Aprovada iniciativa legislativa de um grupo de cidadãos
Por iniciativa de um grupo de cidadãos, foi levada ao Parlamento uma proposta que visava alargar a licença parental inicial.
O projeto de lei foi esta sexta-feira aprovado.
Não foi um partido, um sindicato, ou qualquer tipo de organização, mas cidadãos que exerceram o seu direito de participação na construção de um país melhor. Este exercício de cidadania deve encher-nos de orgulho e, ao mesmo tempo, de tristeza, por ver tão poucas iniciativas nascidas no seio dessa cidadania que se expressa na rua, nos cafés, nas redes sociais, mas não faz chegar a sua voz ao local onde se fazem as leis que a todos afetam ou beneficiam.
As iniciativas dos cidadãos chegam ao Parlamento desde que apoiadas por um número, que não é muito elevado, de cidadãos.
Vejamos:
Com um mínimo de 1000 (e máximo de 7500) subscritores abaixo-assinados de uma iniciativa, qualquer petição é levada à comissão competente que fica obrigada a ouvir os representantes da petição.
Com um mínimo de 2500 apoiantes subscritores abaixo-assinados de uma iniciativa, o assunto é obrigatoriamente levado a debate em Comissão.
Com um mínimo de 7501 apoiantes, qualquer iniciativa é levada a apreciação em Plenário.
Portanto, qualquer pequeno grupo de cidadãos destes mais de dez milhões de portugueses pode levar à discussão uma ideia e uma proposta que pode acabar aprovada tal como sucedeu com o alargamento da licença parental inicial que, caso fosse apresentada por um dos partidos com assento parlamentar corria o risco de não ser aprovada.
No caso dos Oficiais de Justiça, carreira composta por 7391 elementos, de acordo com a contagem oficial a 31DEZ2023, é expectável que consigam, com toda a facilidade, juntar qualquer um dos números mínimos para apresentar iniciativas no Parlamento, mesmo o número maior, para apreciação em Plenário, as 7501 assinaturas, porque o grupo de apoiantes corresponde a cidadãos em geral e não a cidadãos específicos com determinada profissão.
Mas se é expectável que os Oficiais de Justiça consigam submeter qualquer proposta na Assembleia da República, é igualmente espantoso como não o conseguem.
Está pendente há cerca de um mês uma petição pública intitulada “Em Defesa da Verdade e dos Oficiais de Justiça”, cuja subscrição serve para ser apresentada no Parlamento, e, em vez de conseguir num ou dois dias um mínimo de 7501 assinaturas, como seria expectável, ao longo deste mês nem duas mil assinaturas atingiu (até ao final do dia de ontem tinha 1828 apoiantes).
Ora, com apoiantes assim, conseguir melhorar a vida das pessoas torna-se muito difícil.
Com o diploma aprovado esta sexta-feira, que desce agora à especialidade, só deverá entrar em vigor com o próximo Orçamento do Estado.
O diploma alarga a licença parental inicial alterando o Código do Trabalho e também o regime jurídico de proteção social na parentalidade no âmbito do sistema previdencial e no subsistema de solidariedade.
Assim, a mãe e o pai trabalhadores terão direito, por nascimento de filho, a uma licença parental inicial de 180 dias (em vez dos atuais 120) ou 210 dias (em vez dos atuais 150) (dias consecutivos), cujo gozo podem partilhar após o parto, sem prejuízo dos direitos da mãe.
O gozo desta licença pode ser usufruído em simultâneo pelos progenitores entre os 180 e os 210 dias (em vez do atualmente previsto: entre os 120 e os 150 dias).
Também em caso de adoção de menor de 15 anos, o candidato a adotante tem direito à licença referida e, com as devidas adaptações, à licença parental exclusiva do pai.
Quanto à proteção social na parentalidade, também este regime verá várias das normas alteradas.
