Tolerância zero a birras, caprichos e prepotências
A comunicação social anda há dias a relatar ocorrências com uma juíza no Algarve, apelidando determinada sua atitude como uma “birra”, que a leva a adiar julgamentos, a «protestar por escrito em despachos judiciais, dizendo que estava a trabalhar “no corredor” do tribunal, sem “secretária” e dizendo que só “utilizando os dados móveis do seu telefone pessoal” podia “aceder à internet”.»
No jornal “Observador”, ontem lia-se mais:
«Juíza da "birra" entra em choque com Comarca de Faro, Associação Sindical de Juízes (ASJP) e Oficiais de Justiça. A Magistrada protagonizou incidentes com várias entidades. O último foi com Oficiais de Justiça.», lê-se no artigo.
Relata o Observador que a Juíza «começou por se desentender com o juiz presidente da Comarca de Faro, após este lhe ter respondido num e-mail de 24 de outubro que não existia outro gabinete disponível além daquele que tinha sido alocado à magistrada e no qual existiam alguns objetos da colega que ocupava aquele espaço anteriormente: um “retrato”, alguns “livros de Direito” e uns “artigos decorativos”.
Como consequência, levou a sua insatisfação a um protesto por escrito em despachos judiciais, alegando falta de condições por estar a trabalhar “no corredor” do tribunal, sem “secretária” e só com “os dados móveis” do seu telefone pessoal para poder “aceder à internet”, lê-se no despacho a que o Observador teve acesso.»
Lê-se no artigo que o Conselho Superior da Magistratura (CSM) “entrou em campo” porque houve dificuldades de comunicação e que também terá havido um desentendimento com a Associação Sindical dos Juízes, a quem a juíza teria reportado o problema do gabinete.
O presidente da ASJP não quis pronunciar-se sobre o incidente, mas o Observador diz ter apurado que a juíza acabou desfiliando-se do sindicato dos magistrados judiciais, mas diz ainda o Observador que a juíza acabou por voltar atrás e, passados alguns dias, decidiu voltar a ser associada da ASJP.
No sábado passado o CSM tinha assegurado que as questões em torno do gabinete já estavam resolvidas, uma vez que os objetos pessoais da juíza que ocupava antes aquele espaço foram removidos e o gabinete passou a ser utilizado pela juíza.
Quanto ao alegado último incidente com Oficiais de Justiça do Tribunal de Faro, a juíza terá participado ao Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ) os alegados incidentes com Oficiais de Justiça e de seguida o vice-presidente do COJ, na passada sexta-feira, deslocou-se ao Tribunal de Faro para se inteirar das questões que estariam a causar esse atrito entre a juíza e os Oficiais de Justiça, informa o Observador.
Contudo, o jornal diz ter apurado que houve dificuldades de comunicação entre a juíza e o vice-presidente do COJ que acabou por não conseguir esclarecer os motivos que levaram ao pedido de intervenção do Conselho, nem da existência de alguma eventual conduta irregular de algum dos Oficiais de Justiça em funções naquele Tribunal.
Questionado sobre o encontro ocorrido na sexta-feira, o vice-presidente do COJ, que também já foi vogal do CSM, entre 2016 e 2019, declinou prestar declarações nesta fase, alegando que este caso é muito recente e ainda está a ser analisado, lê-se no artigo de ontem do Observador.
Não conseguimos apurar mais nada sobre aquilo que aqui nos interessa que é a problemática com os Oficiais de Justiça.
Aproveitando esta notícia, e independentemente dela, queremos aqui repetir o alerta que no passado já lançamos de que todos os problemas que os Oficiais de Justiça tenham com as magistraturas, colegas, advogados, etc., devem ser sempre participados aos respetivos conselhos e ordens. E quando dizemos todos os problemas queremos mesmo dizer todos, sejam grandes, sejam pequenos; nenhum deve ser menorizado, ignorado ou desculpado.
É muito simples: o Oficial de Justiça ofendido escreve ao respetivo conselho (CSM, CSMP, CSTAF ou COJ), ou às Ordens profissionais (OA, OSAE, etc.), participando a ocorrência com o membro que está sob a jurisdição disciplinar dessa entidade, relatando factos, isto é, contando o que aconteceu, sem necessidade de realizar juízos de valor, avaliar a personalidade, etc.
