Depois dos escalões congelados temos hoje os escalões estacionados

      Mais de nove anos de congelamento das progressões na carreira fizeram com que os Oficiais de Justiça perdessem muito dinheiro em vencimentos, ficando mais de três escalões atrasados, em termos remuneratórios.


      Mais tarde, houve a compensação dos dois anos e pico, a partir de 2019, que contribuiu para a recuperação de quase um escalão, mas não da integralidade dos três congelados.


      Como se isso não fosse suficiente, a idade para a aposentação saltou, de um momento para o outro, dos 55 possíveis para os 66 anos e pico; mais de 11 anos.


      Ou seja, foram 9 anos para trás, pelo congelamento, e mais 11 anos empurrados para a frente.


      Com uns escalões desenhados em 1999, contando com aquela realidade, temos hoje imensos Oficiais de Justiça que atingiram, já desde há mais de uma década o último escalão das suas categorias e aí estão estacionados, nesta nova modalidade de congelamento em que o seu vencimento não ata nem desata, porque ali está estacionado, porque nunca se reformulou a tabela de vencimentos em, pelo menos, 3 escalões.


      Quer isto dizer que os Oficiais de Justiça, com esta situação, foram, e estão a ser, triplamente penalizados, a saber: (1) a perda remuneratória com o congelamento de mais de 9 anos, (2) o aumento da idade da aposentação em mais de 11 anos e (3) o estacionamento no último escalão sem mais nenhuma valorização do vencimento.


      Por tudo isto, é mais do que justo e é mais do que urgente, atribuir novos escalões a quem está estacionado há muitos anos e ainda compensar quem esteve tantos anos congelado com tamanha perda remuneratória.


      Neste sentido, o PCP, como ontem aqui divulgamos, e o Bloco de Esquerda, sobre o qual hoje nos debruçamos, apresentaram propostas para introduzir alterações na Lei do Orçamento de Estado para 2025, numa relevante valorização salarial dos Oficiais de Justiça relacionada com a progressão nos escalões, corrigindo a anomalia do congelamento e do estacionamento.


      Os dois partidos propõem o mesmo: o avanço de dois escalões para todos os Oficiais de Justiça, sendo três para aqueles que estão estacionados no último escalão há mais de cinco anos.


      Como é evidente, se os estacionados há mais de 5 anos progrediriam 3 escalões, os que estão há menos de 5 anos, progrediriam como os demais, os tais dois escalões aplicados a todos.


      Para acomodar estas progressões propõe-se a criação de “novas posições remuneratórias virtuais em cada categoria, subsequentes às últimas posições existentes na atual tabela salarial, de acordo com as regras definidas no DL. 343/99, de 26 de agosto, e na Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, por referência à TRU”, como se pode ler nas propostas apresentadas.


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      Estas duas propostas são muito importantes, ambas indicam que devem ser implementadas com validade a 01 de janeiro de 2025, e, caso sejam aprovadas, constituirão um bom começo de um saudável entendimento com o Governo, para uma efetiva valorização da carreira, porque todos devem ter em mente o seguinte: o valor do vencimento que será pago no dia de amanhã (21NOV) a todos os Oficiais de Justiça é o valor que todos deveriam auferir mensalmente e isto não é nenhum exagero, senão vejamos:


      Em 1999, data do atual Estatuto EFJ, um Oficial de Justiça “Auxiliar” (Escriturário, como se denominava na altura) auferia 159.500$00 Escudos no primeiro escalão, e o salário mínimo nacional era de 61.300$00 Escudos, isto é, o vencimento representava bem mais do dobro do salário mínimo nacional, já bem a caminho de representar quase o triplo de um salário mínimo.


      Meia dúzia de anos depois, em 2005, já em euros, um “Auxiliar” auferia 919,76 e o salário mínimo era de 374,70, isto é, a diferença continuava a ser mais do dobro, embora a diferença já começasse a diminuir.


      Atualmente o ordenado mínimo é de 820,00 euros e, por exemplo, para manter a proporção de 2005, deveríamos ter de o multiplicar por cerca de 2,45, isto é, o vencimento deveria ser de cerca de 2000 euros, à entrada (1º escalão), porque esta diferença já existiu de facto e com esta diferença para o ordenado mínimo, não havia falta de Oficiais de Justiça em lado nenhum.


      Exatamente, não bastam os 3,5% acrescidos sobre os 10%, é necessário descongelar as progressões, que furtaram a progressão dos vencimentos, e a contribuíram para o empobrecimento dos Oficiais de Justiça; é necessário desestacionar quem está encostado no fundo da tabela, é necessário reformular tudo e fazê-lo sem mais, porque sim, com a única motivação de que tudo está atrasado, com décadas de atraso, sem nenhuma necessidade de inventar funções mirabolantes que possam justificar o reajuste dos salários.


      A valorização salarial não carece da criação de complexas construções teóricas utópicas, porque o atraso de décadas é tão flagrante que apenas carece de urgência, nada mais.


