O que pode acontecer se o Governo cair?
Por estes dias os Oficiais de Justiça sentiram um arrepio pela espinha acima perante o “déjà vu” de mais uma iminente queda de Governo.
De queda em queda dos sucessivos governos, a malfadada revisão do Estatuto dos Oficiais de Justiça tem caído também e esta sina dura já há muitos anos.
Sempre que uma revisão está quase a acontecer, lá vai o Governo ao charco.
Ao longo dos anos, a queda até acabou por salvar a integridade da carreira, deitando por terra as péssimas propostas dos governos, mas hoje, depois da assinatura de um acordo tripartido, será que algo se poderia salvar, de entre os cacos dos aspetos acordados? Ou será que ainda se poderia acabar a revisão acelerando com base no acordo?
Vamos tentar responder a estas questões, porque os Oficiais de Justiça pedem tais respostas.
Num cenário de queda do Governo, já para a próxima semana, o que parece ao dia de hoje ser provável, mas ainda não completamente inevitável, num cenário desses, não é possível concluir a revisão do Estatuto.
O Presidente da República já apontou datas possíveis para a realização das eleições ali para meados de maio e segunda metade de maio.
Para que a revisão do estatuto se conclua é necessário que o Governo apresente uma proposta final e esta seja publicada no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE), correndo então um prazo de, pelo menos, 30 dias, para audição pública, pronunciando-se os Conselhos Superiores e o Conselho dos Oficiais de Justiça (COJ), bem como qualquer cidadão, desde logo os Oficiais de Justiça, pronúncias que serão levadas à mesa das negociações com os sindicatos que posteriormente, formalmente, se iniciarão, com um mínimo de três a quatro reuniões.
Após, a versão final entraria em circuito legislativo, pelos vários ministérios, até à aprovação final em Conselho de Ministros e acabaria concretizada num decreto-lei do Governo que seria publicado em Diário da República.
Não há tempo para tanto, pelo que a revisão estatutária completa é inalcançável antes das eleições, num cenário em que se concretize a queda do Governo na próxima semana.
Então e o que é que acontece ao acordo?
Já quanto ao acordo, embora não seja possível transformá-lo em decreto-lei, pois contém aspetos que devem ir à negociação formal do Estatuto, há, no entanto, dois desses aspetos possíveis de serem salvos dos cacos da queda, consolidando-os em decreto-lei e é nestes dois aspetos que os sindicatos se agarram para tentar salvar o acordado, ainda que seja apenas só nesta parte.
O que pode ser legislado desde já e que é o que os sindicatos tentam agora dizer e pedir ao Governo é concretizar a inclusão do suplemento no vencimento e a atribuição do novo suplemento. De resto, nada mais se pode salvar.
A rádio Renascença diz saber que é objetivo do Ministério de Rita Alarcão Júdice, tendo em conta a possível queda do Executivo na próxima terça-feira, aprovar um decreto-lei para garantir a aplicação do que foi acordado de forma retroativa a janeiro.
À mesma rádio Renascença, o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), Carlos Almeida, disse acreditar nas intenções de Rita Alarcão Júdice, referindo que houve contactos para reunir com o Governo na segunda-feira “para garantir que estes primeiros passos possam ser convertidos em decreto-lei”.
Também o Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) aplaude a intenção da ministra. António Marçal diz ser, acima de tudo, uma forma de evitar mais uma crise nos tribunais: «Não é só uma questão de honrar um compromisso com os funcionários de justiça, numa luta que já dura há muito tempo, mas é uma forma que esta crise política acrescente mais turbulência aos tribunais», referiu.

Fontes: “Rádio Observador” e “Rádio Renascença”.
Não vão assinar nada.
ResponderEliminarO governo vai cair e a seguir quem vai governar vai ser a esquerda.
E a esquerda vai manter a carreira tal como ela é, as categorias e o grau funcional 2.
Novas conversações para o novo estatuto só lá para Janeiro do próximo ano.
Gostaria que alguém me explicasse porque é que integrar o SRP, tal como foi acordado, é uma coisa boa se vamos ganhar menos do que o ganhamos hoje!?!? De igual forma, onde está o ganho com a aprovação de um suplemento de disponibilidade que serve para pagar trabalho especializado a preço escravo!?!? A única coisa que vejo nisso é a possibilidade de nos banquetearmos com as migalhas que, governo e sindicatos, nos querem fazer engolir.