Relatar factos e apenas isso e indicar toda a prova que possua, seja prova testemunhal, seja prova documental, todos os elementos probatórios ajudarão os respetivos inspetores-instrutores a concluir o processo que avaliará a ocorrência e tomará as medidas adequadas ao caso.
Que nenhum Oficial de Justiça deixe de relatar a ocorrência, sem qualquer tolerância, porque é inadmissível que haja alguém a perturbar um e depois outro e, afinal, todos os trabalhadores e mesmo os utentes dos serviços de justiça. É inadmissível e é imperdoável.
Sem medos, porque o relatar factos com provas tem uma correspondência com a verdade e esta não traz consequências prejudiciais para o participante, bem pelo contrário, traz limpeza e purificação, uma espécie de seleção natural onde só os dignos devem prevalecer.
Não, não vale a pena queixar-se aos colegas, sussurrando-lhes o sucedido, desabafar nas redes sociais, contar aos seus superiores hierárquicos, quando os haja, ou encolher os ombros; o caminho é sempre só um e repetimos: participar a ocorrência com factos e, com o maior número possível de provas (testemunhal ou documental), sem estremecer.
ATUALIZAÇÃO:
Divulgou também o Observador que "O Conselho Superior da Magistratura deliberou, por unanimidade, instaurar procedimento disciplinar à juíza de Direito, pela prática, na forma continuada, de uma infração disciplinar muito grave e de uma infração grave, nos termos do Estatuto dos Magistrados Judiciais", acrescentando a fonte oficial do CSM ao Observador que "foi também deliberada a aplicação da medida urgente e cautelar de suspensão preventiva de funções", fundamentando-se esta suspensão imediata "na gravidade das infrações imputadas, na sua natureza continuada, bem como nos prejuízos causados à administração da justiça e ao prestígio da função judicial, considerados incompatíveis com o pleno exercício das funções durante a tramitação do processo disciplinar".

Fonte: “Observador #1” e “Observador #2”.
Não conheço pormenores deste caso mas conheço muitos outros que já deveriam estar analisados há muito tempo.
ResponderEliminarOs colegas envolvidos têm receio de represálias e não participam as situações, nem de forma anónima.
Os sindicatos também aqui falham de forma estrondosa.
, nomeadamente os dirigentes sindicais que deveriam acompanhar estas situações e comunicar ao sindicato.
Quantas queixas foram apresentadas nos últimos anos pelos sindicatos em representação dos seus associados contra magistrados que usando violência psicológica humilham, pressionam, destratam aqueles que consigo trabalham?
TODOS temos conhecimento destas situações às quais procuramos por todos os meios, baixas incluídas, escapar. Este é um dos principais problemas dos oficiais de justiça que por forma a elevar a profissão tem de ser resolvido com tolerância ZERO.
A afirmação da profissão passa também por aqui.
Sugiro aos sindicatos a criação de um piquete de intervenção rápida constituído por um advogado e um colega do COJ para que havendo notícias com fundamento de situações de pressão exagerada, perseguição laboral, ameaças, faltas de respeito, fosse logo falar com a presidência da comarca e coloque no terreno queixas para as entidades competentes.
Este caso é bem mais complexo do que aparenta. A Juíza já foi entretanto suspensa.
ResponderEliminarExiste muita prepotência e soberba nesta "casa"!
ResponderEliminarÉ preciso acabar com isto ... mas também num ministério em que a palavra dada não é honrada e onde líderes sindicais fazem acordos que prejudicam os seus associados!!...
Está tudo podre, é preciso fazer qualquer coisa, e somos nos, OJ, que temos de a fazer!
Caros colegas, desculpem a insistência quase diária, mas é preciso voltar à greve dos actos.
Não tenham dúvidas, se não se fizerem as diligências durante 2 semanitas, vocês vão ver que a atitude da tutela mudará!
Que venham os disto processos disciplinares, que se eles recorrerem a isso então não paramos as diligências mas toda a tramitação!...
Não tenham medo, com este governo minoritário bastarão 2/3 semanitas!|
Temos de exigir a um dos sindicatos que decrete esse greve novamente!
