Quando é necessário ouvir dos outros que não há condições

      Na comunicação social de ontem vimos diversas notícias sobre o processo que opõe os membros de um grupo musical a uma humorista. O caso merece interesse público pela velha questão da liberdade de expressão e o humor, estando ainda fresco na memória o caso recente de um humorista brasileiro naquele país condenado a 8 anos de prisão.


      Mas não é o caso em si que aqui nos traz hoje preocupação e destaque, mas sim aquilo que se lia no final dos artigos, sobre a forma como decorre a audiência de julgamento.


      Os últimos dois parágrafos da notícia dizem isto:


      «O julgamento decorre no sexto piso do Palácio da Justiça, em Lisboa, numa sala ampla com o ar condicionado avariado, sendo utilizada uma simples ventoinha para tentar refrescar os presentes.


      Garrafas de água e papéis usados como leques servem de recurso para aliviar o calor intenso que se faz sentir no interior.»


      O ar condicionado avariado e uma ventoinha a tentar refrescar "o calor intenso que se faz sentir no interior" é algo inconcebível e é algo que está contra a lei, portanto, é ilegal, isto é, não é possível manter pessoas a trabalhar nestas condições.


      O Trabalhador Oficial de Justiça que presta assistência a esta audiência não tem condições para exercer as suas funções de forma satisfatória e, principalmente, de forma saudável, pelo que poderá perfeitamente negar-se a fazê-lo, caso quem tem poder de decisão sobre a realização da audiência e das audiências, não tome a correta e óbvia decisão de adiar todas as audiências enquanto as condições não forem as adequadas ou o tempo mudar.


      Isto que a comunicação social relata que acontece naquela sala de audiências é algo que ocorre por todo o país, já sendo raro o tribunal que tem a sorte de ainda ter os equipamentos de ar condicionado a funcionar. Nestas circunstâncias, não há adiamentos, mesmo não havendo condições e, muitas vezes, nem há sequer uma janela para abrir.


      Todos têm relatos de temperaturas acima dos 30 graus e mesmo dos 40º C, mas, curiosamente, o facto destas anomalias existirem há tantos anos e já serem tão habituais, faz com que todos acabem por considerar tudo isto normal, mas não, não é normal, nem sequer é legal.


VentoinhaNaCaraNoTribunal+DDOJ.jpg


      O já velho Decreto-Lei n.º 243/86 de 20AGO, em vigor há quase 40 anos, é o diploma que aprovou o Regulamento Geral de Higiene e Segurança do Trabalho.


      É neste diploma que se prevê que os locais de trabalho devem ter ar fresco e renovado, prevendo mesmo especificadamente o seguinte: O caudal médio de ar fresco e puro a ser admitido na atmosfera de trabalho deve tender a, pelo menos, 30 m3 por hora e por trabalhador. (cfr. Artº. 10º, nº. 6, alínea b) do DL citado).


      Ou seja, o ar deve estar constantemente a ser renovado, seja por janelas, seja por mecanismos de ar forçado, obviamente, sem que tal renovação cause mal-estar. Ora, o que se verifica em muitos locais de trabalho é que o ar não é minimamente renovado e não é por ter uma ventoinha a agitar o ar e a fazer de conta que há renovação que tal renovação existe de facto.


      E no artigo 11º do mesmo diploma legal, estabelecem-se as condições de temperatura e humidade dos locais de trabalho, sendo certo que nem uma coisa nem outra, é observada na generalidade dos locais.


      «.1- Os locais de trabalho, bem como as instalações comuns, devem oferecer boas condições de temperatura e humidade, de modo a proporcionar bem-estar e defender a saúde dos trabalhadores.


      .a) A temperatura dos locais de trabalho deve, na medida do possível, oscilar entre 18º C e 22º C, salvo em determinadas condições climatéricas, em que poderá atingir os 25º C.


      .b) A humidade da atmosfera de trabalho deve oscilar entre 50% e 70%.»


      Ora, toda a gente sabe que há locais onde no inverno se trabalha de luvas, mantas, casacos e gorros e no verão as temperaturas sobem até ao desmaio das pessoas. No que respeita à humidade, quem nunca teve de colocar as resmas de papel em cima de aquecedores para lhe tirar a humidade para poder imprimir sem problemas?