Assim, estabelece-se que, no que respeita ao subsídio parental inicial, este seja concedido pelo período de 180 ou 210 dias (em vez dos atuais 120 a 150 dias) consecutivos, consoante opção dos progenitores, cujo gozo podem partilhar após o parto, sem prejuízo dos direitos da mãe.
O montante diário do subsídio parental inicial é o seguinte:
No período correspondente à licença de 180 dias (atualmente 120 dias), o montante diário é igual a 100% da remuneração de referência do beneficiário;
No caso de opção pelo período de licença de 210 dias (atualmente 150 dias), o montante diário é igual a 80% da remuneração de referência do beneficiário;
No caso de opção pelo período de licença de 210 dias (atualmente 150 dias), nas situações em que cada um dos progenitores goze pelo menos 30 dias consecutivos, ou dois períodos de 15 dias igualmente consecutivos, o montante diário é igual a 100% da remuneração de referência do beneficiário;
No caso de opção pelo período de licença de 240 dias (atualmente 180 dias), nas situações em que cada um dos progenitores goze pelo menos 30 dias consecutivos, ou dois períodos de 15 dias igualmente consecutivos, o montante diário é igual a 83 % da remuneração de referência do beneficiário.
O montante diário do subsídio social parental inicial é o seguinte:
No período de 180 dias (em vez dos atuais 120 dias), o montante diário é igual a 80% de um 30 avo do valor do IAS;
No caso de opção pelo período de 210 dias (em vez dos atuais 150 dias), o montante diário é igual a 64% de um 30 avo do valor do IAS;
No caso de opção pelo período de 210 dias (em vez dos atuais 150 dias), nas situações em que cada um dos progenitores goze pelo menos 30 dias consecutivos, ou dois períodos de 15 dias igualmente consecutivos, o montante diário é igual a 80% de um 30 avo do valor do IAS;
No caso de opção de pelo período de 240 dias (em vez dos atuais 180 dias), nas situações em que cada um dos progenitores goze pelo menos 30 dias consecutivos, ou dois períodos de 15 dias igualmente consecutivos, o montante diário é igual a 66% de um 30 avo do valor do IAS.

Fonte da notícia: "Lexpoint, informação Jurídica Online".
Como me sinto cansado, pelo facto de ter passado toda a noite à procura da estrela Polar, para alguns a mais brilhante, não comento o tema de hoje.
ResponderEliminar1828 alucinados que pensam que esta petição vai mudar alguma coisa ...
ResponderEliminarEnfim ...
É este tipo de comentário que demonstra bem a corja maçónica que infesta a nossa classe..
ResponderEliminarTodos os líderes tiveram que ser alucinados para poder mudar a realidade.
Você é só mais um que pensa como toda a gente, que se acha normal por ir com as manadas...vida sem história e insignificante.
Aínda voltando á questão da anulação de parte do concurso venho informar que já saiu a decisão e o SOJ ganhou.
ResponderEliminarPum PAM pim...
Mentira
ResponderEliminarÉ vdd eu tbm tenho conhecimento disso.
ResponderEliminarAmanhã. Amanhã e o grande dia, em que o grande líder, vai arranjar algum tempo para esclarecer, a ignorante, apressada, mal agradecida, amiga de redes sociais, classe que representa.
ResponderEliminarApesar de, ter todo o horário disponível, sete horas por dia, cinco dias por semana .
Estar assessorado por diversos colegas, empregados e avençados, arranjou agora um pouco de tempo para dizer qualquer coisa a classe
A classe que não merece a sorte que tem e que, sabendo que em seu nome e para resolução dos enormes problemas da classe, reuniu, há há três semanas ou se preferirem 21 dias em Fátima um grupo de trabalho, composto por poucas dezenas, sobre assuntos que dizem respeito a sete mil.
Sabendo disto e com o apro ok mar do fim do ano, a classe clama por notícias e, eis que, o grande líder, amanhã, vai dizer algumas coisas a classe e por outros, tresmalhado, na ordem
Assim sim. Assim é liderança a sério.