Abraço.
Nos Açores existe um que gosta de gritar com os oficiais de justiça em plena secção....todos abaixam a cabeça e são coniventes com o abuso.
ResponderEliminarPrincipalmente as chefias, que deveriam tomar uma atitude e nada...
Nos tribunais existe uma cultura de assédio, que está enraizada, onde se confunde o poder do magistrado de aplicar a justiça, com o poder de violar a lei violando o direito dos trabalhadores...
Esse vai gritar até só dia que tem azar.
A cultura de escravidão dos oficiais de justiça, está enraizada na mente deles, sendo certo que são violentados todos os dias, e permitem tal violação, quer seja sob a forma de trabalhar de graça, quer seja o assédio constante que são coniventes.
ResponderEliminarSei de um caso, que o procurador começou aos gritos com um oficial de justiça, por causa de um lapso insignificante.
ResponderEliminarO oficial de justiça meteu baixa nunca mais apareceu nos tribunais...
Muito bem feita....
Não tem que meter baixa, tem que lhe dizer, no mesmo tom, que não lhe admite tal .
ResponderEliminarO SOJ é espetacular já publicou o novo projeto de estatuto.
ResponderEliminarAgora digam mal...
É mais complexo e você é conivente com a situação...se sabe mais coisas toca a desembuchar...
ResponderEliminarPare com as covardias.
Todos sabem quem é esse nos Açores....
ResponderEliminarMas é preciso tê-los no sitio, o que não me parece.
ResponderEliminarNa hora da verdade não está ninguém.
E você o que tem feito contra essa escravidão?
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ResponderEliminarMuito bem!
eu meteria baixa também!
Descansar e cag--------no sistema que nada merece.
SOJ, pelo menos não aceitou papo secos.
ResponderEliminarVê-se que estás aqui para prejudicar o SOJ, mas devia ver a última publicação da personagem A. Marçal.
ResponderEliminarRepetições de repetições, enfim, bacoradas !...
É verdade que o SOJ é um pouco "low profile", mas tem uma atitude muito mais assertiva que o SFJ.
Não merece essa tua atitude, mas, porventura, terás uma agenda que desconhecemos!...
ResponderEliminarArrogância e prepotência, tiranos é o que mais há.
Mas há limites e quando quiserem pisar, viro costas e baixa como já referido.
Fique quem quiser a aturar a tirania e a trabalhar como escravo.
Comigo não, obrigado.
E participação crime!
Essa dos sindicatos publicarem projetos de estatutos é de bradar aos céus. Talvez por isso as reuniões em Fátima, tenham sido classificadas de o lV segredo.
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ResponderEliminarObrigado ao blogue por dar a conhecer a todos este caso,
só espero que sirva para ser o inicio do despertar para que os funcionários judiciais percam o medo e denunciem os tiranos sem medo!
Pois todos sabem e todos abaixam a cabeça, e são coniventes, cheios de medo... qualquer dia é queixa para dentro.
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ResponderEliminarAo que parece nos Açores há vários a fazer isso e ninguém faz nada
Múltiplas greves!
ResponderEliminarE mais não faço porque os sindicatos são mansos!
Vem por favor a última publicação de A. Marçal!
ResponderEliminarAssim não vamos lá!
Sem atitude, sem coisas novas para dizer!
Um líder sindical não pode, repito, não pode ter este atitude!
Queria dizer "Vejam por favor ..." - Desculpem.
ResponderEliminarQueria dizer "Vejam por favor ..." - Desculpem.
ResponderEliminarRealmente estou a ver que aí nos Açores ocorrem algumas situações caricatas.
ResponderEliminarNão quer dizer que não ocorra noutras partes do país.
Mas tivemos conhecimento de uma situação insólita, com os seguintes fatos:
Remeteram uma queixa no coj apenas porque o funcionário cometeu um lapso.
O lapso foi apenas porque pediu a transcrição de declarações e não especificou a quem se referia a transcrição.
O mesmo não chegou a corrigir tal lapso, uma vez que não se encontrava naquele serviço, penso que por problemas de saúde.
Segundo sei o mesmo foi absolvido por unanimidade.
Tendo os inspetores do coj ficado perplexos, com tal queixa sem logica.
