O exemplo de sustentabilidade no Tribunal da Relação do Porto
Desde finais de julho que o Palácio de Justiça do Porto tem os seus 83 painéis fotovoltaicos a funcionar, mas só na parte do Tribunal da Relação do Porto. O resto do Palácio da Justiça, sede do tribunal de primeira instância da Comarca do Porto, não tem a mesma autonomia financeira.
Com esta instalação, o Tribunal da Relação do Porto vai ser o primeiro tribunal do país a ser autossuficiente em termos energéticos.
Com estes 83 painéis fotovoltaicos, há cerca de um mês a funcionar, já permitiu uma poupança de 50% da energia consumida.
Estima-se que, até ao final do ano, o edifício consiga produzir toda a eletricidade de que precisa para funcionar.
Um exemplo para o país, considera o vice-presidente da Câmara do Porto, Filipe Araújo. O presidente do Tribunal da Relação, Jorge Igreja Matos, desafia outras instâncias judiciais a fazerem o mesmo.
As primeiras medidas implementadas pelo presidente do Tribunal da Relação passaram pela recolha para reciclagem de todo o papel e plástico que anteriormente seriam deitados ao lixo. Depois, José Igreja Matos resolveu acabar com o uso de garrafas de água de plástico, distribuindo por todos os funcionários garrafas reutilizáveis, que podem ser cheias em todos os pisos.
A medida já permitiu, no ano passado, a recolha de 2218 quilogramas de papel e 312 quilogramas de plástico.
“A população bebe pouca água. Por isso, é importante haver água à disposição de fácil acesso”, reagiu Filipe Araújo, na sexta-feira durante uma visita ao Tribunal da Relação do Porto, adiantando que a Câmara Municipal do Porto está, nesse sentido, a colocar nas escolas e faculdades do concelho pontos de disponibilização de água.
Mas José Igreja Matos quis ir mais longe e tornar o Tribunal da Relação do Porto, que funciona no histórico Palácio da Justiça, completamente sustentável em termos energéticos. Para tal, apostou na colocação no telhado de 83 painéis fotovoltaicos.
A colocação dos painéis demorou apenas cinco meses. “Nunca foi necessário interromper o funcionamento do tribunal”, destacou José Igreja Matos, considerando que, se o processo é possível num edifício tão antigo quanto o do Palácio da Justiça, é perfeitamente replicável em outras instâncias judiciais.
“Vamos ser o primeiro tribunal do país completamente sustentável. Mas não queremos ser pioneiros, os únicos, queremos ver outros a iniciar este processo”, disse José Igreja Matos, enquanto Filipe Araújo considerou “exemplar” e motivo de “orgulho para a cidade” a iniciativa tomada no Palácio da Justiça.
“É um exemplo motivador para outros seguirem. Vai desde a reciclagem à recolha de plástico de uso único e à sustentabilidade energética do edifício. Tudo isto deve ser motivo de orgulho”, vincou Filipe Araújo, lembrando que a iniciativa vai ao encontro dos objetivos do Pacto do Porto para o Clima, lançado em setembro de 2022.
Segundo o presidente do Tribunal da Relação do Porto, a obra só foi completamente encerrada há dez dias. Mas os 83 painéis fotovoltaicos estão a funcionar desde finais de julho passado.
“Já permitiu evitar emissões equivalentes a 31 toneladas de CO2 e vai ter o mesmo efeito do que a plantação de 500 árvores. Desde que estão a funcionar, já poupamos 50% da energia consumida”, destacou José Igreja Matos.
No final do ano, será publicado um relatório de sustentabilidade para apurar quanta energia foi poupada, quanta foi gerada e que quantidade de resíduos foi encaminhada para reciclagem.
“É preciso pessoas com esta dinâmica, que vejam oportunidades como esta e que as consigam agarrar, que percebam o papel que podem ter na sustentabilidade da cidade”, concluiu Filipe Araújo.

Fonte: "Jornal de Notícias".
Acho tudo isto muito bem, mas, para mim, seria muito mais motivador ganhar mais do que ganho e ver o meu percurso académico recompensado nesta profissão!
ResponderEliminarTudo muito bonito mas eu quero é receber mais dinheirinho na conta ao fim do mês.
ResponderEliminarPreocupam-se com tudo menos connosco!!
Cambada de paineleiros fotovoltaicos ...
A regra tem sido um Juiz Presidente, não fazer, rigorosamente, nada (presentemente, é dos melhores empregos do país). Mas como em tudo na vida há sempre uma exceção à regra.
ResponderEliminarEsperemos que as gaivotas não estraguem a festa. É conhecida a preferencia dos telhados do Palácio da justiça pelas gaivotas que são uma autentica praga.
ResponderEliminarDe qualquer forma parabens pela iniciativa.
Exemplos para inglês ver, quando há tribunais e seções que nem papel ou envelopes têm com a regularidade necessária para poderem trabalhar normalmente.
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ResponderEliminarQuando fazer qualquer coisa é notícia... pobre país.
Hoje não me apetece dizer mal.
