Portalegre poderá voltar a ter o Palácio até ao Carnaval do próximo ano
Depois de mais de uma década, parece haver agora uma saída para o Palácio da Justiça de Portalegre, encerrado desde 2014. Espantosamente encerrado a aguardar obras de remodelação desde 2014.
No nosso distante artigo de 22-12-2014, após a reconfiguração do mapa judiciário operado meses antes, em setembro desse mesmo ano, dizíamos assim:
«Já todos ouviram falar e conhecem os processos amontoados pelo chão, os contentores, as instalações provisórias, etc. Pois, nesta última semana, acaba de ser encerrado mais um edifício: o Palácio da Justiça de Portalegre. Este edifício que já não comportava cabalmente as valências aí instaladas antes da reorganização de setembro, acabou por levar com mais gente e processos, encerrando agora para que se realizem obras de ampliação. Note-se que são obras que se pretendem iniciar agora, ou seja, não são obras que se estão a concluir agora, com algum atraso de alguns meses relativamente à entrada em vigor do novo mapa judiciário, não, nada disso, vão começar agora!»
Estávamos em 2014 e o juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre, nessa altura (José Tomé de Carvalho), explicava à agência Lusa que as obras envolviam um investimento de “758 mil euros” por parte do Ministério da Justiça, mas que “ainda não se iniciaram”.
Na semana passada, 11 anos depois, o Ministério da Justiça vem re-confirmar o re-arranque da obra, mas agora pelo valor de 1 milhão e 800 mil euros. Ou seja, a espera de 10 anos resultou no aumento da despesa em mais um milhão de euros e isto, tendo em conta que durante esta última década até se realizaram algumas obras, como a remodelação da cobertura.
Em 2014, o então presidente do Tribunal queixava-se que o edifício “Já não comportava as valências que tinha antes da reforma judicial, porque o número de salas de audiência era pequeno para as necessidades da comunidade, além de não haver condições para o público em geral, para os magistrados e para os funcionários trabalharem”. Isto é, antes da concentração nas capitais de distrito, os edifícios destas já não comportavam as valências que detinham, mas em setembro daquele ano, levaram com mais ainda, porque a reforma do mapa tinha de se fazer, a bem ou a mal e com toda a pressa, e assim se fez, havendo problemas que, após mais de uma década ainda estão por resolver.
Na semana passada, o Ministério da Justiça, através do IGFEJ, entregou o auto de consignação da empreitada de remodelação do Palácio da Justiça de Portalegre, numa cerimónia que contou com a presença da secretária de Estado adjunta e da Justiça, Maria Clara Figueiredo.
O edifício, inaugurado em 1955 e encerrado em 2014, padeceu também do infortúnio da boa sorte de se ter descoberto uma cisterna com valor arqueológico e patrimonial nas traseiras do imóvel, no local previsto para a construção do novo volume de ampliação. Essa descoberta obrigou à revisão e adaptação do projeto original, datado de 2013.
Em maio de 2022, o município de Portalegre aprovou, por unanimidade, a doação do edifício e do terreno ao Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), entidade que é hoje a responsável pela concretização do projeto e da empreitada.
A obra tem um prazo de execução de 240 dias (8 meses) e o IGFEJ será responsável pela fiscalização e execução do contrato.

Fonte: “IGFEJ”.
Esta MJ tem feito mais pelos tribunais e pela carreira dos OJs num ano, do que foi feito nas últimas décadas.
ResponderEliminarAssim haja colaboração dos sindicatos para dar continuidade e mais qualidade, às importantes reformas em curso, designadamente na nossa carreira.
Espero que os colegas que vieram aqui ontem destilar ódio contra quem votou no Chega, tenham hoje trazido açaime e que tenham tomado a medicação em casa.
ResponderEliminarEssas obras eram para começar com o governo costa?
ResponderEliminarou ainda com o laranjolas?
eheheh
vai dar tudo ao mesmo
Paguem mas é o que devem do tempo de provisório, pois já lá vão 25 anos e estou quase na cova sem poder usufruir desse dinheiro!!!
ladroagem!
tenham vergonha!
25 ANOS
ResponderEliminarEssa malta que se diz democrata!
ResponderEliminarMas respeitar ou outros está quieto !