É triste mas eu confirmo eu tenho conhecimento de algumas situações.
ResponderEliminarContudo se o chefe da secção não faz nada, quem é um auxiliar para fazer???
Incomoda me muito que eu tenha visto isto e não ter feito nada....
Mas se a própria pessoa não faz nada como alguém pode intervir??
ResponderEliminarNão consigo compreender porque não há participações.
Essa gente não se sente?!!!
Por causa do medo...se gostam de trabalhar de graça imagina...o resto..
ResponderEliminaronde esta isso?
ResponderEliminarBom dia,
ResponderEliminarSobre o artigo em concreto, muito há por dizer a propósito do tema que versa e que abrange muitos de nós.
Com efeito, todos nós vivenciamos situação desagradáveis no nosso percurso profissional, e o assédio - revista ele a forma que revestir - parte de todos os que connosco estabelecem contacto.
Vou dar os meus exemplos pessoais.
- Há cerca de 20 anos atrás, trabalhava eu numa Unidade Central, sendo responsável à época pelo registo e distribuição em toda a área genérica (cível, criminal, família e menores, etc.) e que abrangia um ex-Tribunal de Círculo, havia uma senhora magistrada que, não raras vezes, fazia uma incursão pela secção adentro aos gritos para todos ouvirem (utentes, advogados, e demais colegas funcionários) pedindo explicação para aquilo a que julgava ter sido erro ou lapso no procedimento verberando "quem é que fez isto e porquê?" sem sequer possibilitar que se soubesse do que se tratava - porque apenas brandia na mão o expediente e, sem mais, pedia explicação, cobrando responsabilidades, sem deixar que a explicação fosse prestada.
O certo é que em 99,99% das vezes, para não dizer 100%, vinha-se a verificar que a pessoa em causa não tinha atentado ao que trazia na mão e a sua atuação era a consequência da "instigação" por parte da secção que com ela trabalhava por se sentir prejudicada na distribuição e sobre ela levantar dúvidas.
Um belo dia, não sofrendo eu de estados de humor hormonais, mas farto do apoucamento reiterado decidi confrontar a pessoa em causa, para o que me desloquei ao seu gabinete e no recato, com o respeito que é e era devido referi-lhe da próxima vez que tivesse reparo a apontar deveria fazê-lo de forma recatada no seu gabinete ou na secção, mas nunca aos gritos, num tom manifestamente desajustado e desrespeitoso, pois que se tal sucedesse participaria formalmente a quem de direito e, porque não tolerava ser tratado daquela forma, não responderia pela reação calorosa que o momento pudesse provocar, fazendo-me entender sobre o tipo de resposta que daria e as consequências que traria para a sua pessoa (na época não me importava se fosse para a rua, era jovem e com todo o vigor para me aventurar noutras paragens sem medo).
O certo é que, veio-se a apurar e foi essa a justificação que me foi dada pela própria, muito do que se passava era a consequência de "queixumes" dos colegas da secção que levantavam suspeitas sobre as regras da distribuição dizendo-se prejudicados e sem razão.
Digo isto porque, por vezes é preciso esclarecer a raiz do problema para o eliminar - e foi o caso pois que confrontei o Colega, hoje já aposentado, dizendo-lhe que se voltassem a levantar suspeitas, manifestamente sem fundamento algum, sobre a distribuição e a forma como trabalhava participaria criminalmente (é preciso lembrar que a suspeita para além de ser penalmente relevante, contende com a violação do juiz natural) e trataria as coisas de outra forma menos curial.
Quero com isto concluir que muitas das vezes, no trabalho, os atritos geram-se e germinam por vezes a partir de minudências, outras vezes de murmúrios que se avolumam, e o destrato que é desconsiderado e tolerado para além dos limites permitidos, é consequência de situações não atempadamente esclarecidas e fruto da mente perversa de muitos com quem nós privamos no dia a dia.
Temos de confiar na bondade das pessoas mas ao mesmo tempo acreditar que estas possam não estar de boa fé e isso pode acontecer com quem está mais próximo de nós, ao nosso lado e vai colocando a "sementinha do mal" aqui e ali, regando-a quase diariamente, expondo-a ao sol, fazendo-a rapidamente crescer e florir dando depois o fruto apetecido.
