“Não se pode falar em justiça quando quem nela trabalha é tratado deste modo”

      Foi ontem debatida em Plenário da Assembleia da República a Petição n.º 161/XV/1.ª – intitulada: «Respeitar os Oficiais de Justiça, melhorar as suas condições de trabalho e valorizar o seu estatuto de carreira para um normal funcionamento do sistema de justiça.»


      A petição, cujo primeiro subscritor é António Marçal, deu entrada a 22MAI2023, isto é, quase a completar dois anos, e, por ter 8205 assinaturas (mais de 7500) foi levada ao Plenário para apreciação.


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      Todos os grupos parlamentares se pronunciaram sobre a Petição, do modo que a seguir transcrevemos, de uma forma muito sucinta, com um breve extrato que consideramos poder servir para ilustrar cada intervenção. Caso queira conhecer a integralidade das intervenções, disponibilizamos a final ligações ao vídeo da sessão e também a documentos.


      Nas galerias estavam alguns Oficiais de Justiça a assistir.


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      A primeira intervenção foi do deputado do PCP António Filipe que, em síntese, disse o seguinte:


      «Os Funcionários Judiciais, não é exagero dizer, estão entre as classes profissionais mais injustiçadas deste país.»


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      Seguiu-se a deputada do PAN Inês Sousa Real que, entre outros aspetos, disse o seguinte:


      «Encontramo-nos a discutir uma vez mais esta matéria e a situação dos Oficiais de Justiça, pois estamos basicamente, mais ou menos, no mesmo ponto que já estávamos na legislatura anterior e continuamos a ver os mesmos problemas, as mesmas promessas adiadas e é incompreensível como os sucessivos governos têm tratado os Oficiais de Justiça.»


      E ouvimos ainda o seguinte:


      «Ainda ontem, nesta Assembleia da República, ouvimos a senhora ministra da Justiça dizer que não tem qualquer dúvida que se chegará a um acordo com os Oficiais de Justiça, mas se não se chegar, avança na mesma. Ora, esta é uma postura incompreensível (...) e não se pode falar em justiça quando quem nela trabalha é tratado deste modo.»


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      A terceira intervenção esteve a cargo do deputado do Chega João Graça que, em síntese, disse o seguinte:


      «Políticas fracas, tornam fraca a justiça, porque a desacreditam e destroem o seu ativo mais importante que são as pessoas.»


      «O que aqui tratamos hoje é, nada mais, nada menos, do que um pedido, um apelo em forma de desespero, dos Oficiais de Justiça. E sabem o que eles estão a pedir? Que se cumpra a lei e que ao mesmo tempo a mesma seja adaptada e atualizada. Senhores deputados, não é o incumprimento de uma promessa política, é a aplicação da lei.»


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      Seguiu-se o deputado do Bloco de Esquerda Fabien Figueiredo que, entre outros aspetos, disse assim:


      «Tem de se começar por dizer o óbvio: respeitar e valorizar as carreiras e os salários dos Oficiais de Justiça é respeitar e valorizar a justiça e a sua correta administração.»


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      A quinta intervenção foi a do Livre, pela deputada Isabel Mendes Lopes que afirmou o seguinte:


      «A insatisfação dos Funcionários Judiciais e a insensibilidade do Governo já os levou a diversas greves. Estas paragens levaram ao adiamento de milhares de diligências, comprometendo a resposta dos tribunais num país onde os atrasos da justiça representam uma ferida no Estado de Direito. Mas bem; estas greves são mais do que justas!»


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      A sexta intervenção esteve a cargo do deputado do CDS-PP Paulo Núncio que disse o que a seguir vai transcrito:


      «Foi preciso este governo da Aliança Democrática tomar posse para que estes profissionais tivessem a sua voz ouvida. Dois meses. Não foram oito anos. Dois meses depois deste governo tomar posse, já tinha chegado a acordo com os Oficiais de Justiça.


      Em junho, este governo celebrou o acordo que permitiu a melhoria das condições do suplemento de recuperação processual e houve logo um compromisso da senhora ministra da Justiça quanto à revisão do Estatuto.»


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      A deputada Raquel Ferreira, do PS, prosseguiu o debate, sendo a sétima intervenção sobre o assunto no Plenário:


      «Não obstante a audição regimental que decorreu ontem e a senhora ministra da Justiça tenha mencionado a celeridade da Justiça e o aumento da atratividade das carreiras dos Oficiais de Justiça, o certo é que se furtou; furtou, a concretizar que medidas tinha pensado para tornar essas carreiras mais atrativas.»


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      A penúltima intervenção esteve a cargo da deputada Andreia Neto do PSD que disse o seguinte:


      «A verdade é que esta foi a primeira classe profissional que este Ministério da Justiça deu atenção. O Governo conseguiu em pouco tempo apaziguar o clima de crispação com os Oficiais de Justiça deixado pelo anterior governo.


