Fim de semana prolongado com fecho do Tribunal de Sintra

      Placas da cobertura do Palácio da Justiça de Sintra têm voado desde quarta-feira, no entanto, não é um acontecimento novo, uma vez que a queda de elementos do edificado já vem ocorrendo há muito tempo. Ainda há cerca de dois meses foram danificadas viaturas estacionadas no parque junto ao edifício, viaturas que pertenciam a Oficiais de Justiça.


      Na quarta-feira, depois da queda de várias placas da cobertura e após intervenção da Proteção Civil Municipal de Sintra, a DGAJ determinou o encerramento dos serviços no Palácio de Justiça, mas a comunicação só foi conhecida ao cair das 17H00, quando as instalações já estavam encerradas ao público.


      A decisão da DGAJ, para “prevenir qualquer risco”, foi tomada tendo em consideração as previsões de agravamento das condições atmosféricas, no entanto, na mesma quarta-feira, após as 20:00 horas, a diretora-geral proferiu um novo despacho considerando que, após a intervenção da Proteção Civil e informação do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), “deixou de se verificar perigo para pessoas e bens” e estavam reunidas “as condições” para o tribunal abrir na quinta-feira no horário normal.


      No entanto, durante a madrugada, o forte vento e chuva provocados pela depressão Martinho levaram à queda de “dezenas de placas da cobertura”, que ficaram espalhadas pela envolvente do edifício, incluindo uma “que voou até à rotunda” de acesso ao tribunal e ao bairro da Portela de Sintra.


      “A força do vento até arrancou uma das portas pelas dobradiças” do sistema giratório de uma das entradas no edifício e os danos levaram a que os funcionários, advogados e outros utentes tivessem de usar uma das portas laterais nessa entrada para aceder ao edifício.


      Os problemas de infiltrações, com vasilhame improvisado para recolher a água que escorre dos tetos esburacados, levaram, entretanto, ao encerramento de parte do terceiro piso, na zona do Tribunal Administrativo e Fiscal, permanecendo em funcionamento apenas a mega sala de audiências.


      Um novo (terceiro) despacho da diretora-geral da Administração da Justiça, Filipa Lemos Caldas, determinou novo “encerramento imediato dos serviços dos tribunais instalados no Palácio de Justiça de Sintra, a fim de prevenir qualquer risco para a segurança de todos os utilizadores”, até ao final de sexta-feira, reabrindo na próxima segunda-feira.


      No despacho, assinado após as 15:00 horas, refere-se que, apesar da “intervenção da Proteção Civil” na quarta-feira, registou-se hoje a queda de outros elementos da cobertura do edifício, situado num dos acessos à vila de Sintra, subsistindo preocupação com a integridade física dos utilizadores do Palácio de Justiça.


      Filipa Lemos Caldas explicou que seriam removidos os elementos instáveis do edifício entre quinta e sexta-feira e só após essa intervenção “se poderá concluir em definitivo pela inexistência de perigo para pessoas e bens”.


      O encerramento, acrescentou a diretora-geral, foi determinado após ouvir os juízes presidentes do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste e dos Tribunais Administrativos e Fiscais da Zona Sul.


      “É uma situação que se arrasta e já se sabia que pudesse acontecer”, afirmou à Lusa o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), Carlos Almeida, confrontado com o fecho do tribunal, acrescentando que “já se sabia que o edifício não tem condições” para funcionar há muitos anos.


      O edifício foi inaugurado em 2005 e Carlos Almeida atribui o estado em que o edifício se encontra à “má gestão” que tem varrido os problemas “para debaixo do tapete”.


      Fonte oficial disse à Lusa que o IGFEJ e a DGAJ “estão a par do que se passa no tribunal”, e que após uma visita, em 18 de fevereiro, foi feito um “levantamento das necessidades do edificado” e “os espaços onde se considerou poder haver algum risco foram desocupados”.


      Desde novembro que o Palácio de Justiça de Sintra tem interditadas ao funcionamento 7 das suas 22 salas de audiências – praticamente todo o terceiro piso – devido a infiltrações que provocaram curto-circuitos. O problema dura há anos e já no passado implicou a colocação de baldes nas salas de audiências.


      Um advogado que costuma frequentar o local, Varela de Matos, descrevia a situação com ironia em janeiro passado: “Pede-se a quem tiver gabardines, chapéus de chuva, galochas e capas e que os possa doar, o favor de se dirigir ao Tribunal de Sintra. São para os advogados, juízes, procuradores, testemunhas e os funcionários judiciais. É que chove torrencialmente dentro das salas de audiência e nos corredores”.


      Com esta nova realidade de um clima mais instável, com a ocorrência de fenómenos mais vigorosos e com mais frequência, muitas mais quedas de placas por todo o país se verificarão, bem como danos e encerramentos de instalações.


      Por isso, fica aqui o alerta para que os Oficiais de Justiça só estacionem as suas viaturas nos parques junto aos edifícios dos tribunais nos dias em que o tempo esteja bom e calmo, não sendo boa ideia estacionar as viaturas junto aos tribunais nos dias mais ventosos, como, aliás, já se verificou em Sintra, com danos nas viaturas, mas não só, e quando não são placas, são telhas, são ramos de árvores por cortar, são vidros de janelas, são caleiras… Enfim, tudo está a voar e a cair aos bocados dos tribunais.


TJ-Sintra2.jpg


      Fontes: “Notícias ao Minuto”, “Público #19MAR” e “Público #20MAR”.