ResponderEliminarEsta ministra fez muito mas que as anteriores, pese embora os velhos do restelo
ResponderEliminarEste ano, pela primeira vez, não vai abrir concurso em Abril para o movimento ordinário.
ResponderEliminarParece que ainda vai ficar mais difícil regressar a casa.
Coitados de quem se iludiu e acreditou nas promoções.
Mais uma vez muitos vêm a sua vida desgraçada.
É um absurdo acabar-se com as categorias.
Os tribunais vão tornar-se num pântano.
Políticos corruptos, aldrabôes, só vivem de esquemas . Fartinho desta gentalha sem vergonha ! O povinho que aguente ! Somos muito mansos !
ResponderEliminarA esquerda não ganhará certamente, e serão aprovadas por decreto-lei.
ResponderEliminarAinda ontem foram aprovados novos suplementos de carreira técnico superior que já estavam prometidas .
Os velhos do Restelo que nada querem que mude são a desgraça desta profissão
A integração é uma velha teimosia da classe, estava bem como estava mas tanto quiseram.
ResponderEliminarAgora já não querem.
Queriam o nível 3 e que ninguém ficasse de fora, agora já não querem.
Não há quem entenda esta classe só reevindicam e nada mais.
Uma revisão estatutária queriam que não implicasse mudanças.
Por favor façam um favor à classe, aprovem uma reforma mais cedo (nem que seja para mais tarde repor) e mandem esta gente para casa.
Toda a gente ficava a ganhar.
É impossível fazer alguma coisa com esta gente acomodada .
Fala aquele que provavelmente nunca saiu da sua zona de conforto e que convivia bem com a ideia de ser toda a vida um auxiliar.
ResponderEliminarAgora vive feliz por toda uma carreira ter sido nivelada por baixo.
Uns são velhos do Restelo, outros convivem muito bem com o mal dos outros.
São perspectivas ...
Quer apostar que vai haver? Está no estatuto atual a expressão realiza, e não, pode realizar.
ResponderEliminarHá muitas coisas no estatuto que não se cumprem ...
ResponderEliminarMais uma vez a maldição da renovação do estatuto. Acho que já se pode pensar em tornar esta maldição em lei científica.
ResponderEliminarEspero e desejo que nada se consiga aproveitar deste "acordo". É inadmissível o teor deste documento negociado às escondidas dos oficiais de justiça.
Estou em crer que os Sindicatos dirão algo, nas suas páginas de internet, muito em breve.
ResponderEliminarUma situação destas, um caos político como este e que pode ter (ou tem mesmo!) implicações diretas no acordo, merece um esclarecimento sobre o que está a ser feito, o que pode ser feito, ou que intenções/esforços estar a ser levados a cabo.
Apoiado.
ResponderEliminarEsta ministra é uma empresária empreendedora, não é da velha área da justiça.
ResponderEliminarSó se os portugueses forem muito burros e que deixam tudo na mesma depois dos casos e casinhos do PS ou do que entretanto se descobriu dos esquemas autárquicos do PSD e do governo a legislar para as empresas dos ministros e secretários de estado e seus poderosos amigos.
ResponderEliminarEles não metem as violas nos sacos mas os eleitores até que poderiam obrigá-los, no caso de haverem mesmo eleições legislativas antecipadas.
Ah, esqueci-me de que o sonho da maioria dos nacionais deste país é serem amigos das famílias mais poderosas, a qualquer preço!
Estão bem identificados os acomodados, os colaboracionistas, atuais e futuros candidatos a colaboracionistas, e que pretendem uma carreira, como agora, sem futuro, sem regras claras e objectivas onde todos possam aspirar a ter uma carreira digna e atrativa. Esses, hoje como amanhã, vivem bem de migalhas, de subserviência e de "conhecimentos". Aqueles, cujas ideias/pseudo opiniões, são melhores, mais sábias e importantes, que perante argumentos válidos, fundamentados, estruturados, a única coisa que sabem fazer, em boa verdade é a única coisa que podem fazer, é classificar, menorizar e, acriticamente, rejeitar, porque nada têm de valor a acrescentar.
