De conferência em conferência: os eventos do SFJ
Nos dias 25 e 26 de outubro, no auditório da Associação Nacional das Farmácias, em Lisboa, decorreu uma importante conferência subordinada ao tema “Processo Penal, o papel dos sujeitos processuais e o Estado de Direito”. Esta conferência, tal como aqui anunciamos, teve organização e participação conjunta pela Associação Sindical de Juízes (ASJP), Ordem dos Advogados (OA), Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) e Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP).
Os Oficiais de Justiça que não puderam assistir à conferência – e foram quase todos –, tendo em conta a participação do seu sindicato com maior número de associados e as intervenções previstas por parte de alguns Oficiais de Justiça, gostariam de saber como correu a conferência, estimando que o SFJ apresentasse alguma síntese desse evento.
Recordemos que um dos temas do final da tarde do primeiro dia estava subordinado a “O Papel do Oficial de Justiça” e, para este tema, estavam indicados três oradores Oficiais de Justiça: um Secretário de Justiça, um Escrivão de Direito e um Técnico de Justiça Principal.
Como a curiosidade dos Oficiais de Justiça se mantém e como o SFJ nada informou, procuramos informação sobre o evento, que encontramos, e vamos a seguir reproduzir aquilo que o presidente do SMMP relatou sobre a conferência conjunta, tentando, assim, ir ao encontro do interesse de grande parte dos Oficiais de Justiça em ter conhecimento, algum conhecimento, sobre o evento também organizado por sindicato que representa a maior parte dos Oficiais de Justiça.
Segue a informação prestada por Paulo Lona, presidente do SMMP.
«Na conferência debateu-se o papel das profissões do mundo do judiciário – Magistrados Judiciais, Magistrados do Ministério Público, Advogados e Funcionários de Justiça – e a sua relevância no funcionamento do sistema de justiça e, por essa via, no nosso Estado de Direito, em quatro painéis, cada um dedicado a um dos sujeitos (o próprio Código de Processo Penal, na Parte I, Livro I, nos diz dos sujeitos do processo).
Todos estes painéis, com excelentes oradores, permitiram aprofundar temas da atualidade no processo penal, compreender os problemas na sua real dimensão e antever soluções, produzindo ainda debates bastante participados (os prazos de inquérito e instrução, as detenções, as interceções telefónicas, os interrogatórios judiciais, recursos, abuso de direito, os sistemas informáticos utilizados, a jurisprudência do tribunal europeu dos direitos humanos, o acesso ao direito e as funções que devem caber ao funcionário judicial num futuro estatuto).»
Deste relato de Paulo Lona, apercebemo-nos que os oradores, por parte do SFJ, terão ido apresentar a sua ideia de futuro Estatuto, ideia que deverá ser similar àquela já apresentada ao Ministério da Justiça, mas que não avança pela utopia que encerra em si mesma.
Ao início, com este atual Governo, foi transmitida a ideia de que o obstáculo para não se avançar nas negociações para o novo Estatuto era a integração do suplemento no vencimento. O SFJ prontificou-se a contornar imediatamente o obstáculo e subscreveu um acordo nesse sentido, no entanto, obstaculizou todo o processo subsequente ao apresentar uma proposta de alteração estatutária que, embora seja ótima para apresentações em conferências como hipóteses dialéticas genéricas, no nosso país, onde a hipótese se deve verificar, é irrealizável e não pode ser posta em prática. No entanto, vendida que está a ideia do modelo austríaco, alimentado que está o sonho aos Oficiais de Justiça, a proposta, na pressa do prosseguimento, acabará fragmentada, aproveitando o Ministério da Justiça apenas os pontos viáveis e que são, precisamente, os que menos interessam aos Oficiais de Justiça.
O presidente do SMMP conclui a sua nota sobre a conferência nos seguintes termos:
«Esta conferência evidenciou o diálogo efetivo entre as diversas organizações que representam as profissões do sistema de justiça e permitiu uma reflexão sobre o papel, num contexto de cidadania cada vez mais exigente, de cada profissional.
O sistema de justiça enfrenta o desafio de se adaptar ao dinamismo social e às novas realidades da era digital. Neste cenário, a inteligência artificial, ainda nos seus primeiros passos, irá impactar profundamente o trabalho de todos os que integram o sistema de justiça.
