Ainda vão a tempo?

      Depois do arranque da plataforma que controla os tempos de trabalho dos Oficiais de Justiça e demais Funcionários de Justiça no dia a dia, há já cerca de dois anos, contando com o período de testes, a única alteração obtida pelos Oficiais de Justiça foi a queda da designação de “Portal do Colaborador”, assunto pelo qual aqui pugnamos com vigor, acabando o assunto por ser secundado pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), resultando na queda da infame designação de “colaborador”.


      Para além disso que mais sucedeu? Nada!


      Depois do grande barulho inicial, por ambos os sindicatos, com a implementação da plataforma CRHonus, o que é facto é que os Oficiais de Justiça continuam reféns da plataforma no seu dia a dia e todas as horas ali registadas, designadamente as horas reais de entrada e de saída, isto é, as milhares de horas dadas a mais, que irremediavelmente existem, agora registadas com o rigor do segundo, não servem para nada, daí não foram retirados nenhuns dividendos, nenhum ganho para a carreira.


      Quantas horas são dadas a mais, com entradas antes das 09H00 e com saídas depois das 17H00? Por dia, por semana, por mês, por ano? Quantos Oficiais de Justiça têm horas a mais?


      Estas perguntas carecem de respostas e com tais respostas devem ser tomadas medidas concretas para que todas essas horas contem.


      Se o Oficial de Justiça entrar às 08H00 da manhã todos os dias, a contagem do seu tempo de serviço passa a ser considerado como tendo entrado às 09H00. É indiferente que entre às 8 ou às 9, tal como é indiferente que saia às 17H00 ou às 22H00.


      Mesmo passados estes dois anos da implementação, a indecorosa desconsideração do real tempo de trabalho de cada trabalhador é algo que já deveria ter sido abordado e mesmo alterado.


      E é claro que os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça ainda vão bem a tempo de resolver esta indecência diária.


      Vem isto a propósito da recente notícia de que o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do grupo CGD (STEC), instaurou uma ação judicial contra a Caixa-Geral de Depósitos por “violação do dever de registo dos tempos de trabalho”, acusando a entidade bancária de implementar nos balcões um sistema de registo de ponto eletrónico “viciado e adulterado”.


      Em comunicado, o STEC diz ter avançado com a ação judicial por a Caixa-Geral de Depósitos (CGD) “recusar introduzir as devidas correções” ao registo de ponto eletrónico, apesar de a queixa apresentada na Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) ter sancionado a CGD com uma contraordenação grave sobre esta matéria.


      Em causa está o registo de ponto eletrónico implementado em 31 de março de 2023 na rede comercial da CGD, em substituição do registo em papel; algo muito semelhante ao que aconteceu nos tribunais.


      Segundo o sindicato, este sistema foi introduzido “após a intensa reivindicação e contestação do STEC”, que com a sua utilização pretendia “promover um maior rigor e imediatismo na aferição dos reais tempos de trabalho, bem como o pagamento dos milhares de horas de trabalho suplementar não remuneradas pela empresa”.


      Contudo, o sindicato acusa a administração da CGD de “ardilosamente” ter implementado um registo de tempos de trabalho “penalizador dos direitos de milhares de trabalhadores da rede de agências da CGD, carecendo de correções, justificações e aprovações diárias” e “diferente daquele que já vigora há vários anos nos serviços centrais da empresa, em que de forma simples e célere o mesmo assume a hora real de entrada e saída”.


      “Este registo de ponto eletrónico encontra-se viciado e adulterado, falseando os tempos de trabalho, assumindo de forma rígida a mesma hora de entrada, almoço e saída para a generalidade dos trabalhadores, tendo por esse motivo a ACT, após várias queixas realizadas pelo STEC, aplicado uma coima à CGD”, sustenta o STEC.


      Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do banco público disse não ter ainda conhecimento da ação judicial – interposta há cerca de uma semana pelo sindicato no Juízo do Trabalho –, mas garantiu que “manterá a sua posição e apresentará contestação”.


      “A aplicação de registo de presenças está parametrizada em concordância com o horário aplicável aos colaboradores e que é o que deve ser praticado”, sustenta a CGD, apontando uma “vertente pedagógica do sistema”.