Quem não gostar, que deixe de lado
Ninguém é maçónico por aqui.
ResponderEliminarSão sim, realistas.
Acha mesmo que essa petição vai mudar alguma coisa ou alguém vai dar-lhe importância?!
Além do mais, essa petição pede o quê em concreto??
É a que mim parece-me mais uma declaração do que propriamente uma petição.
Esta é daquelas iniciativas que está ao nível de uma tenda à porta da assembleia da república.
O adeptos do Chega que andavam por aqui noutros tempos é que deram tantas esperanças, que tudo ia mudar para melhor, mas afinal foi só fogo de artifício e voltaram às trevas.
ResponderEliminarQue pena.....
Na qualidade de rei e como representante de muitos que me escolheram para representar não tive conhecimento direto de nada...
ResponderEliminarTudo antes de ser anunciado passa por mim...
Por tal ou é mentira ou estão a esconder algo de mim , dando uma facada palaciana nas minhas costas...
Vai assinar a petição e desaparece, tontinho.
ResponderEliminarO tempo começa a escassear a Marsal!
ResponderEliminarEle não tem saída digna do imbróglio que criou!
Fez o que sempre disse que nunca faria!
Prejudicou a todos, na casa de mais de € 3500 euros por ano a cada OJ.
Pode, deve, e vai, com certeza, apresentar a demissão, mas o mal está feito e tem difícil reparação!
Mas antes da futura, mas mais que se certa demissão, com discurso de acusação de traição ao MJ, ainda terá que dar a cara, dar explicações.
Assim, tudo fará para demonstrar a boa fé negocial, o espirito negocial, a paciência, sem que por parte do governo e do MJ houvesse a devida correspondência!
Quando isso acontecer, porque vai acontecer, mostrem a essa personagem e ao seu sindicato o dedo da asneira, porque outra coisa não merecem!
Falta de visão, competência, e acima de tudo honestidade intelectual!
Eu cá estarei, no futuro, para fazer copy/paste deste comentário, para lembrar os futuros esquecidos do que aqui anúncio!
Termino dizendo - Se tem que sair que saia, rápido, de fininho ... e também acompanhado dos mais próximos ...
Será difícil fazer pior, será difícil reparar o mal já feito!...
Abraço.
Bem queres que o chega acabe. E vai acabar tal como tu e todos iremos acabar.
ResponderEliminarMas ainda vais ter que levar con ele por algun tempo. Mete isso na tua cabeça.
O CHEGA é culpa de gente como tu e dis partidos mentirosos de há 50 anos para cá. Mentirosos que teimam em mentir.
E eu mudo de mentirosos.
Ele não terá coragem de se demitir.
ResponderEliminarEsqueça isso.
Caro cidadão, neste momento vocês são inofensivos e transparentes, e não passam de entretenimento para quebrar o tédio na casa da democracia.
ResponderEliminarIntelectualmente fracos, mas de vez em quando sempre animam a malta.
Face aos fracos resultados dos últimos anos, concordo com a mudança de direção do SFJ, mas não percebo qual a vantagem de demissão enquanto não se apresentar uma alternativa credível, ainda mais quando o Soj tb está no marasmo e ineficácia que se vê.
ResponderEliminarEntão e a manifestação racista do teu partido hoje à tarde, correu bem para ti ou levaste na boca de alguém?
ResponderEliminarNão há alternativa credível no SFJ.
ResponderEliminarApenas camadas e camadas de sindicalistas iguais ao líder, não havendo um único, do meu conhecimento, que se insurgisse com contra tão nefasta tácita negocial.
Pior do que a falta de visão é alguma covardia que reina nos meandros ...
Que apareça, e que ainda assim diga de suas "bobagens", que diga algo!....
Desculpem, "táctica".
ResponderEliminarGramai com o CHEGA
ResponderEliminarAceitai que vos custa menos.