ResponderEliminarNão tenho descendência conhecida e já não estou propriamente em idade para começar a tratar disso, mas, caramba, se este exemplo fosse replicável por muitos dos tribunais do país, para além da vertente ecológica, com o que permitiria economizar não poderia também proporcionar melhores condições de trabalho a quem trabalha nesses edifícios?
Sei que não é líquido que a poupança seja para investir, mas se fosse...
Verdade
ResponderEliminarIsso seria tratar bem demais as pessoas. Eles não querem isso
ResponderEliminarE agora pergunto eu
ResponderEliminarPorque se pagam rendas milionárias a particulares, por edificios onde funcionam serviços públicos, designadamente muitos tribunais?
Porque será? É para poupar? Isso é que é gerir bem a máquina do estado? Pagando rendas milionárias a particulares? Porquê ??
Essa questão não tem uma racionalidade económica evidente, a não ser que sao excelentes negócios para os privados. Aliás, alegadamente, até existe pelo menos 1 caso em que o o proprietário do edifício é Magistrado.
ResponderEliminarNeste momento uma das hipóteses em cima da mesa, designadamente Porto e Coimbra, são parcerias público privadas, em que o privado constrói o PJ num terreno do Estado, passa a pagar lhe renda durante 30 anos, após o que o edifício passa a propriedade definitiva do privado, que faz o que entender, até mesmo despejar o Tribunal.
Coisas que a razão desconhece.
Uma coisa é a Relação outra coisa é o Judicial,
ResponderEliminarnesse edifício há dois universos:
o primeiro com autonomia financeira e segundo dependente da dgaj.
no primeiro há cadeiras que dão conforto a quem trabalha sentada as sete horas por dia e no outro as cadeiras coitadinhas delas
no primeiro há agua engarrafada para os funcionários, no segundo diz-se que a água que circula nas canalizações é de desconfiar em virtude da antiguidade das mesmas e, consequentemente, os funcionários compram água.
além do “diz-se”, também se comenta, verdadeiro ou não, não sei, que o edifício tem amianto.
no primeiro, pelos vistos não falta nada, no segundo, houve um tempo, por razões que desconheço, faltou papel para limpar as mãos nas casas de banho e perante tal facto quem estava responsável pelo material, interpelado pela falta do papel, mandou limpar as mãos à roupa.
Porque temos que estar dependentes do Governo na administração administrativa dos Tribunais que são outro órgão de soberania e, pelos vistos, a Relação organiza-se melhor e dá provas disso.
Note-se que politica quer dizer organização.
E se assim é, a politica dos Tribunais administrada pelos Tribunais parece ser mais eficiente, eficaz e, no fundo, mais económica (nem que seja indiretamente – com mais produção, mais ânimo e menos absentismo).
A independência financeira dos Tribunais é um bom paradigma.
Estão à espera de quê?
Viva a independência dos Tribunais em toda sua dimensao.
E os poleirinhos, e a escada trampolineira, e o edifício das portas giratórias?...
ResponderEliminarAo mesmo tempo naquele mesmo Palácio da justiça querem fechar a cantina por motivos de deficiente extração de ar na cozinha.
ResponderEliminarE ninguem quer assumir o arranjo.
Verdade seja dita que o mesmo presidente da relação parwce que não concorda com o fecho da cantina.
O problema é as chefias do outro lado do judicial.
Parecem dois mundos tamanha é a diferença de tratamento para com os funcionarios.
Reparem que que nem 25% do telhado está ocupado, e se estivesse na totalidade poderiam até "vender" o excesso.
ResponderEliminarMas reparem numa coisa, quem é que pagou essa instalação?
Deve ter sido o erário público, e nada contra, mas também se poderá dizer que não há mérito nenhum dessa personalidades!
É como se o estado instalasse painéis fotovoltaicos na minha casa e, depois, para a fotografia, aparecesse a minha fotografia, como se o mérito fosse meu.
Mas, terá o mérito sido de algumas dessas personagens?!!
Com o dinheiro dos outros tenho eu grandes ideias !...
Ainda assim, sinceramente, é essa a via, solar, eólico, baterias!
Tudo isso e muitos espaços verdes!
Abraço.
Gestão ruinosa que devia ser criminalizada.
ResponderEliminarDepois não há dinheiro para nós e outros tantos como nós, nem para reduzir os impostos.
Só máfia.
Pergunto: se, alegadamente, há um magistrado que arrenda um edifício ao Estrado funcionando lá um tribunal, porque é que um OJ não pode fazer traduções nos tribunais, estando habilitado para tal?
ResponderEliminarQuero dizer Estado.
ResponderEliminarAlegadamente não pode.
ResponderEliminarMas é fácil contornar essa situação...
Só show off
ResponderEliminarSó show off
ResponderEliminarCom tanto serviço que até chove no interior
E com tanto serviço sem ar condicionado para onverno e verão
E como disseram aqui, sitios a pagar tendam milionárias a particulares.
Tenham vergonha na cara
Rendas milionárias
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