      E terminamos com a reprodução da motivação apresentada na proposta do Bloco de Esquerda para a sua proposta de avanço nos escalões, diz assim:


      «A falta de revisão da carreira tem impedido as progressões dos Oficiais de Justiça, havendo casos de profissionais que há 20 anos que não progridem.


      Os baixos salários, a falta de progressão e de revisão das carreiras têm contribuído para a falta de atratividade da carreira e para as dificuldades de retenção destes profissionais.


      Independentemente da necessária revisão, é fundamental começar, sem mais, a corrigir esta injustiça, pelo que se propõe a progressão de duas posições remuneratórias a todos os Oficiais de Justiça e de três para os que se encontram na mesma posição remuneratória há mais de cinco anos.»


      E esta proposta, também divulgada pelo SOJ, é comentada por este sindicato da seguinte forma:


      «O SOJ considera essencial, e isso mesmo informou aos Grupos Parlamentares, entre outras, três medidas prioritárias: a revisão da Tabela Salarial; o pagamento do suplemento em 14 meses e integração no vencimento; e uma alteração ao regime de aposentação. 


      A revisão do Estatuto é estruturante, e sempre assim o entendemos, mas há medidas que já deveriam ter avançado.


      A proposta apresentada pelo BE é, na essência, idêntica a uma outra proposta (apresentada pelo PCP) e que demonstra que é possível alterar a tabela salarial, antes de aprovar o Estatuto.


      Contudo, há uma narrativa que insiste em fazer crer que isso é impossível... seguramente que é impossível para quem está sempre do lado dos governos.», lê-se na nota do SOJ.


MoedasSentado.jpg


      Fonte: “SOJ-Info”.

Comentários

  1. Vamos ver a coragem, ou falta dela, do PNS, em quem votei, mas muito me tem desiludido.
    Penso que os votos dos partidos da esquerda e do chega estarão garantidos. Falta o do PS, que cada vez mais se confunde com calculismo e opacidade.
    A ver iremos, mas não acredito, por já não acreditar no PNS

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  2. Cidadão 722620/11/24 08:35

    Bom dia.
    Sou um Cidadão 7226.
    Autómato androidizado da Série Original Oficial de Justiça 7226.
    Confesso que ainda não li o artigo de hoje do Blogue, mas só pelo título já me pareceu interessante.
    Seja como for, só vos queria dizer que, na tentativa de cumprir os desígnios do filósofo, mais uma vez estou aderindo e cumprindo um dia de greve do SOJ, começando logo pela manhã, que antes era do SFJ.

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  3. Ovelha Incolor20/11/24 08:57

    Só falta a proposta para acabar com as listas de antiguidade por categoria.
    Também consubstancia injustiça assumir responsabilidades só porque se está há mais tempo na categoria quando há colegas que ganham por 2 ou mesmo 3 escalões acima mas que constam da lista de antiguidade depois porque têm menos anos de serviço na categoria, mas ganham bem mais.

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  4. Sr. Articulista, recupero agora uma questão, que me parece ainda vir a propósito, a qual dirimimos - pacificamente - há 3 ou 4 dias atrás:
    Foi no pretérito dia 8 do corrente que eu num comentário aludi ao aumento dos escalões, sendo que me recordo vagamente de que não terá sido a primeira vez que o fiz aqui no blogue, tendo recebido a resposta que também se transcreve:

    "...Quanto à recuperação do grosso do tempo de serviço congelado às restantes carreiras especiais que não a dos professores, a questão é muito simples:
    Quem de direito, percebeu que as restantes carreiras são muito mais curtas em termos de escalões, quiçá em grande medida decorrentemente de que quando foram idealizadas tinham uma idade de reforma também mais reduzida, pelo que a devolução dos 7 anos iria implicar ou a criação de pelo menos mais dois novos escalões ou a compensação de alguma forma a quem já não tem possibilidade de progredir atualmente mais nenhum escalão.
    E como a verdadeira administração da justiça, que seria realizá-la efetivamente, não é propriamente o forte desta nação, será fácil adivinhar o desfecho deste movimento reivindicativo, o qual aposto que até contaria com a oposição dos que já não podem progredir caso fosse aventada a remota possibilidade de serem descongelados os que ainda tivessem margem e para eles não houvesse qualquer tipo de compensação."


    E houve alguém, a 08.11.2024 às 11:19, que respondeu isto:

    "Põe a cerveja no congelador e vai fazer amor ... mas não demores, porque senão "puf..." explode.

    Congelação para a frente e descongelação para trás - tem sido esta a nossa vida nos últimos tempos.

    E que tal discutir o que importa, que é o futuro pois o que passou passou ..."

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  5. Apesar do quadro acima descrito, ainda há colegas filiados no Sindicato e a descontar as quotas no seu vencimento todos os meses.
    Felizmente desvinculei-me há mais de 10 anos e não me arrependo.

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  6. E vão dois.

    Greve enquanto a roubalheira se mantiver.

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  7. Eu também deixei de pagar quotas.
    Acordos de papo secos e congeminados de véspera? não não podia aceitar!

    Continuem a pagar.

