“Um dos maiores problemas”
O procurador-geral da República explicou esta segunda-feira, 20JAN, que a resolução dos inquéritos mais antigos não passa por ter mais pessoas, embora voltasse a criticar, mais uma vez, a falta de Oficiais de Justiça, que classifica como “um dos maiores problemas” que existem neste momento e uma das causas principais dos atrasos processuais.
Amadeu Guerra, numa visita ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), referiu que a estratégia para concluir os inquéritos mais antigos do Departamento não deveria passar por ter mais pessoas a trabalhar nos processos. Sim, disse isso mesmo, referindo que a estratégia passa por priorizar os processos mais antigos.
Priorizar? Para quem? Para as inexistentes pessoas?
O procurador-geral da República abordou os objetivos estratégicos para os próximos três anos – documento que foi publicado na semana passada – indicando as linhas que deverão ser seguidas para que seja dada “prioridade ao encerramento dos inquéritos mais antigos”.
A maior celeridade nos processos, explicou o procurador-geral da República, “não passa necessariamente por colocar mais pessoas”, disse, mas “passa por tentar que os OPC [Órgãos de Polícia Criminal] sejam mais rápidos, que as perícias demorem menos tempo e sejamos um pouco mais pragmáticos nos processos”, acrescentou.
Em suma, o que o PGR pretende é que tudo ande mais depressa, o que é óbvio, e para que tudo ande mais depressa, diz que não fazem falta mais pessoas, cabendo a velocidade aos OPC e aos peritos, como se nos OPC ou as entidades periciais não fossem, também elas, constituídas por pessoas.
Amadeu Guerra, no topo da hierarquia do Ministério Público, diz publicamente coisas assim: quer que as pessoas andem mais depressa, sem que sejam necessárias mais pessoas.
Hoje em dia, uma secção do Ministério Público que tenha um rácio de um Oficial de Justiça por cada magistrado é considerada uma secção de luxo, pois está a trabalhar a 50% das suas possibilidades. Mas este luxo de 50% não se verifica em todas as secções do Ministério Público, porque o normal é que o rácio seja bem inferior, verificando-se desempenhos mínimos na ordem dos 10 a 20% mesmo em secções que tramitam processos sensíveis e com caráter urgente.
Nas instalações do DCIAP, o PGR também se reuniu com os magistrados do Ministério Público, tal como tem acontecido nas visitas que tem feito pelas comarcas que tem visitado, acrescentando que “Queremos um mandato de proximidade com os magistrados, queremos dizer-lhes qual é que é o nosso objetivo, incentivá-los para serem o mais rápidos possível no que diz respeito à apreciação dos processos.»
Ora, para tal rapidez dessa apreciação dos processos, ou se instruem os mesmos com informação suficiente – e isso está dependente de muitas pessoas e, desde logo, que tais pessoas existam mesmo –, ou então aprecia-se rapidamente com os elementos existentes e decide-se pelo rápido arquivamento ou por uma acusação qualquer para posterior absolvição; é o chutar para a frente: o Ministério Público acusa e o juiz absolve; quem é que passa a ficar mal na foto dos jornais?
Um Ministério Público mais rápido pode ser isso, para ficar bem nas fotos e na boca dos comentadores televisivos, passando o problema para os juízes que absolvem, sem que os mass media percebam que a absolvição só existe pela deficiente, embora rápida, acusação.
Incoerente, Amadeu Guerra, que até já passou pela direção do DCIAP, criticou, mais uma vez, a falta de Oficiais de Justiça, isto é, de pessoas, dizendo ser “um dos maiores problemas” que existem neste momento e que é uma das causas dos atrasos processuais.
