Acelerar a justiça não pode passar por ser só cortes e recortes de direitos, mantendo os mesmos meios atuais
Após um ano de reuniões, um grupo de trabalho do Conselho Superior da Magistratura (CSM) encontrou a chave para resolver os problemas na justiça e, afinal, a chave, anunciada esta semana, é a mesma já encontrada no passado: retirar e recortar direitos, em vez de atribuir maior capacidade ao sistema para que possa ser mais célere e mais eficaz.
Em síntese, a solução encontrada é assim: como resolver o problema da demora dos processos por causa dos recursos? É fácil, eliminam-se os recursos, porque sem recursos já não há hipótese destes serem responsáveis por atrasos.
Esta lógica vem sendo utilizada desde há muitos anos, criando todo o género de dificuldades para evitar uma utilização plena da justiça, aumentando a discricionariedade de uma primeira decisão – “o juiz decidiu, está decidido” e não há cá recursos nem inconformismos.
Ora, como se sabe, a qualidade dos juízes e também dos magistrados do Ministério Público é cada vez mais fraca, o que é revelado nas suas decisões, pelo que é imprescindível que os cidadãos não fiquem limitados a levar com acusações ou com sentenças, das quais não possam reagir ou que para o fazerem tenham de despender muito dinheiro ou esforço para que seja feita justiça.
O grupo de trabalho, formado pelo Conselho Superior da Magistratura e constituído por três juízes desembargadores, três juízes de direito e um procurador geral adjunto, terminou um relatório com várias recomendações para acelerar a Justiça.
Nuno Matos, presidente da Associação Sindical de Juízes, refere mesmo ao Expresso que se “pode falar em revolução” caso as medidas sugeridas sejam implementadas.
A proposta mais falada é a criação de um tribunal especializado em processos de alta complexidade, uma medida já existente noutros países da União Europeia. Ou seja, ter um tribunal específico para casos particularmente extensos, como a Operação Marquês.
Os juízes querem também a cobrança de multas que podem ultrapassar os 10 mil euros por manobras que tenham a intenção de atrasar os processos, num prazo máximo de 10 dias. O cálculo da multa varia entre 2 e 100 unidades de conta (cada unidade de conta tem o valor unitário de 102 euros), com a multa a oscilar, portanto, entre os 204 até aos 10200 euros.
Caso a multa não seja paga no prazo, os juízes defendem um acréscimo de 50% sobre o valor definido para a multa. Nos casos com multas maiores, poderá estar em causa um valor máximo de 15300 euros.
Outra medida é apertar os recursos ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ). No caso das medidas de coação, o relatório sugere que o recurso ao STJ só seja possível quando estiverem em causa medidas privativas de liberdade a um arguido, como a prisão preventiva e prisão domiciliária.
Já nas condenações, o recurso ao STJ só se deve aplicar em casos de pena de prisão superior a 12 anos, em vez do atual mínimo de oito anos, quando a decisão de primeira instância é confirmada pelas Relações.
Na mesma onda, os especialistas querem limitar os recursos dilatórios ao Tribunal Constitucional, defendendo a possibilidade deste tribunal conferir efeito devolutivo – sem suspender a tramitação de um processo – aos recursos de casos de direito penal que aparentem ser infundados.
Os juízes querem também cortar os prazos processuais: limite máximo de 3 dias para atos fora do prazo previsto; limite de 10 dias para recursos de medidas de coação ou o fim da prorrogação dos prazos para recorrer de decisões que não são finais são algumas das propostas neste âmbito.
A agilização do sistema de notificações é outra proposta, com os especialistas a considerar que a notificação eletrónica deve passar a ser a regra. “Nenhuma razão subsiste para que se atribua superior segurança à notificação por via postal face à notificação eletrónica multicanal”, sustentam.
Outra sugestão é a análise conjunta de múltiplos recursos sobre uma única decisão, evitando discrepâncias processuais e a duplicação de análises. Os especialistas querem também que o despacho de juiz a deferir a produção de prova passe a ser irrecorrível, considerando que esta opção “serve apenas de entorpecimento processual”.