      E convém lembrar, senhoras e senhores deputados: o Governo chegou a acordo em junho de 2024 com o Sindicato dos Funcionários Judiciais, o mais representativo do setor, que vinha de várias greves decretadas, durante cerca de 18 meses, quanto ao suplemento de recuperação processual.»


      A deputada ainda concluiu assim:


      «Estamos certos que os Funcionários Judiciais sabem que têm no Governo um aliado.»


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      A fechar a sessão esteve a deputada Patrícia Gil Vaz, da IL que concluiu do seguinte modo:


      «Senhoras e senhores deputados, o que está hoje em causa é mais do que salários ou suplementos, está em causa a credibilidade do sistema judicial. Não é uma questão laboral, é uma questão de justiça para aqueles que dedicam a vida a fazê-la funcionar.»


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      E assim acabou o debate, isto é, ao fim de quase cinco horas de sessão, todos os grupos tiveram de apreciar o assunto que lhes foi apresentado, sendo que para dois deles, dos partidos que sustentam o Governo, tudo está bem e eram mesmo estes os partidos-chave que deveriam ter percebido que não, que nada está tão bem assim quanto o pintam.


      Para além desta consequência da tomada de posição e consciência pelos partidos, alguns foram mais longe e apresentaram já propostas de lei e de resolução relacionadas com a problemática incompreendida dos Oficiais de Justiça.


      Fontes: Canal Parlamento (vídeo da sessão, com cinco horas de duração, sendo o debate da petição dos Oficiais de Justiça a última apreciação do dia).


      Pode ver também o Relatório da Petição e a súmula das declarações prestadas na Assembleia da República pelo primeiro peticionante, António Marçal, através da seguinte hiperligação: “Petição 161/XV/1ª”.


      Mais dados da petição aceda por “Aqui”.

Comentários

  1. O que eu temo é uma ?suposta? vontade da Sra. Ministra em avançar com o que bem entendem, haja ou não acordo.


    Forçar um Estatuto, ignorando quem cá está...

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  2. Este debate obrigou os diversos partidos a mostrar o jogo.
    E foi evidente a cara de pau  dos partidos da governação, PS, PSD, CDS, estes nunca mais terão o meu voto nem da minha familia. Simples.

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  3. E eu também quero realçar: 379 euros para os bombeiros!
    Quem é o causador deste tão " belo acordo"? O senhor Marçal! Viva! O governo não está a mentir!

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  4. A hipocrisia continua!


    Assim como continua o marasmo dos nossos sindicatos!

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  5. Comungo da opinião.

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  6. JUNHO/24         -300€
    JULHO/24          -300€
    AGOSTO/24       -300€

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  7. Srs. Carlos Almeida e António Marçal,


    Façam o que têm de fazer, e que já fizeram no passado, declarem "guerra" à atual ministra, pois esta não se mostra melhor que as anteriores!


    É preciso voltar à greve das diligências, a única que funciona!

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  8. Bom dia, apos esta entrevista da sra. Ministra, nada mais nada menos GREVE de 10 Dias no mínimo, Parar Parar, Parar

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  9. Avançar sem acordo não é de todo a melhor solução, mas tb não podemos continuar neste impasse, prejudicando as condições de trabalho da maioria, em beneficio de uma minoria.
    Lógico que todos queremos valorização salarial, mas no que se refere ao estatuto, há uns poucos que preferem manter tudo mesma de modo a manter o seu status, designadamente quem exerce cargos de chefia a título precário, adjuntos com aversão a serviço de sala, etc.
    São estas pedras na engrenagem, que os sindicatos não têm coragem de afastar, que estão a prejudicar as condições de trabalho da maioria dos OJs.
    Por isso, caso seja na necessário, o governo deve mesmo avançar sem acordo.

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  10. Deve mesmo avançar?
    Só podes ser mais um boy da tutela ou gostas de ser escravo.
    Vai-te catar.

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  11. Ora ai está,  o governo canta de galo apregoando sempre o acordo do pao seco.
    Agradeçam a quem fez o acordo à pressa.

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  12. Pelo menos às audiências mediáticas e do peixe graúdo!


     

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  13. 1 mês!! já!!

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  14. Agradeçam ao dito acordo feito à pressa, vá-se lá saber porquê e cozinhado de véspera.
    Traição!
    Agora sujeitam-nos a todos a ter um estatuto mesmo sem acordo, como disse a ministra que avançará  na mesma.


    Agradeçam ao maior sindicato

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  15. O SFJ deve avançar com novas formas de greve caso não haja valorização salarial a curto prazo.
    No que se refere ao novo estatuto e à reestruturação da carreira, já devia ter avançado "ontem".