Todos sabemos que muitas vezes os atritos são criados para se não ter mais serviço ou no gabinete ou na secretária! Outras vezes é mesmo por má educação ou formação, é uma questão de berço!
Já agora publicou onde?? Na página do SOJ nada, nem tão pouco qualquer publicação numa conhecida rede social!! Com certeza que não publicou no "Borda d'Água"???!? Partilhem já agora essa publicação... caso a haja. Ou terá sido sarcasmo?
ResponderEliminarTenho metido baixa, adoro a greves..mas obvio que isso não é suficiente...o próximo passo denunciar estas situações..
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ResponderEliminarOra ai está, gostam de trabalhar de graça, escravizados mesmo.
Tristes vidas.
ResponderEliminarMuita má educação e formação.
E isto não vai para melhor, pois se os pais são assim, que se esperará dos filhos!
Participação criminal contra o destrato
ResponderEliminarcomentário palerma do dia
ResponderEliminarVou levantar uma hipótese, que não tem que ver com o caso e deve ser tratada no plano académico, das possibilidades.
ResponderEliminarImaginem que um qualquer magistrado não pretendia ter muito trabalho diário pro forma a controlar o serviço feito e, nesse desiderato, restringia ou fazia contingentação de conclusões por parte da secretaria, de seguida vina a Administração e obrigava o responsável da secção a movimentar os processos pois que a contingentação não é permitida e é obstativa de serem alcançados os objetivos da comarca.
O responsável da secção e o funcionário dedicado àquele magistrado/a, vê-se num dilema, ou observam as determinações do magistrado ou aquelas outras oriundas da gestão da comarca, sabendo que é com o primeiro que diariamente vai contactar e ver-se constrangido naquele comportamento (de lhe abrir conclusões) adivinhando as consequências que advirão dessa desarticulação.
Todos nós sabemos o resultado a curto prazo - um belo dia há uma acumulação de conclusões que precipitarão um sem número de despachos num único dia, muitas vezes em processos urgentes, normalmente a uma sexta-feira e que levarão a uma acumulação de serviço e atraso no seu cumprimento.
Fazer uma boa gestão dos fluxos entre o gabinete e a secretaria e organizar muito bem o serviço é essencial para que as coisas funcionem razoavelmente bem.
Para isso é preciso saber gerir, supervisionar, administrar o serviço e acima de tudo assumir responsabilidades.
Nunca me há de esquecer um magistrado que já partiu deste mundo e que era um pouco exigente, obrigando a secção a sinalizar as peças a apreciar e se isso não acontecesse o dia estrava estragado, tratava-se de um mau hábito enraizado que só se perdeu quando o responsável da secção foi substituído e, nessa sequência, sensibilizou aquela pessoa para as suas responsabilidades e para as responsáveis da secção assinalando que se os processos não fossem despachados em tempo ou movimentados dentro dos prazos participaria a quem de direito pois não tolerava que um magistrado passasse dias sem ir ao gabinete e deixasse acumular o serviço, principalmente nas épocas de caça, e ainda por cima exigisse da secção aquilo que não exigia dele próprio.
Eram homens e mulheres de outros tempos, com fibra e espírito de missão que compreendiam muito bem a função que desempenhavam e isto passou-se há mais de 25 anos, quase 30.
Hoje, quiçá, poderá suceder o mesmo, apenas não existe é Colegas com fibra e suficientemente seguros nas suas funções para assumirem outra postura.
Resolução para o seu caso isso tem.que ser uma postura que o principal tome..
ResponderEliminarNa realidade os principais não se querem chatear e deixam o auxiliar desprotegido..
Tenho medo de que se possa confirmar.
ResponderEliminarE o meu medo é apenas e só aquele que respeita ao nosso futuro.
Li a publicação do SFJ e fiquei alarmado pois é ali enunciado que se decidiu aceitar o aumento no SRP por preverem que, tal como noutras negociações, uma eventual (digo eventual porque se está na sua antecâmera -, na pré-negociação) negociação com a atual equipa que nos tutela no governo poderá levar meses, anos e até não chegar a conclusão alguma.
