Os Oficiais de Justiça não têm sindicatos
Os Oficiais de Justiça não têm sindicatos que os possam defender. Os Oficiais de Justiça estão desamparados, apesar de representados por indivíduos que se limitam a colaborar com os governos e apesar das agremiações quotizadas que levam a cabo algumas iniciativas associativas, como os acordos com diversas entidades privadas ou o apoio jurídico pontual. Fora isso, não existe um conceito de defesa da carreira, mas antes algo disperso, pontual, inconsequente e desajustado.
Nas últimas semanas, o sindicato mais antigo e com mais associados, o SFJ, pela mão do seu presidente, publicou dois artigos de opinião no Correio da Manhã, debruçando-se um sobre o apagão e as anomalias de funcionamento do Citius e o outro sobre o resultado das eleições.
Por sua vez, o outro sindicato, o SOJ, nem sobre estes aspetos se pronunciou.
Ou seja, para os Oficiais de Justiça, tudo deverá estar bem e todos deverão estar satisfeitos.
A DGAJ resolveu suspender a divulgação das listas de progressão nos escalões, o que vinha fazendo desde há 6 anos, parando naqueles que atingiram novo escalão em agosto de 2024, nunca mais divulgando nenhuma progressão e os sindicatos dos Oficiais de Justiça e estes mesmos, mantêm-se tranquilos.
Em 2023, a DGAJ assume que vai proceder à reconstituição da carreira de todos os Oficiais de Justiça, na sequência da sentença que lista 500, e, dois anos depois, ainda não concluiu o compromisso.
Estes são alguns exemplos.
Nunca se viu uma carreira onde os seus profissionais são tão maltratados, desde logo com a sua anuência e com a conivência das agremiações associativas sindicais.
Entretanto, no Correio da Manhã, António Marçal no artigo intitulado “Habemus… Reforma na Justiça?”, analisa o facto de “decorridas que foram duas semanas do Apagão, os tribunais, esta semana com maior incidência, na Comarca de Lisboa, continuam a ter o seu trabalho comprometido por falta de sistema informático.”
E na semana seguinte, com o artigo intitulado “Refletindo… após as eleições!”, diz que “O dia 18 de maio fica marcado como um momento de clara interpelação à consciência democrática coletiva. O ato eleitoral foi mais do que uma escolha – foi um sinal – inequívoco: os cidadãos exigem respostas, soluções e uma nova forma de fazer política.”
Sabemos que de Marçal já não podemos contar com nada mais de relevante, pois está de saída, e com Almeida nem isso podemos saber, pois nada vem dizendo.
Por tudo isso nos atrevemos a afirmar que os Oficiais de Justiça, verdadeiramente, não possuem sindicatos, enquanto tal, mas apenas meras entidades associativas que acabam por os representar e, pior, acabam por assumir compromissos com os governos, de costas voltadas para os seus representados, enquanto todos, de forma passiva, aceitam este estado de sítio, em que os governos fazem gato-sapato da carreira.

Fontes: “DGAJ-Progressões”, “SFJ-CM-#1” e “SFJ-CM-#2”.
É tao bom, receber sem trabalhar.
ResponderEliminarÉ tao bom, receber sem ter horários .
É tao bom ir a qualquer lado e não ter que pagar transportes e estadias..
É tão bom não fazer nada .
Porque raio se iriam chatear, quando estão tão bem .
P.S.
Atenção, a Lousã não está ganha, e os vereadores são muito poucos.
Nada mais verdadeiro!
ResponderEliminarTragédia mesmo!
E com cada vez menos funcionários nas secretárias sem estarem já em andamento novas admissões para estancar calamidade de saídas.
Secções afundadas por falta de pessoal.
E quem está a dar cabo da saúde.
Tristeza.
Com a venda dos adjuntos;
ResponderEliminarCom a venda da separação do judicial do MP;
Com a venda do congelamento dos escalões.......
DEIXEI DE SER SINDICALIZADO.
Estou a equacionar se o sindicato dos ferroviários das ilhas não será o melhor sindicato para representar os funcionários dos tribunais é que nenhum dos seus dirigentes tem ambições politicas
Ó oj: sabes que andam a decorrer reuniões para resolver a questão dos secretários, indo ser repetido o movimento de 2018 como mandou a sentença? Ah pois é. Informa te.
ResponderEliminarBoa reflexão
ResponderEliminarOs autores dessa ação, que provocou a extinção da categoria de secretário e que impediu muitos outros de lá chegar, neste momento são pouco mais de uma dúzia no ativo.
ResponderEliminarOu seja, colocar esta dúzia na extinta categoria de secretários, apenas vai transformar alguns regimes em substituição em comissões de serviço. Isso é resolver problemas que afetam a carreira dos OJs?
Enfim...
ResponderEliminarAinda há quem pague quotas?
Otários...
Nunca mais há meio de vermos isso resolvido.
ResponderEliminarEstou na esperança de ver esses colegas, depois de lhes ser feita justiça, a pugnar pela dignificação da carreira dos restantes, olha, assim, tal como os que já viram os seus escalões reconstituídos em função do tempo de provisório não contabilizado se têm visto a manifestarem-se ao lado dos que foram deixados para trás!
Estou mesmo em estado de ansiedade...
Por mim, íamos a lousã prejudicar a eleição do sujeito que se diz nosso representante e desmascarar o escarno que há 20 anos só pensa no umbigo dele, queremos ele de volta a uma secretaria, mas uma com uma pendência bastante elevada, para ele saber o que é muito fácil a nossa vida!
ResponderEliminar"Dignificar a carreira após lhe ser feita justiça"?
ResponderEliminarA única coisa que conseguiram com este rol de ações e petições de merda, foi que agora vai tudo para escrivão e será o salve-se quem puder à procura da comissãozinha de serviço.
Tomará alguns deles conseguir fazer o trabalho que lhes vão dar, quanto mais preocuparem-se em dignificar a carreira.
A única preocupação desses autores é receber retroativos desde 2018 e esperar o pouco tempo no ativo que ainda têm.
Quanto aos restantes, ao fim de quase uma década de lutas desleais e abjetas, ficou tudo a ver navios a ver a categoria ser extinta.
Quem muito quer tudo perde.
Cada um tem o que merece.
Isso de facto é o mais importante para a carreira, não haja dúvidas! Enfim...
ResponderEliminarNão aperte com o homem, está muito ansioso.🤣
ResponderEliminarCom cada cromo que por aqui anda a navegar que até dá urticária.
Aconselho a mudares o nome para o "O maior parvalhão da aldeia".
ResponderEliminarQuem deve informar são os sindicatos. Não somos nós que temos de andar a escaranfuchar para saber o que andam a fazer...
ResponderEliminarIDIOTA!!! voce deve ser marcelino claro!! SFJ SEMPRE!!!!
ResponderEliminarComo está ação proposta para declarar nulo o famoso DL?
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