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  16. Alguém viu ontem a entrevista da ministra.
    O entrevistador é fraquinho, como habitualmente, mas no que toca á nossa situação até fez uma ou duas perguntas interessantes, nomeadamente no facto de ficarmos para além da hora e não sermos pagos.
    Ora, a senhora ministra disse que somos uma carreira com isenção de horário e fugiu à questão.
    Lá deixou fugir que somos uma carreira especial.
    Entre várias coisas que podemos analisar e extrapolar das declarações da ministra, esta foi a mais surpreendente.
    Então se pretende dividir a carreira em duas, os funcionários a quem é atribuído o grau 2, ou a parte de carreira a quem é atribuído o grau 2, deixa de ser considerada carreira especial.
    Penso que isso é um facto pacífico e não deixa dúvidas e qualquer juiz de um Tribunal administrativo teria esse entendimento.
    Ora, não sendo uma carreira especial, deixa de ter vários Deveres associados, desde logo, o tal Dever de permanência ou a tal isenção de horário.
    Ou seja, em qualquer Tribunal com 10, 20, 50 ou 100 Colegas, apenas quem tenha grau 3 terá a tal obrigatoriedade.
    Ou seja, num Tribunal com 100 Oficiais de Justiça, apenas 10 ou 20, teriam a obrigação de ficar a assegurar diligências para além do horário normal.
    Não conheço técnicos administrativos a quem seja pedido para ficarem para além da hora.
    E isso, é o que se pretende, não é?
    Que os Oficiais de Justiça a quem seja dado ou atribuído o grau 2, sejam uma espécie de técnicos administrativos.
    Ou seja, a avançar está ideia peregrina de partir a classe ao meio, é bom que os que estejam à bica para serem grau 3, se preparem para assegurar tudo e mais alguma coisa para além do horário normal, para além do regular funcionamento das secretarias, pois isto não é só ter a fama, há que ter também o proveito.
    Portanto, essa cambada que anda pelas secretarias a imaginar serem uma espécie de elite e que já anda em biquinhos de pés, por pensarem vir a ser os senhores doutores das secretarias, podem-se preparar para alombar à grande e à francesa, pois não vão ser funcionários equiparados a administrativos a assegurarem serviço depois da hora de encerramento das secretarias.
    Igualmente no MP, é pouco provável e até pode ser ilegal, serem estes funcionários a executarem acto nos inquéritos atribuídos a OPC.
    Ou seja, acabam se as inquirições, interrogatórios, etc, etc.
    Obviamente, que no limite é isto que acontece mas as declarações da ministra abrem a porta para o caos nos Tribunais.
    Abraço.
    FF

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  17. Traiçao é o que uma minoria de colegas anda a fazer aos restantes, só para não perder a sua posição de conforto.
    A reestruturação da carreira nos moldes pretendidos pelos últimos governos é uma inevitabilidade, e os sindicatos sabem disso.
    Desde que haja uma valorização salarial, a maioria dos OJs quer o novo estatuto, e o governo sabe disso, assim como tb sabe que é condição indispensável para no perder as várias centenas de licenciados acabados de chegar .

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  18. Vou copiar para aqui o comentário que ontem, por antecipação fiz, e que é o seguinte:


    "
















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  19. Não faz sentido o que diz.
    Neste momento somos todos grau 2 em carreira especial.
    E nada impede que assim continue, com deveres análogos para grau 2 e 3.