      Esta é uma situação muito semelhante com a plataforma dos Oficiais de Justiça, pois apesar de registar a hora real, para efeitos de trabalho remunerado ou compensado, a hora real é, pura e simplesmente, ignorada, isto é, não serve para rigorosamente nada.


      E é isto que carece de ser apreciado e mudado, porque os Oficiais de Justiça carecem também de mais esta justiça para quem nela trabalha.


Botoes=Entrada+Saida+DDOJ.jpg


      Fonte da notícia do STEC/CGD: “Lusa/Observador”.

Comentários

  1. Muito boa atitude por parte da STEC!!!
    SFJ e SOJ: Metam os olhos nisto!

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  2. Má fé da tutela, mais uma vez, ao implementar o infame Chronus.
    Desonestidade. Ficamos em desvantagem e mais prejudicados do que outros trabalhadores da função publica que tem sistema de controlo de assiduidade, esses sistemas que contam e registam todas as horas e tempos a mais ou a menos. Enfim, ficamos com um sistema que só vê para um lado, o lado do patrão. isto mais parece que temos um patrão chico esperto, tipo algumas fabricas de texteis manhosas a laborar ilegais.
    Não esquecer tambem que nem todos estão sugeitos ao chronus, os colegas dos tribunais das relações tiveram mais sorte. Em ultima instancia este sistema só foi avante porque não teve oposição dos juizes presidentes das comarcas ao contrário dos juizes presidentes dos tribunais das relações que se opuseram.
    Por isso temos de agradecer aos srs juizes presidentes das comarcas mais esta prenda. E ainda dizem que são nossos amigos.... 

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  3. Vamos todos implorar á ministra por mais uma escolinha.


    Vamos todos aguardar pelo dia 5 sabendo que nada vai ser decidido.


    Vamos todos esperar pela boa fé durante mais 5 anos se eles não querem valorizar a carreira vamos esperar mais 5 anos.

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  4. Pois são... esses são os principais mentores da destruição da carreira.

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  5. Cidadão 722631/1/25 09:36

    E mais uma bolinha verde no meu.

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  6. Pantominia total!

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  7. Boa fé de há 25 anos!


    ehehheh

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  8. Trabalhai escravos

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  9. Então e novidades da reunião da passada segunda feira na DGAJ?

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  10. Bom dia,
    O tempo é a medida da nossa medida, serve para nos organizarmos e, pelo seu decurso, percebemos a finitude dos tempos. 
    Ninguém fica cá para amostra!
    Tudo o que fazemos ou conseguimos viver é nesta vida, não existe outra, não há segundas oportunidades.
    Eu não me importo que me controlem os tempos de trabalho, seja com o "chronus" ou outra ferramenta qualquer. Aliás, é bem melhor assim que fazer fila todos os dias à porta do secretário de justiça para assinar o livro de ponto. Quando entrei há quase 20 anos era assim e por muito que estrebuchassem lá se ia ao "paizinho" mostrar a sua figura.
    E justificava-se, sabem porquê? Porque havia a famosa técnica do casaco - quando queriam faltar deixavam o casaco na cadeira da secretária e montes de papéis e se alguém perguntasse lá vinha a resposta dos cúmplices "ele anda por aí, pois tem o casaco pendurado na cadeira ... deve ter ido tratar de alguma coisa ...!".
    Deixem-nos de hipocrisias, que se lixe o "chronus" e tudo o mais que sirva ao propósito do registo do tempo. Na verdade há um mínimo de horas que nos vinculados a dar em contrapartida do nosso vencimento e não me incomoda nada que as exijam.
    O que me incomoda verdadeiramente é o facto de não haver flexibilidade alguma nos tempos de chegada e de saída - seja no início da jornada, a meio dela ou no final do dia - pois não percebo porque é que permanecemos para alem dos tempos normais de trabalho a assegurar diligências e depois, que não nos são pagos, e depois não há flexibilidade alguma no registo dos períodos - se saio meia hora mais tarde porque estive em diligência ou a cumprir um despacho urgente, porque é que não se pode compensar esse tempo no dia seguinte, ou integrar um banco de horas para o descontar quando se precisar - e é assim que acontece na generalidade das empresas (Pingo Doce, Continente, etc.).
    Em lugar de se lutar contra o uso da aplicação, eu acho que se deveria lutar pela tal flexibilidade e criação de banco de horas por forma a respeitar aquilo que na realidade se passa nos tribunais (não temos o controlo do serviço, este flui diariamente, com volume e complexidade varável e sem possibilidade de organização e controlo (veja-se uma prov. cautelar, um julgamento de preso, um interrogatório de vários arguidos, etc.  os exemplos são muitos).
    Acho todavia que as lideranças sindicais são presentemente muito fracas, pouco proativas, sem iniciativa ou criatividade, atávicas mesmo, que andam aí por ver andar os outros - como a sua existência fosse o próprio fim prosseguido (existe apenas para figurar nas reuniões, fazer missa de corpo presente, reagir aos impulsos da classe e da tutela, e pouco mais que isso).
    As lideranças dos sindicatos e a forma como estes entendem a função essencial que devia assegurar deve ser objeto de uma profunda reflexão.