HIPÓCRITAS!
O colega não diga isso pois corre o risco de ser acusado de fascista.
ResponderEliminarO texto de hoje é bem exemplificativo do estado das instituições do nosso país.
ResponderEliminarA maioria do edificado onde funcionam os Tribunais tem mais de meio século, foi construído ainda durante o "Estado Novo", portanto no tempo do "Salazar" e à custa do sacrifício do povo, ou está instalado em edifícios mais tardios e entretanto requalificados.
Naquela época existiam subsídios para a construção das respetivas cadeias civis comarcãs e edifícios dos tribunais. Hoje, em muitos desses edifícios funcionam agra outros serviços (em Penafiel, a cadeia deu lugar aos serviços de proteção civil, entre outros).
O Tribunal onde iniciei funções, em Penafiel, foi construído também por reclusos (nomeadamente o mobiliário de madeira hoje em grande parte já desaparecido).
Em Penafiel, as Conservatórias saíram do edifício, passando a funcionar em arrendados (pagos generosamente) por escassez de espaço.
Mas noutros Tribunais essa saída não foi motivada por escassez ou inadequação dos espaços, foi apenas e tão só pela pequenez de pensamento, como é disso exemplo o Tribunal de Rio Maior, inaugurado em 1961, e classificado como património arquitetónico (pela Arquitetura Paisagista de estilo modernista), donde foram retiradas as Conservatórias também para funcionarem em espaços arrendados ficando o espaço libertado para os novos ocupas (no caso os ratos e baratas). No exterior ajardinado é possível ver uma estátua com um significado muito especial e ao seu lado uma série de bancos de jardim entre outros elementos que contam com a presença assídua de muitos estrangeiros migrantes de chinelos no dedo e rostos fechados, notoriamente aborrecidos da vida que levam.
O edificado está depauperado pelo desleixo e pelo abandono a que foram sujeitos - durante décadas viveu-se em cima do que foi construído na ditadura - e em muitos casos só por serem desse tempo assim foram (mal)tratados .
É incrível a completa falta de programação de obras de manutenção em muitos dos edifícios que, como todos sabem, albergam as pessoas e instituições sendo o seu rosto o primeiro impacto em quem ali se desloca.
Que imagem terá um cidadão ao entrar num edifício deitado ao abandono, com a tinta a lascar e o cimento a cair aos bocados, as portas emperradas e as janelas cerradas para não existir corrente de ar?
Aquela construção de outrora, imponente, de "monumentalidade", em que o próprio edifício falava às pessoas, tinha um significado de força, de poder, para as pessoas que ali se deslocavam passou agora a espaços abertos, amplos mas mal arejados, como se fossem armazéns de despacho onde se amontoam coisas (uma fábrica de decisões).
Os edifícios dos tribunais já não nos dizem nada, quando antes falavam, como fala a farda de um polícia, de um GNR ou militar, tornaram-se surdos e mudos, por vezes insignificantes até desajustados aos novos tempos.
Vivemos noutra era, na era digital e por isso hoje os edifícios estão pejados de ecrãs e computadores, sem qualquer atenção pelas pessoas que mal se sentam nas salas de espera fincam os olhos naqueles retângulos e nos serviços só se vêm carcaças curvadas sobre secretárias com múltiplos visores que lhes ocupam a visão e a desviam do cidadão que aguarda para ser atendido.
Tratar os edifícios é cuidar de quem ali trabalha e de quem ali se desloca, de quem lhe dá vida, as pessoas. É ao fim e ao cabo "humanizar" os espaços.
Eu sou daquelas que se na suposta lista de graduação ficar atrás dos auxiliares,
ResponderEliminarvou sair desta merda de profissão
Os sindicatos não deveriam prestar uma informação sobre o estado dos cálculos do tempo de provisório?
ResponderEliminarÉ que o mês de Maio está a terminar e até agora nada...
Bom dia.
ResponderEliminarConsulto diariamente as páginas dos - de ambos os - sindicatos e desde há mais de um mês que ali não vejo nada publicado - a não ser o costumeiro artigo do nosso Colega Marçal (mas o que escreveu não parece casar com a forma como atuou enquanto nosso representante - "a letra não bate com a careta").
