Make Carreira OJ Great Again?

      Iniciaram ontem funções nos tribunais e nos serviços do Ministério Público quase 570 novos Oficiais de Justiça e aqueles poucos que não iniciaram ontem, iniciarão brevemente, desde logo quando esgotarem os prazos de prorrogação requeridos e concedidos.


      A entrada destes novos Oficiais de Justiça traz consigo a esperança da possibilidade de alívio do excesso de trabalho atribuído aos que já se encontram ao serviço. Obviamente que a divisão por mais um diminui a carga individual e se isso não vai acontecer já hoje, acontecerá no curto prazo, em face da urgência da necessidade.


      Ainda assim, apesar de muitos, estes 570 não aportam um acréscimo real, porque as perdas, pelas saídas da carreira, são quase tantas, em cada ano, quanto os que ora entram. Estamos perante um paliativo, mas não um tratamento sério do problema.


      Todos os novos Oficiais de Justiça ingressam na mesma carreira de Oficial de Justiça, carreira que detém várias categorias às quais todos poderão aceder.


      Lado a lado nas secretarias judiciais e nas secretarias do Ministério Público trabalharão Oficiais de Justiça que entraram pela mesma porta e a quem se lhes oferece as mesmas possibilidades de progressão na carreira, sendo que nem todos conseguirão progredir, mas todos podem ir tentando.


      O Ministério da Justiça e também os dois sindicatos propõem agora, com algumas pequenas diferenças, que a carreira, até aqui única de Oficial de Justiça, seja dividida em duas: os que entram a auferir logo maior vencimento e os que entram a auferir menor vencimento, os que entram para um grau de complexidade 3 e os que entram para um grau de complexidade 2, apesar de ambos acabarem a realizar precisamente as mesmas funções e, tantas vezes, até lado a lado.


      E por que razão são propostas estas diferenças? Porque há quem desvalorize algumas funções que os Oficiais de Justiça levam a cabo todos os dias e que contribuem, necessariamente, para o funcionamento geral da pesada máquina, convencendo-se que só as suas funções, as que hoje desempenham e as que ambicionam e sonham vir a desempenhar, são relevantes e merecedoras de um elevado olhar de relevo e de grande mérito.


      O vício de desprestigiar o trabalho alheio vem matando os Oficiais de Justiça desde há muitos anos, prejudicando sempre a generalidade da carreira e é neste espírito fechado e podre que os sindicatos se deixaram contaminar, chegando ao ponto de propor, eles próprios, a existência de discriminação interna dos Oficiais de Justiça.


      Sim, infelizmente é verdade e chegam mesmo ao ponto de determinar o salário dos discriminados. Consta assim:


      «3. a) Os Oficiais de Justiça das categorias de grau de complexidade II, o seu vencimento inicia-se no índice 12 da TRU,a que corresponde, em 2025, € 1232,04.



  1. b) Os Oficiais de Justiça de grau de complexidade III, inicia-se no índice 18 da TRU, a que corresponde, em 2025, € 1547,83.»


      Sonham alguns, os que concordam com a discriminação, que aqueles que se aponta para receberem mais irão ter funções que as magistraturas prescindirão, para poderem valorizar a carreira de Oficial de Justiça de grau III.


      A ilusão é tão forte e está tão entranhada que acreditam cegamente que as magistraturas alterarão os seus estatutos e que até se realizará uma revisão constitucional própria para acomodar as suas pretensões, pretensões essas que não cabem na revisão estatutária em curso, nem nunca serão acomodadas no futuro Estatuto da carreira.


      Ao contrário da fantasia dos Oficiais de Justiça, as magistraturas são bem realistas e não prescindem – nem desprezam – nenhuma das suas funções, ao contrário dos Oficiais de Justiça que, acefalamente, passam a vida a prescindir e a desprezar as suas funções.


      É imprescindível que os Oficiais de Justiça transmitam aos sindicatos a informação que não têm, que não compreendem ou que confundem. A opção de dividir a carreira em duas, os de nível 3 e os de nível 2, ainda que seja para quem venha a ingressar no futuro, não é algo que se encaixe no tão propalado conceito de “ninguém fica para trás”.


      Quando se diz que “ninguém fica para trás”, não pode ser uma afirmação falsa; não pode ser que ninguém fica para atrás agora, mas não amanhã.


