SOJ informa que mantém as greves suspensas
Veio o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) anunciar que as suas duas greves suspensas, cuja suspensão terminava no dia de ontem (26MAI) vão continuar suspensas, tornando pública esta informação para todos os Oficiais de Justiça no dia seguinte ao termo do prazo da suspensão, isto é, esta mesma manhã.
Na informação do SOJ não se indica prazo de suspensão, indicando-se apenas que o motivo da manutenção da suspensão das greves prende-se com a circunstância do Governo ainda não ter tomado posse nem ter aprovado o seu programa.
Ora, quando esta última suspensão foi decretada, para valer entre 01ABR e 26MAI, era perfeitamente previsível que o Governo que saísse das eleições de 18MAI ainda poderia não ter tomado posse e, certamente não teria o seu programa aprovado, pelo que, e tal como na altura dissemos, fixar o termo da suspensão ao dia 26MAI não se mostrava razoável.
Diz o SOJ assim:
«A greve, como sempre foi afirmado por este Sindicato, SOJ, é a “arma” mais poderosa do arsenal dos trabalhadores, na busca pela sua realização pessoal, familiar e profissional.
Ora, neste momento, o Governo – entidade patronal dos trabalhadores Oficiais de Justiça --ainda não tomou posse nem viu aprovado o seu programa e, consequentemente, as greves decretadas pelo SOJ mantêm-se suspensas.»
Esta é uma consideração que está em linha com o conceito de que os trabalhadores não podem usar o direito à greve com governos de gestão ou, novidade, sem o programa do Governo aprovado.
Por este andar, um dia destes, os trabalhadores verão inscritas na lei ou, quiçá, até na Constituição, restrições deste género e mesmo outras como, por exemplo, não se poder fazer greve enquanto houver boa-fé, ou enquanto não houver uma maioria sólida que sustente o Governo, etc., etc. Nos tempos que correm, em que os trabalhadores se deixam influenciar pelos vídeos tendenciosos ou falsos a que assistem nos seus telemóveis, tudo é possível, uma vez que as associações que os representam em termos laborais, alinham nos mesmos defeitos.
E continua o SOJ a sua informação assim:
«O SOJ sempre informou ao Governo, e publicamente, que não ia levantar as greves, antes as suspendendo, pois continua a reivindicar a abertura de outros processos negociais, nomeadamente um regime de aposentação diferenciado para os Oficiais de Justiça e outras matérias relacionadas com o Estatuto.
Tal como afirmámos no momento da assinatura do acordo, foi dado um primeiro passo, mas ainda há um largo caminho a percorrer e, ao contrário de alguns que se escondem atrás das redes sociais, assumimos as nossas responsabilidades e mantemos a coerência das posições que sempre defendemos.»
Não há dúvida nenhuma que este sindicato, tal como o outro, vêm mantendo “a coerência das posições que sempre” defenderam, mas isto pode não ser considerado como uma virtude, mas antes como um empecilho.
A assunção de que algumas dessas posições sempre assumidas poderiam estar erradas, ou assumir que a classe deveria ser sempre ouvida, na multiplicidade das suas opiniões, mesmo as expressas nas redes sociais e mesmo as expressas de forma anónima – porque não é uma identificação qualquer que valida as ideias, as ideias valem por si só –, assumir sempre tal postura perante os Oficiais de Justiça, isso sim, talvez contribuísse para uma verdadeira pacificação da carreira em vez da falsa pacificação imposta e tão apregoada pelo Governo que não existe, porque o que verdadeiramente existe não é uma pacificação, mas uma rendição que mantém a revolta açaimada momentaneamente.

No mais, a informação do SOJ esta manhã divulgada, aborda elementos já conhecidos, como que a DGAJ disse disponibilizar as contagens da reconstituição do período probatório até ao final do mês, isto é, esta semana, anunciando o SOJ que, afinal, tal notificação poderá não o ser, pois poderá ser uma ligação a disponibilizar na página da DGAJ para consultar.
Refere ainda, o que já se sabia, que haverá um Movimento Extraordinário a anunciar em julho com colocações em setembro, a que todos podem concorrer, isto é, os das duas únicas categorias cuja transição ocorre a 30JUN com a tal listagem que há de aparecer; informando ainda o óbvio, também já conhecido, isto é, que os novos valores salariais são devidos após essa transição.
Tendo em conta que desde março, este sindicato não publicava nenhuma informação relevante, esta divulgada hoje, apesar dos lugares-comuns e da grande falta de novidade informativa, acaba sempre por ser bem-vinda, sendo avidamente sorvida pelos Oficiais de Justiça, como gota de água neste enorme deserto.
