O medo do desconhecido Programa do Governo aprovado

      Foi esta semana aprovado no Parlamento o Programa do Governo. Este programa contém muitos aspetos apresentados de forma genérica, sem que esteja concretizado ou especificado o tipo de alteração que o Governo vai efetuar, o que deixa, entre outros, desde logo os trabalhadores com algum receio sobre as alterações pretendidas, tanto mais que este programa de Governo nem sequer fazia parte do programa eleitoral que a Aliança apresentou e com o qual foi a votos.


      Assim, o medo dos trabalhadores prende-se com as alterações às leis laborais, designadamente ao Código do Trabalho.


      O que o Governo pretende com uma revisão à legislação laboral é suavizar o “grau de rigidez” da mesma, porque o Governo considera que a legislação laboral é demasiado rígida. Ora, esta rigidez tem um propósito que é a defesa do trabalhador enquanto que o alívio e o livre arbítrio, mesmo com o eventual acordo da entidade patronal, é algo que sempre acabará por prejudicar o trabalhador, porque, salvo raríssimas exceções, não há entidades patronais preocupadas com os trabalhadores, mas com o seu serviço e o seu lucro.


      Já todos ouviram falar na hipótese do trabalhador comprar dias de férias e até trabalhar menos horas, tudo com a concordância (não imposição) da entidade patronal e com a alegria do corte no vencimento do trabalhador. E é disto que os trabalhadores têm receio, pelo menos agora, por não conhecer os concretos aspetos da regulação destes propósitos.


      Também será revista a regulamentação do teletrabalho, a flexibilização dos bancos de horas e ainda a “transição entre durações do período normal de trabalho semanal”, isto é, uma eventual redução do horário de trabalho semanal.


      Sobre esta última alteração, o Governo deixa alguns exemplos de situações em que poderá ser aplicada: no caso de trabalhadores em transição para a reforma, jovens trabalhadores-estudantes e como “forma de reforçar o equilíbrio entre o trabalho e a vida familiar”. Mas atenção: este “regime” deverá prever sempre uma redução do salário.


      Por fim, também já se sabe que é pretensão do Governo alterar o direito à greve, desde logo ampliando os serviços mínimos obrigatórios de forma a que o prejuízo da greve não se note, ou seja, poderá ser uma alteração que acabe com as greves, podendo ficar os trabalhadores desprotegidos desta forma de que dispunham de fazer valer as suas reivindicações.


      Também um dos objetivos do Governo é alterar a avaliação dos Funcionários Públicos e de que o desempenho tenha um peso maior do que a antiguidade nas progressões na carreira.


      Para atrair jovens, propõe-se a criação de “percursos de progressão rápida”. E será criada uma nova entidade para gerir os recursos humanos do Estado


      Um “sistema de avaliação simples, desburocratizado, dando autonomia e responsabilidade aos avaliadores” e onde será atribuído “maior peso ao desempenho como critério de progressão por oposição ao critério da antiguidade”.


      A ideia é “evoluir para um sistema” que seja alvo de uma “monitorização rigorosa e efetiva da sua aplicação transversal nos vários serviços, organismos e entidades da Administração Pública”, lê-se no programa.


      O Governo pretende uma “diferenciação de recompensa do desempenho, mérito e resultados atingidos dos trabalhadores e dirigentes” e promete rever a articulação e impacto na evolução e progressão salarial.


      Em todo um capítulo dedicado à Reforma da Política de Recursos Humanos do Setor Público Administrativo, o Governo promete completar a revisão das carreiras já acordadas com os sindicatos e implementar planos individuais de desenvolvimento de carreira dos trabalhadores, “numa cultura de flexibilidade e conciliação entre vida familiar e trabalho, facilitando a mobilidade”.


      Outro incentivo, este mais geral, passará pela adoção de práticas “de compensação material” dos trabalhadores, seja pelo seu desempenho individual, seja pelo do serviço onde estejam integrados. O programa não detalha quais serão as diferenças em relação aos prémios de desempenho já previstos na lei.


      Em termos gerais, o Governo propõe-se fazer uma avaliação global dos trabalhadores da função pública, por áreas setoriais e por funções. Aqui, o objetivo será “antecipar necessidades e identificar redundâncias”, sendo que Leitão Amaro já garantiu que não estão previstos despedimentos.


      O que poderá haver, isso sim, será uma “redistribuição de trabalhadores no âmbito da administração direta e indireta do Estado”, lê-se no Programa.