      É inadmissível que o Governo e também os dois sindicatos confundam a carreira de Oficial de Justiça com outras carreiras e as mesclem, dividindo-as, porque, mais uma vez, se deixam enganar pelos discursos de alguns Oficiais de Justiça que desconsideram funções e que querem continuar a prescindir delas, continuando a delapidar e desmembrar a carreira.


      Este fenómeno de alguns elementos quererem prescindir de funções, por as considerarem menores, constitui o maior atentado à carreira. Para além das funções hoje exercidas por outras carreiras e profissionais, que antes eram realizadas pelos Oficiais de Justiça, continua hoje a correr a doentia opinião de que ainda existem funções que são indignas dos Oficiais de Justiça e que devem ser exercidas por outros, por as considerarem de menor complexidade e é neste sentido que dividem a carreira, para poder prescindir dessas alegadas funções que consideram menos nobres.


      Nunca se viu tão grande embuste, nem nunca se viu que durasse tantos anos.


      Vejamos um exemplo: no caso dos juízes, a revisão da sua carreira e estatuto não implicou a criação de uma divisão de uma casta superior para dar sentenças e outra inferior para dar despachos de mero expediente. Os juízes não abdicaram de nada, nem de um visto em correição, nem têm intenção de o fazer, nem podem, pelas atribuições constitucionais. Já no caso dos Oficiais de Justiça, a intenção é continuar a desmembrar a carreira, porque há alguém que diz que na Central só se carimbam papéis, por ter essa errada ideia de há muitos anos, ou que a assistência às audiências de julgamento também não tem nada que saber, funções das quais prescindem para outros que não os puros e superiores Oficiais de Justiça de casta superior.


      Não nos espanta, nem sequer repugna, que o Governo proponha uma qualquer divisão, porque achamos natural tal estupidez, mas enoja-nos sobremaneira, ao vómito, que sejam os próprios Oficiais de Justiça a defender a perda de funções, sejam elas mais simples ou mais complexas, no âmbito de uma carreira pluricategorial. Se estamos a tratar do Estatuto dos Oficiais de Justiça tratemos deste, se estamos a tratar dos estatutos dos Oficiais de Justiça e também dos funcionários judiciais, tratemos de indicar claramente essas duas carreiras, sem as confundir nem as fundir.


      Compete aos Oficiais de Justiça e aos seus sindicatos defender a carreira e, tal como outros profissionais da justiça, defender um acréscimo de funções e não a perda de funções.


      Outro exemplo: desde a perda de funções, antes desempenhadas pelos Oficiais de Justiça, para os agentes de execução, estes últimos nunca mais pararam de defender novas atribuições, tendo enriquecido enormemente a sua profissão.


      Por isso, alinhados com muitos Oficiais de Justiça, defendemos a consolidação da carreira, com todas as suas funções atuais, sejam elas mais, ou menos, complexas, todas elas dignas e todas elas necessárias, mantendo-as todas, enquanto existirem, obviamente sem deixar de defender novas atribuições, embora já estejam atribuídas a outras carreiras e a outras profissões.


      Por isso dizemos não à destruição da carreira, através da sua divisão, interna ou externa, presente ou futura.


Expressoes-Venda.jpg


      Fontes: “Notas informativas do SFJ e do SOJ” e a “Contraproposta Conjunta”.


      Atenção, que ninguém se perca: Todos os documentos negociais apresentados formalmente até ao momento e os que venham a ser futuramente apresentados, estão (e estarão) compilados e permanentemente atualizados e acessíveis, através da ligação que disponibilizamos junto ao cabeçalho da nossa página, com a seguinte designação: “Documentos Negociais apresentados por MJ e Sindicatos em 2024 e 2025 para o projeto EOJ”. No mesmo local, estão ainda destacados e podem consultar toda a documentação relacionada com as propostas dos anos anteriores, desde 2019.

Comentários

  1. continuamente a perder...








    De Junho/2024 até ao momento...


    JUNHO/24         -300€
    JULHO/24          -300€
    AGOSTO/24       -300€













    NÃO SE DEIXEM PISAR MAIS!!

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  2. É assim mesmo, colega.


    Estamos sempre a ficar para trás.


    Os Sindicatos nem precisavam de inventar, quando no ano passado estava a ser dada a 'chapa 300'.


    MAS NÃO!!!
    Inventou-se e prejudicam-se milhares de funcionários mês atrás de mês e sem ver um fim à vista para esta vergonha.

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  3. à frente dos "Sindicatos" estão pessoas e se elas não são capazes há que as pôr a andar.