Ou seja, uma das causas dos atrasos dos processos é a falta de Oficiais de Justiça afetos ao Ministério Público, o que impede a desejada rapidez no andamento dos processos, tal como a falta de elementos policiais para a investigação bloqueia essa mesma rapidez, bem como a demora nas mais diversas perícias, tudo devido à falta de pessoas, em número adequado para que a quantidade e a complexidade dos processos se possam desenrolar numa velocidade diferente da atual que é lenta pela espera, pelas paragens que ocorrem quando se aguarda uma perícia, quando se aguarda uma diligência policial, ou quando se aguarda que haja um Oficial de Justiça que pegue no processo para o tramitar.
São atrasos daqui e dacolá; qualquer movimento, qualquer impulso, acaba gerando uma pausa e uma espera, por falta de pessoas suficientes para que tudo se desenvolva numa cadência razoável e não neste atraso de vida em que a justiça se tornou.
O procurador-geral da República bem diz, que “um dos maiores problemas” e que é causa dos atrasos processuais é a falta de Oficiais de Justiça, o que é claro para todos; ou quase todos.
Seria conveniente que Amadeu Guerra deixasse de passear pelo país e passasse a visitar a ministra da Justiça, reivindicando uma carreira para os Oficiais de Justiça, uma especialização para os Oficiais de Justiça que trabalham no Ministério Público, tudo plasmado num Estatuto digno numa carreira valorizada para que haja, o que hoje falta, a eficácia e a rapidez.
Amadeu Guerra, que completou este domingo 100 dias no cargo de procurador-geral da República, tem repetido por todo o lado o problema dos Oficiais de Justiça, especialmente focado nos serviços do Ministério Público que representa, porque bem sabe que a situação é caótica. Mas tem de fazer mais do que isso, tem de ir à fonte do problema, tem de se tornar reivindicativo, nem que tenha de saltar para rua, ao lado dos Oficiais de Justiça, para demonstrar claramente que quer ter êxito no seu mandato à frente da Procuradoria-Geral da República, pois que para alcançar tal desiderato só o poderá conseguir com os Oficiais de Justiça, e não apenas com mais Oficiais de Justiça, mas com Oficiais de Justiça de uma carreira especializada e valorizada, em que essas pessoas, esses trabalhadores, estejam de facto ao serviço do Ministério Público, de corpo e alma, e não como agora se encontram, desmotivados pelo abandono a que estão votados.
Amadeu Guerra, para além do DCIAP, já visitou meia-dúzia de comarcas, tendo outras agendadas, mas estas visitas são inúteis, porque o problema, tal como a solução, não se encontra nas comarcas, mas em Lisboa.
A primeira visita foi à Comarca de Aveiro, seguindo-se a de Setúbal, depois Leiria, Lisboa Norte, Portalegre e Castelo Branco. Em lado algum encontrou a chave da resolução para as consequências provocadas pelo problema; apenas constatou as consequências do problema. No terreno vê as consequências e não a origem do problema que as causa, porque o problema, tal como o antídoto, está no Governo.
Os Oficiais de Justiça estão fartos e cansados de apontar as consequências, os problemas e até as soluções, mas têm desenvolvido uma luta extremamente isolada e órfã, com os resultados que se veem; ou melhor: que não se veem por inexistirem.
Na sua intervenção na sessão solene que assinalou o início do corrente ano judicial, no Supremo Tribunal de Justiça, Amadeu Guerra disse o seguinte:
«O maior constrangimento com que se depara a Administração da Justiça é, neste momento, a carência de Oficiais de Justiça, a falta de motivação destes, bem como a não aprovação e publicação de um Estatuto dos Oficiais de Justiça que contribua para melhorar o seu estado profissional e que, em particular, estabeleça mecanismos que permitam tornar a carreira mais aliciante e atrativa.
Na sequência das visitas realizadas a tribunais de comarca, foi constatada uma enorme carência de Oficiais de Justiça, que limita em muito e de forma significativa a celeridade processual.
Verificou-se, a nível dos inquéritos em geral e nos inquéritos de violência doméstica em particular, que em alguns tribunais havia uma quantidade significativa de inquéritos para autuar e de despachos para cumprir.