      Ao mesmo tempo, será criada uma única entidade, que resultará da fusão da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), Instituto Nacional de Administração (INA) e Serviços Sociais da Administração Pública (SSAP), a qual deverá agregar “várias funções e fases do ciclo da política de pessoas e recursos humanos da Administração Pública.


      Caberá a esta nova entidade, nomeadamente, gerir as “políticas de recursos humanos, gestão de carreiras, compensação e benefícios, seleção e recrutamento de dirigentes e trabalhadores, avaliação, e formação, desenvolvimento e conhecimento dos trabalhadores e colaboradores do Estado.


      António Marçal, o ainda presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), pronunciou-se sobre os receios destas alterações no seu artigo semanal, nesta quarta-feira, no Correio da Manhã, e fê-lo da seguinte forma, no artigo intitulado: “A Agenda "Escondida”.


      «Os trabalhadores conheceram, esta semana, o programa do Governo, na sua intenção de flexibilizar a lei laboral. Cientes de que estas mudanças implicarão, necessariamente, uma limitação de direitos, questionamo-nos sobre a razão do desconhecimento desta agenda aquando da apresentação do programa eleitoral!?


      As dúvidas subsistem sobre o modo como vão ser conciliáveis, não pondo em causa um direito constitucionalmente previsto, e que é o direito à greve e a satisfação de necessidades sociais impreteríveis…


      A compressão do direito à greve é um retrocesso em Estados de Direito, já existindo no nosso ordenamento laboral mecanismos de proteção relativamente aos direitos em confronto, que são os designados “serviços mínimos” que impedem que haja um prejuízo desproporcionado sobre todos os outros, face àquilo que alguns decidem. Se são chamados de serviços mínimos porque não podem colocar em causa o direito à greve, a sua imposição como serviços máximos retira a essência para o qual os mesmos foram concebidos. Esperemos que não se confirme o ditado popular que diz que “onde há fumo há fogo!”.»


      Já no que diz respeito à área da Justiça, o Programa do Governo escolheu a redução da duração dos processos, o reforço do combate à corrupção, a modernização tecnológica e o alargamento do acesso à Justiça, especialmente para as populações mais vulneráveis como objetivos para a legislatura.


      Esta visão assenta, segundo o Governo, em 11 medidas concretas, assim elencadas:



  • Valorização das carreiras na Justiça

  • Gestão racional do património da Justiça

  • Gestão eficiente e rigorosa dos recursos financeiros

  • Transformação digital da Justiça

  • Celeridade processual

  • Promoção dos direitos das vítimas de crime

  • Organização judiciária

  • Sistema prisional e de reinserção social

  • Revisão do Código da Execução das Penas e Medidas Privativas da Liberdade

  • Segurança na área da Justiça

  • Transparência e combate à corrupção»


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      Fontes: “Sapo Notícias”, "Jornal de Negócios", “CM no SFJ” e “Ministério da Justiça”.

Comentários

  1. Aldrabões 


    Desvia haver responsabilização  por dizerem uma coisa no programa eleitoral e depois fazerem outra!!


    Que nome  tem isso??


    Trafulhas!!
    Enquanto  não  houver esse tipo de responsabilização  isto não  passa de uma África,  Venezuela 

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  2. Blá, Blá, Blá ...

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  3. Um programa que constitui o maior ataque de sempre aos direitos dos trabalhadores e às suas condições de vida,  aprovado tb pela IL e CHEGA!
    Que os votantes cheganos percebam de uma vez por todas o quão burrinhos e tapados foram.
    Como é que eles dizem? Carrega Chega?🤣🤦
    Carrega e enterra.
    Burros!

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  4. Salvam-se eventuais medidas que promovam o mérito em detrimento da antiguidade.
    A nossa carreira e é prova da porcaria de sistema de dar preferência à antiguidade e pôr inaptos em cargos de responsabilidade. 

