Serviços mínimos só para as manhãs, ou para todo o dia?
Depois de tantas e tantas greves ainda há quem tenha dúvidas, especialmente quando assustados, porque ainda se assustam, com a indicação dos serviços mínimos.
Toda esta semana, desde segunda-feira, que não tratamos de outra coisa que não sejam as greves deste grande fim-de-semana.
Recapitulemos e limpemos dúvidas:
Às três greves ativas do SOJ e do SFJ, juntaram-se neste fim-de-semana outras duas, da FESINAP e do STTS, ou seja, para estes dias há cinco greves ativas que abarcam todo os Oficiais de Justiça e até chegam a sobrepor-se em alguns períodos.
Estas cinco greves ativas valem cada uma por si e não afetam as demais, isto é, não se anulam umas às outras. Nenhuma greve se sobrepõe a outra, ainda que possa coincidir no mesmo período.
Como todos sabem, as greves do SOJ e do SFJ não têm serviços mínimos decretados. As greves do SOJ são duas: a de todas as tardes e a das manhãs de quartas e sextas-feiras. A greve do SFJ abarca a hora de almoço e depois das 17 horas.
Veio a FESINAP – Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos – e marcou uma greve para todo o dia de segunda-feira 04NOV.
Veio o STTS – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos – e marcou uma greve para hoje mesmo, para todo o dia de quinta-feira 31OUT.
Tanto a FESINAP como o STTS chegaram a acordo na fixação de serviços mínimos com a DGAJ e ficaram então fixados serviços mínimos para hoje, quinta-feira 31OUT, e para segunda-feira 04NOV.
Nos tribunais e nos serviços do Ministério Público elaboraram-se escalas para assegurar os serviços mínimos, ficando os Oficiais de Justiça nomeados obrigados a comparecer e a assegurar apenas aqueles serviços urgentes (e não todo o serviço) conforme está especificado nos serviços mínimos acordados com as duas entidades sindicais e não mais do que isso.
Como sempre, os escalados ficam desobrigados caso compareçam outros ao serviço.
Até aqui estamos perfeitamente entendidos; as dúvidas surgem quanto às tardes. Muitos Oficiais de Justiça escalados para todo o dia para as greves da FESINAP e do STTS têm dúvidas se devem assegurar o serviço urgente também na parte da tarde, uma vez que existe a greve do SOJ para todas as tardes e esta não tem serviços mínimos.
A dúvida resolve-se muito simplesmente com uma pergunta: Considera que a greve da FESINAP anula a greve do SOJ? Considera que a greve do STTS anula a greve do SOJ? e afinal não é uma pergunta, mas já são três: Considera que foi escalado para assegurar a greve do SOJ?
Evidentemente que às três perguntas a resposta é só uma: Não!
A greve do SOJ não terminou, não foi suspensa, nem fica menorizada perante as greves das outras estruturas sindicais e, como a greve do SOJ não tem serviços mínimos, a escala das nomeações nunca pode ser – e não é mesmo – para a greve do SOJ.
As nomeações de Oficiais de Justiça para assegurar os serviços mínimos são apenas para as greves da FESINAP e do STTS e não para a greve do SFJ nem para as duas greves do SOJ.
Quer isto dizer que o nomeado para os serviços mínimos de hoje, pode chegar às 12H30 e aderir à greve do SFJ e depois, pelas 13H30, aderir à greve do SOJ, devendo assegurar os serviços mínimos entre as 09H00 e as 12H30 porque a greve é do STTS. E o mesmo ocorrerá na próxima segunda-feira: é necessário assegurar os serviços mínimos até às 12H30, da greve da FESINAP, podendo depois aderir à greve do SFJ, das 12H30 às 13H30, e seguir com a do SOJ a partir das 13H30.
Ninguém está impedido de aderir a nenhuma das 5 greves que estão em vigor, sejam lá de que entidade sindical for, mesmo o nomeado para os serviços mínimos da greve do STTS ou da FESINAP não está impedido de aderir à greve do SFJ nem à greve do SOJ.
Convém ainda recordar o seguinte: a greve do SOJ de todas as tardes aplica-se também aos sábados, pelo que se o serviço de turno se quiser prolongar pela tarde adentro, contra a vontade do Oficial de Justiça, este pode aderir à greve do SOJ a partir das 13H30.
Ontem mesmo, o SOJ divulgou uma nota informativa sobre este assunto e, em síntese, diz assim:
«Este Sindicato, SOJ, não foi contactado, nem tinha de o ser, pelas entidades subscritoras dos Avisos Prévios em causa, nem dos “acordos” a que chegaram com a DGAJ. Relativamente às greves decretadas pelo SOJ elas não têm, como é do conhecimento público, serviços mínimos. Em conclusão, inexiste a obrigação de serem prestados, por parte de Oficiais de Justiça, serviços mínimos nas tardes dos dias 31 de outubro e 4 de novembro.» (na nota do SOJ a expressão “inexiste a obrigação” está destacada em negrito e em maiúsculas, para se ver muito, mas mesmo muito, bem).