Apesar do diálogo efetivo existente entre organizações do sistema de justiça, é premente, como tive oportunidade de referir na conferência, incrementar o diálogo e a capacidade de cada interveniente no sistema de justiça se colocar na "veste" do outro, isto é, compreender, no quadro do sistema de justiça, o papel de cada uma das profissões, nas suas funções, especificidades, exigências e limitações. Essa compreensão facilita o respeito institucional e pessoal.»
E queremos aqui sublinhar esta última consideração, a de cada um se colocar nas vestes dos outros para perceber melhor, não só os outros, mas, antes de mais, os seus próprios limites em relação aos outros. E com isso queremos referenciar que o umbiguismo não permite ter noção dos limites e das atribuições dos demais, permitindo tal cegueira construir um mundo ilusório com atribuições alheias, que se pretendem usurpar, assim se enganando quase toda a gente.
Entretanto, o SFJ, já está na organização de outra conferência, esta para o dia 07NOV. Mais uma organização conjunta, agora mais alargada. Para além do SFJ participam: a Associação Sindical de Juízes, Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária, Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, Sindicato dos Trabalhadores e Impostos e Sindicato dos Registos e Notariado.
Esta nova conferência está subordinada ao tema: “Funções Soberanas do Estado: Transparência e Combate à Corrupção” e não conta com a intervenção de Oficiais de Justiça, como contou a outra.

Fontes: artigo citado de Paulo Lona, presidente do SMMP, publicado na “Sábado”; “SFJ-Info-Conferência-1” e “SFJ-Info-Conferência-2”.
Vivem no mundo dos sonhos. O mundo deles que não têm que trabalhar. Esqueceu-se destes, os que trabalham, a razão do sindicato.
ResponderEliminarDe tertúlia em tertúlia, inebriados por tanto evento, por tais companhias de eventos, esqueceu-se de quem são, de onde vêem e de quem deveriam representar
Ao invés de informar, sonegam e deturpam informação que não é deles, mas sim da classe.
Ainda pensei que tivessem coragem de mudar, mas uma galinha por muito que esconda as penas, ao carquerejar, diz sempre quem é
Eu aqui falei sobre a necessidade de se pensar a profissão, através de conferências, encontros anuais, finalmente estão a seguir os meus conselhos.
ResponderEliminarAfinal de que servem essas conferências??
ResponderEliminarSe nem sequer são divulgadas e os oficiais de justiça de nada são informados??
Tenham vergonha.
Já a dita reunião em Fátima porque sobegam??
O que escondem??
Fantochada.
Mais uma vez faz mais este blogue pelos oficiais de justiça do que o sindicalismo.
ResponderEliminarA actividade do SFJ faz-me lembrar aqueles colegas reformados que para estarem ocupados vão frequentar a Universidade da 3a idade ou a Universidade Aberta...Confesso que os meus problemas e aspirações são mais comezinhos: o novo estatuto- como vai ser, as implicações que vai ter na minha vida pessoal e profissional, a nova tabela remuneratória, a idade para a reforma, a existência ou não de carreiras...enfim, coisas banais e de somenos para um grande líder sindical, com preocupações e aspirações para a Grande Justiça e não para a justiça terra a terra que é a minha e de 99% dos Oficiais de justiça!
ResponderEliminarPapo seco tão bom.
ResponderEliminarNão estais contentes com as exigências e os papo secos que vos dão?
Ingratos
Blá...Blá...Blá...
ResponderEliminarA cúpula do SFJ a dar uma de intelectualóides e a meter-se em bicos dos pés.
ResponderEliminarMandaram à m... a classe e agora viraram elite.
Até, que seja aprovado o novo estatuto, tenciono, claro se me deixarem, todos os dias, escrever neste blogue uma pequena passagem do livro “PALAVRA QUE CONTA”, baseado na entrevista que Ramalho Eanes (pessoalmente, considero-o um GRANDE político) deu a Fátima Ferreira, com o intuito de ambos os presidentes (SOJ e SFJ) lerem este livro.
ResponderEliminar“Como não é possível existir um Estado moderno e eficaz sem uma administração competente, importaria libertá-la da colonização partidária (….) os critérios (…) do mérito foram, por vezes, substituídos pela fidelidade partidária, e interesses vários e malsãos (…)”
(….) Aqui [na administração pública] radica, em muito, a epidemia da corrupção, que grassa na sociedade portuguesa”.