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  20. Bom dia
    Não tema. Antes aceite que lhe vai custar/doer muito menos!
    É impossível continuar com este tipo de organização e funcionamento que evidencia, cada vez mais, estar manifestamente desarticulado com a realidade dos nossos dias.
    No modelo desenhado em 2014, o que se propunha era a criação de quadros flexíveis por comarca (seja de magistrados seja de funcionários) os quais, em obediência aos VRP definidos seriam alocados a cada unidade com os ajustamentos para fazer face a problemas conjunturais (e já não estruturais) de volumes de serviço anormais ou de medidas gestionárias para redução das pendências
    No fundo, embora ninguém o tivesse dito, apenas porque aquela reforma (dos Passos Coelho e da Paula Teixeira da Cruz) ficou pela metade, também seria assim para os funcionários judiciais.
    Já ninguém se lembra que a revisão das carreiras das magistraturas ficou preparada (com propostas concretas) por aquelas personagens e, imagine-se, não foram inicialmente aceites pelos visados vindo a beneficiar de excelentes revisões pela ministra Van Dunem que deliberadamente se esqueceu da “plebe”; por muito tempo e na hora da saída nos ofereceu uma proposta das mais ultrajantes que eu vi até hoje, com a desclassificação generalizada a grau II e cargos de chefia em comissão de serviço com recrutamento externo (estas funções estavam reservadas para Téc. Superiores e nem mesmo os atuais ali permaneciam por mais de 5 anos.
    Pretendia-se, com a aventada reforma, que se acabasse com as injustiças na distribuição do serviço - havia tribunais e/ou secções com muito serviço que trabalhavam noite dentro, e muitas outras logo ali ao lado (limítrofes) que aguardavam impacientemente as cinco da tarde para se porem a andar.
    A reforma, na sua génese, era e é uma ideia brilhante de boa gestão de recursos, fosse esta bem aplicada e soubessem implementá-la na prática.
    Paralelamente, como se disse, pretendia-se a reformulação também do nosso Estatuto assim como dos quadros de pessoal, estes assertados trienalmente de acordo com os fluxos processuais, mas que, verdadeiramente, nunca aconteceu uma vez que apesar das sucessivas alterações, nos movimentos operados não houve ingressos significativos e para evitar o colapso definiram critérios inexistentes para obstaculizar o exercício de um direito estatutário, vindo a suprimir-se o número de movimentos.
    Chegados aqui perguntamo-nos se a reforma assim querida ou pretendida - quadros flexíveis - é a necessária ou se é razoável colocá-la em causa?
    A resposta parece-me evidente, do ponto de vista da administração, esta ideia (a que eu acho que devem ser fiéis) é a que melhor se ajusta.
    Posto isto, é preciso agora decidir a arrumação desses quadros de funcionários segundo as necessidades de cada serviço prestado em cada comarca.
    Para isso deve chamar-se à colação a denominada “economia de escala”, o mesmo é dizer que, independentemente, do volume de serviço, tem de haver um quadro mínimo sem o qual os serviços não funcionam.
    Depois, percebendo qual a dinâmica que se quer criar, deve ser desenhada uma estrutura organizacional onde, de acordo com as necessidades funcionais, se perceba o conteúdo funcional de cada um para que individualmente e coletivamente (em equipa) se consigam cumprir os objetivos, a missão acometida.

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  21. Aqui fica o link para a entrevista de ontem na RTP da ministra:


    https://www.rtp.pt/play/p14350/e824658/grande-entrevista


    Fica o aviso para a mal disposição que advém de assistir a tal "coisa". Não digam que não vos avisei!!!!

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  22. Na prossecução dessa ideia, eu entendo a seguinte organização:
    - secretários judiciais (=secretários de justiça com outras competências);- gestores processuais (= funções típicas de adjunto); - administradores de trâmites (= auxiliares).
    Os secretários, necessariamente licenciados, teriam funções mais exigentes e maiores responsabilidades na concretização dos objetivos da comarca/núcleo (e obrigatoriamente, aprovação em curso próprio, tal como acontece hoje para os administradores, os quais passariam a ser recrutados de estre aqueles. Os gestores processuais, preferencialmente licenciados ou com experiência (saber acumulado), assegurariam a regularidade da tramitação, dos processos, incumbindo-lhes as funções de maior exigência técnica, na aporia do que não interessa, no impulsionamento do processo e resposta às vicissitudes.  Sobraria para os auxiliares a verdadeira assessoria ao magistrado, na gestão da agenda pessoal.
    Em cada núcleo deve de existir, necessariamente, um secretário e, pelo menos, tantos coordenadores de unidade quantos as áreas (setoriais) funcionais, por regra, um por cada secção/juízo (por ex.: 1 coordenador para o juízo local/central cível; outro para o criminal, outro para a laboral, fam. e menores, comércio, execuções, etc.).
    O Secretário seria, para além do mais, o "coordenador" dos - de todos os - "coordenadores" e responsável pela monitorização e acompanhamento dos serviços, proponho medidas gestionárias e correções/ajustamentos no funcionamento.
    Na transição para o novo desenho, ninguém deve ter perdas mas antes deve de ser compensado seja na possibilidade de mobilidade entre categorias/carreiras, seja em níveis de progressões.
    É o que eu acho.
    Ficar como está já não dá mesmo!
    Por isso, mal ou bem, eu aceitarei o que a senhora ministra propuser e até impor na falta de acordo.
    O senhor Marçal que vá ... catar pulgas ...

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  23. Corretíssimo isso o que diz.

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  24. O blog hoje deveria ter falado da entrevista da ministra na rtp3.


    Não o jornalista não foi fraquinho apenas ninguém explica que o acordo foi provisório, que o valor do acordo em média é de 50 euros por funcionario enquanto outros tiveram aumentos de 300


    A ministra na entrevista mostrou que não pretende dar aumentos.

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  25. Rei dos Oficiais de Justiça23/1/25 10:07

    A ministra mentiu na entrevista, foi esquiva, afirmou que já recebemos um suplemento para ter disponibilidade no trabalho.

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  26. Rei dos Oficiais de Justiça23/1/25 10:10

    Está na hora de endurecer a luta, o acordo pós papo secos legitimou o governo para este circo, afinal.estamos á espera do quê?
     Neste momento estamos a ser falados.