Não existe há mais de um mês informação alguma que é devida aos seus filiados e não só, uma vez que ainda decorre processo negocial da nossa carreira.
Nada se sabe sobre os seus desenvolvimentos, nomeadamente:
- apuramento do calculo dos valores devidos pela contagem do tempo de eventual/provisório;
- pagamento dos retroativos a janeiro;
- definição dos futuros quadros de pessoal (ajustamentos);
- lugares a provir no concurso para as chefias das secções(núcleos);
- ajustamentos às tabelas de transição e retificações ao DL de alteração do EFJ;
- solução para a execução da decisão proferida na ação referente ao concurso para Secretários de Justiça;
- regime da aposentação.
É urgente que se diga alguma coisa.
PS: é bom que o Marçal se cuide pois que o Chega pode surpreender nas autárquicas na Lousã e deixá-lo assim apeado, sem mula que o carregue ao moleiro e sem farinha e farelo que o alimente, tendo de regressar ao campo de trabalho, desbravando a terra árida e dura por ter sido sobreexplorada.
Vergonhoso mesmo, nesta casa
ResponderEliminarQueria saber sim do tempo retirado para efeito de progressão, da recuperação do tepo congelado (professores), do regime de reforma diferenciado, etc, etc...
ResponderEliminarMas, claro, precisava que os sindicatos dissessem algo ... ... ... que não dizem!...
🤫
ResponderEliminarComentador das 9:28
ResponderEliminarO colega terá nocão da tramitação (Procedimentos administrativos da Contratção Pública) para qualquer obra/contrução/manutenção etc...) ???
Se não tem pergunte ao Secretário que trata disso.
Uma obra iniciada hoje, a decisão de contratar é muito anterior.
Onde é que andava ainda a Ministra nesse momento ???
VERGNHOSO SILÊNCIO
ResponderEliminarNEM SINDICATOS NEM DGAJ
VERGONHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
e vão dois, sair, mas antes vão pagar o que fizeram
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ResponderEliminarSubscrevo
Por favor, Não venham para aqui solicitar o dinheiro que a DGAJ deve á rapaziada ! O dinheiro não CHEGA para todos "eles" !
ResponderEliminarAinda há bem pouco tempo, aumentaram o vencimento a "eles" próprios...apesar de uma força política ter votado contra!
Estou para ver se vão ser todos notificados no dia 30. Má fé e má vontade.
ResponderEliminarQue retomem então as negociações!
ResponderEliminarDe que estamos à espera?!
A direção da DGAJ é a mesma, e penso que a ministra também o será!
Vamos lá!
2 reuniões por semana, e em mêse meio terminamos isso!
O colega está a falar das cativações do seu amigo Centeno (o tal que impedia a execução orçamental e cativava as verbas) que vedaram a que os anteriores governos fizessem as obras necessárias apesar dos vários projetos decididos politicamente a aprovados administrativamente - veja o exemplo da Cadeia de Lisboa (era para fechar em 2021 com a Van Dunem e depois em 2022, já com a Catarina e o Medina e ... e está ainda está a funcionar).
ResponderEliminarÉ preciso decidir e é preciso fazer com que aconteça
ResponderEliminarLadroagem!
É ridículo se assim não for. Anda tudo a dormir. Tudo calado. Lamentável.
ResponderEliminarMarçal, és tu?
ResponderEliminarMas o que é que o colega tem a mais que os ex auxiliares, para se considerar superior?
ResponderEliminarEste tipo de procedimentos de contratação não são feitos pela Comarca, são pelo Igfej e muitos parados anos a fio.
ResponderEliminarNão tenho duvidas que o seu desbloqueio depende muito de uma MJ com peso político, como é o caso da atual.
Retomar as negociações!
ResponderEliminarAlgo me escapa!
Quando é que houve negociações entre a Ministra e os sindicatos?
Parece-me que os "boys" da AD e do SFJ, estão desejos de arranjarem um "tacho" nos tribunais, isto é, um cargo de administrador ou de secretário!
Não sou, nem nunca espero votar no CHEGA!
Mas é por esta e por outras iguais a estas que o CHEGA teve a votação que teve.
Superioridade?
ResponderEliminarÓ bronco achas justo um auxiliar com nota de muito bom ficar na graduação à frente de um adjunto que tem nota de Bom?