O grupo também sugere ajustes para reduzir as burocracias processuais, como a eliminação de algumas notificações repetitivas e a possibilidade de utilizar traduções automáticas, com intervenção de tradutores apenas quando necessário. Além disso, propõem-se alterações na forma de comunicação com testemunhas ou arguidos, incluindo a utilização de meios tecnológicos para quem esteja no estrangeiro.
Mais um ponto crucial das propostas é a necessidade de reformar o regime dos incidentes de recusa de juiz, que são frequentemente usados de forma dilatória, retardando o andamento dos processos. O relatório aponta que mais de 90% dos incidentes de recusa apresentados são rejeitados, o que compromete a credibilidade do sistema de justiça aos olhos da sociedade.
A reforma também prevê mudanças no regime de nulidades processuais, limitando as arguições a casos em que a irregularidade possa comprometer a descoberta da verdade ou o direito de defesa.

Fonte: “Zap.aeiou”.
Estamos a rebentar com os tribunais.
ResponderEliminarOs próprios juízes não conseguem atingir os seus objectivos e há muitos que estão a ser prejudicados nas inspecções precisamente por isso.
É continuar a luta e não desmobilizar.
Eu vou continuar a fazer greves sempre que me apeteça.
Espero que o SOJ não elimine as sua greves pois mesmo que a ministra no dê alguma coisa, o que não acredito, foram muitos anos a sofrer.
Portanto está nas nossas mãos manter o caos nos tribunais.
Quiseram assim, assim têm.
Eu também assim espero e tal como o(a) colega igualmente desacredito da mínima valorização que a tutela me possa vir a fazer, mas vou continuar a fazer greves é pela minha saúde, tanto a física como a mental.
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ResponderEliminarFazenda, Fazendinha, então ao fim de semana não há tempo para dissertações ?
A maltinha habitua-se e depois é uma chatisse.
Cuidado, que nos Registos o vão colocar a atender público com mil olhos em cima. Segundo fontes bem informadas é o que pensam fazer aos novos funcionários.
Mas você não vai, pois não? Já se percebeu que está bem sentado e que é só conversa, como aqueles que andam pelas redes sociais a falar das vantagens de ir trabalhar para supermercados.
Faltam 3 dias.
ResponderEliminarNão foi em Fátima. Não foi até final do ano que passou. Vai ser agora, ô se vai. Três diazitos apenas nos separam da felicidade suprema que o grande lider nos irá comunicar.
Quinta feira será futuramente conhecido como o dia do oficial de justiça, após as notícias excelentes que nos irão ser comunicadas
Sangue suor e lágrimas, noites sem dormir, idas a Fátima, a pé, de joelhos, algumas de carro, mas conseguimos. Três, três dias apenas para a felicidade suprema. Ou, talvez não, por causa das malditas manobras dilatorias que aqui também acontecem
Três dias apenas.
Mas não será que acima de tudo vais continuar a fazer greves pela tua carteira, já que o "segundo" emprego não autorizado rende mais?
ResponderEliminar# A LUTA NÃO VAI ACABAR !
ResponderEliminarNão vai existir qualquer valorização.
ResponderEliminarSabe quando se vão iniciar os cursos de formação do IRN?
ResponderEliminarA valorização vão ser umas palmadinhas nas costas.
ResponderEliminarFo para quem nos dá apenas palavras e palmadinhas.
Enquanto não nos derem aquilo que todos nós merecemos e enquanto estes salários de m se mantiverem, vou continuar a fazer greves sempre que me apeteça, o que tem acontecido com muita regularidade quase todas as sextas.
Quando se ganha pouco, a perda também não é muito grande.
Nunca se esqueçam do que agora vou dizer:
Neste momento o melhor que temos na nossa carreira é a possibilidade de fazermos semanas de quatro dias.
Nenhuma outra carreira, por enquanto, faz isso ou tem essa possibilidade.
Por isso amigos, só temos que aproveitar que é precisamente o que eu tenho feito.
No final do mês a diferença é pouca no vencimento. É alguma mas não é assim tanta.
