempo da "troika", apenas se compensou a especialização como aliás já era feito (v.g. os magistrados do extintos Tribunal de Círculo ou Varas Cíveis e Criminais, por exemplo).

    Os salários dos magistrados, e também o seu Estatuto, foi revisto pela senhora Van Dunen, no tempo da geringonça e é preciso lembrar que a proposta elaborada pela anterior ministra, Dra. Paula T Cruz, não foi aceite pela classe.

    O processo ficou a meio assim como tudo o resto, e o resto era o que nos interessava pois era o que nos dizia respeito.

    Aquela senhora ministra - P T Cruz - deixou implementada na LOSJ uma obrigatoriedade de revisão dos quadros e da orgânica dos tribunais periódica, com uma monitorização das necessidades para adoção das medidas de reforço dos recursos humanos e demais medidas gestionária.

    Com a geringonça fizeram tábua rasa dessa ferramenta e tornaram os quadros dos tribunais flexíveis em função, não das necessidades, mas em função dos recursos disponíveis pois não fizeram nada para valorizar a carreira e , nomeadamente, a tornar mais atrativa.

    Depauperaram os quadros - são agora quase todos deficitários - com uma intencionalidade que muitos fazem corresponde à intensão de paralisação de alguns serviços mas que eu assim não entendo - pois que na minha opinião o que se queria era desclassificar a profissão de OJ e criar uma forma de fazer ingressar nos diversos cargos de maior responsabilidade dos serviços outros recursos - quiçá, entre esses fossem também aqueles que populam das autarquias e das estruturas políticas para cargos de forma um tanto ou quanto esquisita.

    Será que esta gente vai fazer diferente.

    Não sei. Já acredito muito pouco em pessoas com falsas aureolas de santo.

    Mas uma coisa é certa, podemos e devemos exigir mais do que se exigiu no passado não importa a cor política ou as pessoas que no momento gravitam nos centros de decisão, importa mais a preservação de Estado, no seu verdadeiro sentido - governado de, pelo e para o povo e com gente que se deixa governar, participa e aceita as decisões assim tomadas - com sentido de Estado.

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  11. São Tomás de Aquino27/8/24 15:49

    Leitor diário deste blog desde que me apercebi da sua existência, quase no seu começo. Muito agradecido ao(s) autor(és).
    Em contra ponto temos uma estrutura sindical que vai a uma reunião com a DGAJ.
    Nessa reunião, como informado pela estrutura foi abordada a temática da recomposição do tempo de provisório
    Conseguiram terminar a reunião e não saber, pelo menos nada informaram sobre, previsão do tempo que demorará o integral pagamento, numero diário de funcionários tratados, começaram pelos auxiliares, quanto tempo demorará esta categoria, qual virá a seguir.
    Reunião parece que houve, dúvidas, parece que sobram mais

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  12. Já não acredito em políticos que queiram fazer alguma coisa por esta profissão.

    É a ruina completa e propositada.

    É de fugir, quem puder.

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  13. Quero que vão todos apanhar flores.

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  14. Era o que mais havia de faltar era os salários dos magistrados terem sido revistos durante a troika!
    Já não bastou a engenharia financeira que permitiu a muitos deles passarem a ganhar o equivalente aos antigos juízes de círculo ao abrigo da LOSJ?
    Falta de decoro e de respeito por todo um povo em austera contenção foi o que foi a aceitação por parte deles dum aumento dum subsídio que só por si tem um valor mais elevado do que o vencimento dum oficial de justiça em início de carreira.
    Nunca me esquecerei de tamanha traição.

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  15. Mais uma petição para assinar?!

    Esta nem às 500 assinaturas vai chegar...



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