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  8. Já não acredito em nada.

    Salario cada vez menor.
    Cada vez mais exigências.
    Quadros reduzidos para o volume de serviço.
    Levar pontapés.

    Pagar para ser escravo?

    Não!
    Mínimo dos mínimos e greve e baixas enquanto puder!
    Contra a roubalheira e desconsideração.
    Temos pena!
    Mas governantes e administrações não têm ena, estão-se a lixar.

    Amor se paga!

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  9. O dissidente20/11/24 09:54

    Bom dia

    Vamos ter calma que decisões só para depois do natal.
    O importante agora é ter saúde para usufruirmos das festas natalícias.
    Esqueçam os problemas que a partir de agora é só paz e amor no mundo.
    Por ultimo, não se esqueçam de ir ao circo de natal. Afinal, as boas tradições são para se manterem.

    Saudações sindicais e juntos somos mais fortes.

    Abraço

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  10. Bom dia,

    A resposta a que o Colega alude foi da minha autoria.
    Porque parece não ter percebido o pretendido vou esclarecer: enquanto andamos entretidos a discutir questões do passado (e que é importante discutir, não digo o contrário, como é o caso das recuperações do tempo de serviço) esquecemo-nos do que está a acontecer no presente (ou o que devia de acontecer e não acontece) que é não a valorização e a não requalificação dos serviços.

    Quando a carreira foi revista, ali por 1999, tinha como pano de fundo um sistema judiciário muito diferente, na anterior estrutura judiciária haviam quadros legais fixos e os lugares de chefia, aos quais todos poderíamos almejar, eram em número bem maior (veja-se os lugares de secretários, de escrivães de direito ou técnicos principais).
    Se conjugarmos esta realidade com a possibilidade de aposentação aos 57 anos de idade (desde que se tivesse 36 de serviço), fácil é de perceber que, caso fosse efetivamente respeitado, o estatuto era adequado.

    Na época era sem dúvida um estatuto adequado à realidade judiciária, todavia, hoje decididamente já não o é!

    A par da metamorfose do sistema judiciário, com quadros flexíveis por comarca agora mais alargada e sem correspondência ao município, perderam-se lugares de chefia em todos os patamares e, por outro lado, como refere o texto de hoje o sr. Sócrates atirou cerca de dez anos para a frente a idade da reforma e, a acrescer, em 2005 e 2010, congelaram os escalões (foi a 30 de Agosto de 2005 que o primeiro governo de José Sócrates suspendeu, a pretexto de uma reestruturação das carreiras, a progressão nos escalões). Depois veio a troika e o governo da AD que continuou com a medida - já depois da reestruturação das carreiras em 2009.

    Hoje, como disse a realidade é bem diferente, e constata-se amiúde que o regime de substituições impera, conjugado com as acumulações, é agora a regra nos tribunais - muitas das vezes pouco transparentes e com pessoas "empurradas" para um cargo para o qual não estão nem foram devidamente preparados, o que provoca inúmeras disfuncionalidades nos serviços.

    É aberrante o que se está a passar, já ninguém fala do problema do concurso com os secretários e, tendo sido providos a adjuntos, já ninguém se preocupa com a falta, nos sucessivos movimentos, de provimento nos cargos de escrivão e técnico principal.

    Preocupam-se, antes de mais, com o "descongelamento ", mas se se preocupassem com o desbloqueio do nosso estatuto estávamos bem melhor (referir que, presentemente, eu estou no 3º escalão de adjunto, por isso, sairia beneficiário com o referido desbloqueio).

    Vou dar um exemplo - nas Conservatórias, apesar de muita resistência, os funcionários viram a sua carreira revista e o estatuto remuneratório também, de tal sorte que, sendo agora unicategorial (apenas existe um regime específico para o Oficial de Registos Especialista) têm uma infinidade de escalões para progredirem, com saltos mais quantitativos e, apesar de sujeitos ao SIADAP, viram recentemente um incremento com saltos no nível remuneratório (houve funcionários que deram de uma vez dois saltos, por isso bem maiores que um escalão ao fim de 3 anos).

    Por cá, nos tribunais, se porventura tudo ficasse como está (falo do estatuto) e apenas se acelerasse a progressão em 1 ou mais escalões, com a criação de escalões virtuais (porque para além da tabela em vigor) para compensar a perda de quem está no último escalão só adiava a questão por mais alguns anos, pois que continuando a não haver promoções a cargos de chefia e mantendo-se a carreira como está não responderia às expetativas que foram criadas a quem ingressou há mais de 25 anos.


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  11. (cont)
    Admito que o que propõe possa servir a quem está comodamente num serviço perto de casa e sem maiores expetativas de carreira, mas a carreira tem de premiar quem, cumprindo com os seus deveres, possa almejar ir mais longe do que ficar-se pela base e são precisas pessoas competentes para esses lugares que não devem ser providos com pendor pela antiguidade de quem lá está, mas acima de tudo pela prova da competência para o exercício de funções de maior responsabilidade.