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  5. Bom dia.
    Não tenho receio nenhum do que vou dizer embora espere reações muito negativas.
    Até que enfim que alguém vem dar valor à meritocracia.
    Nos tribunais, com muitos dos oficiais de justiça - os que conheço todos eles a ocupar cargos de chefia - a atirar o momento da aposentação para os setenta anos e com isso a cercear o lugar a outros, mais jovens e melhor preparados. 
    Isto só acontece porque ocupam lugares cimeiros em que, muitas vezes, se limitam a "mandar fazer" e, muitas vezes também, aquilo de que pouco percebem pois estão completamente desfasados no tempo.
    Os processos de renovação dos quadros de pessoal operam-se também através de pequenas medidas, que não são radicais, mas que têm um enorme impacto na eficiência dos serviços.
    Todas as ideias refletidas no texto de hoje são, na minha modesta opinião, merecedoras de uma verdadeira reflexão.
    Recentemente, a par das nossas greves, viveram-se um sem número de greves absolutamente estapafúrdias. Exemplificando:
    - greves dos professores (que obrigaram a muitas ausências ao trabalho dos encarregados de educação e a uma quebra de produtividade incomensurável) quando muitas das suas reivindicações estavam a ser satisfeitas à mesa da negociação.
    - greves no setor dos transportes - do metro, da carris e nomeadamente da CP (revisores, maquinistas, etc., cada um a seu tempo)  - que paralisaram muitos serviços e empresas, com um enorme impacto ambiental também. Foi e é uma vergonha a série de greves consecutivas que foram feitas quando se encontravam à mesa das negociações e com cedências muito consideráveis.
    - greves nos Registos (IRN) apenas porque alguns querem ser tão bem remunerados como outros que transitaram dos antigos Notários Públicos (a receber mais que os Conservadores), mas que se acham, apesar de tudo, com uma remuneração equivalente à da generalidade da Função Pública e com uma carreira recentemente valorizada.
    - greve na AT, onde, como todos sabemos, os salários são bem generosos (...) dizendo, para a justificar, que os sistemas informáticos eram obsoletos ... e por aí fora ...
    Muitas destas greves foram e são instrumentalizadas pelas forças políticas (antes do PCP e do PS e agora também da Direita dita radical (vejam-se alguns sindicatos representativos dos professores, polícias e bombeiros).
    Um país não sobrevive a pulsões anacrónicas, que abusa dos direitos democráticos para porem em causa o sistema vigente ou o setor politico dominante, o que está no governo (seja ele qual for).
    É tempo de se fazer alguma coisa !

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  6. Adolfo Dias20/6/25 10:28


    Tudo conversa e palavras bonitas para europeu ver. Se formos analisar o que foi dito por anteriores executivos, encaixa quase em tudo o que aqui está escrito. 
    Só que depois, a realidade sobrepõe-se à retórica politica.
    Ainda ontem no artigo aqui publicado, mostra o que realmente se passa no quotidiano dos oficiais de justiça. E se passarem por Sintra, vão verificar o que está a acontecer com um edifício com cerca de 20 anos. Ou então passarem pelo Tribunal de Montemor o Velho, ou Peniche, etc, etc...
    E, não esquecer que daqui a 10 dias, vai começar a nova vida dos oficiais de justiça com o agitar do caldeirão onde foram metidos cerca de 80 % dos oficiais de justiça.Aguardemos então.

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  7. Fugindo ao tema de hoje, sem o considerar importante porque está em causa, a aldrabice de governantes que não passam de troca tontas, pois na campanha dizem uma coisa e depois de estarem no poleiro, fazem outra.
    Gente que não tem palavra e deviam ser responsabilizados pela MENTIRA QUE É A PROPAGANDA ELEITORAL!!


    mas tenho notado, 



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  8. Olhe que a ventoinha está ligada...

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  9. mas só agora é que percebeu isso?
    não há trabalhador mais repugnante do que um trabalhador da função pública, só ficam bem se os outros tiverem mal, não olham para os interesses coletivos, não há empatia, não há cooperação. 
    na função pública, só se reconhece quando o outro é prejudicado e quanto mais prejudicado, mais elevado.

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  10. Sim, concordo na totalidade contigo.


    Acrescento ainda os que têm inveja dos Adjuntos (que não são todos) - A esses "

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  11. Triste realidade desta profissão,
    cheia de gente que vive e fica feliz com o mal dos outros.

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  12. Por isso lembro um colega, a quem organizaram um jantar de despedida, por ir para a aposentação.


    Simplesmente todos apareceram no jantar menos ele e nunca mais ninguém o viu.


    Foi o que mereceram!

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  13. os invejosos e anzoneiros

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  14. Tem toda a razão! É preciso declarar greve novamente!!!!

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  15. Essa de "anzoneiros" tem de ser explicada!...


    O que são "anzoneiros"?!!

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  16. Quim Ferno20/6/25 14:36

    Tanta reflexão e paleio não falta. Mas trabalhar tá quieto. 
    Eu não sou chefe, mas problemas com quem está na chefia? Simples, trabalha, estuda e concorre. Se calhar foi assim que a maioria aí chegaram. Depois se tiveres unhas tocas viola.