    Rua Marçal

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  4. Convém esclarecer que a propalada divisão da carreira decorre das alterações a que a profissão tem sido sujeita por causa das inovações informáticas. 
    Ser oficial de justiça hoje nada tem a ver com ser oficial de justiça há 30 anos. Estes 30 anos que deviam ter sido de transformação da profissão serviram para se andar a discutir um suplemento. 
    As outras profissões nestes 30 anos adaptaram-se e evoluiram, a nossa ficou estagnadae ainda hoje o seu maior foco de discussão são  as habilitações mínimas ou máximas de cada um, ou, vejam lá,  a integração de um suplemento. 
    É agora que temos de definir o que queremos da profissão para que quando os despachos forem notificados de forma automática e as atas forem transcritas também de forma automática( falta pouco). Não é enterrado a cabeça na areia a dizer que somos todos iguais e que temos todos uma ideia de carreira e percurso profissional igual.
    Sim,  em minha opinião divisão da carreira é fundamental para a sua evolução e por isso estou em desacordo com o blog.

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  5. Esperemos que a analogia com o slogan MAGA seja mesmo só isso!


    Só nos faltava mesmo para acabar de vez com isto um Trump nas Justiça!!!! ...

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  6. É de acordo com a divisão desde que transite claro .
    Caso contrário seria contra.

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  7. ora ai está


    "

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  8. Nem nos filhos pensam, os filhos têm que sair deste país


    mas continuem escravos 

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  9. Obrigado a este blogue por tentar abrir os olhos aos que não querem ver, mas penso que  aos  que  não querem ver nada adianta explicações.
    Gostam mesmo só do seu umbigo e irão definhar a medio prazo por falta de união .
    Tristeza.

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  10. Mario de Sousa21/1/25 09:59

    Excelente artigo e de louvar esta linha de pensamento que concerne na maioria dos Oficiais de Justiça portugueses.


    Já mencionei num dos artigos das minhas reflexões "in Mário de Sousa".


    No futuro terá que no texto constar da proposta uma situação como por exemplo:


    Os funcionários judiciais portugueses dividem-se em dois grupos de carreiras sócio profissionais:
    1) Carreira especial pluricategorial de grau de complexidade funcional III de Oficiais de Justiça.
    2) Carreira de regime geral unicategorial de grau de complexidade II de Assistentes de Justiça./atuais Assistentes Técnicos.
    3) Carreira de regime geral unicategorial de grau de complexidade I de Auxiliares de Justiça/atuais Assistentes Operacionais.


    NOTA: 
    Transitam automaticamente para a carreira  especial pluricategorial de grau de complexidade funcional III de Oficiais de Justiça, os atuais Oficiais de Justiça em funções nas Unidades de Processos e de Inquéritos.
    Transitam automaticamente para a  carreira  de regime geral unicategorial de grau de complexidade II de Assistentes de Justiça, os atuais Assistentes Técnicos Funcionários de Justiça.
    Transitam automaticamente para a  carreira  de regime geral unicategorial de grau de complexidade I de Auxiliares de Justiça, os atuais Assistentes Operacionais Funcionários de Justiça.


    Fazendo uma analogia a outros Ministérios como por exemplo o da saúde onde os Oficiais de Justiça seriam como os Enfermeiros ou no Ministério da Educação seriam os Professores, tramitando os processos judiciais e inquéritos das diversas matérias criminais nas funções e matérias jurisdicionais e os outros Funcionários de Justiça não Oficiais de Justiça, exercendo as suas de apoio meramente de carater administrativo, não jurisdicionais e estando na dependência funcional dos Oficiais de Justiça, tal como os Oficiais de Justiça estão das Magistraturas.


    Trata-se apenas de uma boa gestão de recursos humanos, como dizia o amigo "elementar meu caro Watson".


    Mário de Sousa "in reflexões"

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  11. Isto já mete nojo, 
    Então os sindicatos vão esperar até dia 5 sem anunciar nada??


    Não conseguem ver que o objetivo da ministra foi  esperar pela a entrada dos novos, esses novos na minha são os reféns que não podem fazer nada.

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  12. Impressiona-me negativamente a linguagem do senhor bloguer relativamente à divisão da carreira. Pode emitir a sua opinião sem usar os termos que usa. Por outro lado, a sua oposição aos que têm licenciatura e mais do que notória, mas quem estuda tem de ter uma posição melhor e essa ideia tem de ser vertida neste novo estatuto!