Palhaçada as conferências do SFJ...
ResponderEliminarAntes de ser OJ trabalhei numa empresa que pagava prémios de produtividade.
ResponderEliminarEra por equipa.
E chegámos a receber mais três vencimentos por ano.
Ouvi dizer que será contemplado algo do género no novo estatuto.
E ao que parece livre de impostos.
Atualmente uma parte dos que são pagos no setor privado, na prática, já o são, porque o são por debaixo da mesa.
Quem é que não conhece um familiar que tenha um vencimento pequenino mas depois receba por fora um suplementozinho ou vários?
Assim ficará tudo mais transparente e já poderá ser declarado.
Alguém ouviu falar do assunto, se se nos aplica e também será nos mesmos moldes de isenção?
Sim, sim.
ResponderEliminarE livre de impostos...
Abomino a carreira de oficial de justiça.
ResponderEliminarEntrei para esta m por influência de um familiar.
Fiz a prova e entrei, e por aqui me deixei ficar.
E agora já é tarde para mudar.
Vida profissional de m.
No dia que que me reformar espero nunca mais na vida entrar num tribunal.
ResponderEliminarO pior é que o fazem à custa das quotas dos associados!
E as eleições para os Órgãos Sociais do SFJ?
ResponderEliminarA que título se mantêm em funções os atuais dirigentes?!...
Já nem conseguem respeitar os estatutos do sindicato.
O mandato deles terminou no início de outubro e arrogam-se em organizar e participar em eventos em nome do sindicato!
Este comentário era para ontem, mas também pode ficar para amanhã...
ResponderEliminarEstou a ver umas imagens em direto de Valência.
Se não fossem os Maias, os Delgados e outros idealistas, tanto de cá como de lá, a reação dos agentes da autoridade em resposta aos insultos e à lama arremessada ao rei e ao primeiro ministro do país vizinho seria certamente repressiva e não compreensiva como está a acontecer.
Muito bem
ResponderEliminarE vão dois
ResponderEliminarFantochada.
ResponderEliminarConferências e debates que não mudam nada na vida diária dos tribunais.
O que se vê no dia a dia é maus trabalho, mais responsabilidades e menis dinheiro.
Profissão de porcaria.
Fujam
Profission de merde
ResponderEliminarComo se diz em França.
(...)E com isso queremos referenciar que o umbiguismo não permite ter noção dos limites e das atribuições dos demais, permitindo tal cegueira construir um mundo ilusório com atribuições alheias, que se pretendem usurpar, assim se enganando quase toda a gente.(...)
ResponderEliminarVejam a conferência e, depois, podem criticar.
ResponderEliminarhttps://sfjudiciais-my.sharepoint.com/:v:/g/personal/jprodrigues_sfj_pt/EdUooO-4ni9HgahTwxNGd5ABRPKMoY_XiQkXcDFphqTG6w?e=1NkguD&nav=eyJyZWZlcnJhbEluZm8iOnsicmVmZXJyYWxBcHAiOiJTdHJlYW1XZWJBcHAiLCJyZWZlcnJhbFZpZXciOiJTaGFyZURpYWxvZy1MaW5rIiwicmVmZXJyYWxBcHBQbGF0Zm9ybSI6IldlYiIsInJlZmVycmFsTW9kZSI6InZpZXcifX0%3D
Não vale a pena .
ResponderEliminarSalvo raras exceções, não existe por aqui discernimento nem literacia para qualquer tipo de critica construtiva.
Quando tentam puxar pela mioleira, em desespero avançam para o bota a baixo, só dizendo mer.....
A única ideia que lhes vem à cabeça é grau 3 e dinheiro.
Discutir ideias e soluções para lá chegar e demonstrar que o merecemos , é perda de tempo e coisa de intelectual.
Cambada de burros!
Mas a senhora é uma intelectual, quiçá Doutora Oficial de Justiça e essa é a nossa sorte, tem gente como vossa excelência acima de nós, reles oficiais de justiça, ignorantes. Mas senhora doutora oficial de justiça, não acha que sendo de depreciar o nosso desconhecimento, também deveria ser depreciado o dinheiro de quotas com que se lambuza às mesas das conferências?