No meu caso compensa.
Aderi à greve das sextas feiras.
Ganho menos é certo mas tenho aguentado muito mais e melhor .
Trabalho quatro dias e passa num instante.
Logo depois são três dias de descanso, fim de semanas prolongados.
Em breve começa o tempo quente e os dias ficarão maiores.
E há tanta coisa boa que podemos fazer fora dos antros em que se tornaram os tribunais ...
Nos ojs nem se ouve falar pelos senhores do relatório
ResponderEliminarPor isso GREVE em cima sempre que aprouver
Cerca de 2 anos para me pôr ao fresco! Farto de tanta instabilidade, de desprezo e indiferença pelos OFJ . Espero chegar ao fim com saúde mental , o que não vai ser fácil! Nós ao contrário de outros operadores judiciários só acumulamos serviço! ........ Somos escravos da estatística , os Tribunais parecem mais uma fábrica de Confecçoes , produção em linha e os Srs Magistrados vigiam se mutuamente, porque ninguém quer ficar na cauda! E será deste.modo que se faz justiça?
ResponderEliminarEu bem tenho referido não estão preocupados com as pessoas, apenas estão preocupados com estatísticas...
ResponderEliminarCoitados dos que caem nos tribunais...e não tem forma de se defender...
ResponderEliminarNo processo penal há mais garantias para o arguido do que para a vítima...
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Viva a semana de quatro dias, CRL!!
ResponderEliminar💪💪💪💪
Com os 50 australopitecos do Chega, muitos deles arguidos em crimes graves, não vai ser fácil fazer alterações legislativas que acelere a ida deles para a choldra.
ResponderEliminarCertissimo,
ResponderEliminarQuem puder fuja enquanto pode.
Isto como está só tira saúde
Ahah
ResponderEliminarArguido são os ojs que só têm deveres e sobrecarga
Então e os outros partidos não têm arguidos??
ResponderEliminarEngole que te custa menos.
ResponderEliminarEu prefiro meter baixa que semana de 4 dias.
Mas não é mau ter essa opção.
Carrega SOJ, contra a marmita e papo seco!
É fácil resolver a questão dos recursos dilatórios, cada recurso cada reinício de contagem de prazo prescricional, assim os recursos deixavam de ter os efeitos pretendidos e iriam diminuir substancialmente, poderiam também ser aumentada as taxas de justiça relativamente a recursos que manifestamente fossem considerados de manobras dilatórias, sendo esta situação investigada e liquidada apenas no final do processo.
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ResponderEliminarSim, a interrupção do prazo arruma muitos dilatórios!
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Os do chega são uns meninos de coro em comparação com os que nos têm governado desde 25 de abril.
ResponderEliminarPor isso temos o país como temos.
Mais cego é quem não quer ver ao estado em que estamos.
Marmitas compativeis com salários?
ResponderEliminarAcordem.
ResponderEliminarIsto não anda porque nunca houve nem há vontade política.
E magistraturas são silenciadas com ordenados e rendas de casa chorudas!
Ponham a boca no trombone!
Chamrm os boys pelos names
O problema maior está no facto de quem altera ou refaz os códigos está sempre assessorado por alguém ligado aos grandes escritórios de advocacia e que por essa via há muitos anos dominam a justiça em Portugal e não tem interesse em alterar o status quo que lhe é favorável.
ResponderEliminarObvio.
ResponderEliminarComo diz. Cego é quem não quer ver
E vejam também o relatório recente sobre corrupção.
Qual o lugar em estamos??
Muito bem observado aqui.
ResponderEliminarMsgistraturas silenciadas com ordenados chorudos
Acrescendo rendas de casa livres de impostos, que dão para pagar um crédito e sobra.
Renda quase maior que ordenado de entrada de oj
Pensem na pantominia em que estamos como país.