Mas o mais preocupante é que nem o recente concurso de Oficiais de Justiça que pretende colocar nos tribunais 750 pessoas [sim, disse 750, mas o número é de 570] contribui para colmatar, ao nível do Ministério Público, as insuficiências sentidas.
O Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) fez uma análise sobre o impacto da entrada de 750 Oficiais de Justiça [sim, voltou a dizer mal, porque são 570], tendo concluído que, mesmo que não haja desistências, faltariam ainda na Procuradoria-Geral Regional de Coimbra: 81 Oficiais de Justiça; nas Procuradorias-gerais regionais de Évora e de Lisboa: 123 Oficiais de Justiça; e na Procuradoria Regional do Porto: 155 Oficiais de Justiça.»
Amadeu Guerra até números concretos forneceu sobre as faltas nas áreas concretas respeitantes ao Ministério Público, pelo que, logo ali, no Supremo Tribunal de Justiça, na cerimónia pública anual, indicou a falta de quase tantos Oficiais de Justiça para o Ministério Público quantos os que esta semana entraram para todas as secções judiciais e do Ministério Público.
É gritante o problema e não se vislumbra nenhum raio de luz para a solução, também por parte deste atual Governo que, espantosamente, apesar do agravamento a cada dia, prossegue nos mesmos vícios dos governos anteriores.

Fontes: sobre a visita ao DCIAP: “Observador” e sobre o discurso do PGR, o vídeo da sessão solene no STJ.
Metam uma coisa na cabeça:
ResponderEliminarGreve às diligências (parar a máquina)!
Concordo!
ResponderEliminarFoi a única greve que realmente fez mossa.
Bom dia,
ResponderEliminarQuando existem problemas a tendência é atirar com mais recursos para cima do problema crendo-se que tudo se resolverá assim.
Não é nem nunca foi a melhor solução dos problemas, pois que apenas devem ser fornecidos os recursos necessários - nem mais nem menos, uma vez que tudo o que peca por excesso ou por defeito (é o caso) só causa entropias e deturpa a realidade existente.
Nos tribunais é por demais evidente a necessidade de uma reforma que proceda à reorganização dos quadros de pessoal, que defina os conteúdos funcionais e crie quadros estáveis que permitam às equipas de trabalho (magistrados/funcionários) atingir os objetivos e missão a que se propõem.
Daí que, recrutar os 570 funcionários, oriundos de todos os sítios, com qualificações e habilitações tão heterogéneas não foi, como mais à frente se virá a concluir, a melhor decisão.
A divisão do trabalho foi uma das maiores conquistas do século passado e continuamos a teimar não a reconhecer.
A divisão da carreira - que eu aceito e advogo - em moldes diferentes dos atuais (sem ser em judicial e MP), mas com respeito pela especialidade é a melhor solução de todas.
Com efeito, acabando-se com o atual EFJ e criando-se uma outra realidade, usando um molde ou forma diferente, apagando-se dos nossos quadros mentais o atual arquétipo e desenhando um outro que dê resposta às demandas atuais e futuras só se vislumbra uma solução.
Essa solução passa por um novo Estatuto, em que se consagre, pelo menos, as duas carreiras distintas já aventadas (eu defendo três) em que se opere uma transição e conformação dos quadros segundo as suas necessidades (nos termos do desenho das estruturas que se querem criar).
À semelhança de outros países, uns vizinhos outros nem tanto assim situados mais a norte, mas todos mais evoluídos que nós, consagram essa realidade/divisão - consagrando funcionários que são responsáveis pelo tratamento informático, outros responsáveis pela gestão dos trâmites processuais e outros ainda pela verdadeira assessoria aos magistrados (hoje já temos esta carreira consagrada com os Téc. Superiores afetos aos Órgãos de Gestão das Comarcas/DGAJ no apoio aos magistrados).