Ora, se assim é, não colhe o argumento de que o referido aumento consagrou uma real vitória na melhoria da vida dos oficias de justiça, pois que o argumento antes justifica, pela morosidade e desfecho possível, que fosse reivindicado outra situação para os Oficiais de Justiça.
Não obstante, aceitando o argumentado, fico também preocupado porque adivinha-se o que está para vir - e o que está para vir é "zero".
A final, não há notícia de qualquer desenvolvimento na denominada "pré-negociação", nem sequer uma qualquer evolução de um dos seus aspetos parecendo que ambas as partes preferem que tudo fique assim como está .
Na verdade, o SFJ parece contentar-se mais com estes novos ingressos do que com a revisão da carreira que é emergente, porventura interessar-lhes-á perpetuar este "status quo" em que de forma perniciosa para a carreira muitos se contentam com o conforto e comodismo pessoal, assumindo funções e prontificando-se a cargos para os quais não estão decididamente preparados e que, diariamente, contribuem para o agudizar da situação.
Espero sinceramente que as coisas estejam a ser tratadas com o interesse que o caso exige e a seriedade que demanda a confiança que depositamos em quem nos representa.
Senão for assim, não haverá futuro apenas a sobrevivência à espuma dos dias!
Atitude assertiva?!
ResponderEliminarSeria de rir se não fosse trágico!
Onde está a assertividade quando se andava insistir na integração do suplemento, quando foi tratar disso como prioridade que nos lixou a todos.
Para isto mais vale ficarem sossegados num canto e deixar trabalhar quem sabe!
Preocupem-se mas é em apresentar propostas de revisão da carreira, antes que o MJ faça o que lhe apetecer.
Atitude assertiva e construtiva não é apenas reclamar e dizer mal do que foi feito, é trabalhar e apresentar soluções alternativas.
Até agora pouco vi da parte do SOJ nesse sentido.
Não entendi isso como sarcasmo, mas talvez um abre olhos para ver se começam a fazer alguma coisa.
ResponderEliminarMas quem escreveu isso que diga o significado.
Pois eu acho que esteve muito bem, tocou na ferida.
ResponderEliminarNão se preocupe que quem deve perceber, percebeu bem!
Se considerarmos que não estar quieto já tem, por si só ,um certo significado, então eu posso concordar consigo.
ResponderEliminarMas repare que, no que respeita a propostas do BE e do PCP, é manifestamente desolador ver que ano após ano se procede da mesma forma - é preciso lembrar que, por exemplo, o PCP, apresentou mais de 500 propostas de alteração ao OE em discussão, muitas delas decalcadas das de outros anos e vêm, reiteradamente, quase sempre o mesmo destino (não são aprovadas).
Tratam-se de propostas que pretendem a afirmação da sua visão política e só por aí se compreenderá o seu número (?!).
Eu comparo estes e-mails a uma ida a Lisboa para reunir com a tutela, e chegados ao ministério não está lá ninguém para atender os visitantes.
São outras as consciências a bulir, aquelas com peso nas decisões que se tomam.
Andam a discutir um quarto de bilião nas reformas dos pensionistas, que equivalem na sua maioria a cerca de doze euros mensais, e esperam que decidam a atribuição aos OJ , num mês, do triplo daquele valor anual (!?)
É ridículo, mas somos tratados como números e não como pessoas - o nosso capital (humano) vale pouco, e o valor que nos atribuíram equivale à nossa média de idades, próxima da dos aposentados.
E, que nenhum Oficial de Justiça deixe também de relatar a ocorrência de, após uma adesão a uma greve, de uma ameaça de "dispensa da continuidade de funções" na respetiva secção
ResponderEliminar12:45 - És tão SFJ!
ResponderEliminarJá começou a doer a desvinculação do SFJ, não já?!
Espera, que não vai ficar por aqui!...
Por esta e muitas outras do género é que defendo um exame psicológico cabal e profundo a quem entra para a magistratura.
ResponderEliminarNão podem andar a decidir a vida dos outros, quando a sua cabeça não funciona bem e são verdadeiros sociopatas.
Como podem sociopatas defender a sociedade? Percebem o ridículo?