ResponderEliminarO que é que querem?
ResponderEliminarSalários iguais aos de ministro para todos?
Mordomias iguais às do Rei de Inglaterra?
Que diabo! Vivemos em Portugal, onde o salário mínimo é de 870 euros ilíquidos, repito 870 euros ilíquidos.
Tenham a noção da realidade, olhem para o lado.
O acordo alcançado é um bom acordo remuneratório, Deus queira que o consigamos preservar atenta a crise política instalada e que o governo aprove um decreto lei para o efeito.
Tenham juizo.
Empreendedora nos vistos gold .....
ResponderEliminarÉ muito bom, sem dúvida.
ResponderEliminarPena não ser para todos.
Reponham a reforma que estava contratualizada, deve querer dizer...?
ResponderEliminarNo Estatuto, na Constituição, nos contratos de trabalho...
ResponderEliminarEsses diplomas são só para aplicar aos constitucionalistas e juristas, e mesmo assim apenas ao círculo restrito dos que dominam a arte das influências.
O salário mínimo real não deve ser bem esse.
ResponderEliminarOu antes, não é para tanta gente como pensa.
A maioria das empresas arranjam e sempre arranjaram maneira de por fora valorizarem muito mais esses salários e esses trabalhadores não são tão coitadinhos como julga, pois não pagam a catrefada de impostos que paga um oficial de justiça e alinham nesses esquemas à boa maneira da mentalidade portuguesa.
Viva as mulheres
ResponderEliminarEfectivamente muitos de nós nem o que ganham merecem já que nada têm a dizer quanto aos aumentos que outras carreiras, refiro-me apenas a carreiras que estão sob a alçada do MJ, e, no entanto, quando chega a altura de valorizar uma carreira, outrora bem remunerada, somos nós próprios, imagine-se, e apoiar decisões que nos remetem para um futuro escravo e pobre. Isto é mesmo case study para a especialidade da psiquiatria. Outra hipótese, bem plausível, é termos muitos colegas que desconhecem, por completo, a importância do que fazem no sistema judiciário português.
ResponderEliminarEra um grande acordo para toda a gente....e a velharia tem que perceber que muitos nem merecem o que ganham...ja ganham demais mas querem ganhar mais que os magistrados qualquer dia....se o governo cai voltamos a mesma treta....pode ser qur o suplemento seja integrado e nos deêm mais uns euros com um novo suplemento....mas tudi pouco para o que poderia ser.....continua o retrocesso...
ResponderEliminarEste acordo só tem é que avançar.
ResponderEliminarFarto de colegas só pensam no seu umbigo.Acabem com os quintalinhos!
É só liricos.
ResponderEliminarUm governo demissionário não pode aprovar aumentos para ninguém.
E ainda bem porque este acordo é uma bosta. Só vem criar injustiças e iria criar uma clima ainda pior nos tribunais.
Alguém com os neurónios ativos acha bem aumentos de 40 euros para uns e de 400 para outros? Deixem se de merdas.
Só os beneficiado concordam com isso. O egoísmo faz parte da natureza humana.
Se o Governo cair, SFJ convoca também logo eleições.
ResponderEliminarAcabem com os lugares vitalícios.
Exactamente.
ResponderEliminarEste acordo só beneficia os auxiliares em início de carreira e os auxiliares acomodados e encalhados no sexto escalão que já não podiam progredir mais e que agora vão poder continuar a progredir.
De resto, é uma enorme injustiça para todos aqueles que foram promovidos nos últimos anos, que agora se vêem ultrapassados por colegas que se acomodaram.
Espero que os sindicatos revejam esta enorme injustiça.
Concordo
ResponderEliminarMentira aprovaram ontem .
ResponderEliminarInforme-se velho do Restelo
E se fosses tomar...
ResponderEliminarVelharia é quem te fez as orelhas.
Desde que entrei nos tribunais e já lá vão mais de 30 a nos sempre lutei e vi lutar por melhores condições. Infelizmente verifico nestes últimos tempos que os mais "recentes" são apenas uma cambada de tansos. Aueles que dizem sempre sim e deves ser um desses...