    É agora ou nunca...


    A ministra na entrevista de ontem disse tudo...


    Também a prioridade da petição é ridícula continuamos a ver o erro .

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  27. Outra vez a conversa dos "bicos de pés" ...
    Olhe eu atiro-lhe outra, a da "chupeta" (tetina feminina) em que todos têm mamado ao longo destes últimos anos sem fazerem muito por isso ... apenas deixar o tempo escoar-se que lá acabariam por ocupar um lugar subindo os degraus de forma automática, fizessem muito ou pouco, e com o avançar da idade e os conhecimentos certos davam um pulo substancial ocupando cargos e lugares para os quais manifestamente não se acham competentes (na fórmula dos concursos o peso da antiguidade na categoria não tem limites e ultrapassam a casa dos 20 valores (25 anos são 25 valores e por aí fora) desvirtuando a classificação final e menosprezando o mérito e qualificações (em lugar disso poderiam corresponder blocos de tempo a valores (10 anos= 1 valor, 15 anos= 1,5 valores, e assim sucessivamente)).
    O que temos hoje são diversos serviços disfuncionais, ineficientes, porque acima de tudo desprovidos de pessoas  mas também porque são coordenados no funcionamento por colegas, com muita competência isso eu acredito, mas manifestamente impreparados para aquelas funções.
    É preciso mudar de paradigma.
    Todos os dias lavamos a cara e perdemos alguma da pele que "vestimos" porque tudo tem um período de vida, mais longo ou mais curto, e até as nossas feições mudam.

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  28. Traição mesmo

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  29. 379 euros
    Quanto em 2025 ?
    Quanto em 2026 ?
    Quanto em 2027 ?

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  30. SEM GREVES ATÉ AO FIM NINGUÉM LEVA NADA, seja qual for a arquitetura das carreiras, sem pressão não há nada.
    Os desenhos possíveis são muitos, ser licenciado ou não não deve ser a questão (um oficial de justiça com vinte anos de carreira e MUITO BOM já tem mais que uma licenciatura), não podemos ficar todos com a mesma graduação é tudo uma questão de bom senso, MAS PODEMOS TODOS FICAR MELHOR.
    Companheiros se não lutarmos não há nada, convençam-se disso.

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  31. GREVE ÀS DILIGÊNCIAS!

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  32. Adolfo Dias23/1/25 10:37

    Bons dias
    No parlamento a conversa não muda, apenas os personagens. Desde o início do século a ouvir esta lengalenga.
    Agora eu quero saber qual é o suplemento de disponibilidade que a ministra falou na entrevista. Vejam ao minuto 41, essa afirmação.
    Estão a dever-me muito dinheiro, pois tive a ver os meus recibos de vencimento e esse suplemento não aparece lá.

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  33. Comentário lá de trás:
    (....)"
    Os funcionários não são máquinas. Têm família, têm sentimentos ou laços afetivos que não são, por muito que se queira tentar fazer, um esfregão para se atirar daqui para acolá.


    Perceba que cabe à Sraª Ministra dar meios humanos suficientes () e não propriamente estrafegar ainda mais os que cá estão, inventando forma de os pisar ainda mais.

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  34. Rei dos Oficiais de Justiça23/1/25 10:57

    Claro que a entrevista da ministra foi clara não falou em qualquer valorização ainda mentiu a afirmar que existe um suplemento que paga as horas extra.

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  35. A Sra. Ministra está mais preocupada com outras situações do que...com aquilo que devia.


    Tão depressa não haverá mais meios humanos nos Tribunais.
    Infelizmente!


    A preocupação dela parece estar focado nos Estabelecimentos Prisionais, como se viu ontem na RTP3 com o investimento de 10 milhões de euros para inibidores de sinal.


    Sim, leram bem!
    São 10 milhões de Euros empregues naquilo, ao passo que quanto a nós..."Alto lá que não posso andar a gastar dinheiro público para dar aos Oficiais de Justiça".

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  36. Sim, tem razão, mas ... e o que é que nós vamos fazer em relação a isso?!!!!

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  37. é o que dá andar a negociar subsídios (até parecemos aqueles cujo nome não se pode dizer) esses é que andam sempre atrás dos subsídios.

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  38. As sugestões são mais do que muitas...greve às diligências, greve às aprovações dos honorários no programa SICAJ, dar cabo da estatística...emperrando (não é empurrando!) o cumprimento de Despachos e expediente diário, etc...

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  39. . E como se vê o dinheiro vai para a carteira de todos os outros

    ResponderEliminar
  40. o dinheiro vai para a carteira de todos os outros

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  41. Tony Beirão23/1/25 11:35

    É verdade, mentiu e passou a ideia de que afinal somos pagos para trabalhar para além da hora.