Reconhecer esta necessidade é meio caminho andado para se encontrar uma solução para as nossas vidas.
Eu não me importo de ficar em qualquer uma das carreiras desde que me recompensem por aquilo que me vão retirar - qual seja a possibilidade de progressão sem ser por níveis ou escalões mas por categoria - ou seja, se me derem e assegurarem a possibilidade de ver melhorado substancialmente o meu vencimento agora e no futuro, acho que consigo conviver pacificamente com essa realidade.
Depois, aceitar que nesse processo (de transição para outra realidade) muitos de nós - pelo menos os mais qualificados e com mais experiência e reconhecida competência (mérito) - merecem um tratamento diferenciado pela necessidade óbvia da integração e preenchimento dos quadros a definir parece-me o mais razoável e inteligível.
é uma desigualdade tremenda o trabalho dos oficiais de justiça em centros urbanos do litoral e os das outras comarcas.
ResponderEliminara quantidade de trabalho, o stress, etc
e o salário é igual.
o(a) mais astuto(a) procura onde fazer menos.
a excepção: são oriundos dessas zonas ou outras situações.
enquanto não houver diferenciação salarial entre os que estão absorvidos pelo trabalho até à ponta dos cabelos e aqueles que nem ao calcanhar chega
as coisas não correm bem
antes tinhamos os emolumentos (os funcionários do registo continuam a ter)
se não forem emolumentos encontrem outra solução.
é urgente tratar o principio da igualdade na sua essência.
Rua Marçal
Em tempo.
ResponderEliminarPelo que me apercebo, anda por aí uma corrente no seio do MP que defende duas coisas:
1 - é que, tal como os empregados domésticos, que nos arrumam as cuecas deixadas no meio do quarto ou a porcaria dos sapatos largada no sofá, julgam que os Oficiais de Justiça da carreira do MP se lhes equiparam e são pau para toda a obra (dizem "o meu funcionário" ...) não querendo perder a posição de "ascendência muito ou pouco funcional" sobre eles (mesmo que já naturalmente sujeitos à dependência funcional);
2 - depois, tal como as melhores castas das sociedades, precisam de mordomos e chauffeurs que tudo preparem e ajeitem, defendem um apoio ou assessoria por "Técnicos Especialistas" para as mais diversas áreas (económica, contabilidade, etc.) e acredito que até possa haver quem ache que deveriam ter aquelas mordomias de rico (chauffers, jardineiros e mordomos, etc.) tal como acontece em alguns países africanos.
O capital humano - pessoas - deveria ser assim tratado, como pessoas humanas, respeitando as suas capacidades naturais e a ordem natural das coisas, não se lhes exigindo mais do que aquilo que elas possam dar e respeitando os seus direitos (ao descanso, ao tempo com a família, etc.).
Bem sei que os senhores magistrados não têm preocupações com a renda da casa (ganham de salário quase tanto como eu ganhava de vencimento) nem com as coisas domésticas (têm um salário que lhes permite pagar a senhora da limpeza e prover a casa de maquinaria auxiliar (máquina de lavar e secar roupa, máquina da loiça, sistema de climatização eficiente, etc.) assim como colocar os seus filhos (os que se dão ao trabalho de os ter) nos melhores colégios sem preocupação pela falta de professores ou necessidades de prolongamento de horários e, imagine-se, nem sequer têm de se sujeitar aos transportes públicos.
É preciso descer à terra, encontrar a realidade de cada um de nós, de cada pessoa, para depois perceber que ela é bem diferente em cada um e que uma visão reducionista, de castas ou classes, desprendida daquelas concretas realidades é disforme, irrealista e nem sequer pode ser classificada de utópica, não tem os requisitos ou características necessárias, pois que na prática (o tal pragmatismo que anunciam) não é possível implementar a não ser que se viva em "Marte".