Comentários

  1. Pageum o que devem do tempo de provisório  eventual!!
    Estou a precisar de dinheiro  por dificuldades!!


    Aldrabões 

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  2. Obrigado  bloguers
    Por toda a informação 

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  3. SOBRE O CONGELAMENTO (Tema de ontem)


    Como tenho sérias dúvidas se o aumento que eu vou ter não se trata apenas de um adiantamento!


    Vou tentar pedir ajuda ao Ricardo Araújo do "Isto é Gozar Com Quem Trabalha"


    Especialista na "Arte do Engodo"

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  4. Tal edificado tal carreira.

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  5. Para magistratura e administração  está  tudo bem

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  6. Mesmo pulhice.
    Com custo de vida como está  e não  pagarem.


    Fodddd

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  7. Bem, vocês parecem carpideiras, sempre a moer a cabeça dos outros com as vossas frustrações.
    Deve ser muito entusiasmante trabalhar ao vosso lado.
    Ate sugeria que fossem trabalhar para outro lado, mas duvido que não continuassem chatos.

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  8. Tudo para o charco...


    .

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  9. Bom dia.
    E corto aos responsáveis por este blogue que reflita sobre a recente medida que tomaram sobre a publicação de comentários.
    Ontem mesmo, Sérgio Sousa Pinto, no programa contra-poder, sugeriu a leitura de um livro sobre Salazar e o tempo sombrio da ditadura. Naquela altura, imperava a censura, o cancelamento e o estigma sobre os lutadores pelas liberdades, invididiais, sociais e coletivas.
    Não quero acreditar que agora, em que o mundo parece voltar a o tempo das guerras políticas nas lutas pelo poder alguem se prontifica a, de forma gratuita, servir-se a um propósito absolutamente incompreensível e inadmissível nos nossos tempos e por quem defende os arautos da liberdade.
    p.f mudem de atitude.

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  10. Sugiro ao blog que introduza á discussão, em texto sublinarnente elaborado como é apanágio dos seus autores, não só a questão do processo dos Secretários de Justiça, como as ações sobre os movimentos sem promoções de 2020, 2021, entre outros.
    Sei que algumas ações foram intentadas - e muito bem -  pelo SFJ  e pergunto o que irá acontecer? Será que vão desistir da ação? Será que vão encetar negociação para acordos ou já terá feito parte do acordo "global"?
    Gostaria de ver ainda discutido os lugares para escrivão que vão abrir no espaço de um ano - quantos e qual o quadro em cada secção, núcleo ou tribunal.
    p.f. apelo á vossa sensibilidade para a questão.

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  11. Entāo como é possível tal coisa estar a acontecer em Sintra quando após o 2014 da famigerada reforma, os políticos não se esqueceram de DUPLICar, triplicar   nos Tribunais  chefias, bem remuneradas?  Para que servem tantos a mandar, quando até aí  Secretários e Magistrados faziam o mesmo?
     Assistem apenas ou têm feito junto do MJ tudo o que é possível para não acontecer o que acontece no mínimo desde novembro ? 
    Os milhões do PRR não deviam ser usados para estas necessidades? Como podem trabalhar lá no tribunal sem condicões? Só visto.

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  12. Desleixo no harware desleixo no software.
    Isto é incompetencia dos governantes e responsaveis pela justiça em Portugal. 

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  13. Boa tarde.
    Ontem, ficamos a saber, os professores vão ser abonados com um subsídio para compensar a deslocação de casa a mais de 70 quilómetros.
    Nós, oficiais de justiça, quando recolocados no interesse do serviço não somos compensados por nada, sentimo-nos, muitas das vezes, compelidos ou coagidos mesmo quiçá receosos de eventuais represálias.
    Por isso considero que a luta ainda não acabou. O acordo, neste aspeto, foi froucho, acho!

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  14. Vá escrever no Facebook do SOJ e depois já vê o que acontece se não alinhar com o resto dos carneiros. O gestor daquela página é uma virgem ofendida que trata quem lá escreve contra a corrente dominante como se fossem estúpidos e depois quando é chamado à atenção e já não tem argumentos bloqueia o acesso.

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  15. Existindo boa vontade da Dgaj num exercício de contorcionismo para ultrapassar a extinção da categoria, seria razoável que alguns dos lugares de secretário em regime de substituição fossem ocupados pelos autores da ação, agora em comissão de serviço, em acordo a celebrar.

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  16. Contraí um empréstimo bancário!


    Por ser auxiliar no 3.º escalão, vou ter um aumento irrisório, comparado com outros!


    Resulta do novo DL, recentemente aprovado, que todos na questão da subida de escalão, vamos ser colocados na linha de partida!


    Mas alguém de bom senso, acredita, que daqui por três anos, seja que governo for, NOS VAI AUMENTAR A TODOS EM SILMULTÂNEO, COM A SUBIDA DE UM ESCALÃO!


    Não brinquem com a minha vida!

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  17. O problema é que estão a brincar

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  18. Os OJ são tratados abaixo de cão! Também são uma classe dividida ! Por isso têm o que merecem ! E os sindicalistas olham para o seu umbigo ! Olhem para os professores ! 

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  19. Quando será que me deixam escrever algo ? Não tratei mal ninguém! As verdades custam ! 

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  20. Pois, só que um professor profissionalizado estudou 20 anos e tu se tiveres acabado o secundário foi uma sorte.
    Não compares o incomparável.

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  21. Impossibilidade legal da lide. Essa matéria não se presta a acordo, mas sim à legalidade e esta actuamente não admite a colocação dos autores que unicamente o que ganharam foi o refazer do procedimento, e este abrange todos os candidatos aptos na prova escrita, digo todos.

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  22. Pitonisa Prima da Cobra Sibilina23/3/25 16:12

    O dia chegará...

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