Por fim, esclarecer os nomeados para assegurar as manhãs de quinta-feira e de segunda-feira que os serviços mínimos a garantir são apenas e tão-só os que dizem respeito às seguintes 4 alíneas, e mais nada, não inventem outros serviços. Quer isto também dizer que havendo outros serviços, os nomeados para os serviços mínimos não os farão, porque estão nomeados apenas para garantir estes serviços mínimos e ali estão toda a manhã para isto e tão-só para isto, mesmo que estejam de braços cruzados.
O que há a assegurar ficou definido que é o seguinte:
.a) Apresentação de detidos e arguidos presos à autoridade judiciária e realização dos atos imediatamente subsequentes;
.b) Realização de atos processuais estritamente indispensáveis à garantia da liberdade das pessoas e os que se destinem a tutelar direitos, liberdades e garantias que de outro modo não possam ser exercidos em tempo útil;
.c) A adoção das providências/atos cuja demora possa causar prejuízo aos interesses das crianças e jovens, nomeadamente as respeitantes à sua apresentação em juízo e ao destino daqueles que se encontrem em perigo;
.d) Providências urgentes ao abrigo da Lei de Saúde Mental.
Pensamos ter esclarecido todos os aspetos que temos visto que ainda suscitam dúvidas, mas caso não esteja ainda claro ou mais dúvidas haja, podem sempre contar com um esclarecimento através do nosso e-mail geral: OJ@sapo.pt

Fonte citada: “SOJ-Info”.
15 de janeiro....
ResponderEliminarSempre....
Liberdade e limpeza
Questão muito pertinente no atual quadro em que vivem os Oficiais de Justiça
ResponderEliminarSerá mesmo verdade que toda a gente tem um preço?
Vamos trabalhar com a hipótese de que toda a gente tem um preço, qual seria o seu? Qual seria o seu limite? Este é um momento oportuno de autoconhecimento, aproveite-o, reflita sem pressa, aproveite que estamos apenas eu e tu aqui.
Eu sou candidato ao concurso mas a minha família não tem possibilidade económicas.
ResponderEliminarO meu computador avariou.
Vivo numa aldeia junto a Espanha e a internet aqui tem fraco sinal, dependendo da hora do dia.
Pois vivo num vale no sopé das montanhas.
Assim peço ajuda a este blogue como posso resolver a minha situação para efetuar o exame?
Portugal não é só Lisboa e porto.
Já nem vou dormir hoje com a dimensão do teu problema que é outro que não o descrito, mas fica contente que hoje pelo menos eu perdi 1 minuto a dar-te atenção.
ResponderEliminarA prova não tem de ser feita em casa, mas pode ser feita em casa. Assim, todos podem fazer a prova onde quiserem. Casa de amigos ou familiares, na biblioteca municipal, etc.
ResponderEliminarCalimero?!!!
ResponderEliminarSolicite à DGAJ que lhe disponibilizem os meios técnicos para o efeito no Tribunal de Freixo de Espada à Cinta e vá lá fazê-lo.
ResponderEliminarEspero bem que, havendo greve do SOJ nas tardes de quinta e segunda, ninguém se atreva a declarar-se nesses períodos em greve da FESINAP ou do STTS.
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ResponderEliminarTodos morrem,
com títulos pomposos ou não, com profissões pomposas ou não.
Vão todos para o jardim das tabuletas e o que deixam aqui é o comportamento diário.
Bom fim de semana
ResponderEliminarDeclarar-se ou não declarar-se? ehehe
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarMuito gostaria de saber quem é que custeia a crónica postada no Correio da Manhã subscrita pelo nosso Colega António Marçal, pergunto porque verdadeiramente não sei se é o próprio ou se é o próprio que paga ou quiçá até pode ser que lhe paguem para escrever e, nesse caso, não tenho nada que ver com isso!
Todavia, caso seja custeado, seja de que forma for, pelo SFJ, a expensas de todos os seus associados, então importa aqui referir que, pelo menos estes (os associados) deverão ter acesso ao escrito, mesmo que se ponha em causa o seu labor ou qualidade.
A forma como é divulgado pelos associados, com restrição nos acessos a tal "obra" apenas por quem paga quotas compete a quem se serve dos seus dinheiros para promover o que quer que seja (já vi mensagens predominantemente politicas e despropositadas a que, pela função, o autor dos textos se devia furtar - é só a minha modesta opinião).