    O colega quer "dinheiro", eu também quero, mas quero mais ainda, quero um "futuro" na carreira, não quero ser como um varredor de lixo, e ficar anos na mesma rua a limpar as folhas no outono, a desentupir as sargentas no inverto e a transpirar com a apanha do lixo no verão ou as alergias na primavera.

    Quero um futuro!

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  12. Guarda a paranóia e teorias da conspiração para ti e vai ao médico.
    Os outros não têm a culpa do teu problema, nem têm que te aturar com tentativas de lavagem cerebral.

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  13. Nota ao comentário das 09:21 - nenhum dos comentários-resposta que cita é da nossa autoria.

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  14. Ainda a propósito, vou dizer-lhe o que defendo:

    - carreia única (deixa de haver judicial e do MP);
    - uma única categoria (unicategorial);
    - cargos de chefia por áreas de intervenção (cível , crime(inquéritos/julgamentos), família e menores, laboral, comércio, execuções, etc.);
    - esses cargos (de chefia) deveriam ser preenchidos por pessoas com experiência (mínimo 10 anos), com aprovação em prova específica, e formação superior (licenciatura em Direito);
    - transitoriamente, durante 10 anos (atendendo à média de idades) os referidos cargos poderiam ser ocupados por funcionários sem curso superior mas habilitados em prova específica;
    - tabela remuneratória única semelhante - senão igual - à dos Oficiais de Registo (não é preciso inventar a roda) com o mesmo regime transitório (refiro-me aos escalões/níveis de posicionamento);
    - reformulação da avaliação (eventualmente, com a adaptação das regras do SIADAP, no que respeita aos objetivos do serviço e os individuais);
    - reformulação dos mapas de quadro de pessoal (revisão dos critérios estabelecidos nas Portarias aplicáveis, com a definição de hierarquias na gestão dos recursos);
    - regime específico de mobilidade (alteração das atuais regras de recolocação) com compensação ao funcionário (nas situações de manifesto interesse para o serviço mesmo que sem prejuízo para o funcionário - o que evitaria o recurso arbitrário a este instrumento);
    - atribuição de maior autonomia e competência aos funcionários (desde que habilitados em curso próprio) em cargos específicos (de chefia ou coordenação da unidade onde se integra).

    Resumindo: carreira plana, com vários níveis para progressão (mantendo-se a regra dos 3 ou alargada até para 5 anos desde que compensada no nível correspondente ao salto) e cargos de chefia assegurados por pessoas mais qualificadas e melhor preparadas - diminuindo o peso da antiguidade que atualmente se lhe dá.

    Podem discordar mas é o que penso desde que entrei para os tribunais e nomeadamente desde 2014.

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  15. (cont)
    Insisto: "não quero ser como um varredor de lixo, e ficar anos na mesma rua a limpar as folhas no outono, a desentupir as sargetas no inverno e a transpirar com a apanha do lixo no verão ou a fungar com as alergias na primavera."

    Quero um futuro!

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  16. Andamos sempre a falar de dinheiro. Quando é que percebemos que o que importa são as funções, sermos reconhecidos pelas licenciaturas, já repararam que temos de tratar todos os outros por doutores? Será que não era mais vantajoso para nós sermos também tratados por doutores? Penso que devemos refletir sobre isso. O Marçal esteve bem no parlamento e colocou o dedo na ferida quando referiu que a questão só ser resolve pagando mais e deu o exemplo dos que foram colocados em destacamento em Cascais e Sintra. Estavam a ganhar mais 1.000 euros, mas isso serviu? Não, não serviu e aí o Marçal foi assertivo, mas a maioria só quer falar do dinheiro, como se fossemos mercenários. Não, nós não somos mercenários e por isso temos de pensar nas funções e deixar para trás essa ladainha do dinheiro.

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  17. Eu também queria muita coisa.

    30 anos de inércia total!
    Deixaram passar todas as alterações legislativas contra nós e nada bateram o pé!


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  18. Ok, colega.
    Considere-se contextualizado.
    E também subscrevo grande parte do que escreve e tem escrito.
    Infelizmente já só tenho a reforma no horizonte, pois fiquei demasiado azedo e continuo a azedar para desejar ter algum futuro, para mim, nos tribunais.
    Sem prejuízo de apoiar todos os que, tal como o colega preconiza, almejam uma mudança que lhes permita uma adequada valorização de carreira.

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  19. Para a 20.11.2024 às 10:12

    Paranoia?
    Gostas de papo secos em vez de bife?
    E gostas de acordos cozinhados de véspera? ela calada da noite?

    Aí tens o resultado.
    Cego é o que és, muito pior que ser paranoico.
    E se não gostas engole que te custa menos.

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  20. Deves querer um futuro e já agora trabalhar das 9 às 17, em vez de escreveres longos textos confusos e incoerentes na hora de trabalho.😡

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  21. Pois não.
    Foi comentário meu, do comentador de hoje das 09:21, e resposta naquele dia do colega que já hoje me respondeu também logo de seguida.

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  22. ehehe

    Se não for por dinheiro não me levanto para vir para esta porcaria de profissão, meu caro.

