Relato da reunião que nada aporta de novo a não ser a marcação de uma nova
O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) emitiu uma nota informativa na qual dá conta que se reuniu, no passado dia 18JUN, juntamente com o Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ), no Ministério da Justiça, com elementos do atual XXV Governo Constitucional da República Portuguesa, estando presentes o secretário de Estado adjunto e da Justiça (SEAJ) (Gonçalo da Cunha Pires), com a secretária de Estado da Administração Pública (SEAP) (Marisa Garrido) e com a diretora-geral da Administração da Justiça (DGAJ) (Filipa Lemos Caldas).
Nessa nota informativa, relata o SFJ o seguinte:
«A reunião teve como objetivo o cumprimento de formalidades legislativas relativas a clarificações técnicas sobre o Decreto-Lei n.º 27/2025, de 20 de março, bem como a definição de uma data para o (re)início das negociações relativas à carreira dos Oficiais de Justiça.
Importa esclarecer que estas clarificações, de natureza exclusivamente técnica, não devem ser confundidas com o processo negocial que o SFJ continua a reivindicar para corrigir as graves injustiças remuneratórias e organizativas decorrentes daquele diploma legal.
Entre as matérias cuja resolução a tutela se comprometeu a assegurar, antes do próximo dia 30 de junho, destacam-se:
– A fixação de regras especiais para o movimento extraordinário que terá lugar após o corrente mês de junho;
– A aplicação de retroatividade remuneratória a 1 de janeiro de 2025;
– O correto processamento das remunerações dos Oficiais de Justiça pela Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (eSPap), em conformidade com o disposto no Decreto-Lei n.º 27/2025;
– A salvaguarda dos direitos dos trabalhadores das demais carreiras que exercem funções nos tribunais e serviços do Ministério Público.»
Na realidade, desta lista de compromissos o que há de novo é apenas o último e não diz respeito aos Oficiais de Justiça.
Vejamos: o compromisso de que haverá um despacho a fixar regras para o próximo Movimento é algo que não carece de compromisso, porque decorre da necessidade e da lei (EFJ). A retroatividade remuneratória a janeiro é algo que também não carece de compromisso pois é aspeto está expresso na lei (DL 27/2025). O correto processamento das remunerações também não carece de nenhum compromisso, porque é um dever da entidade processadora de vencimentos fazê-lo corretamente e, desde logo, todos os meses, e não só agora.
Por fim, a referida salvaguarda dos demais trabalhadores não Oficiais de Justiça que exercem funções nos tribunais e nos serviços do Ministério Público, isso sim, é uma necessidade premente, uma vez que o DL. 27/2025 os desleixou, colocando-os fora do guarda-chuva do EFJ, tendo ficado sujeitos a interpretações e algum contorcionismo interpretativo, muitos deles vendo como só recentemente, por via de uma dessas interpretações puderam voltar a ter direito ao transporte gratuito e aos dias do artigo 59º do EFJ.
Já aqui abordamos esta problemática que deixou os Assistentes Operacionais, os Assistentes Técnicos e os Técnicos Superiores, numa situação de regressão de direitos, quando mantêm os mesmos deveres, carecendo de uma situação bem definida que não fique dependente de opções interpretativas precárias de momento que, como sabemos, valem muito pouco se não estiverem plenamente sintonizadas com o texto legal.
A nota informativa do SFJ prossegue assim:
«Relativamente às propostas de alteração ao Decreto-Lei n.º 27/2025, apresentadas pelo SFJ em devido tempo ao anterior Governo – e que visam a eliminação de discrepâncias remuneratórias e a correção das injustiças de carreira – foi transmitido pelo Senhor SEAJ que todas as propostas e questões apresentadas pelo SFJ foram devidamente registadas e que serão objeto de análise à mesa da negociação, a par de todas as demais matérias assinaladas por este Sindicato.»
Portanto, quer isto dizer o quê? Que tudo espremido dá um único resultado válido: a questão dos demais trabalhadores não Oficiais de Justiça, porque tudo o mais, mesmo esta óbvia resposta do secretário de Estado em que diz que não vai deitar fora para o lixo nada daquilo que foi apresentado e que será oportunamente apreciado, é a resposta óbvia que já todos sabem o que significa.