Assim, em síntese, o que de relevo nos vem hoje dizer o SOJ é que as suas greves se mantêm suspensas, pelo que quem estava a pensar algo para as 13H30 de hoje, pode tirar-o-cavalinho-da-chuva.

Fonte: “SOJ-Info-27MAI” e “DGAEP-Greves”.
Uma mão cheia de nada. Não se reivindica novos ingressos, não se sabe rigorosamente de nada. Informação nova só mesmo quanto à renovação da suspensão da greve.
ResponderEliminarSeria sempre de esperar que as greves fossem "suspensas" durante a negociação do estatuto!
ResponderEliminarAliás, a susa suspensão funciona como força motivadora para que o MJ não atropele as nossas justas e razoáveis aspirações!
Paga as quotas e não bufes...
ResponderEliminarSe queres reivindicar algo, fá-lo à tua custa.
barda... para estes sindicatos e sindicalistas...
fazem dos OJ otários.
Foram atrás dos outros e agora não admitem a merda que fizeram.
ResponderEliminarTratam mal quem os critica e andaram desaparecidos muitas semanas.
O SOJ faz lembrar aqueles cães que ladram muito, fazem muito chavascal mas depois de nos aproximarmos são uns docinhos.
O SFJ, é o típico Labrador, brincalhão, meiguinho, faz umas habilidades e é muito bom com crianças e ceguinhos....
Lixados estamos nós com estes artistas.
Acabaram de lixar uma carreira inteira e fazem de conta que não se passou nada.
Estamos entregues à bicharada e impõe -se o aparecimento de um outro sindicato.
Adivinham-se tempos difíceis e vai ser preciso alguém que defenda os Colegas dos atropelos que já existem mas que vão disparar com a entrada a todo o vapor do novo estatuto.
Esta malta que assinou este acordo e que o defende não tem condições para nada...
Abraço.
TT
Seria um completo absurdo e contraproducente a existência de greves neste momento.
ResponderEliminarEsteve muito bem o SOJ, nem precisava de se explicar tanto.
Blá, blá, blá e no final vamos conversando que isto de reuniões para aqui e para acolá, não podem acabar e o melhor é ir estendendo pelo tempo com conversa de encher chouriços.
ResponderEliminarSe calhar era melhor ir preparando um caderno de encargos/reivindicações, para quando forem apresentar cumprimentos à nova equipa ministerial, entregarem-no para que comecem seriamente a pensar no futuro da carreira.
Quando vejo comentários de que o SOJ ou SFJ estiveram bem até me dá vontade de mandar a toalha ao chão. Tudo sem sair cá para fora e quando saiu só saiu merda.
ResponderEliminarSem novos ingressos que já deviam estar a decorrer.
ResponderEliminarVai ser a sangria completa e o burnout de muitos que estão.
Acordem!
SOJ
ResponderEliminarpelo menos apenas suspendei.
SFJ
Desarmou por completo.
Se não fosse trágico de há 25 anos para cá, seria de rir.
Interesses obscuros.
ResponderEliminarA dita notificação de valores de provisórios,
está quieto!
NEM UMA PALAVRA DA dgaj
VERGONHA!
Eu fui um dos enganados.
ResponderEliminarQuotas terminaram.
Vão enganar o pai deles.
Os sindicatos que nos representam são uns vendidos e nós fomos oferecidos em bandeja de latão para sermos vilipendiados e enxovalhados face a outras carreiras especiais. Para nós resta as "migalhas" que eventualmente sobrem de outras negociações.
ResponderEliminarSe houvesse OJ de outro nível e dimensão já estes dirigentes sindicais tinham sido corridos pelos respetivos associados ou, quiçá, já teria surgido outra representação mais eficaz e intelectualmente honesta. Assim, resta-nos definhar até ao fim.
Colega tenha calma, ainda faltam 3 dias...
ResponderEliminarQueres que copie este post e publique eu amanhã?
ResponderEliminarSó para descansares a passarinha um dia.🤣
ResponderEliminarQuero minha querida!
ResponderEliminarFazer minimo dos minimos para quem nos despreza.
Mas se gostam continuem a trabalhar aos fins de semana e horas extras a preço de saldo.
Fazei o trabalho de 2 ou 3.
E adoecei!
O sfj amanha vem a Sintra realizar um plenário com a seguinte ordem de trabalhos:
ResponderEliminar“Explicação do acordo para a revisão da carreira especial de oficial de justiça”
Pró das 09.31 horas. Então qual é o motivo?