      Os termómetros que medem a temperatura ambiente são comuns, o que já não acontece com os higrómetros que medem a humidade. Assim, embora ninguém tenha boa noção se o grau de humidade está entre os 50 e os 70% previstos, especialmente no inverno, em que tais percentagens são sempre ultrapassadas, todos sabem e com toda a certeza que a temperatura entre os 18 e os 22º C só acontece em alguns momentos do ano, por acidente ou coincidência com a temperatura ambiente que influencie a temperatura interna, porque, durante a maior parte do ano, a temperatura dos locais de trabalho estão, ora abaixo dos 18º C, ora bem acima dos 22º, como agora se verifica em muitos locais, bem acima, facilmente acima dos 30º C.


      Nos casos excecionais em que os trabalhadores tenham de desempenhar as suas funções com temperaturas muito altas ou muito baixas, impõe o mesmo diploma que os trabalhadores tenham pausas extraordinárias ou o seu horário de trabalho seja reduzido, o que, como se sabe, não sucede nos tribunais, a não ser que se desmaie em plena sala de audiências, porque enquanto não se desmaia, aguenta-se com tudo.


      Estabelece assim o artigo 13º: «Sempre que os trabalhadores estejam submetidos a temperaturas muito altas ou muito baixas, em consequência das condições do ambiente de trabalho, devem ser adotadas medidas corretivas adequadas ou, em situações excecionais, ser-lhes facultadas pausas no horário de trabalho ou reduzida a duração deste.»


      Quer isto dizer que “devem ser adotadas medidas corretivas adequadas” e só “em situações excecionais”, portanto, não normais, é que desempenharão funções em tais situações, mas com pausas ou redução do horário do trabalho. Ora, como todos sabem, redução não há, bem pelo contrário, há continuação, nem que seja “só mais um bocadinho para acabar mais uma testemunha…”


      Isto acontece todos os dias, os Oficiais de Justiça trabalham sem condições minimamente saudáveis, sem que haja qualquer intervenção da cadeia hierárquica, designadamente, com a suspensão de todas as diligências que se devam realizar em locais sem condições.


      Deveriam os sindicatos preocuparem-se com isto? Claro que sim. Deveriam os sindicatos dizer à senhora diretora-geral em substituição que em vez de se preocupar em revogar despachos anteriores pedindo devolução de salário aos Oficiais de Justiça, deveria preocupar-se com isto? Claro que sim. Deveriam os sindicatos protestar juntos dos conselhos superiores das magistraturas para que não se realizem as diligências em locais sem condições? Claro que sim. E quando? Ontem já era tarde!


      Por que será que é necessário vir um jornalista qualquer assistir a um julgamento para fazer notar que não há condições, quando essas condições se repetem todos os dias e ninguém diz nada?


VentoinhaNaCara+DDOJ.jpg


      Fonte: "Rádio Renascença".

Comentários

  1. ... é que não estão, mesmo, reunidas condições!


    A propósito, 


    Como criar um Sindicato?

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  2. Só mais um bocadinho, vá lá, o verão passa a correr.
    A bem da Nação.

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  3. Nem de propósito... Ontem, aqui nos comentários, era só Auxiliares-Secretários a vangloriarem-se da sua competência e dos seus resultados com o edificado e basta um simples artigo de jornal para mostrar a realidade! Faz-me lembrar o auxiliar promovido a secretário que a primeira coisa que fez foi criar um gabinete de apoio a ele próprio: um auxiliar para tratar dos assuntos de contabilidade e outro os assuntos administrativos...

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  4. VERGONHA 


    mas magistraturas, conselhos de gestão  comarca, dgaj, mj, 


    TODOS SILENCIADOS PELOS ORDENADOS CHORUDOS


    Oj é  merda 

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  5. Após, as eleições no SFJ.
    ou
    Surge um novo sindicato ou estamos completamente fod....