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  13. A insistente comparação com os juízes é tão despropositada que até mete dó. Caro "Oficial de Justiça", os magistrados, sem qualquer, por ora, alteração legislativa e constitucional, estão disponíveis para que, mediante a figura da delegação de competências, os Oficiais de Justiça possam ter competências mais alargadas e complexas, que de momento estão na esfera dos mesmos. Quando insiste no "visto em correição", obviamente que, independentemente da simplicidade do ato, a responsabilidade do mesmo só pode ser atestada por um magistrado. Quanto à reforma dos juízes, esquece-se que em 2014 passaram a haver uns de 1ª e outros de 2ª sem que tal tenha causado uma urticária idealista - um juiz de competência genérica ganha menos do que um de competência especializada. Depois, passaram a haver critérios onde quem demonstra ser melhor e investe na sua valorização pessoal, tem preferência sobre os outros que convictamente se acomodam. Quanto aos solicitadores, talvez não seja do seu tempo, mas não tivessem os mesmos lutado por mais competências, ainda eram uns meros "moços de recados" dos advogados. Que o senhor tenha a sua opinião, tudo bem! Mas queira fazer parte da solução porque esse tipo de resistência à mudança é a que nos tem levado ao ponto onde chegámos.

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  14. Também não entendo.
    Todo este tempo de espera, estas reuniões muito espaçadas no tempo.


    Isto só serve para arrefecer a negociação. Que justificação existe para uma marcação tão tardia? Mais ainda quando não há nada de nada...

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  15. Greve às diligências por tempo indeterminado, apenas e só...!


    Bastará isso para alcançarmos o que queremos, mas é preciso "deitar fora" o medo que nos tentaram incutir!


    Entretanto, perdemos centenas de euros todos os meses!


    Greve às diligências!

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  16. Se li bem os comunicados de ambos, e penso ter lido, vão entretanto realizar-se reuniões preparatórias, antes dessa de dia 5. Mas como nesta carreira uns falam alhos, outros bugalhos e outros ainda outros alhos, nunca ninguém sabe de nada.

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  17. O erro foi ir armados em não sei o que discutir aumento de suplementos ou seja percentagem de suplementos...


    Deram as armas todas á ministra, que no entendimento dela até deu mais do que pediam...


    Deviam ter atacado logo no imediato a valorização salarial...


    Andaram com brincadeiras e deu errado ..


    Contudo parece que finalmente voltamos a ter destaque agora é não ceder e aumentar a pressão...


    Então a ministra mais uma vez trata-nos como criancinhas, ou se portam bem ou ficam de castigo até dia 5....


    E o k nos fazemos ? Aceitamos o castigo e prometemos portar bem...


    Vergonha k raio de classe é esta???

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  18. Vergonha.... então a ministra parece que está a lidar com criancinhas.


    Do género vão ficar de castigo até dia 5, se não se portarem bem não á nada para ninguém.


    E o que nos fazemos?obedecemos, aceitamos o castigo, e prometemos que nos vamos portar bem....


    Que raio de classe é esta?? Afinal somos homens ou ratazanas?

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  19. "á" deve ser "há". Se for prova escrita vão descontar erros ortográficos 

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  20. Boa tarde


    Onde poderei adquirir esse livro "in reflexões"?


    Obrigado 

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  21. Se um solicitador era um "moço de recados", o que dizer dos meirinhos ...


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  22. Oiça lá o das 10:53.
    O Sr. Bloguer disse isso... Pois eu não verifico e nem constato nada daquilo que se está a referir... 
    Constato sim, que dá sua parte há um narcisismo atroz, porque é licenciado e julga por isso que TUDO LHE É DEVIDO...está redondamente enganado... Olhe que"... O hábito faz o monge, mas, a Capa e canudo, como se dizia no meu tempo, não 
     fazem o OFICIAL DE
     JUSTIÇA... "
    Vá para um Juízo de Comércio enterrado até aos ossos...e depois fale comigo...

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  23. Essa da competência especializada foi o que se pôde arranjar para aumentar substancialmente de forma automática os juízes quando todo o restante povo estava sob o jugo da troika a apertar o cinto.
    Uma autêntica vergonha nacional essa diferença de tratamento entre portugueses, da parte de quem a implementou mas sobretudo de quem a aceitou e deveria ser o garante de que tal género de iniquidades nunca aconteceriam num estado de direito democrático.
    Os que não foram abrangidos pela especialidade foram bastante menos do que os outros, e mesmo que quisessem e ousassem nada poderiam ter feito quando o governo contou com a aquiescência das cúpulas da magistratura.
    Ainda hoje me causa vómito pensar que aceitaram o suborno quando o seu povo estava em agonia.