    Estamos como o sporting quando o Bruno Fernandes saiu do clube

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  42. Existe um problema na comunicação quer dos sindicatos quer da comunicação social, ninguém fala de quanto foi o aumento comparado com outras profissões....


    Ninguém diz que tivemos aumentos entre 50 e 70 euros enquanto outros foi de 400.


    Falta falar em valores.

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  43. Vamos falar de dinheiro sim mas essa mensagem não tem passado para a comunicação social, ninguém fala do suplemento que não foi integrado e qual o valor que tivemos aumento em termos de dinheiro.


    Essa mensagem ainda não passou cá para fora.

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  44. Talvez o adjectivo seja mesmo aquele que muitos aqui utilizam -




     TRAIÇÃO!

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  45. Resposta/esclarecimento ao comentário das 10:02:
    Entre abordar hoje a entrevista da ministra e a apreciação parlamentar, optamos pela apreciação da petição, porque ambos os acontecimentos têm uma relevância similar, no curto prazo, mas o da AR aconteceu primeiro, sendo a entrevista mais tarde. Para além dessa ordem, como a ministra não aporta nada de relevo, optamos por dar a óbvia prioridade à iniciativa dos Oficiais de Justiça. 
    Assim, talvez amanhã, se não houver nada melhor, abordemos a entrevista.

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  46. Obviamente que qualquer Juiz de um qualquer Tribunal administrativo teria outro entendimento.
    Não pode realizar um downgrade e exigir as mesmas funções.
    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
    Se tiver policias de primeira e de segunda, acha que os de segunda vão fazer as mesmas coisas que os outros??
    Acordem.
    FF

    ResponderEliminar
  47. "Colegas manifestamente impreparados"
    Deixe-me adivinhar.
    O colega deve ser um dos que está manifestamente Preparado.
    Deve ser elite.
    Disso, só se vê nos Tribunais.
    Colegas a deitarem abaixo colegas.
    Disso, não se vê na PSP, GNR, Militares, Enfermeiros, Médicos, Guardas Prisionais, Oficiais de Registo, etc, etc.
    Só por aqui é existem uns melhores que outros.
    Os outros lutam pela classe.
    Estes lutam pelo seu próprio umbigo.
    Para mim, vocês não valem nada.
    Miseráveis.
    É o que eu acho.
    Miseráveis.
    FF

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  48. Rei dos Mercedes23/1/25 12:19

    "tudo para encher chouriços"... é o que me apraz dizer..

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  49. são tomás de Aquino23/1/25 12:27




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  50. CARREIRA DE GRAU




    OFICIAIS DE JUSTICA PAGOS COMO DE GRAU


    TRATADOS E IGNORADOS PELA MINISTRA COMO SENDO DE GRAU  

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  51. Mas VC ainda não conhecia o jogo dos partidos? Isto vem ocorrendo há mais de 20 anos e VC precisou deste debate? Realmente isto é uma carreira de cromos.

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  52. E o que fazem os sindicatos?!!!!!!!!!!!!!!!

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  53. O colega conhece o que está por detrás do acordo sobre o suplemento? É que parece ninguém conhece, excepto o Marçal.

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  54. Carreira já foi.
    Escravos felizes.

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  55. Não, diga antes:




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  56. E o juiz nos Açores acusado afinal os tempos de impunidade estão a acabar...

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  57. Muito se dá aqui ao caneco em horário de trabalho.

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  58. Idem!
    Parece que finalmente,
    Vai haver uma posição conjunta Sindical greve aos ACTOS à séria...
    UFFFA

    ResponderEliminar
  59. Finalmente!


    Finalmente António Marçal e SFJ!


    https://sfj.pt/destaques/carta-aberta-do-presidente-do-sfj-antonio-marcal-para-a-sra-ministra-da-justica/

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  60. Vamos para a greve das diligências, que é o que lhes doi!

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  61. Acabou o noivado!


    Vamos para a luta!

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  62. Sim, e nós somos o mexilhão, agora imagine o tempo que as altas esferas dão ao caneco!


    Ou sobre essas está tudo bem?!!