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  11. OJBudista31/1/25 10:18

    Discordo ab initio.
    Sou budista.

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  12. Qual reunião?? A reunião é apenas no dia 5.

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  13. são tomás de Aquino31/1/25 10:26

    Num determinado mês, ainda nos primeiros tempos de aplicação do malfadado sistema, contabilizava o mesmo 27 horas a mais, dadas aqui pelo "je". No dia a seguir atrasei-me na picagem em 6 minutos, que tive que justificar. 
    Resultado, passei a fazer o horário normal, nem um minuto a menos e nem um minuto a mais.

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  14. Acabei lá com essa história do banco de horas....


    Nos queremos é receber dinheiro pelo trabalho que fazemos...


    Claro que o que propoe é melhor do que fazem atualmente...

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  15. OJDreamer31/1/25 10:34

    Mas agora já tem 20 minutos de tolerância pela manhã.
    Pelo que, talvez para o ano, dependendo das negociações, possa acumular períodos, por exemplo superiores a meia hora, e e receber essas horas extraordinárias no final de cada mês.

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  16. OJDreamer31/1/25 10:35

    "e e", até me engasguei!

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  17. Bom dia.
    Por falar em Chronus.
    O meu calendário in extremis foi alterado desta semana para a próxima, acompanhado a alteração de data da reunião no MJ.
    Quem é que vai parar dia 4 à tarde e todo o dia 5?
    Se não me agradar pararei logo outra vez dia 6 à tarde e todo o dia 7.

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  18. Eles, depois, vão dizer que fica para a próxima reunião, e para a próxima reunião, e para a próxima ... 


    Entretanto o governo vai cair e a Srª. MInistra vai dizer que fez um brilharete, quando a única coisa que fez foi "comer de cebolada" A. Marçal!


    E é isto, a nossa tritste sina! ...

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  19. Temos de parar as diligências!


    Esse é o segredo, e o que é incrível é que todos o sabem, mas ninguém o faz para aconteça!


    Continuem assim, a pensar que a vossa contribuição passa apenas pelos comnetários que aqui fazemos!

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  20. Fiquem descansados na próxima reunião vai ficar definido a próxima reunião, para na próxima poderem começar a pensar no estatuto, para noutra reunião analisarem a formulação do estatuto, para próxima reunião efetuarem saudações, para na próxima reunião fazerem o primeiro artigo do estatuto, 

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  21. Há demasiadas pessoas já a furar.
    Tem mesmo que ser paragem total para as obrigar a assegurar tudo durante semanas.

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  22. Fazenda:
    Em tempos, num determinado tribunal, um Sr. Juiz, recusava-se a despachar processos de contraordenação por os considerar indignos de serem despachos por um juiz e numa sentença no âmbito de um processo sumário, eram no mínimo 30 páginas.
    Um advogado, para o ver em bicos de pé, disse-lhe o seguinte:
    "Nem no Supremo se encontram sentenças tão bem fundamentadas como as do sr. juiz"
    Disse-te isto, porque no mínimo, também, conformes fundamentas, o Supremo é o mínimo para ti.