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  24. Vamos lá fazer as contas de quanto já paguei para os sindicatos...... 

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  25. Faz tb as contas de quanto já poupas te em IRS por isso.

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  26. Cada vez que vejo esta conta até me dá tonturas.

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  27. Mantendo-se este estatuto, com o número de escrivães e secretários que se vão aposentar este ano, a Dgaj não vai ter alternativa a abrir cursos com a aplicação da mesma fórmula de graduação já que as decisões mesmo que transitadas, só se aplicam ao concurso anterior.
    Vão mais umas dezenas de auxiliares licenciados para secretarios e lá vai a saga de impugnações temporada 2.
    Esta carreira é uma comédia.

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  28. Não vai acontecer nada disso.
    Não haverá promoções ou que lhe queiram chamar enquanto não for publicado o estatuto novo.

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  29. Um juízo do comércio enterrado até aos ossos, é do senso-comum, um excelente lugar para quem não se queira maçar muito.

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  30. Somos prejudicados nos salários, com uma tabela salarial parada no tempo...e seremos muito prejudicados um dia que chegue a reforma.


    Sra. Ministra, espero que não retire nenhum gosto pessoal em ver a agonia a que se está a levar esta carreira.
    Saberá perfeitamente que a proposta avançada em Dezembro é uma vergonha (uma autêntica afronta!) e em que não existe quase ganho remuneratório.

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  31. Ou seja, segundo percebo a argumentação de alguns para nao dividir a carreira, presumo que todos os não licenciados, é porque lhes enoja e dá vômitos.
    Nem sei porque se gasta mais tempo a tentar convencer o governo do contrário, com um argumento fortíssimo como este.

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  32. ..ahahah...quem estuda?
    ...chegas não percebea um  boi do que vais fazer és ensinado pelos mais velhos...que até têm o 11 primeiro ano...mas queres logo fazer parte de outra casta...e quando dizes estuda...muito do que estudaram os licenciados serve pra limpar o cu...e alguns são burros que nem uma porta.
    Foi assim que tudo isto começou...com alguns a quererem trepar por cima dos outros....

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  33. Não te preocupes...
    ...onde estou 3 dos que chegaram e ainda só passaram 24 horas já estão a magicar a saida para outros sitios da administração puica

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  34. Atenção com os Cheganos perto de si.
    Estão a levar muito à letra o lema "Limpar Portugal", e já andam a "limpar" todas as malas que encontram.🥴

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  35. Só pode ser para rir ... Olhe quem estuda já está no CEJ !. O Sr. anda com o canudo metido (que até hoje de nada lhe serviu). E agora num passo mágico quer passar por cima de tudo/todos.
    E já agora, continue os estudos, pois em breve pode enterrar-se.

    "Shame on you"

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  36. outro que luta pelo prestígio

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  37. Ao Anonimo das 22:31 você é doente?


    Sabe grau 3 é dado a quem tem curso superior é assim em todas as profissões.


    Quem está mal nesta profissão não é quem tem licenciatura.


    Contudo ninguém quer passar por cima de ninguém, obvio que é justo que os mais antigos sejam considerados e tenham o grau 3.


    Contudo tenha vergonha nessa cara suja, não quer admitir que a formação superior é uma mais valia .... você não pode ser honesto..

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  38. Pois mas sabes a diferença entre mim com licenciatura e tu sem, é que sempre tenho outras possibilidades...e tu não passas da cepa torta por tal cala essa matraca mal cheirosa.

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  39. Aí sim quem é provisório não pode ...e não pense que é assim tão fácil transitar de carreira tenha juízo..


    E você já anda armado em alcoviteira a tentar saber os paços dos outros..

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  40. Here the height of honesty...

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  41. És um lord perfumado...
    ...vai mas trabalhar

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  42. Paços é com dois ss..
    ..sr. licenciado

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  43. Sim é dos tais licenciados que precisa mesmo de ir a teste !

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  44. Fecha essa boca mal cheirosa, frustrado sem estudos. Vai estudar, isto é para quem estuda. Não dignificas a profissão.

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  45. Agora é que é o verdadeiro mala ciao.

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