Sobre a corrupção já há muitos anos dizia Maria José Morgado que para prevenir e combater a corrupção tinha que se vigiar o queijo e não os ratos porque estes depois de comerem o queijo era difíceis de apanhar
ResponderEliminarPassado este tempo todo continuamos a deixar o queijo desprotegido e quando este é comido e vamos atrás dos ratos já estes limparam os bigodes e desfizeram-se das migalhas e de outros indícios e escapam incólumes.
Há ceguetas que só vêm mesmo a cor da bandeira, nem sequer olham para a historia vergonhosa de ladroagem.
ResponderEliminarE digo mais, partidos politicos e sindicatos são tudo máfias ao serviço
Perguntem à ministra que apregoou mais medidas contra corrupção
ResponderEliminarEheheh
Palhaçada
Nojenta a injustiça.
ResponderEliminarVergonhoso
ResponderEliminarMagistrado ou seja quem for receber mais decsubsidio de casa que ordenado minimo.
Que País é este?
O Grande Zeca Afonso
Vem ver edte País
Pregar, pregar, pregam e pregaram todos muito bem. Depois é como diz o ditado, "bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz".
ResponderEliminarZeca Afonso e companheiros de luta contra as injustiças.
ResponderEliminarMorreriam hoje de vergonha das politicas e do pais que temos.
Tanto que denunciatamve sacrificaram para estarmos como estamos.
Mas Magistraturas tem tudo ver, não é só poder politico
Escravos
ResponderEliminarTêm o que merecem.
Adormecidos
Comei
A SRA Ministra anda mais preocupada com outras coisas! Deveria fazer um " périplo" pelos Tribunais para constatar "
ResponderEliminarin loco " o estado de espirito dos OFJ . Seria " essencial " para compreender bem a saúde mental dos OFJ!
Eheheh
ResponderEliminarSem comentários
A palhaçada continua dentro de momentos num tribunal qualquer
Eheh
Enquanto houver escravos que se julgam superiores
Eheh
SfJ
ResponderEliminarTens marmitas??
Para contar e revoltar
ResponderEliminarEu votei chega
E digo-te
Mas algum dia eu voltaria a votar em gente envolvida no processo casa pia??
Algum dia eu voltaria a votar embgentd envolvida no caso dos submarinos??
Mas algum dia voltaria a votar nos casos octapharma??
Algum dia voltaria a votar em gente que roubou e enganou nos procesdos banif, bes, bpn e por ai fora??
Sous medmo masoquistas
Foddd
Continuai
ResponderEliminarCasa pia
Submarinos
Octapharmas
Golmansachs
Força
Corruptos
Desculpa dizer-te mas provavelmente ainda vais morrer antes ...
ResponderEliminarClaro que têm.
ResponderEliminarMas aparece um ou dois por legislatura.
Vocês só numa, conseguiram preencher quase o cardápio de crimes do código penal.
Minha cara pessoa de bem, não faça comparações, qualquer bancada de um partido de extrema direita, é composta por arruaceiros, representativa da escória da sociedade e no ex português, refinadissima.
Agora fiquei curioso.
ResponderEliminarNão quer explicar que tipo de corrupção houve no caso casa pia !?
Quem quero imaginar quem era o corrompido.🤣
Ou na Goldman que ficou a arder com 750 Milhões do BES?
Falar de corrupção é fácil, saber o que está a dizer já é outro assunto.
Com cada cromo.....
Obrigado Chega.
ResponderEliminarAgora raramente pago malas de porão.
Estou perito em arrumar os trapos em malas de cabine.
rsrsrs.
ResponderEliminarQuem serão os nossos aliados e não aliados??
Pensem nisso.
Há muito boa gente que para se elevar tudo faz para calcar quem não tem asas para voar.
De todo.
ResponderEliminarLevo é uma vida muito simples.
Só não digo que de dedicação plena porque me tiraram toda a motivação.
Mas em regime de exclusividade, sem dúvida, serviço público total.
Não tenho empresas nem presto serviços, como colaborador, a mais ninguém.
Qual o canal de televisão que vão ser dadas a conhecer pelos presidentes do soj e do sfj.o segredo das reuniões de trabalho com o ministério da justiça? Alguém sabe,?
ResponderEliminarCEguinho, coitadinho
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