Palácios da justiça com outras funções?
Os edifícios dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, os palácios da justiça, são, tradicionalmente, locais dedicados, exclusivamente, ao exercício das funções judiciais e judiciárias, fechados à comunidade e, desde logo, a outras atividades, designadamente, lúdicas ou recreativas.
Essa conceção tem vindo, no entanto, a ser pontualmente subvertida, com a abertura de portas de alguns palácios da justiça a outras atividades e, consequentemente, a outros públicos que não apenas os intervenientes processuais.
Há quem considere que estas atividades diversas que envolvam a comunidade são muito positivas, que devem ser incrementadas e ampliadas a todo o território, enquanto que outros consideram a desvirtuação e banalização dos espaços como algo negativo que contribui para a cada vez maior falta de respeito pelo órgão.
Partilhe-se a opinião que se partilhar, há que ter em conta outro aspeto: as iniciativas nos palácios da justiça não são periódicas como no teatro ou nos cinemas, mas muito pontuais, tão pontuais quanto o é uma vez ao ano, se tanto, e apenas em alguns palácios da justiça muito concretos, desde logo os que albergam também tribunais de segunda instância, estes, claro está, com autonomia financeira.
Vem tudo isto a propósito da iniciativa levada a cabo esta última sexta-feira no Palácio da Justiça de Coimbra, com portas abertas ao público para diversas atividades, como teatro, apresentação de livros, uma exposição e uma visita guiada ao palácio.
A iniciativa insere-se no âmbito do projeto “MANIF, residências artísticas nos espaços da Justiça”.
Durante a manhã realizou-se a visita guiada, seguida de duas pequenas peças de teatro, para todas as idades, pelo Atelier A Fábrica-Coimbra: “Van Gogh viaja no tempo” e “Logo, logo tem Dada”.
Ainda durante a manhã foram apresentados dois livros: “O que se passa na infância, não fica na infância”, uma reflexão sobre a proteção das crianças e o seu saudável desenvolvimento, e “A estrela de Ava”, livro dirigido à infância sobre o tema da adoção, ambos de Paulo Guerra, Juiz Desembargador da Comarca de Coimbra e autor de várias obras jurídicas, no âmbito do Direito de Família e das Crianças.
Da parte da tarde realizou-se a apresentação do projeto “MANIF”, com a exibição do filme de Carlos Tavares Pedro, e uma visita guiada à exposição “MANIF”, com peças dos artistas residentes Ânia Pais, Gil Ferrão, Mariana Bragada e alunos da Escola da Pampilhosa da Serra e AE Rainha Santa Isabel, de Coimbra.
Filipa Morgado, diretora artística do “MANIF”, e o atelier de arquitetura “PARTO”, responsável pelo projeto de mediação do “MANIF”, que cruza a arte e a arquitetura, fazem a visita guiada com os alunos envolvidos nas atividades desenvolvidas nos últimos meses que envolveram as escolas, os tribunais e o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra.
Seguiu-se uma mesa-redonda sobre práticas artísticas coletivas e prescrição cultural, com Mariana Mata Passos, diretora artística da “Pó de Vir a Ser”, associação cultural e artística.
No final do dia realizou-se a inauguração da obra “Vistas do Mondego”, de Pedro Vaz, que habita a partir de agora a sala de audiências do Palácio da Justiça de Coimbra.
Após esta apresentação no Palácio da Justiça de Coimbra, a exposição MANIF, dos artistas residentes Ânia Pais, Gil Ferrão e Mariana Bragada, será apresentada na Pampilhosa da Serra, no Edifício Multiusos, com inauguração e performances no dia 12 de Junho (podendo ser visitada até 11 de Julho) e em Lisboa, na Secretaria-Geral do Ministério da Justiça, com inauguração e performances no dia 1 de Outubro (podendo ser visitada até 5 de Novembro).
O projeto “MANIF, Residências Artísticas nos Espaços da Justiça” procura contribuir para a democratização do acesso às artes num território alargado, propondo a criação artística e fruição da cultura dentro de edifícios públicos da justiça, nomeadamente Tribunais, Palácios da Justiça ou Juízos de proximidade do país.