    Nota: O Juiz acima referenciado, ao fim de um ano, tinha a inspeção às costas, por ter o juízo completamente afundado e mudou-se para um TAF.

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  23. Sim, o que não falta aqui são contestatários de teclado.
    São muito finos para levantar o rabo da cadeira, pagam aos sindicatos para lutar por eles.
    Como diz o outro
     " falam falam mas não os vejo a fazer nada".

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  24. Está bem. Mas olhe que a transmigração pode acontecer numa outra forma que não humana, ou a ser humana, numa entidade completamente diferente, com uma pior vida que a anterior, ou se calhar não, olhe pode até vir a ser um  pequeno ditador!
    Certo é que cada vida, per si, mesmo que ocorra uma transmigração - o budismo acredita que as almas boas renascem noutras boas almas que lhe dão continuidade - mas as más almas será que se transmigram? Bem, a julgar pelo Putin, Benjamin Netanyahu, e Cª Ldª, parece que sim!
    Veja-se a (in)competência no MJ, esta também se transmite, num processo de "osmose telepática" ou mesmo de "transmigração politica" , pois que à "morte política" de uns sucedem-lhes outros ainda piores.

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  25. Eu estou quase a parar.
    Os principais interessados, os mais novos, furam as greves, os que já receberam o dinheiro da ação parece que têm medo que lhes vão pedir o dinheiro de volta se as fizerem, já estou praticamente a menos de um siadap da reforma, qualquer dia conformo-me.

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  26. Greve aos atos já 

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  27. Sábias pessoas fazem sabiamente uso de sábias palavras e estas tendem sabiamente a (re)conhecer os seus sábios donos - outras vezes são os seus amigos ou pessoas próximas que as reconhecem (ou assim pensam!).

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  28. OJPseudAgnóstico31/1/25 11:59

    Estava só a entrar consigo.
    Tanto que escrevi o comentário sem ter lido o seu até ao fim.
    Na verdade, eu pretendo-me agnóstico, se bem que as vicissitudes da vida por vezes me façam duvidar e muito.
    A ponto de, pela consciência de imperfeição que de mim tenho, por vezes chegar a achar que deveria reencarnar e na base da pirâmide, tanto é o arrependimento e logo a começar pelo caminho profissional que escolhi percorrer.

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  29. Houve uma reunião com a senhora DGAJ na passada segunda feira dia 27 de janeiro. Perguntem!

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  30. O dito "Banco de horas" é uma ratoeira para o trabalhador, uma vez que não lhe aporta apenas benefícios, mas também obrigações, designadamente, a obrigatoriedade de fazer tempo a mais por conta desse mesmo banco onde se deposita, mas também se cobra.
    Os trabalhadores com este sistema têm que ficar, sempre que necessário, mais tempo, apesar de registado. É verdade que parece ser melhor do que o sistema atual, mas, a prazo, resultaria num novo tipo de obrigação com disponibilidade permanente e imprevista; o que destrói o direito à vida privada de todos.

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  31. Faço minhas as suas palavras.

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  32. Curiosamente, os comentadores que ontem desvalorizavam o artigo com a novidade da divisão da carreira, alegando que aquela menção da DGAEP já existia desde 2021, ignorando o fico na coincidência que ocorre este ano com os desejos iguais do MJ, do SFJ e do SOJ - algo documentado e nunca antes visto -, não comentam hoje no mesmo sentido dizendo que o CRHonus já existe desde 2023, tal como não comentariam se se abordasse o Estatuto que já existe desde 1999, o que demonstra, no mínimo, manha e hipocrisia.