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  63. Caro colega FF
    O seu comentário merece-me a seguinte resposta:
    Por aqui, nos tribunais, não há separação entre maus e bons, se cá estamos é porque somos competentes, mas como noutros locais, também nos tribunais haverá certamente uns mais preparados que outros, seja pela experiência e saber acumulado, seja pelas habilitações e qualificações, isso é seguro.
    Depois a justiça social, e concretamente no trabalho, é aquela que alem de igualitária ( tratando por igual o que é igual e diferente o que é diferente)  reconhece o mérito e competência a quem o tem, e que Deus não beneficiou à nascença nem os próprios visados fizeram por isso depois de crescerem.
    Reconhecer que uns estão mais preparados que outros não é tolice, mas querer tratar todos da mesma maneira é seguramente "asneirice".
    O elevador social só funciona quando se reconhece o mérito às pessoas, quando estas o têm, e quando se premeiam pela positiva os investimentos pessoais que depois se repercutem na qualidade do serviço que se presta.
    Eu agora venho aqui muitas vezes defender os colegas licenciados, e não é por ter tal habilitação ou uma qualquer simpatia, mas apenas e só por ser justo fazê-lo quando apesar de tudo mais ninguém o faz.
    Eu, que sempre defendi um regime igual ao das Conservatórias (dos oficiais de registo) em que ninguém ficou para trás mas onde se reconhecem competências aos licenciados (só estes, mas nem todos - apenas aqueles com + de 10 anos - podem ser indicados para especialistas) e por isso se diferencia no tratamento.
    Por aqui, existe um ressabiamento incompreensível contra todos os licenciados que eu não tenho relativamente ao universo de funcionários/colegas.
    Dizer-lhe que o que o colega defende é apenas e só  a desconsideração no processo de revisão do estatuto de todos os colegas que são licenciados, para que todos os outros, pela velhice ou feições, possam - esses sim - colocarem-se em bicos de pé e "alegadamente" se assumirem de chefes daqueles outros (licenciados).
    Olhe eu, independentemente da licenciatura, estou disposto a fazer o que sempre fiz, não preciso de ser chefe apenas que valorizem o que faço.
    Já o colega parece-me que lhe mete impressão o facto de ver a possibilidade de outros, que se jugam à partida mais qualificados, poderem vir a ser seus chefes.
    Por isso, cada vez mais tendo a acreditar que, neste processo, já não estou como estava ate aqui, e inclino-me cada vez mais para a divisão, e isto apenas porque vossas excelências, apregoando a solidariedade, querem apenas arrastar-nos a todos para uma espécie de suicido coletivo.

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  64. Bem, permita-me discordar sobre a qualificação dada (quando refere que a sra. ministra não disse nada de relevo) .
    É que disse muita coisa importante. 
    Vou dar exemplos:
    - como ou sem acordo o estatuto vai ser revisto;
    - a valorização da carreira acontece com a divisão e atribuição de grau III a uma delas;
    - não há, portanto, valorização salarial;
    - a transição será, por isso, quase neutral e significará perdas a médio prazo para todos (no que respeita às progressões de escalões se não for acautelada a situação);
    - o sr. Marçal ficou-se com os 3,5% no SRP e por 12 meses a que acresceu os novos ingressos;
    - o sr. Marçal desconsiderou menorizando, nas palavras da sra ministra, as restantes reivindicações (aposentação, horas extraordinárias, disponibilidade, etc.);
    - na promessa de revisão não foi calendarizado prazo pelo que pode acontecer a todo o tempo - ou em nenhuma altura ...ficando tudo na mesma.


    Quanto às greves - disse a sra. ministra que não negocia sob coação mas, julgando que nos mantém a todos sob coação (de nada fazer se continuarmos em luta),  está apenas a justificar a sua inação (resta saber se é porque quer ou se é por falta de competência para a tomada das decisões) - e  a consequência direta e óbvia é o caos nos serviços  - será que é este o legado que quer deixar?
    É que o recrutamento não foi reivindicação única dos OJ mas foi e é antes de mais uma necessidade, para ontem, dos próprios serviços.
    Tudo o que a sra ministar disse tem de ser lido no plano intencional das políticas que se querem prosseguir e eu já me apercebi quais são - e não nos vão agradar, isso é certo!

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  65. E VOÇÊS TÊM-NOS NO SITIO ?!?

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  66. Desculpe! Não foi fraquinho? A entrevistada deu as perguntas...

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  67. SE FOR ESTES SINDICATOS MORRERÃO!

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  68. 3 páginas de comentários e é só lixo, com exceção do Fazenda que consegue apresentar um caminho para a profissão,  concorde-se ou não.
    Greves? Bem vejo quem as faz e a razão de as fazer. Ainda querem mais greves? Força!
    Eu pela parte que me toca desde o ajuntamento de Santarém que comecei a fazer greve às greves e não tenciono fazer mais nenhuma.

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  69. Fique sozinho nas secções e vá fazendo as diligências do seu juízo e a dos outros.
    Logo logo adere, não dura 2 dias.
    Greves.
    Basta andar nos tribunais para perceber que esse é o desejo da larga maioria.
    Percebeu agora o sindicato o que toda a gente percebeu logo quando assinou o acordo.

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  70. Aí não não fazes.
    Deixa lá vir a greve aos atos e cair tudo sobre ti a ver se não fazes.
    E não bufas!