Os "Beneditinos", que não tinham filhos, observavam uma regra (a regra beneditina) das três partes do dia - 8 horas para dormir, 8 horas para trabalhar e 8 horas para orar (eu substituo estas últimas para a dedicação à família e à causa social).
Todavia, ao que parece e pelo que resulta do texto, há quem pense que pode exigir ainda mais dos corpos já cansados e fustigados e crer que só se vive para trabalhar - quando antes o entendimento deveria ser trabalhar para se viver.
E por isso se compreende que cada vez mais se assomam "pessoas" aos milhões de pobres em Portugal, porque pobre é o espírito de quem pensa que a coisa vai lá assim ...
ResponderEliminarCarreira no fundo.
As entradas não chegam para tapar as saídas.
Aliados a mal pagos, deslocados.
Vida de Imigrante.
Pagar para trabalhar deslocados.
E insistem em andar mais anos e anos nisto.
Pensem no futuro dos vossos filhos.
Enquanto viverem na retórica e do politicamente correto, não vamos a lado nenhum.
ResponderEliminarPossivelmente o Exmo Senhor PGR não terá cumprido o serviço militar obrigatório pois, sem soldados, os generais e os capitães não conseguem fazer a guerra.
No MP é quase parecido, mais Magistrados do que funcionários e vai daí, as pendencias são de dezenas, e se calhar centenas, de milhar de processos por tramitar.
Mas pronto, lá há-de vir mais um relatório, ordens de serviço, diretivas, memorandos, estudos, e um discurso bonito para os Magistrados dirigentes, coordenadores, setoriais, etc, etc, etc e os "soldados" a desaparecerem mensalmente.
Está a acontecer que a realidade está a passar para a frente da retórica, principalmente no MP e na nossa Ministra.
Até quando este marasmo?!!
ResponderEliminarComo podem os sindicatos (SFJ e SOJ) ficarem reféns dos desideratos e dos calendários da Srª. Ministra?
É evidente, até para os meninos de coro, que não boa fé por parte da tutela!
Estamos com as nossas vidas profissionais paradas, com a perda potencial de centenas de euros por mês!
Façam qualquer coisa, parem a máquina, como alguêm diz, decretem uma greve às diligências por tempo indeterminado!
Não tenham medo, o medo não existe, é uma construção da mente!
Façam qualquer coisa!
na nossa classe há tantos "pobres de espirito"
ResponderEliminarsubserviência total
ResponderEliminarTransponha isso para as outras carreiras, forças policiais, etc...
E não criam divisões como aqui.
Continuem.
escravos, sem futuro.
ResponderEliminarÉ extremamente finito.
ResponderEliminarMAGA vai arrasar com tudo ainda no tempo deles.
Vão comer moedas digitais e beber água artificial até sufocarem de calor ou morrerem soterrados em lama.
É ainda pior que o BR 2049!
ResponderEliminarConcordo os oficiais de justiça das grandes cidades deviam ganhar mais do que os do interior.
ResponderEliminarA divisão deveria ser essa.
Os oficiais de justiça com mais trabalho deveriam ganhar mais do que os outros.
ResponderEliminarOs oficiais de justiça do MP, instrução etc deveria ganhar mais.
E os oficiais de justiça do cu de Judas das aldeias deveriam receber menos que os das grandes cidades.
e eu acho que deveria ser exatamente ao contrário.
ResponderEliminarPorque não vais para o cú de judas se achas que estão tão bem?
ResponderEliminarPlenamente de acordo.
ResponderEliminarOs problemas dos atrasos não são só subjacentes á falta de Oficiais de Justiças, os atrasos nas perícias das mais diversas áreas e a falta de meios e ferramentas de trabalho adequadas aos tempos da nossa atualidade.
Os tempos da nova realidade atual são cada vez mais rápidos, por essa mesma razão que devemos estruturar a orgânica do judiciário e do ministério público, numa estrutura com mais e bons Oficiais de Justiça verdadeiras peças essenciais a esta orgânica de funcionamento nesta nova realidade de grande exigência.