Já tive e assisti pessoalmente a episódios com magistrados que não lembram a ninguém, tamanho o destrato, a ignorância, arrogância e falta de educação.Alguns foram mandados para casa, mas com belas, chorudas reformas, contrariamente ao que ocorre connosco.
Trabalhei bastantes anos no privado em vários contextos e realidades e nunca tinha visto tais comportamentos.São como os capatazes das fazendas de escravos, de antigamente, ou pior !
O SFJ apresentou as coisas dessa forma, mas foi apenas a uma maneira de se desculpar da assinatura do chamado acordo dos papos-secos!
ResponderEliminarQue fique bem claro, o SFJ não tem desculpa!
Mais, depois do erro cometido, continua sem nada emendar, continua a insistir numa via que não resolverá os problemas dos Oficiais de Justiça.
INDESCULPÁVEL!
Se não acreditam basta ligar para o Soj..
ResponderEliminarNão vou dar mais explicações se está publicado ali ou acolá..
Pobres e mal agradecidos..
assinatura preparada de véspera da reunião
ResponderEliminarvergonhoso e inqualificável mesmo
ResponderEliminarPerfeita descrição da triste realidade de alguns, sem dúvida!
Psiquiatria não é desculpa.
é má formação de berço
Tens que pedir a quem te programou para atualizar o software, dizes sempre a mesma mer....., pareces o cassete Carvalhas.
ResponderEliminarPois digo, mas é a VERDADE!
ResponderEliminarE repara que o prejuízo daí decorrente não para, todos os meses se via acumulando, numa média de 250 € mensais para cada um dos OJ.
Mas claro, as verdades doem!
JÁ FUI VITIMA DE UMA MAGISTRADA E DO CHEFE
ResponderEliminarNUNCA ME CALEI E NÃO TENHO CARGO DE TOPO
MEDO DE QUÊ, VERDADE ACIMA DE TUDO
APLAUDO
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ResponderEliminarMais nada!
E com a idade que quase todos têm, já passar os 50,
têm medo de quê?
de perder o misero emprego? ou perder a triste prisão em que estão?
Sim, um Of. Justiça tem medo de quê?
ResponderEliminarComo se diz no blogue é fazer logo a queixa, descrevendo os factos e indicar testemunhas/ documentos, e aguardar.....sem medos.
Independente de, por vezes, algumas atitudes surgirem após erros técnicos cometidos pelo funcionário no processo, os quais causam prejuízo, não é por isso que pode ser alvo de gritaria, de falta de respeito, coaçāo, humilhação. Muitos calam-se por isso. Falta de preparaçāo para o trabalho, de formação processual, que foi também ela deficiente.
Nessa situação, manter sempre a postura, a calma, o raciocínio, nada de faltas de educaçāo.
Depois, não há cá "prova oral"......é fazer a queixa, aguardar e depois virá a parte da defesa a que todos têm direito.
A esta hora, mais uns colegas ainda a trabalhar em interrogatórios fora de horas. Quanto vão ganhar por tais horas extraordinárias???
Notícia na televisão.
Estatuto dos Magistrados Judiciais:
ResponderEliminar"Artigo 7.º-D
Dever de urbanidade
Os magistrados judiciais devem adotar um comportamento correto para com todos os cidadãos com que contactem no exercício das suas funções, designadamente na relação com os demais magistrados, funcionários, advogados, outros profissionais do foro e intervenientes processuais."
Não aceitem comportamentos incorretos ou faltas de respeito.
Todas essas situações devem ser denunciadas ao CSM.
O assédio moral no trabalho, que potencia o brunaut laboral é inaceitável, sobretudo nos locais onde "supostamente" se Administra a Justiça!...
As cartilheiras, antigamente eram os cartilheiros, agora a novidade é serem as cartilheiras, dispensadas do servico para fazerem sindicalismo, que desconhecem, vivem os seus dias a tentar criar cortinas de fumo para defender a dispensa de serviço e as ajudascde custo na ordem de mais de 1.000 euros mensais. Estas dirigentes tanto criticaram o Fernando, agora fazem bem pior. Trabalhem moças, deixem-se de fait divers...
ResponderEliminar"deixa trabalhar quem sabe"???? Ahahahahah.... Oh colega, abandone a profissão e vá para comediante....
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