Ao que parece, as palavras escritas têm o mesmo eco que as atiradas ao vento, e apenas há um sussurro aqui e ali pelos representantes dos serviços (ditos delegados) sem respaldo nos restantes colegas.
Melhor seria que o António Marçal virasse comentador de futebol, como foi o líder de um determinado partido, para assim ganhar a notoriedade e atenção dos leitores e espetadores.
Creio no entanto, que apesar de tudo, a pessoa em causa é virtuosa, e num certo sentido, não seria capaz de assumir uma caracterização social desfavorecida pelo oportunismo, pelo populismo e pelo interesse sectário, não obstante as suas ligações políticas.
Por isso, pergunto-me ainda porque se apressou a assinar o tal acordo e a única coisa que se me assalta o pensamento é a de que o partido a que está ligado nem sequer se propunha a tal proposta sem que fosse imediatamente revista a carreira.
Assim, porque porque julgo não se tratar de uma questão de burrice, antes pelo contrário, julgo ter sido uma situação querida, a de um aumento insignificante para quem cá está há uns anos e engrossamento da base de recrutamento - que é o que serve os sindicatos - entrando mais cerca de 600 novos contribuintes, ficando, a final, tudo na mesma, sem avanços e sem recuos , como burros no meio da ponte.
De tal sorte será assim que, não sendo ainda certo que o OE2025 seja aprovado na especialidade, poderemos mergulhar novamente num caos, desta feita sem remédio a curto prazo, atirando-se a resposta lá para 2027.
Não tenho dúvidas do que digo e oxalá me engane mas está tudo preparado para um estado apocalíptico em que emergirá um autoritário qualquer que brandindo uma solução para tudo trará antes o maior problema de todos - a supressão das liberdades!
Faltou dizer que a tutela parece jogar com o desentendimento entre as duas estruturas sindicais e, não atuando sobre as arbitrariedades nas comissões de serviço e nos regimes de substituição, tende a gerir a situação, assim, mantendo uma espécie de amarras dos que são favorecidos por estas situações e uma espécie de temor reverencial sobre todos os outros pelo anúncio do que está para vir, quebrando os seus ímpetos, as suas vontades de reagir a este enorme letargismo.
ResponderEliminarMas estes oficiais de justiça têm falta de conhecimento da lei, caro candidato não ligue ao que dizem.
ResponderEliminarIsto é uma violação clara do princípio de igualdade de oportunidades.
No seu caso envie um email á DGAJ a explicar que não tem condições financeiras para efetuar este exame.
Caso os mesmos não lhe proporcionem alternativas não faça o exame..
Depois impugne com este fundamento eles são obrigados a dar condições.
Isso é certinho.
ResponderEliminarEntre o peso da economia e os valores das liberdades, estando o cérebro de Portugal ligado ao intestino grosso da Alemanha, que por sua vez se encontra no ordenamento da boca dos Estados Unidos, a partir de meados de 2025 já se sabe o que nos espera...
Trocando por miúdos, com a vitória de Trump - oxalá o Anjinho esteja enganado, mas não me parece -, a União Europeia vai entrar numa recessão que, por mais ligeira que seja, não permitirá à Alemanha sair do buraco onde se já está a atolar por estes dias, o que, consequentemente, arrasará por completo as previsões do BCE até ao final da década, incluindo as projeções para Portugal.
ResponderEliminarE quem vai pagar vai ser?
Quem vai pagar, quem já anda a pagar, somos todos. Sucessivas gerações de medíocres na Europa rebentaram com todo o legado e também com o dinheiro que vinha de trás.
ResponderEliminarO POBRE DO PORTUGA
ResponderEliminarConsidere isso como um sinal divino!!
ResponderEliminarUm livramento!!!
Nem queira saber no que se vai meter ...
CV
ResponderEliminarPolítico no activo;
Cronista;
Comentador político;
Dirigente sindical;
Oficial de Justiça, ainda;
Guess who?
Artigo de hoje muito bem escrito, tudo explicadinho.Só nāo entenderá quem não ler tudo com atenção. Não se pode parar para alcançar o que há muitos persiste: muitas exigências, dedicação plena, mas menos direitos e regalias, ao contrário de tantos outros!
ResponderEliminarAssunto da prova merece atençāo pois haverāo muitos que vāo ter dificuldades e era suposto que todos tivessem igualdade de oportunidades.Não se entende como outros serviços públicos com milhares de candidatos realizam provas em sala nāo o querendo fazer a DGAJ. Será que prevê a procedência do processo do SOJ ?
Mesmo, que cromo este cartilheiro!😜
ResponderEliminarMuito Bem... Muito bem...
ResponderEliminarAh sim claro.