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  71. Sinceramente, devemos estar em carreiras diferentes!
    Esqueceste do que já nos foi ROUBADO?!?!?
    SSMJ...ainda existe, não para os OJ
    Reforma aos 55 anos de idade com 36 anos de serviço, há as ditas carreiras especiais, que continuam a ter.
    Aumentos.
    Se me derem a reforma, como foi PROMETIDO, quando entrei nos Tribunais.......aos 55 anos, e se todos os que têm já o tempo.....acho que poucos se irão opôr a como será daqui para a frente!

    Aliás, a bom rigor, a conversa do "colega" deve ser de alguém, que se calhar até está em comissão de serviço em algum lugar de "chefia".
    UNIÃO é o que mais é necessário, e nós Oficiais de Justiça e acima de tudo Portugueses, somos demasiado brandos, e facilmente "domesticáveis".
    É o que tem sido ao longo destes anos todos.
    Entrei em 2001, e desde essa altura que o que é mais dito é, mudou a cor partidária, e será no próximo governo.
    Enfim......

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  72. Entrevista com a Ministra da Justiça de 22 janeiro 2025. Refere os Oficiais de Justiça a partir de 34´:45". Tirem as vossas conclusões! 
    https://www.rtp.pt/play/p14350/e824658/grande-entrevista

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  73. Ela vai ver como lhe vai doer!


    Em 2/3 semanas de greve às diligências vai ter de ceder!


    Entretanto, a parttir da segunda vai ser chamada de urgência ao Parlamento e o Sr, Marcelo vai espetar alfinete!


    2/3 semanas de greve às diliências, apenas e só!

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  74. # ENQUANTO A MINISTRA NÃO ENTENDER A GREVE TEM DE ENDURECER !
    De que esperam os Sindicatos que não esclarecem a inverdade?
    Porque continuam a pactuar com as declarações nojentas?

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  75. Sem prejuízo de discordar de opções políticas, a MJ pareceu me bastante correta na entrevista.
    Já por outro lado, não me revejo e sinto mesmo vergonha enquanto OJ, em comentários brejeiros e mal educados como o seu e muitos outros, que só nos prejudicam.
    Não digo que tenho nojo porque o meu vocabulário é um pouco mais rico e os meus pais educaram me, mas o que sinto ao ler muita m.... que aqui se escreve, anda lá perto.
    Ganhe juízo e se não sabe ter discursos construtivos e lutar de forma inteligente, mais vale estar calado. 

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  76. Atendendo aos baixos salários dos OJs, o deputado do Chega está sem dúvida a dar uma preciosa ajuda a vender roupa de marca barata na NET.
    Os nossos colegas cheganos que nao tenham vergonha e aproveitem os saldos promovidos por uma das pessoas de Bem do Chega.

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  77. Só lixo?? UAU você é um supra sumo... é muito inteligente o seu comentário é uma valente m..da

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  78. pobre da cuca23/1/25 22:20

    Uma pena ouvir os partidos do governo invocar sempre as " migalhas " do acordo que o SFJ precipitou em junho de 2024. 
    Toda a história de greves que vinham de há muito tempo e durante mais de uma legislatura, mereciam que houvesse mais respeito pelas perdas de vencimento dos oficiais de justiça e que  houvesse persistência num acordo de jeito na altura.
    Agora, tudo é mais dificultado dado o acordozinho.Na altura deviam ter pensado nisso... 

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  79. Muitos da classe defenderam falar do suplemento como prioridade....bem mais de metade..


    Olhe deu asneira da grossa.


    Contudo isso não invalida que a ministra mente...

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  80. Eheh roubar malas ainda se fosse roubar um banco....


    Que decadência..

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  81. Que tal alguém desmentir a ministra???


    Na comunicação social...


    Que tal sindicatos efetuar o contraditório??

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  82. A ministra respondeu com mentiras...


    O que queria que o jornalista fizesse??


    Está gravado falta alguém efetuar o contraditório na RTP 3

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  83. Colegas tive uma ideia vamos todos enviar cartas/emails a desmentir a entrevista da ministra, quem alinha?? Alguém tem o contato de lá??

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  84. Existe a provedora da televisão temos que enviar...

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  85. E com este já são 9 deputados de Bem do Chega, com contas a dar à justiça.
    Ou seja, cada 100.OOO cidadãos portugueses elegeram um criminoso para a bancada de deputados do chega.

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  86. Está a comentar que comentário?


    Onde está a brejerice? Qual foi a expressão que considera brejeira?

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  87. Não é preciso ir até ao Ministério da Justiça quando se fala que os Oficiais de Justiça são maltratados. Claro que são maltrayadoa pelo Ministério da Justiça mas o que mais grave é que todos os dias são alvos da prepotência e incompetência dos seus superiores diretos, colegas e até de alguns dos Magistrados com quem trabalham. É um inferno

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  88. Alguém vai ter coragem de mudar isto?

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