    Se o dinheiro não te interessa, trabalha de borla ou por um prato de arroz como na china.

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  23. Muito se dá aqui so badalo em horário de trabalho e os outros a trabalhar por eles.

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  24. Comentador das 09:2120/11/24 10:31

    Respeito.

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  25. Príncipe dos Pacíficos20/11/24 10:34

    Isso.
    Leiam os votos no recibo de vencimento.

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  26. Para o comentário das 10:14 algumas ideias são pertinentes contudo na parte da fusão da carreira do MP com o judicial... não será possível..


    Basta você consultar os diversos pareceres do conselho superior de magistratura entre outros, todos defendem o mesmo

    Mete em causa o estado de direito e a independência do ministério público...

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  27. Rei dos Oficiais de Justiça20/11/24 10:38

    Na qualidade de rei venho desejar a todos um bom natal e feliz ano novo.

    Neste período de paz, esqueçam os aumentos, esqueçam a perda de competências que foram sonegadas.
    Esqueçam que o SFJ agora ainda teve mais uma ideia brilhante para entregar as regulações parentais á segurança social..

    Agora nesta data de paz alegria e felicidade.... não importa o vosso salário, nem greves nem.nada...

    Agora o que é importante é a paz entre todos..mesmo que não tenham.dinheiro para comprar o bacalhau...

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  28. Açougue da Carneirada20/11/24 10:38

    E eu hoje nem me consegui levantar porque acordei a pensar no milhares que este país já me comeu.

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  29. Rei dos Citotes20/11/24 10:42

    Quando estou em luta passo aqui o dia, quando estou a trabalhar, em regra, comento na hora do almoço ou pela manhã imediatamente antes das 9 ou nos primeiros minutos seguintes, enquanto todos os outros vão tomar café.
    Sabe se há mais oficiais de justiça assim?

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  30. Rei dos Citotes20/11/24 10:49

    Isto é:
    Imagine que todos os oficiais de justiça que até agora aqui comentaram estão a cumprir este dia de greve.
    Em que posição é que ficaria, sendo oficial de justiça, em relação ao seu próprio comentário?

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  31. Sei que o Sr. Articulista tem mais que fazer, designadamente controlar aqui as discussões no blogue e que não é fácil, para se lembrar do que é que eu estaria a falar, por isso recupero o assunto a que me referia, só para esclarecimento:

    De Anónimo a 17.11.2024 às 15:15

    De oficialdejustica a 17.11.2024 às 20:53
    O Sr. Comentador das 15:15 tem de reformular os seus conceitos sobre a carreira, evoluindo para um patamar que o retire da ignorância em que se encontra, atendendo ao desconhecimento de três fatores essenciais, a saber:

    -1- A circunstância de o descongelamento daqueles anos não lhe aportar nenhum benefício pessoal, não significa que não possa beneficiar outros colegas Oficiais de Justiça e, porque o mundo não tem centro de gravidade em si próprio e no seu umbigo, o interesse dos outros não é desprezível nem pode ser desprezado.

    -2- Ainda que o descongelamento só servisse a um único Oficial de Justiça e a mais ninguém, ainda assim, seria um ato de justiça que deve ser alcançado e não desprezado por interesses pessoais, isto é, ninguém pode dizer que "Estou a borrifar-me para isso, porque a mim nada me beneficia", porque se trata de uma questão de justiça quando o Governo concede a outros aquilo que nega aos Oficiais de Justiça. A justiça vale por si só, independentemente da quantidade.

    -3- A negociação do tempo congelado pode perfeitamente ter em conta os casos em que os Oficiais de Justiça já estão no último escalão ou mesmo quase lá e não beneficiem na totalidade do descongelamento, criando escalões suplementares, de facto ou virtuais, aliás, como há muito é consensual entre os Oficiais de Justiça, uma vez que este percurso atual estava pensado para uma aposentação ali por volta dos 55 anos de idade e não quase aos 67 anos, como passou a ser. Este mesmo conceito de alargamento dos escalões faz até parte de uma proposta de alteração à Lei do Orçamento de Estado que está atualmente em discussão, apresentada por um Grupo Parlamentar e é assunto que vai ser discutido já esta semana na AR.

    Por tudo isto, mesmo aqueles que acham que isto não lhes interessa para nada, dizem-no apenas por total ignorância da carreira e do estado atual da mesma, concentrando, infelizmente, toda a sua atenção no seu umbigo e desprezando todos os seus colegas. É esta atitude umbiguista que tem contribuído para a desgraça de todos, não só porque muitos assim pensam, mas também porque outros tantos assim são intoxicados.

    De Comentador das 15:15 a 18.11.2024 às 00:59

    Nota: Omiti os meus comentários porque não revestirão interesse para o assunto aqui em apreço, cujo escopo é meramente situar o Sr. Articulista.
    Quem quiser e tiver curiosidade sempre pode ir lá espreitar.

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  32. Apreciei o sarcasmo...