ResponderEliminarA Dgaj a alterar o plano de atividades por causa de uma ação ridícula com fundamentos paupérrimos.
Como ninguem se tinha lembrado disso?
Pois considere divino se não viver numa casa onde chove sem condições isto é que é divino.
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ResponderEliminarTão o acordo dos papo secos
nham , nham
Para o divino das 14:10
ResponderEliminarEspere só um bocadinho que vou ali chorar e já venho ...
😭😭😭😭
ResponderEliminarMuito bem,
eu serei obrigado a comprar um computador para fazer a prova?
a DGAJ não tem que fornecer computador ou dizer a quem não tem computador pessoal, onde se poderá deslocar para utilizar um por conta da mesma DGAJ? ou Ministério da Justiça ou quem for o mandante deste tipo de prova?
E ao que parece, o Governo prepara-se para remexer nas férias e nas greves... vamos voltar ao tempo de estaline (com letra pequena)...
ResponderEliminare água de rosas para lavar a bunda, também querem ?
ResponderEliminaré cada cromo !!
Só falta o cheque em branco.
ResponderEliminarFGP nem têm pejo em falar descaradamente da recuperação do tempo de serviço dos professores no parlamento quando deixaram todos os outros para trás.
ResponderEliminarHugo Soares acaba de referir na AR que o PSD aumentou mais de 7000 OJ, no mesmo contexto em que afirmou ter aumentado enfermeiros, professores, forças de segurança, militares, guardas prisionais e outros que tais, e Nuno Melo também logo de seguida já disse que com isso se evitou que os mansinhos andassem na rua a fazer ondas.
ResponderEliminarViva a carneirada que come papo secos!!!
ResponderEliminarFosc------------------
E ninguém dos sindicatos desmente essa gente????
Estamos mesmo no pantanal
fujam Oj´s quando puderem
Mesmo.
ResponderEliminarFraco Ganha Pão o dessa carneirada.
Meia dúzia de papos secos.
Alguém informou a encarregada da proteção de dados do Ministério da Justiça sobre o método de vigilância das provas de ingresso á carreira de Oficiais de Justiça?...
ResponderEliminarO aviso de abertura do concurso refere que as provas são realizadas preferencialmente online e não exclusivamente ou obrigatoriamente, online!
No mesmo anuncio e na ata n 1 da reunião do júri, não consta, que a falta de consentimento ou autorização para a vigilância da prova através de câmara, exclui o candidato!
E os princípios aplicáveis á administração electrónica previstos no artigo 14 do Código de Procedimento Administrativo?
E liberdade de escolha de profissão e acesso á função pública previsto no artigo 47 da CRP?
Mais uma "caldeirada", para tudo correr mal!...
E os sindicatos sentem-se confortáveis com estes procedimentos?!...
ResponderEliminarNão deviam alertar a Senhora Ministra da Justiça para este procedimento esdrúxulo?!....
Nem aqui há democracia.
ResponderEliminarPor enquanto neste canto da Europa não corremos esse risco, não so devido à inteligência e perspicácia do povo, como à flagrante estupidez e malvadez por parte dos líderes da vossa seita.
ResponderEliminarSe houvesse agora eleições, nem com 20 deputados ficavam.
Quem custeia?!
ResponderEliminarSão os parolos ...
🤮🤮🤮
ResponderEliminarSe até à tomada de posse dos 50 gajos do Chega ainda se podia compreender a existência de manifestações de apoio àquela seita, hoje não tenho qualquer dúvida que a apologia à sua doutrina, de incitamento ao ódio e à violência, e pureza de raça, devia ser criminalizada nos mesmos termos que o é q apologia ao nazismo.
ResponderEliminarSe está certo que os seus seguidores são caracterizados por baixo nível de literacia, o desconhecimento dos atos que integram uma conduta criminosa, não afastam a ilicitude nem a gravidade da mesma.
Mais um que gostava que a sua esposa precisasse de autorização do chefe de família para trabalhar, votar, viajar, etc.
ResponderEliminarSente insegurança meu caro?
A vossa ruralidade dá-me dó!
Não estás farto de ser cozido pelas setas que têm governado??
ResponderEliminarA tua literacia deve ser muito mais baixa para não comprrenderes que muitos são mais letrados que tu.
ResponderEliminarOu todos que não são da tua seita são iletrados?
Deves julgar que são todos SFJ e afins? Cursos de porta chaves?
Tanta seita por aqui de olhos vendados.
ResponderEliminarMaçonaria?
Alguém aqui pode dizer o que é??
Eheh
ResponderEliminarIlicitude e gravidade
Então em 50 anos onde questionam essa ilicitude e gravidade srs secretarios, administrafores , presidentese fiscais da legalidade??
Palhaçada