Fonte: “jornal regional Campeão das Províncias”.
Não inventem!
ResponderEliminarDeviam era preocupr-se em que esses espaços tenham condições dignas para se lá trabalhar, mas isso já não interessa pelos vistos.
Fachadas.
ResponderEliminarVocês são simplesmente uns tristes broncos iletrados.
ResponderEliminarImagino, parecias um burro a olhar para o Palácio!😅
ResponderEliminarSim, sou truste bronco iletrado, mas o suficiente para te cheirar a tua mania da grandeza! És o maior pa! O mais letrado, mas a culpa não é tua, é dos teus pais que de berço nada te deram!
ResponderEliminarFachadas mesmo.
ResponderEliminarCocozinhos, que em vez de gastar tempo em melhor condições de trabalho, preocupam-se é com shows nas ditas casas da injustiça.
Palhaçada.
Seria melhor fazerem isso em igrejas.
ResponderEliminarEra mais chique ainda.
Ontem, estive EM ALVALADE APOIAR O MEU SPORTING.
ResponderEliminarAinda, não há muito tempo nos tinham dado como um defunto/cadáver!
Hoje, somos bicampeões!
A nossa classe está como o sporting de alguns anos um cadáver!
Se alguém ainda acredita que é possível alterar o estado em que se encontra a nossa carreira, tem o meu apoio!
Reconheço que não é fácil, razão pela qual dei o exemplo do sporting.
Triste é gente como tu querer protagonismo com eventos destes nos tribunais.
ResponderEliminarQuequezitos
Diria em putrefacção há anos
ResponderEliminarPaguem o que devem do tempo de provisório
ResponderEliminarCaloteiros!!
Alguém que tenha entrado em 94 já foi notificado?
ResponderEliminarValores?
Vais ser notificado quando lhes apetecer.
ResponderEliminarNão conheces a casa?
Só um apartezinho
ResponderEliminarPara quem desrespeita os humanos vitantes e se julga ser casta acima
A chanaram cheganos
Engulam o que dizem e menosprezam
CHEGA
FALA-SE EM CULTURA, E VEJA-SE O TIPO DE COMENTÁRIOS DE "PESSOAS" PAGAS PELO ESTADO PARA SERVIR O CIDADÃO. NÍVEL ZERO
ResponderEliminarÉ nesmo gente sem palavra!
ResponderEliminarDepois admiram-se que o chega suba
Pese embora não seja da minha cor política, sem dúvida que para a área da Justiça é uma excelente notícia a vitória da AD, para que a sra. MJ possa dar continuidade às importantes reformas em curso, designadamente quanto à carreira dos OJs.
ResponderEliminarUiii aii
ResponderEliminarVirgem ofendida
Hipócrita
Boas.
ResponderEliminarConforme à análise política que aqui deixei nos últimos dias, o Luís vai ter muito que trabalhar se quiser continuar daqui por um ano...
Ah ah ah!
ResponderEliminar"Humanos votantes"!
Este seu post, revelador de falta de formação básica, de literacia, traduz sem dúvida o problema social que enfrentamos neste momento e que requer o envolvimento de todas as forças democráticas e progressistas, atuando em todos os setores da sociedade.
Vocês não têm que ser menosprezados, simplesmente terá que haver um cordão sanitário até curarmos o Cancro que vocês são.
Agora vai ler um livrinho, aumenta o teu nível de literacia, humaniza-te, deixa de ser BURRO!
Qual vitória?
ResponderEliminarIgual à última?
Sem Chega nem chegam a partir.
Ou talvez me engane, com a ajuda do PS, afinal é tudo farinha do mesmo saco.
Camaradas
ResponderEliminarPelos vistos há muitos porcos fascistas a trabalhar ao nosso lado.
Levem repelente amanhã.
Faço cócó para o teu nivel de literacia.
ResponderEliminarCome!
Belo servidor que serás!
ResponderEliminarEscravo!
Come que te custa menos!
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