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  33. José Fonseca20/11/24 11:15

    Propor retirar essas funções dos tribunais foi um bom contributo para se refletir sobre as causas da morosidade. Se fosse um juiz a propor isso todos estariam a elogiar e a discutir a questão, mas como foi um oficial de justiça criticam. Felizmente que não sendo o colega Marçal consensual entre pares, é bastante reconhecido pelas magistraturas, advogados e até pelo poder político. Isso causa invejas, causa, mas os cães ladram e a caravana avança. Foi um boa proposta e já sabemos será acolhida em breve.

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  34. Ao contrário das outras citações, agora, sim, acertou, essa é mesmo resposta da nossa autoria.
    Quanto à verificação dos comentários, todos são revistos, pela co-responsabilidade da sua manutenção, motivo pelo qual alguns têm de ser suprimidos.

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  35. Nos tempos que correm, juntar as carreiras do Judicial e do MP é de quem não percebe um Boi disto.

    Nem vale a pena tentar explicar....

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  36. Rei dos Oficiais de Justiça20/11/24 12:32

    Pois isso é bonito se ele trabalha -se na política da justiça....ou seja tirar tudo dos tribunais e distribuir por todos os bichos...

    Até ao ponto dos oficiais de justiça ficarem desprovidos de funções...

    O seu comentário é superficial e denota que não sabe o conteúdo funcional dos oficiais de justiça e sua problemática...

    Recordo o senhor, que não gosta de ler nem estudar, que os ofíciais de justiça nos últimos 20 anos tem sido desprovidos de funções, e as outras classes agradecem.

    Perdemos as execuções, os despejos, divórcio de mútuo consentimento, notificação judicial avulsa, citações, sucessões, prestação de fato....etc

    Ainda quer perder mais?? Em prol de ter o trabalho em dia...

    Pois é mas você esquece que trabalha na justiça que o cidadão comum tem que estar protegido.... então é o que acontece nomeadamente nas execuções...onde o executado está refém dos conluios entre o exequente e o agente de execução...

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  37. "reconhecido pelas magistraturas, advogados e poder político"??? Só pode estar a gozar ou achar que somos um bando de parvos. Nos últimos 20 e tal anos temos visto muito reconhecimento. Anda por aqui cada encomenda.

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  38. Quanto à origem, ainda, do azedume:
    Imagine que era uma pessoa promovida em 2023 com Muito Bom, eu também fui promovido com a mesma classificação, mas em 2010, no Natal de 2023 olhei para o lado e vi a sua folha de vencimento igual à minha, com menos 13 anos de serviço na categoria e menos 4 anos de serviço na globalidade.
    O que é que pensaria no meu lugar quanto ao futuro olhando à experiência do passado?
    Iria, por exemplo, empenhar-se em tirar uma licenciatura para dois ou três anos depois de terminar o curso ir para a reforma, depois de saber por experiência própria que não interessa nada progredir e querer procurar um futuro promissor quando no nosso ministério esbarramos constantemente com formas de tratamento completamente aleatórias e arbitrárias sem o mínimo respeito pelo esforço dos colaboradores, sendo que no meu caso até ganharia mais em finais de dezembro de 2023 caso nunca tivesse concorrido para a promoção?

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  39. Não explique pois eu pertenci às duas carreiras e não preciso que me expliquem o que por ali se faz, desde o DIAP ao JIC ou Central Cível ou Criminal.

    E como é óbvio, tal como nas conservatórias se tem a área do registo civil, predial, comercial, automóvel, etc, também pelos tribunais se pode fazer a mesma coisa.

    Há todavia quem receie esta alteração por temer desempenhar funções noutro serviço mais carente, esquecendo de questões casos deve ser respeitada a especialização.

    Eu compreendo-o mas discordo completamente.

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  40. Caça-Falácias20/11/24 13:28

    Está certo, qual é a sua dúvida?
    Reconhecido como o mais amestrável.

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  41. Citação: "... esforço dos colaboradores..."

    Os colaboradores não se esforçam, colaboram voluntariamente. Já os trabalhadores, sim, esses desenvolvem trabalho esforçado.
    Será confusão? Será que chamou colaborador a quem trabalha? É que é erro. As leis do trabalho, todas, em nenhum local usam a estúpida designação de colaborador para designar um trabalhador, pelo que a designação é, não só errada, como completamente falsa e ainda insultuosa para quem trabalha.

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  42. Gajo do Vinho20/11/24 13:40

    Boa tarde.
    Vinha aqui apelar ao Carlos Almeida - não digo Doutor porque quando ele vai ao meu tribuneco de província também não o trato assim, e ele já lá passou algumas vezes nos últimos anos, para contradizer algumas pessoas que aqui costumam acusá-lo de não sair de Lisboa -, dizia, apelava ao SOJ para que criasse ao menos um fundo de garrafita para os dias de greve, pois sempre que faço alguma, e faço mesmo muitas greves, costumo consumir uma garrafita extra.
    Fica a sugestão.
    Bom almoço - ainda tenho que ir fazê-lo - mas primeiro abro a garrafa!