Porque não teve ninguém na DGAJ que o(a) metesse lá.
ResponderEliminarEu estou numa aldeia mas tenho a certeza de que se não tivesse sido uma pessoa na DGAJ a tornar isso possível hoje não estaria onde estou...
Sendo que em breve isso poderá mudar, quando for a IA a fazer os movimentos.
Aponte aí nas suas reflexões:
ResponderEliminarEste país tinha um corpo de oficiais de justiça, há vinte anos atrás e mais, que até metiam dó em termos de sacrifício pessoal.
Muitos solteirões e solteironas, ainda por cima deslocado(a)s, passavam as noites e os fins de semana enfiados nos tribunais, muitos outros negligenciavam as famílias e faziam o mesmo e todos os referidos ainda faziam como que os restantes se sentissem mal por quererem ter vidas normais e acabassem por dar pelo menos duas horitas diárias à causa e lá fossem aos fins de semana fazer umas pernitas duma manhã ou duma tarde pelo menos.
Depois vieram uns governantes que ainda hoje está por se saber ao certo se para se vingarem dos juízes que não os deixavam à vontade se por outra qualquer razão inexplicável, começaram a atacar os oficiais de justiça sem explicação, fazendo com que os mesmos ficassem cada vez mais para trás no tecido da classe média, os quais, como já vimos por diversos estudos, anteriormente até se situavam na parte alta dessa mesma classe social.
E eis que a coisa se deu. Aqueles abnegados oficiais de justiça foram-se reformando, os mais velhos, os de meia idade tomaram juízo, e os mais novos já não estão para aquilo, de tal modo todos têm sido tão destratados no último quarto de século.
Eu costumo dizer aqui no meu seio familiar, em convívio às refeições, que com a evolução tecnológica entrementes instalada na justiça conjugada com o espírito antigo dos oficiais de justiça, a portuguesa estaria hoje a funcionar em termos exemplares, tudo sem que fossem necessários novos ingressos por aí além, mas os oficiais de justiça continuam a não ser devidamente valorizados, agora até em comparação com a restante função pública, e pronto, os governantes é que sabem!
Espero que ainda seja novinho(a) e viva pelo menos mais 50 anos...
ResponderEliminarPara o comentário das 09H30, quando diz:
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ResponderEliminarPois eu acho que no Porto e em Lisboa deviam ganhar mais porque são tripeiros e morcões e no resto do país são todos uns lambões.
ResponderEliminarAntes de ser oficial de justiça fui sargento do exército português.
ResponderEliminarEssa e...também o mero anúncio da não aprovação dos honorários aos Advogados.
ResponderEliminarLembram-se??
Foi logo convidado o SFJ para uma reunião na O.A., com bolinhos na mesa.
Sabe-se onde faz mossa! É avançar...
Eu quero ser lambão...
ResponderEliminar"(....)
ResponderEliminarBem vindo á profissão, contudo senhor ex sargento, não dei referência da sua via a ninguém muito menos a estes alcoviteiros que se acham donos da profissão.
ResponderEliminarAinda se acham no direito de mandar colegas embora, só porque tem formação, ou têm um background diferente dos deles.
Muito cuidado com esta gente...nunca vi uma classe tão medíocre.
Por isso é que lhe digo muito cuidado...existe problemas em todo o lado mas nos tribunais criou-se uma cultura de intrigas inveja, de graxa aos magistrados que contamina toda a ética laboral...
Como lhe digo comigo é processos em cima dessa gente á mínima coisa.
Eu penso que somos funcionários do MJ e não da DGAJ!
ResponderEliminarClaro!
ResponderEliminarTodos são maus menos tu, não é assim?!!
Sargento!! E veio para aqui!?? Estranho..
ResponderEliminarPois é não somos isto nem akilo mas depois são os coleguinhas a queimar os próprios colegas perante magistrados...