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  17. Um OJ a caminho do inferno20/6/25 14:53


    Este "Marçal", que "vendeu" a nossa carreira por "tuta-e-meia", está agora preocupado com os direitos dos trabalhadores, após ter assinado um acordo com este governo em que muitos dos nossos direitos foram espezinhados!!??
    2º 
    A primeira coisa que esta nova "realidade parlamentar" vincou foi a necessidade de rever a constituição! Para quê? Resolve os problemas mais prementes do pais?
    3º 
    É angustiante perceber o ódio, o desprezo, a desconsideração e a intolerância que uns colegas "destilam" em relação a outros. É esta falta de nível e de postura que não nos deixa sair da "pocilga" em que trabalhamos todos os dias.
    4º 
    É verdade que o anterior estatuto não promovia o mérito nem a competencia mas antes a comodidade. No entanto a nossa realiodade atual é que está a ser "incentivado" o culambismo ao invés da competencia, da capacidade e da formação.
    5º 
    As "traves mestras" do nosso futuro estatuto revelam a aposta na "graxa" e na cumplicidade funcional (yesman).
    O que não consigo perceber, para além da tensão latente entre colegas, é porque é que não dirigem essa cólera ou raiva para os sindicatos que nos trairam, ainda não deram, como estatutáriamente estão obrigados, explicações!!!
    Identificamos "o colega do lado" como "inimigo", quando o nosso maior inimigo é quem nos representa em termos sindicais!!!
    Claro está que com OJ deste calibre não vamos sair da "cepa torta"!!  

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  18. Um OJ a caminho do inferno20/6/25 15:06

    Estranha-se que esta opinião, apesar de ser mais uma que ser junta ao "mainstream" do achismo, não procura perceber o porquê das greves, mas prefere apontar o dedo aos grevistas que procuram defender os seus direitos.
    Esta falta de visão ou visão enviesada é corrente e procura desviar o cerne da questão - a qualidade, eficiência e eficácia dos serviços públicos. Se se quer serviços de qualidade tem que se criar condições para isso. Se se quer manter um sistema ineficaz, ineficiente, caro e anacrónico então pague-se mal, como acontece, e atropele-se todos os direitos, ainda que isso não melhore nada.
    Esta opinião alinha-se com uma certa "ideologia" segundo a qual os problemas do país seriam resolvidos se acabassem com os direitos dos cidadãos.
    Não espanta, não colhe, é mais do mesmo e não contribui para qualquer solução.
    O problema deste país não está nos direitos de ninguém, mas antes nas prioridades e interesses de quem nos governa, agora e o passado, e que são diversos e contrários aos do povo.

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  19. Concordo com tudo, mas preferia a expressão "lamcubismo" a "culambismo", embora seja exatamente a mesma prática!


    A inveja, a estupidez, o oportunismo, não é exclusivo de Auxiliares, Adjuntos, novos ou velhos, é bem pior do que isso, é transversal a todos!

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  20. Esta é uma geração que já pouco respeita a precedente, de tal forma que não sei o que é que irá esperar da sua descendência quando chegar a hora.
    Mas atrevo-me a antever que irão receber dos vindouros os frutos dos valores que substituíram por produtividade.

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  21. no dicionário

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  22. Só dissertações filosóficas inócuas em horário de trabalho!
    BFS!

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  23. O descrente desiludido20/6/25 17:33

    Produtividade? Esse é o argumento dos argumentos para salários baixos, a que corresponde, obviamente, profissionais desmotivados e desvinculados ou desalinhados. Só fala em produtividade em relação a serviço público quem tem uma ideia errada do mesmo. A produtividade do serviço público mede-se pela sua eficiência e eficácia. Pergunta-se: se o servidor público é mal visto, desconsiderado, desrespeitado, diariamente, no seu local de trabalho e, ainda por cima, mal pago, qual será o probabilidade do serviço público atrair os melhores, mais capazes e competentes? 

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  24. O tipo das 9.55 horas, se estivesse a trabalhar é que era de louvar, agora estar em horário laboral a escrever baboseiras e longas. Assim nem precisa fazer greve, basta não trabalhar no horário laboral e ainda recebe o vencimento na mesma 

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  25. O tipo dantes escrevia os textos nas horas vagas e depois colava-os quando achava oportuno, mas agora limita-se a pedir à IA que lhos escreva.

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  26. Enfim colega.... está assim tão frustrado que só fica bem a insultar os outros? Realmente, só demonstra a sua inteligência. Como se costuma dizer " uns morrem, outros ficam assim". O colega ficou assim. 

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  27. Muito bem!👏

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