Alerta para os “jeitinhos”

      Ao longo dos anos sempre houve conhecimento de alguns casos – muito raros – em que Oficiais de Justiça se fazem passar por quem não são, na área profissional onde exercem funções, sendo as notícias mais incidentes na área do Ministério Público.


      Esses raros Oficiais de Justiça não só se assumem como detendo outra profissão ou cargo, como, quando mantêm a veracidade da sua função, acabam por fazer alguns “favores”, que acabam sempre por ser retribuídos, não necessariamente em dinheiro, mas noutros “favores”. Estes ditos “favores” ou “jeitinhos” têm, pelo menos, uma única tradução legal: Corrupção!


      Este alerta genérico introdutório vem a propósito de uma notícia desta semana, sobre uma sentença, confirmada na Relação, relativamente a um esquema em que alguém afirmava poder dispensar um arguido de uma medida de coação privativa de liberdade, obviamente a troco de dinheiro.


      Esta notícia não tem nada a ver com a introdução aqui feita, apenas há uma aproximação ao assunto, tanto mais que o Oficial de Justiça que se relacionava com o processo nem sequer foi julgado, embora acusado e posteriormente pronunciado pelo crime de burla qualificada, mas cuja responsabilidade penal veio a ser considerada extinta, por despacho de janeiro de 2024, por ter reparado integralmente o prejuízo causado e essa tal extinção ter tido a prévia concordância do ofendido que, portanto, desistiu do procedimento criminal quanto a esse e ainda a um outro envolvido.


      A notícia relata que o arguido tentou livrar-se da medida de coação de prisão domiciliária, através do pagamento de 50 mil euros. O crime de corrupção ativa agravada, na forma tentada, obteve condenação em abril de 2024 com pena de três anos de prisão suspensa por igual período.


      O arguido pagou a um intermediário que disse ter um amigo que, por sua vez, tinha outro amigo que seria magistrado do Ministério Público e que este lhe poderia resolver a situação da obrigação de permanência na habitação.


      O intermediário, que também foi condenado, veio a contactar dois outros indivíduos, tendo o arguido pago os 50 mil euros combinados com vista a conseguirem a alteração da medida de coação a que estava sujeito, o que foi pago em duas tranches, uma de 20 mil e outra de 30 mil euros.


      A medida de coação privativa de liberdade continuou a ser revista trimestralmente e nunca foi alterada.


      A notícia completa, com mais pormenores, pode ser consultada através das fontes abaixo indicadas.


Corrupcao+DDOJ.jpg


      Fontes: “Jornal de Notícias”, “O Vilaverdense” e “Diário do Minho”.

Comentários

  1. Quantos OJ foram condenados pela prática de crimes em exercício de funções e foram expulsos? Não conheço nenhum. Na inversa, conheci alguns casos (um deles de OJ condenado duas vezes) em que nada aconteceu. Já que se discutirá o futuro estatuto, seria prudente acautelar desde já estas situações.

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  2. Sindicatos fracos = classe fraca;


    Classe fraca é mais suscetível de ser corrompida.

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  3. Como se diz no artigo, os casos são raros, mas isso não significa que sejam inexistentes, nem que sejam do conhecimento de todos.
    Ao longo dos anos temos temos tido casos de Oficiais de Justiça condenados pela prática de crimes e também expulsos da profissão. Estes casos raros ocorrem muito pouco, daí serem raros, e nem um caso há, desta gravidade, a cada ano. Aliás, dos casos de que temos memória, alguns até aqui noticiados, porque não é a primeira vez que abordamos este tema, consideramos que a média de crimes com exoneração andará num caso cada seis anos, nos últimos 30 anos.

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  4. Nas classes fortes também há. Veja-se este último vídeo de inspectores da AT...
    Há mosquitos por cordas num concurso a decorrer na PJ...


     

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  5. Conheço um caso.
    Por umas centenas de euros.
    Recorreu até ao Supremo para adiar a coisa.
    Feio.
    O trânsito da decisão ocorreu na passagem para a aposentação.
    Não se sabe se houve repercussão na reforma.
    Cargo de chefia, ainda por cima.
    Acontece.

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  6. Aconteceu  é em todas as profissões  e no topo da suposta hierarquia, pior.


    Governanes dão  p exemplo.


    Mas digo uma coisa,


    Vendem-se por pouco!
    E a culpa não  é  deles, é  dos pais  que não  lhes deram valores morais!!


    Corruptos é  o país  que temos em todas as áreas, por isso  país  não  evolui.

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  7. Por falar em corrupção, desde que toda a direita aprovou o maior ataque da história da democracia, aos direitos dos trabalhadores, os Cheganos andam muito caladinhos.
    Estarão com mão colada à boca!?

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  8. "jeitinhos"
    Este conceito é de grande extensão mas não é de dificil compreensão - paradoxo.


    Há jeitinhos para tudo.


    E, na maior parte das situações, quando há um jeitinho para um é para desarranjar o outro.


    Pede-se jeitinhos para tudo.


    Ninguém vai notar.


    Quem vir é melhor ficar calado.


    Senão fica, provavelmente, interdito a jeitinhos.

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  9. Falando em jeitinhos


    Na comarca onde exerço funções, quando, o(a) administrador(a) se reformar já se sabe quem o(a) vai substituir!

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  10. É  em todas as conarcas.


    Corrupção 


    Compadrio
    Amiguinhos.
    Assi. Tens a profissão  e o país. 

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  11. É a vida!
    Estudassem!

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  12. Estudassem a roubar?
    Gostas pouco, gostas.
    Nojo 

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  13. Rei dos Citotes22/6/25 09:13

    2 peculatos recentemente na minha comarca, com consequentes exonerações.

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  14. "Estudassem"


    Para o próximo ano a minha filha vai para a universidade


    Se o que vai apreender é o compadrio/amizade/corrupção


    Logo, estou indeciso se em vez de a deixar ir para a universidade, não será melhor ir trabalhar para uma câmara municipal, é que sempre ganha um dinheirito e ao fim de pouco tempo é doutorada em compadrio/amizade e corrupção. 

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  15. Classe fraca??? Onde?
    Quando os O.J. faziam execuções, não ouvi falar de nenhum colega preso- desde que passaram a ser feitas por Agentes de Execução "é mato" . De caminho, até ficam a dever os salários aos funcionários! 
    ...e a  única vez  que fiz 

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  16. ti' alice24/6/25 00:11

    ...se não morrer antes- enquanto houver morte, há esperança!

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