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  6. OJ Interplanetário19/6/25 11:34

    Uns podem dizer que não tem nada a ver mas outros podem entender que sim.
    Num futuro a muito curto prazo, com a otimização dos serviços e consequente libertação de fundos e recursos, todos estes problemas derivados de défices orçamentais serão rápida e satisfatoriamente resolvidos.
    Quem quiser entreter-se e rir um bocado, pesquise por exemplo no Google sabotear ou saboteado, uma palavra de cada vez.
    Atentem no que a vista geral de IA nos diz.
    Seguidamente pesquisem sabotear ou sabotar, ou saboteado ou sabotado, a expressão completa para ver se alguma das formas é considerada incorreta, falando português, e talvez façam uma descoberta.

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  7. O que precisamos não é de um sindicato, pois esses não têm a capacidade de decidir, pois reivindicar é uma coisa, decidir outra. Então o que precisamos com urgência é de criar um partido político, que governe Portugal e colocar o senhor bloguer como primeiro ministro. Seria até interessante o senhor bloguer como primeiro ministro e a dra. Mortágua, atual líder do partido do senhor bloguer, como ministra das finanças. Na Venezuela, onde impera um governo apoiado pelo partido do senhor bloguer, BE, os trabalhares vivem felizes.

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  8. Zé, Zé ... o que te doi Zé?!!


    Que te faz vir aqui, se não gostas do que aqui vês?!!


    Deixa os partidos de fora Zé, que eles aqui não fazem falta!


    O que nos interessa mesmo, pelo menos à maior parte, é ter um trabalhito digno, com salário digno!


    O resto, os partidos, são como a religião, cada um acredita no que quer! ...

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  9. Adolfo Dias19/6/25 14:33

    Excelente comentário. Não diria melhor.

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  10. Se acham que chamar  auxiliares-secretarios aqui no anonimato constitui incomodo para algum deles, estão redondamente enganados.
    Acho evidente que apenas revela mediocridade e covardia da vossa parte.
    Façam um pequenino esforço de raciocínio, a tocar os vossos limites, e tentem concluir quem fica mal no final.
    Da parte que me toca, sendo conhecido o meu modo de agir e a forma como lido com a mediocridade, tenho a certeza absoluta que ninguém se atreverá a chamar tal coisa.

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  11. Não lhe dever doer nada.
    Provavelmente, se calhar muito pelo contrário, ninguém lhe disse que tinha que devolver salário já pago, não lhe estão a pagar vencimento inferior a outros que foram promovidos anos depois dele, ou outra das múltiplas situações de violação do art.º 13.º da CRP de que muitos dos oficiais de justiça em algum momento das suas vidas profissionais sempre vão encontrando razões para se queixarem.

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  12. Dada a sua falta de ética e civismo, nem merecia resposta.
    Não fale do que desconhece.
    Nos casos em que os equip AVAC não existem, só o IGFEJ tem competência para os instalar.
    No caso de funcionamento defeituoso, por vezes  está em causa o incumprimento contratual por parte da empresa de manutenção, e na maioria dos casos a Dgaj não liberta verbas para a sua reparação.
    Atendendo a que as Comarcas não têm autonomia técnica e financeira para o efeito,, é lógico que por muito boa vontade que haja de quem gere os edifícios, está de mãos atadas no que respeita ao AVAC, assim como noutras áreas.
    Seja escrivao- secretário,  auxiliar Secretário ou auxiliar-Administrador Judiciário.

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  13. É impressionante a quantidade de chico espertos que por aqui andam diariamente a dizer mal de tudo e todos, como se eles fossem os mais sábios e competentes, a quem deviam estar entregues todas as responsabilidades.
    Bem espremido não saí nada e atribuem as causas do seu insucesso e frustração às deficiências do sistema vigente.
    Não há mesmo pachorra!

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  14. Não reconheço isso.
    Sou bom no que faço, trato bem e tenho consideração por quem merece e podem contar comigo para tudo.
    Má educação e incompetência terão o tratamento que merecem, durmo muito bem com isso e é para isso que me pagam.
    Se isso é ser déspota então sou.

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  15. Mas há muita verdade que vem há tona e há muitos que não querem que se saiba. Preferem agir na obscuridade como predadores e entre eles vangloriarem-se das diabruras que fizeram ao que eles dizes "suas presas".

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  16. Sim, não és o déspota mas sim o seu capataz!