ResponderEliminarSalve- se a mioleira de V Excia., a única com discernimento e literacia no meio de 99,9% de uma cambada de burros! Fico sempre estupefacto como há tão grandes cabeças nos tribunais e se sujeitam a receber uns 2000 euritos se tanto e a não passarem de administrativos toda a vida! Mas acho que já percebi: tal como o Marçal, são superiores a mesquinhices e só se preocupam com questões metafisicas...
ResponderEliminarAfinal, alguém me pode dizer, como oficial de justiça, o que na prática têm essas conferências?
ResponderEliminarE porque não são divulgadas?
Servem para preencher os quadros que faltam nas secretarias judiciais?
Servem para fazer as autuacoes dos milhares de inquéritos por autuar?
Ou para juntar is milhares de papéis?
Ou para ver e cudar dis milhões de oficiosidades para verificar?
Ou será que os dinheiros do PRR estão aqui a financiar?
Esclareçam se têm coragem!
ResponderEliminarE o que é feito do encontro de Fátima?
Alguém divulgou?
Maus um segredo dos santos?
Servirá ou serviu quem?
Amanha cota abaixo.
A corte tem que te seguir, o rei, deles, que não meu.
ResponderEliminarPor isso entreguei cartão.
ResponderEliminarSe estavas bem porque vieste para isto?
ResponderEliminarSe estavas satisfeito com esse trabalho pir objectivos em equipa porque saiste?
As seitas não esclarecem nada.
ResponderEliminarE até fazem acordos à pressa, escritis de véspera de reuniões com a tutela.
Que nome tem isso?
Como vocês há muitos, falta de brio, a arrastarem-se pelas secretarias, acomodados e a dizer mal de tudo, mas sempre a reclamar direitos a um nível de exigência bem lá no alto.
ResponderEliminarPois é, são aquilo que chama de "administrativos", nada mandam e decidem, e vários mandam neles, tudo por uns euritos.
ResponderEliminarSó não percebo porque os restantes se comem vivos uns aos outros para lá chegar, com ações nos tribunais atrás umas das outras nos últimos 20 anos.
És tão falso!
Profession de mierda.
ResponderEliminarComo se diz em Espanha.
Ainda bem que há muitos!!
ResponderEliminarFicaria muito aborrecido se fosse único a pensar e a sofrer desta maneira.
Mas alguém falou em falta de brio ou que se anda a arrastar?!
Fique sabendo que farto-me de trabalhar e dou todos os dias o máximo!!
Se estou satisfeito? Claro não que não. Por isso é que me queixo!
Leia bem as palavras!!
Acomodado deve estar VExa ...
Para o das 19.27
ResponderEliminarCheiras a mofo, chefezinho.
Estás na secretaria para fazer estatustica e viver à custa de quem dá duro e explorado.
Teu paleio não engana.
Não te arrastas porque tens quem faça por ti.
Porque não vais a página do facebook dizer isso mesmo?
ResponderEliminarForça, enche o peito e vai em frente, não te escondas aqui.
Vais ver que aparecem lá muitos a apoiar te.💪
Ui
ResponderEliminarQue medo de ir ao facebook.
És meu ou minha apoiante é?
Não preciso de apoiantes.
Basta-me dizer as verdades aqui de peito bem cheio.
Engole que te custa nenos a digerir.
Seitas mesmo.
ResponderEliminarMaçonaria anda metida nas conferências?
Porque era a contrato precário que não foi renovado, obviamente, por forma a não ser integrado nos quadros.
ResponderEliminarMas já não faltará muito para me ir embora daqui, aquela experiência já foi há mais de 30 anos.
A proclamação de que só a carneirada alinhada é que trabalha e de que os que lutam pelo que lhes é devido não têm brio.
ResponderEliminarOs mesmos únicos que gostavam de trabalhar no estado novo e tinham que dar duro a combater os parasitas que só queriam boa vida.
Bafio.
Demonstrar que o merecemos?
ResponderEliminarHá necessidade disso?
Só pode falar assim quem desconheça a realidade e o grau de exigência das funções, em todas as categorias, dum oficial de justiça.
Suscita à evidência a dúvida sobre se pertencerá realmente à classe...
O SFJ deve € 300 mensais a cada um dos OJ!
ResponderEliminar300 paus por mês|