ResponderEliminarNão são todos maus mas existe uma maioria que é péssima...sem formação, invejosos, intriguistas...
ResponderEliminarSomos funcionários de um dos órgãos de soberania, que são os tribunais, apenas sendo geridos (colocações, vencimentos, etc.) pelo MJ / DGAJ.
ResponderEliminarTá a ver o k lhe dizia??
ResponderEliminarVeja lá a reação "sargento e veio para aqui."
É a mesma conversa de licenciado e veio para aqui.
Ou seja este Mercedes acaba-se dono da profissão, e que só ele é que pode trabalhar aqui, todos os demais tem que ir embora...
É a quintinha deles...
Quando me questionou que só eu é que sou bom? Olhe aqui tem a sua resposta.
Como é possível acharem que os colegas dos núcleos com menos serviço devam ganhar menos que os que têm mais?
ResponderEliminarÉ só concorrerem para esses...
Sempre estive em núcleos assoberbados e nunca tal me passou pela cabeça.
Lambão és!
ResponderEliminarClaro, claro, claro que sim!
ResponderEliminarMas tu não!
Tu és bem formado, altruísta e assertivo!
Por isso é que falas bem da maioria dos teus colegas!
Quem/como se pode avisar os jornalistas, que vão entrevistar a Srª. Ministra hoje à noite, de que no Parlamento, a partir das 15 horas de hoje, se encontra agendado para debate/apreciação plenária da petição:
ResponderEliminarSeria de toda a conveniência que eles assistissem previamente a esse debate, não?
Força com as divisões .
ResponderEliminarNão saímos do mesmo.
Assim temos o que merecemos.
https://sfj.pt/destaques/nota-informativa-22-01-2025/
ResponderEliminarVão entrevistar hoje a Sra. Ministra em que canal?
ResponderEliminarO(a) colega não se importaria de dizer onde e a que horas está prevista essa entrevista? :-)
Já agora, a mesma - se o souber - terá foco nos O.J., ou é daquelas entrevistas que fala de presos, cadeias, condições do edificado, de processo mediáticos...e nós relegados para canto?
Para o comentário do anónimo das 12:11: deve ter sido o comentário mais lúcido que já vi aqui.
ResponderEliminarColega, tenho pena de si e do seu percurso... Que modo de viver tão triste. Até faz lembrar o Calimero.
ResponderEliminarHoje, na RTP3, às 23:00. Não se sabe quais as perguntas mas é natural que se fale nos OJ, por causa da falta de meios.
ResponderEliminarconcordo, muitos
ResponderEliminarSe quiser ficar maldisposto veja!
ResponderEliminarDepois não diga que não o avisei!
A questão amanhã vai ser:
O que vão os sindicatos fazer com a afirmações que a Srª. Ministra vai fazer??
Ela, nem nenhum governante, tem legitimidade para exigir que se pare uma greve para começar a negociar!
No fundo, ela bem o sabe, mas como não quer negociar nos nossos termos !....
Como poderão continuar no marasmo os sindicatos após essas afirmações?!!
Essa é a questão que vocês se lembrarão no dia de amanhã e aqui hoje, por antecipação, vos coloco!
Comentário das 13H45...embaralhou a conversa...nada disso!
ResponderEliminarSó estás aqui para fazer barulho, e para distrair as pessoas com os teus comentários da treta em de se focarem naqueles em que o devem fazer!
ResponderEliminarUi, deves ter vindo com muitos hábitos de trabalho.
ResponderEliminarEntão, a acabou se a cerveja na messe ficou sem nada para fazer!🤷
ResponderEliminarParece que não percebeu ou fez-se de desentendido ... .as se está á espera que lhe faça um desenho fique sentado!
ResponderEliminar# ENQUANTO A MINISTRA NÃO COMPREENDER, A NOSSA GREVE VAI ENDURECER !
ResponderEliminarNa AR TV neste momento....