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  33. É o seu ponto de vista e eu respeito-o e até o aceito, porque fundamentado.
    Todavia, atendendo às específicas funções que desempenhamos - leia-se os fundamentos de atribuição do SRP : "(...)parece-me que a solução que melhor se coaduna é a do banco de horas (bem melhor que um subsídio que não compensa (pode não compensar) o número de horas realizadas, veja-se o caso dos médicos de saúde pública com parecer que fixou um máximo de 200 horas assim realizadas, pela disponibilidade permanente, e para além das quais têm de ser pagas).
    Com efeito, para além do respeito pelas 11 horas de descanso entre jornadas de trabalho, possibilitaria que o serviço assim realizado ingressasse no banco de horas e, sem possibilidade de transitar de ano civil, sendo obrigatoriamente pagos os saldos de horas, mesmo que em compensação em dias de férias e - note-se - teriam de corresponder pelo menos, com acréscimo de mais 25% ou 50%  para  fazer correspondência ás horas extraordinárias.
    Eu, pessoalmente entendo que é esta a melhor solução - e não concordo, de todo, com o subsídio de disponibilidade, pois não garante um equilíbrio entre as contraprestações (trabalho a mais e valor do subsídio) e pode - esse sim - levar a abusos.
    Mas é a minha opinião pessoal e aceito a sua opinião que vem fundamentada e com argumentos convincentes mas com a qual não fiquei, apesar de tudo, convencido.

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  34. Boa tarde, 
    Ontem não teci comentário algum pois que, como refere o blog e outros comentaristas, desde 2021 que assim é considerado e todos sabem porquê - porque a senhora Van Dunem, em primeiro, e depois a senhora Catarina Sarmento, em segundo, assim o propuseram - a desclassificação generalizada ao nível II, e apenas alguns (Secretários, Escrivães de Direito e TJ Principais) ficavam na tal categoria de grau III, mas de forma transitória (creio que os chefes das secções seria apenas por cinco anos).
    De tal sorte que era assim que nos tinham destinado que a última proposta inversou nesse intento e alargou o âmbito dos abrangidos, considerando agora que uma nova divisão - sim continua a existir uma divisão - mas na qual se reconhecem competências diferenciadas com a atribuição de níveis diferentes de complexidade funcional.
    Eu tendo a concordar com a ideia - e sempre fui fiel a esta ideia e à palavra dada sobre ela - tendendo a aceitar algo semelhante às Conservatórias, onde os licenciados com mais de 10 anos de serviço e determinada classificação podem assumir cargos diferenciados (Of de Registo Especialistas), devendo tal princípio nortear, para o futuro, as chefias dos serviços por equiparação àqueles.
    É o que entendo e não me venham com a experiência e o saber acumulado e por aí fora, pois que por ali também há muita experiência e saber acumulado nos colegas sem curso superior e mesmo assim se reconhece que deve - como aliás houve - diferenciação para com aqueles que se acham (em teoria) mais bem preparados ou qualificados.
    É o que acho respeitando quem ache coisa diferente.

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  35. As pessoas que detêm banco de horas (que conhecemos com proximidade) relatam os mesmos problemas da disponibilidade permanente dos OJ. Imagine-se que até num fim-de-semana, um sábado, é possível chamar alguém por conta do dito banco. Por isso se diz que não são só rosas, há uma outra face da moeda a considerar.

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  36. bla bla bla!

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  37. ue é igula31/1/25 13:21

    Há uma coisa que eu não percebo:


    Como é que se pode tornar diferente algo que é igual?!!!


    Como é que se pode diferenciar um licenciado com 5 anos de outro licenciado com 10 anos?!!!


    Como é que se pode difreenciar um adjunto com 5 anos de outro com 10 ou 15 anos?!!


    Na minha humilde opinião não se pode!


    Onde no EFJ estão plasmadas as diferenças em função dos anos nas categorias ou nas habilitações?!!!


    Uma pessoa tem de ter 18 anos para votar, mas essa pessoa não goza de direitos de voto acrescidos por ter 20, 30 ou 40 anos de idade!


    Mas já sei que por aqui a retórica é muita ...


    Façam favor!