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  43. Gajo do Vinho20/11/24 13:42

    Já tenho os neurónios todos queimados...
    Esqueci-me de referir que estou em greve também muito em parte pelos motivos do artigo de hoje aqui do Blogue.

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  44. Compreendo-o.
    Mas digo-lhe que comigo foi bem pior.
    Explico.
    Fui promovido a adjunto em abril de 2019, fora de casa, a centenas de quilómetros. Pulei de serviço até conseguir vir para perto. Entretanto, para poder estar perto de casa aceitei uma recolocação no respetivo município, vizinho e limítrofe de onde estava colocado, ao mesmo tempo, nesse núcleo foram promovidos vários colegas a adjuntos e, dois deles, assumiram logo as funções de chefia na secção (escrivães de direito em regime de substituição).

    Agora veja, não só passaram a ganhar o mesmo que eu, porque ingressaram logo no mesmo escalão, como, ainda, foram promovidos a categoria superior, em regime de substituição (com vencimento melhorado).

    A acrescer, veja o colega que me propus ao curso de escrivão, técnico principal e secretario, com obtenção de aprovação e notação de mérito coisa que estes colegas não fizeram, uns porque não puderam outros por opção.

    É gritante mas é situação recorrente nos tribunais.

    Tudo isto é uma "valente bosta".

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  45. Concordo plenamente com o Sr. Articulista.
    Por isso estava a ser mordaz quando utilizei essa expressão, tão do agrado da DGAJ para se nos referir, a mim não, que tal como o Sr. Articulista não o admito, mas à carneirada em geral que os bajula, entre a qual, desafortunadamente, se contam alguns, bastantes, oficiais de justiça.

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  46. É isso tudo ... admiro-me como conseguiu perceber ... deve ser sobredotado.

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  47. Resposta: Anónimo a 20.11.2024 às 11:01

    Por vezes tem de se ter quatro estômagos e a agilidade de uma "Cabra Montêz" para digerir o que se escreve por aqui.

    Se percebeu bem o que escrevi, e não creio que não tivesse percebido - terá apenas feito desentendido para poder escrever como escreve - concluirá que, como eu disse, apesar de não se menosprezar o assunto (do descongelamento) é preciso algo bem maior, que é a revisão da carreira e, nessa revisão, saiba que podemos desde logo corrigir esse descongelamento fazendo avançar, na correspondência na nova tabela remuneratória, os níveis que se entenderem adequados.

    Tal desiderato, a conseguir-se, arrumaria duas ou mais questões de uma só vez: o dito descongelamento, a requalificação dos serviços, a sua reorganização, as promoções, o desenho do quadro de competências mais adequado à realidade atual e futura além de muitas outras virtudes.

    O que o Colega demanda da tutela é, apenas e só, mais dinheiro em cima de um problema que é bem maior que isso - é o envelhecimento, a perda de rendimento e produtividade, a ineficiência dos - de alguns - serviços, a falta de motivação e de expetativas de carreira, entre muito mais que fica por dizer apenas por economia de tempo.

    O Colega, peço-lhe desculpa, tem um campo de visão (a este nível, do da carreira) muito curto, talvez por apenas conhecer a realidade dos tribunais, eu conheço a dos polícias, profissionais de saúde, das conservatórias, dos trabalhadores dos impostos e dos professores para além de ter trabalhado no setor privado, desde a restauração a gabinete de projetos e empresa de instalações elétricas e climatização, e servente da construção civil (que foi o serviço que me deu mais prazer e de que mais me orgulho por ter conhecido pessoas fantásticas).

    Não pretendo ser como um indigente na rua a pedir esmolas - mais uns trocos para pagar uns papos secos - peço apenas a oportunidade que me foi prometida quando iniciei funções, de fazer carreira!

    Bem haja!

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  48. Assertivo como sempre |

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  49. Ó senhor "Zé Checa", estarei enganado ou faz parte do grupo dos amigos do "elogio mútuo", onde por não se perceber nada do que é falado se associam uns a outros, numa espécie de tentativa de "rotulagem por aproximação" - assim como assim uns dizem bem dos outros para que estes digam bem de si e mesmo que se seja o mais estúpido à face da terra vivem num logro, acreditando que realmente são realmente seres muito especiais, de engenho tão raro que sobressaem no pensamento.

    Apenas dizer que é por estas e outras razões, por se pensar muito pequeno e se viver de aparências, que estamos como estamos.

    Olhe se é para dar ideias mais valia a seguinte - quanto ao incumprimento da pensão de alimentos: acionar, desde logo o FGADM, independentemente da carência do alimentado e das posses do prestador (progenitores) e direito de regresso, em dobro, dos valores em dívida para reforço do fundo a fim de o aprovisionar convenientemente para fazer face às situações de enorme carência com que diariamente nos confrontamos.

    Por outro lado, se a par da responsabilidade criminal (muito restritiva) fosse estabelecida uma cláusula penal sem necessidade de ser declarada pelo tribunal em caso de inadimplemento, bastando-se com a sua alegação (ilidível) em sede de cobrança coerciva (a qual reverteria para o FGASM).