    E olha que a maior parte das vezes os capatazes são bem piores que os patrões!


    Há quem lhe chame de "excesso de zelo"

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  17. Gajo da Tábua19/6/25 19:44

    Mau!
    Querem ver que vou ter que voltar à ribalta?!

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  18. Não  há  calibre.
    Tinha que ser com líderes  como o dos professores ou o da PSP.


    Nesta profissão  é  só  borrados.

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  19. Ora. Aí  está  os ordenados chorudos silenciam os merdas.

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  20. Ainda não  percebeste que o acordo  que fizeram acsbou com a carreira?? E não  há  sindicato  que venha quevte valha?
    Mas sindicatos  de nada valem, se os associados ou funcionários  são  uns medrosos e cagados de medos

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  21. És  o mesmo covardolas que estás  numa comissaozinha, fuhido da dureza das secções no dia a dia?


    Só  te digo,  pelo teu paleio também  não  prestas.
    Faz mais este blogue  pelos funcionários  do que tu slguma vez fizeste na tu vidinha de filhinho de papá. 
    Engole que te custa menos e sai da saia da mamã  dgaj.
    Serás  filho da ministra?

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  22. Aos blogueres,
    Que nunca vos falte força  para denunciar, informar e ajudar  os ojs, a quem tanta trafulhice é  feita.


    Por mim contribuia para um fundo para esta causa. Contribuia mais rapidamente que cota sindical!!

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  23. Noto que há  colegas que continuam contentes, felizes, co. O mal dos outros, designadamente com o facto dos eventuais terem sido notificados para devolver dinheiro.
    Pata vós invejosos  e medosos, digo, não  sabeis o que é  ser roubado 5 anos.
    Pelo menos 1 escalão  roubado.
    Fazendo o mesmo trabalho  que era para ser feito, mas co. A diferença  do medo de perder o emprego.
    Para vós  invejosas  sous pocaria que vive com o mal dos outros digo e repito. A vida vai encarregar-se de vós  e do visso veneno.

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  24. Deixa-me ver se acerto: Es um ex-adjunto, agora técnico? Ou um "velho escrivão" que chegou lá pela interinidade? Ou, futuro "secretário-por via administrativa"? Ou, se calhar fazes parte da lista dos "29 proscritos" que estragaram a carreira? Ou, estás na "nova- velha - lista do sfj? Uma coisa é certa, não percebes nada da poda. Conheces a lei orgânica? A lei de organização da DGAJ? E a do IGFEJ? Andas à anos à procura de um tacho. Queres é culpar os "auxiliares" pela tua incompetência. Vai dar banho ao....

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  25. Verdadinha!
    Invejosos e contentes com a exploração  dos colegas. 
    Uma palavra para esses. 
    São bosta humana.
    E, bem maus, a vida vai dar-lhes o veneno de volta.  Veneno que mostram ter pelos colegas  eventuais roubados.
    Sim, o vosso veneno vai matar-vos.

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  26. Não fale já, que mais ainda estará para vir.
    Alguns até gozavam com os adjuntos com 5 anos e mais de serviço, por irem ficar a ganhar mais do que eles na transição para a tabela única.
    Agora, se nenhum juiz contrariar a diretora-geral e a ministra, sendo ainda relativamente jovens, se calhar a metade da carreira que lhes falta irá ser para muitos na mesma posição até ao fim e, vão ver, afinal o acordo talvez não tenha sido assim tão maravilhoso quanto pensavam e a tutela no fim de contas ainda vá poupar umas boas massas com eles...

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  27. A lei não permite. Já existem dois (2) que abrangem todos os funcionários que laboram nos Tribunais, um exclusivo para os OJ e o outro, mais antigo, que abrange todo o universo de trabalhadores. A única forma será concorrendo numa lista. 

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  28. Ui que medo, vem aí o diabo!

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  29. Só os lambequalquercoisa é que não terão razões para alguma apreensão relativamente ao fim dos escalões.
    Ou acha que irá ser fácil a DGAJ fazer a reconstituição dos mesmos quando daqui por uma ou duas décadas sair a decisão do tribunal e já vigorar outro sistema completamente diferente?

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