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  38. Compreendo o seu ponto de vista.
    Não obstante, o denominado "banco de horas" que eu defendo teria de ser devidamente regulamentado - não podia nem pode ficar ao livre arbítrio - com respeito pelos tempos de descanso (que hoje não acontecem).
    Dizer, ainda, que a situação a ficar como está, presentemente, é que não é mais tolerável e, na mesa das negociações, é preciso acabar com os abusos e com a "panaceia" do costume que nada resolve antes complica o que, no meu ponto de vista, é fácil de resolver.
    Dei o exemplo dos médicos de saúde pública - que têm um subsídio de disponibilidade permanente  - que não estão permanentemente, todas as semanas, no exercício dessa disponibilidade, ela só acontece por exemplo nos picos de surtos gripais, ou outros como das aves, etc., e ocorrem em períodos muito específicos.
    Já os Of de Justiça, nomeadamente os que estão no JIC e nalguns DIAPs, esses estão todas as semanas em alerta e em constante prevenção, e até às 16h49m podem sempre serem surpreendidos.
    Daí que, o pagamento de horas a mais, porque seria uma constante naqueles aludidos serviços, seria inviável ou impraticável - até porque acarretaria sempre processos complexos de controlo e monitorização (tal como sucede com os turnos de fim de semana), e consubstanciaria um constrangimento ao decurso das diligências - se bem que neste aspeto até seria bem vindo pois que funcionaria de tampão a alguns agendamentos para as 1612h00 e até 16h00 ou coisa assim como se vê em muitos serviços. E o que é aventado até não é estranho, pois que os médicos em geral são pagos assim - pelas horas a mais que fazem acumulando ventenas ou milhares.
    A mim, pessoalmente, a melhor solução seria a que aventei mas aceito a que propõe, o que não é aceitável é que continue tudo como está!
    Com a cordialidade e respeito que é devido e merecido.

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  39. É porque querem fazer disto um clube de futebol, onde, os anos de sócio são importantes no ato de votarem!


    Só que num clube de futebol, se o treinador não apresentar bons resultados é despedido, coisa que não acontece nos nossos sindicatos! 

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  40. ue é igula31/1/25 14:26

    Não, não sou assim tão básico, e até costumo gostar do que você escreve.


    Acontece que, no comentário presente, não gostei assim tanto, apenas e só ...


    Mas não leve a mal, não era essa a minha intenção.

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  41. Desculpe-me pela minha incompreensão.
    Bom resto de tarde e bom fim de semana.

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  42. Desculpe?
    Então os escalões ou níveis são o quê - senão apenas e só a valorização pelo tempo de serviço.
    Será que não compreende que se fosse como diz, de o decurso do tempo não provocasse diferenciação, teríamos todos os mesmo salário, independentemente dos anos (antiguidade) tivessem 10, 20, 30, ou 40 ou até mais anos - entrava-se com 500 e com esses quinhentos se ficava, merecendo apenas as atualizações anuais (de acordo com a infração ou numa espécie de correção monetária, pela valorização do dinheiro).
    No setor privado temos uma coisa que se chama meritocracia - valorização pela competência - e outra que se chama diuturnidades, que é o reconhecimento pelo tempo de serviço.
    O que o colega defende é qualquer coisa de muito diferente do que existe no mundo em que vivemos - embora defensável naquela lógica constitucional de que para trabalho igual salário igual - o problema põem-se em saber como promover a motivação e gerar expetativas para que cada um de nós incremente produtividade e qualidade nesta - e eu não vejo outra forma que a progressão por escalões (sendo unicategorial) ou por categoria.
    Depois, há qualquer coisa de muito estranho na cabeça de alguns colegas - naqueles que não vêm nos outros, colegas, maior competência e/ou preparação para assumirem funções mais complexas - e até não compreendo porque é que foram estudar ou puseram os seus filhos a estudar se ao fim e ao cabo é tudo igual.
    Não, não é tudo igual. Se ser-se licenciado não equivale a maior competência, por isso que é que se entende que, para além de o ser (licenciado) é preciso, na minha opinião, sustentabilidade no tempo, e notação de mérito em inspeção.
    E a ideia que eu aventei - já inventada e em curso desde 2018 para os Of de Registo (vão 6 anos) - não é nova é apenas e só a aplicada a outras profissões/carreiras e não vejo porque é que se há de merecer um tratamento diferente (para pior).
    Mas isto é só a minha opinião, e o que defende o colega não é descabido é apenas e só característico daquele pensamento de esquerda - o de que cada um de nós independentemente do papel que representa na sociedade, do trabalho que a cúpula nos destina, merecemos uma contrapartida igual à dos demais, daqueles que representam outro papel - e que apenas pretende ver bem remunerados aqueles que pouco fazem.
    Desculpe-me mas é a minha opinião pessoal com todo o respeito que me mereceu a sua.