    É uma ideia, mais substantiva, menos burocrática e mais satisfatória dos interesses dos menores e já não dos interesses classistas ou de outra coisa que me apetecia dizer aqui e não digo!

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  50. Já viram o que o SFJ publicou espetacular.

    Eles conseguiram,

    Vamos todos um aumento de 500 euros para todos.

    Temos que agradecer....

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  51. Ou sobredotada.

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  52. Em tempo.
    Faltou dizer que a questão da constitucionalidade da proposta, por atentar à propriedade, eventualmente pela desproporcionalidade e tudo o mais que se lhe diga não se coloca.

    Com efeito, por analogia com o estatuído em acidentes de trabalho, onde se consagra o direito a reverter para o FAT uma indemnização igual a três vezes o salário anual do sinistrado, no caso da morte deste por acidente em serviço, sem que tenha deixado beneficiários com direito a pensão.

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  53. Brincar com a nossa vida não!

    Especialmente quando foi transformada em vidinha!....

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  54. Estava publicado eu juro... só que parece que tiraram....

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  55. Anónimo a 20.11.2024 às 11:0120/11/24 15:56

    Colega, creio haver aqui uma enorme confusão.
    O comentário a 20.11.2024 às 11:01 é uma citação dum comentário do Oficial de Justiça do dia 17/11, era uma conversa entre mim e o bloguer e não a sequência da conversa que estávamos a ter.
    Recordo que já inicialmente eu instava era o Sr. Articulista e até tive o cuidado de apagar a identidade de quem me tinha respondido no pretérito dia 17/11, mas depois a(o) colega terá achado por bem intervir, mas eu não estava a concitá-la(o) a si, era, ou pretendia ser, apenas um esclarecimento ao autor do Blogue.

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  56. Caça-Falácias20/11/24 16:07

    Pimba! Já foste besmagado! - tradução: bem esmagado -
    Asinus asinum fricat.

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  57. A dúvida que tenho é se quem publica estas excreções, enquanto fica a olhar risonho para o écran do dispositivo, tem consciencia da figura de imbecil que acaba de fazer?

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  58. Você diz imbecil e bem!

    Respondendo à pergunta, que sei que é de retórica;

    O imbecil não tem consciência da sua figura pro que é ... ... imbecil!

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  59. Rei dos Citotes20/11/24 17:01

    O primeiro argumento das chefias para que aceitemos e desistamos da luta costuma ser que há quem esteja bem pior do que nós.
    Mas nós, pelo menos eu, conhecemos a letra e já ouvimos a música:

    Witch Hunt
    Canção de CocoRosie

    We burn books, we hunt witch
    We censor the science
    We tell lies, we make bribes
    We murder the good guys
    We sell guns, we sell drugs
    We poison our young ones
    We skyscrape, we earthquake
    We trade blood for diamonds
    We kill girls, we cunt stitch
    We chop tits for profit
    We cut trees, we kill bees
    We cause pain and violence
    We make bombs, we make war
    We sell our surveillance
    We brainwash, we wash minds
    We turn truth to silence
    We turn truth to silence
    To silence, to silence
    We turn truth to
    Turn truth to silence
    We turn truth to silence
    To silence, to silence
    We turn truth to
    Turn truth to silence
    I'd rather be rain washed
    Than brainwashed
    Let's all play in the rain
    And be free again
    I'd rather be rain washed
    Than brainwashed
    Let's all play in the rain
    And be free again
    Free, free, free, free
    We kill girls, we cunt stitch
    We chop tits for profit
    We cut trees, we kill bees
    We cause pain and violence
    We make bombs, we make war
    We sell our surveillance
    We brainwash, we wash minds
    We turn truth to silence
    We burn books, we hunt witch
    We censor the science
    We tell lies, we make bribes
    We murder the good guys
    We sell guns, we sell drugs
    We poison our young ones
    We skyscrape, we earthquake
    We trade blood for diamonds
    I'd rather be rain washed
    Than brainwashed
    Let's all play in the rain
    And be free again
    I'd rather be rain washed

    Já sabemos tudo, mas cada um tem que fazer a sua parte.
    A caça às bruxas tem que continuar.

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  60. Desculpe-me queria dizer 2009 onde disse 2019

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  61. Com efeito, desculpe-me.

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  62. Eu não tenho culpa eu vi.. é uma questão de ligarem para o SFJ, eles vão voltar a publicar esta notícia...

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  63. força escravos!

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  64. Pois é á quem esteja pior e á quem esteja muito melhor..essa é a lógica da batata doce....

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  65. Em todas as áreas hoje em dia se exige transparência, até nos negócios dos futebóis, mas depois vai-se a ver e no seio da própria Justiça é o que é.
    A DGAJ e quem está por detrás dela pensa que lavando daí as mãos, delegando nos administradores, assim se terá livrado desse ónus, mas a História já nos mostrou que ninguém se esqueceu de Pilatos nem ao fim destes séculos todos...

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  66. Para andares a pular tanta vez, não deves ser grande espingarda......

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