Continua que vais longe...
Voltarem para os tribunais!
ResponderEliminarQueria ver quem é que arranjava o dinheiro para se pagar a um formador que ganha por hora 200€;
Se quiserem fazer uma vaquinha para se comprar dois bilhetes de autocarro para a Lousã, só ida, para o Marçal e Carlos, é de bom grado que contribuo.
Eu não sei porque é que não deixa imediatamente os tribunais e vai trabalhar para uma empresa dessas. Força nisso ! Ah, espera, se calhar tem que trabalhar, e no posto onde está agora nos tribunais manda umas postas de pescada e vai tomar uns cafés até que sejam 5 da tarde.
ResponderEliminarÉ verdade anda gente nos tribunais que apenas lá andam. Nem o ordenado mínimo merecerem receber. Alguns até deviam pagar para lá andar.
ResponderEliminarConcordo. Eu como adjunto exijo continuar ter os meus dois escravos auxiliares a trabalharem para mim. Um para me procurar papéis e arrumar os processos e outro para me fazer os julgamentos e o serviço externo. Não é justo.
ResponderEliminarOxalá que este governo caia... Para não haver esta M---A de acordo...
ResponderEliminarCompletamente de acordo..
ResponderEliminarVai tomar a medicação... Estás em falência psicológica....
ResponderEliminarA resposta de cima é para o... Nem consigo chamar-lhe OJ das 11:49
ResponderEliminarResposta ao comentário malcriado das 12:43.
ResponderEliminarTu nunca deverias ser Oficial de Justiça... Tu és um mero funcionário público... Sem nível, nem personalidade... Estás a mais nesta Classe...
É curioso e sintomático da letargia, falta de conhecimento e de comodismo dos OJ deste país quando argumentos para rejeitar e recusar o ato de traição feito pelos sindicatos á classe. Já a favor? Nada!!!! Excepto o brocardo que se vai ouvindo e que demonstra a mentalidade de pobre e de subserviência que está incutida em muitos de nós - "mais vale um pássaro na mão que...". Tenham orgulho e respeito próprio!!!!!!
ResponderEliminarTu das 16:12:
ResponderEliminarFaz-nos um favor, vai tomar a medicação ...
Hehehee tansa é a tua mãe oh velha.... 4 classe tirada à noite, sempre encostados a reclamar e pouco trabalho a ganharem o que ganham....tanto reclamar vão trabalhar no privado e logo vêm que é bom pra tosse e quanto vão receber...nunca vi uma classe com tanta gente mesquinha que a única preocupação é quem entra agora poder vir a receber o que eles recebem ou mais....e fica sabendo que tenho 10 anos de casa....oh burra
ResponderEliminarOra bem.....
ResponderEliminarConheço familiares e outras pessoas que no privado ganham prémios não declarados.
ResponderEliminarE no trabalho nunca faço pausas para nada, muito menos comentar em redes sociais ou blogues.
Vai dormir joka
ResponderEliminarQual é a alternativa?
ResponderEliminarO partido dos pedófilos e gatunos de aeroportos?
Trabalhasses ao pé de mim com essa conversa de medíocre inútil, que dava te o arroz!
ResponderEliminarDas 16:12
ResponderEliminarEventualmente a brincar dizes a verdade.
Não passais de pessoas que a partir de uma determinada fase ficaram completamente inaptos para fazer qualquer coisa além de ler um despacho e clicar no botãozinho respetivo.
E ainda se sentem orgulhosos de tamanha futilidade.
Não.
ResponderEliminarO partido no poder na Finlândia, ou o da Noruega, ou o da Suécia, ou o da Dinamarca...
Mas, já agora, tem a certeza de que não há muitos pedófilos entre os deputados do PS e do PSD?
ResponderEliminarÉ que se trabalha num tribunal deve saber que esse crime ocorre as mais das vezes em contexto familiar e de proximidade, e que se consegue ocultar tanto mais quão poderosas são as famílias e os círculos de amigos em que esses repugnantes criminosos se movem, como sucedia no tempo da velha senhora, por exemplo, com a igreja católica.
Pelo amor da santa!
ResponderEliminarNão percebe que se trata dum auxiliar a gozar com os adjuntos da velha guarda?