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  43. ups onde disse "infração" quis dizer "inflação"

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  44. Não me levem a mal por aquilo que vou dizer, mas uma pessoa percebe que a carreira caiu ao ponto mais fundo possível, no momento em que escuta da boca de uma senhora que faz limpeza ao Tribunal aquilo que ela ganha.


    Quando lhe dizem que um funcionário em início de carreira nem 1000 euros limpos levará para casa, com a agravante de que muitos são colocados longe de casa...a mesma custou a acreditar que ganharia o mesmo que um recém entrado Oficial de Justiça! 


    Uma carreira que bateu no seu ponto mais fundo, sendo esta situação apenas (mais um!) abre olhos para todos quantos escutaram isto no Tribunal onde trabalho.

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  45. Greve aos atos para ontem 

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  46. OJPseudAgnóstico31/1/25 17:07

    Ah, Fazenda!!!
    Quer dizer que quem defende aquele tipo de igualdade, a não ser que seja um dos nossos colegas que recebemos esta semana nos nossos tribunais, já é alguém que se considera a si próprio um trabalhador que recebe vencimento em demasia pois em nome dessa mesma igualdade nunca deveria ter passado do salário inicial.
    Será isso?...

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  47. https://observador.pt/2025/01/31/funcionarios-da-aima-recebem-bonus-de-ate-860-euros-por-mes-para-acelerar-processos-metade-dos-imigrantes-ja-foram-atendidos/

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  48. Trabalhem para a estatística, parolos!!





    E não se esqueçam que é fim do mês e as baixas têm que estar todas dadas!!

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  49. GREVE AOS ACTOS!

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  50. Isso é o que se chama argumentação retorcida.

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  51. Atenção que não há adjuntos com 10 anos.
    Nem com 8, nem 9, nem 11, nem 12, nem 13...

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  52. Não, colega.
    É alguém em torno de quem gira todo o mundo.
    Aonde essa pessoa consiga chegar é aí que se fixa o teto máximo.

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  53. Se está fora do país não se preocupe.
    O Chega tem bandidos semelhantes e estão sentados no parlamento.
    Esses sim, são preocupação e podemos agradecer a alguns colegas nossos que os nomearam.

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  54. Deixe lá, tb já me aconteceu!


    Bom fim de semana.

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  55. O que quer dizer - Greve às diligências!

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  56. Eheh mais uns e nós á espera da boa fé....ehehe

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  57. OFICIAL DE JUSTIÇA, abaixo de soldado raso!..

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  58. pobre da cuca31/1/25 21:13

    Se bem me lembro o SFJ anunciou na altura  ter interposto processo nos tribunais relativo à plataforma CRHonus.
    Será pelo tempo decorrido que no blog se esqueceram de mencionar no artigo de hoje essa ação?
    Na verdade existe alguma razão nisso, porque nada se ouviu ou leu sobre o resultado da mesma açā, o presumindo-se a sua pendência nesta altura.
    Isto porque se a justiça anda atrasada como dizem, também assim é para os que nela trabalham e nāo só para os outros.
    Depois, temos de ver que quem paga os vencimentos, sempre tem de saber por algum meio se os horários de trabalho da lei sāo cumpridos . Veja-se o aqui relatado caso do casaco na cadeira que nunca tinha ouvido.
     O que está registado a mais, como alguém aqui disse que tinha muitas horas a mais, foi porque assim quis. Até lá pode dormir à noite. Cumpra sim horários e está tudo bem.

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  59. De facto, essa seria outra dificuldade inultrapassável.
    Imagine-se se nem agora conseguem pagar o tempo de provisório a milhares de oficiais de justiça, se passassem a pagar horas extraordinárias aonde é que iriam buscar os funcionários suficientes e competentes para processar tais pagamentos! 

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  60. Soldadinho de chumbo.

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