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ResponderEliminarSFJ enganou bem
eheheheh
ResponderEliminaré para rir??
É mesmo uma vergonha, se tal não for cumprido até final deste mês, como disse a senhora DGAJ. Somos milhares a quem a DGAJ deve dinheiro.
ResponderEliminarAcho muito bem que o SFJ esclareça, mas como se ensina na primária que alguns precisam, a importância desta reforma, que constitui o maior salto em frente que a carreira deu nas últimas décadas.
ResponderEliminarSeria suficiente para se regressar com as greves mas os sindicatos não estão para ai virados.
ResponderEliminarA ser verdade, devem pensar que em Sintra sāo burros , que não sabem ler. De especial a carreira tem pouco, e explicar o quê?
ResponderEliminarDeixaram-se levar muito fácilmente e ajudaram o governo, que sempre publicita o acordo, apesar de mal aceite por muitos, pois fica aquém de outras negociações de outras classes.
Havia pressa pois outros interesses pelo jeito estavam causa e é pena misturar-se interesses políticos com luta sindical.
Ao menos o SOJ ainda informou algo sobre a dita notificação do tempo de provisório.
ResponderEliminarSFJ caladinho.
É mesmo de bradar tanto silêncio.
Se os/as colegas fizerem favor, perguntem como vai ficar graduada a lista dos técnicos de justiça?
ResponderEliminarQual o critério da ordenação?
Por exemplo um ex-tecnico de justiça auxiliar com 57 anos de idade e 28 anos de serviço e muito bom e um ex-tecnico de justiça adjunto com os mesmos requisitos de idade, tempo de serviço e classificação. Como vai ficar?
E também como vai ser o movimento e preenchimento dos lugares após a lista de 30 de junho.
Será que um ex-técnico de justiça principal pode ir chefiar uma seção de comércio ou outra qualquer?
E o contrário, um ex- escrivão de direito com mais de 30 anos na área da família e menores pode ir chefiar o serviços do Ministério Público?
Ou será que concorremos para a comarca e depois a administração coloca-nos onde eles querem? Por exemplo noutro tribunal da comarca que não aquele onde sempre estivemos.
Antecipadamente grato
Não é para declara nulo o Dl na totalidade, mas apenas em alguns dos seus artigos, de que é exemplo o "apagão" do tempo de serviço para efeitod e progressão! ...
ResponderEliminarMas há mais! ...
ResponderEliminarE nessa graduação um auxiliar com muito bom fica à frente de um adjunto?
grandes reclamações impugnações se anteveem nessa lista
só tralha
Pois há mais.
ResponderEliminarA regressão funcional na cabecinha de alguns iluminados com adjuntivite cronica.
Também fiquei com curiosidade...
ResponderEliminarSim, tinha-me esquecido disso - a regressão funcional - proibida por lei!
ResponderEliminarBásico!
Para o das 17.33 horas e outros como ele. Continuam sem saber como é que funciona uma secção ou juízo. Quem manda é que decide quem faz e o que é que faz, sempre a pensar na otimização dos serviços. Não é preciso nenhuma acção para clarificar isso. A não ser que os novos técnicos de nível 3 achem que agora mandam todos e que a partir de agora cada um vai fazer aquilo que quiser. Cada um vai fazer o que lhe mandaram. E ainda é pior agora por causa da dependência funcional dos magistrados, eles é que vão decidir quem é que eles vão querer a trabalhar com eles.
ResponderEliminarclaro, todo, mas todos mesmo, têm o seu preço.
ResponderEliminarE qual é o teu?
Tudo bem, o que diz é consensual.
ResponderEliminarMas entretanto haverão muitas secções só com ex adjuntos, ou estando estes em maioria, já que a gestão de recursos humanos apenas terá em consideração a categoria de técnico de justiça.
O que acha que vai fazer o escrivão?
Pedir um ex auxiliar à secção do lado para fazer sala porque o colega ex adjunto alega regressão funcional?
Ganhem juízo e aceitem a realidade.
O Escrivão tem duas opções:
ResponderEliminar1) continua (tal como lhe fizeram qdo era Adjunto) a respeitar a hierarquia que sempre existiu;
2) ‘divide para reinar’
Ó das 23.04 horas essa questão nem se coloca. Realmente à gente que vê problemas em tudo. O escrivão vai fazer o que o secretário ou o administrador ou o juiz de quem depende funcionalmente mandar tal como os outros funcionários. E qual é o problema da sala? Os auxiliares andam obcecados com o problema da sala. Doravante vamos todos para a sala até à reforma.
ResponderEliminar1 (UM) MILHÃO DE EUROS
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