ResponderEliminarQuem conseguir ver, já sabe a hora.
Gostei de ouvir os Srs. e Sras. Deputados(as), mas como foi por lá referido....volta-se a falar do mesmo tema, das justas reivindicações, sem se avançar nada.
ResponderEliminarO que não sabia e tomei conhecimento agora pela intervenção da deputada do PAN foi...o que terá ontem dito a Sra. Ministra.
Que pretende chegar a acordo, mas que
Faço uma ressalva para dizer que, obviamente, ouvir os deputados da Aliança Democrática me deu urticária, voltando a falar de apaziguamento e que conseguiram acordo.
ResponderEliminarFalam do aumento do suplemento de recuperação com se fosse uma montanha de dinheiro.
ResponderEliminarFactos são factos!
O que me deu urticária foi o acordo que Marçal assinou!...Agora estamos reféns desse mesmo acordo, alcançado com o sindicato "mais representativo da classe".
O que me dá "raiva", não são as afirmações dos Senhores deputados. O que me dá "raiva" é o facto de António Marçal ter assinado o acordo sem estar mandatado para o fazer, nem sequer ter perguntado aos Oficiais de Justiça se o aceitavam.
Factos são factos!...
€ 379 para os bombeiros...siga
ResponderEliminarAo olhar para esse acordo com o Governo (que é bom, pois estamos a falar de praticamente +380€ mensais), questiono-me como podem ter-nos apresentado a nós, em Dezembro, um projecto que está a 'anos luz' em termos de ganhos remuneratórios?
ResponderEliminarQual é o objetivo?
Continuar a gozar connosco?
Vejam canal 3 hoje 23h para verem continuar o gozo ! ...
ResponderEliminarIsso é o que muitos OJs esperam, que a MJ avance mesmo sem acordo.
ResponderEliminarComo ficou moda dizer neste forum, ja "mete nojo" este impasse.
Afinal temos isenção de horário e eu não sabia ...
ResponderEliminar😭😭😭😭
Resultado da entrevista: Isto não é cómico. É trágico.
ResponderEliminarA ministra já vai dizendo, a finalizar, que "com pouco podemos fazer muito"... portsnto não vai tardar muito para a malta dos papos secos começar a vender mais banha da cobra.
ResponderEliminar# ENQUANTO A MINISTRA NÃO COMPREENDER, A NOSSA GREVE VAI ENDURECER !
ResponderEliminarPara quem assistiu à entrevista está tudo dito horas extras
ResponderEliminarA ministra a mentir em plena RTP 3 afirmou que recebemos o subsídio de disponibilidade....mas não fala de valores.
ResponderEliminarTb diz que a principal revindicação dos oficiais de justiça está atendida ...aí ela até tem razão o famosos suplemento...
?? Sim o k tem traduz isso por miúdos...
ResponderEliminarEla diz k já recebemos isso no suplemento..
ResponderEliminarAcabei de ouvir a sra MJ e não foi nada disso que disse.
ResponderEliminarReferiu que:
A carreira de OJs é uma carreira "especial" com regime especial quanto a horas extra, que deriva da disponibilidade permanente, reconhecendo que há arestas a limar para salvaguardar situações extraordinárias.
Que houve um aumento do suplemento preliminar à negociação do estatuto.
Que vao ser atribuídas novas funções aos OJs com a entrada em vigor do novo estatuto.
Após definir os novos conteúdos funcionais ( presumo referentes a grau 3), vai ser feita uma reavaliação das necessidades de recursos humanos .
Não vale a pena inventar, acho que a entrevista foi bastante esclarecedora quanto às intenções do governo.
Nova carreira, novas funções, para avançar com ou sem acordo.
Você ou é lambebotas ou não é oficial de justiça, talvez assessor da ministra não?
ResponderEliminarSe eu lhe corresponder com um avião será que apagam?
ResponderEliminarSindicatos já nova greve ACTOS
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