A nota informativa traz também uma segunda informação relevante que é uma nova reunião com os sindicatos que ficou marcada para a próxima segunda-feira, 30 de junho, pelas 11 horas; curiosamente, o dia T da carreira dos Oficiais de Justiça, dia em que se dará a Transição da antiga carreira para a nova carreira imposta pelo DL. 27/20025 de 20MAR.
Portanto, em síntese, esta reunião serviu essencialmente para conhecer o novo secretário de Estado (SEAJ) que é quem tem a efetiva tutela da DGAJ e dos Oficiais de Justiça, nada mais do que isso, com a habitual apresentação de cumprimentos e marcação de uma data para a reunião seguinte.
A nota informativa do SFJ termina com as óbvias e habituais afirmações, como a que estará atento nas reuniões, que exigirá o melhor para todos, etc. Portanto, também nenhuma novidade.
Conclui assim:
«O SFJ continuará presente e atento a este processo com total rigor, transparência e determinação, exigindo soluções concretas e céleres para a reposição da justiça na carreira dos Oficiais de Justiça e para a valorização de todos os trabalhadores da Justiça. Apelamos a todos os colegas para que se mantenham unidos e mobilizados neste momento crucial para a defesa dos nossos direitos.»

Fonte: “SFJ-Info-21JUN2025”.
Quando é que o novo salario mais suplementos nos cai na conta?
ResponderEliminarQuando nos pagam os retroactivos que nos devem?
Como funciona a movimentação entre carreiras mp e judicial?
Como funciona a progressão de carreiras e avaliação?
Isto é que interessa.
não sabemos nada. nem sabemos se temos direito a retroativos. muita atenção.
ResponderEliminarE assim se enganam tolos. 5 meses sem qualquer avanço. Siga empurrar com a barriga. As férias estão ai à porta. Em setembro há mais...
ResponderEliminarPodíamos aproveitar a onde e juntarmo-nos à luta dos Procuradores mas somos uns fofinhos,
ResponderEliminarE o tempo que NÃO RELEVA ?
ResponderEliminarMais do mesmo ou seja, NADAxNADA= NADA
ResponderEliminarMais 20 anos de negociações e agendamentos de reuniões
ResponderEliminarPAROLE, PAROLE, PAROLE,
ResponderEliminarSaia mais um 3o despacho sobre os eventuais, a corrigir o 2o e o 1o.
ResponderEliminarFeito por uma nova directora geral.
E acompanhado de uma bifana e uma imperial.
Muito obrigado.
Patético.
ResponderEliminarVou explicar aos mais leigos o ponto da situação. Os sindicatos estão cheios de medo depois da ameaça do governo de que não negociava o estatuto com greves em curso. O SFJ está em fase de transição e a nova líder não entrará a matar. O SOJ tenta passar a imagem de valente e continuará com a ilusão de que as greves estão suspensas. Portanto o governo continuará a empurrar com a barriga e nesta altura do campeonato já nada se fará porque as férias estão à porta. Em Setembro designam uma data para renegociar e em 2026 é que "será o ano dos Oficiais de Justiça". Até lá continuamos sem ingressos e a fazer o trabalho de 3 ou 4. Nesta fase temos o MP com greves para não acumular funções (e muito bem) enquanto os Oficiais de Justiça não só continuam a acumular funções como podem ser transferidos do MP para o JUDICIAL e vice-versa sem qualquer tipo de especialização. Isto é equivalente a um Juiz exercer funções de Procurador e vice-versa.
ResponderEliminarEu acho que devíamos aproveitar a "boleia" da greve dos Magistrados e fazer greve também. Afinal estamos à espera há 5 meses e nada de concreto. Greve já.
ResponderEliminarÉ só cagões e borrados nesta profissão.
ResponderEliminarQualquer ordemzeca sem fundamento da gestão comarca, até se borram logo todos, não contesrastam nada.
20 ou mais.
ResponderEliminarTriste sindicalismo e pessoal oj que nada contesta ou contesta depois de todo esmagado anos a fio.
Ora, saia mais uma diretora geral e mais uma comitiva do mj.
ResponderEliminarBem regadinha.
As principais alterações ao estatuto, de modo a dignificar e tornar a carreira mais atrativa, estão feitas e a entrar em vigor em breve.
ResponderEliminarO grande salto em frente na carreira está dado!
Nunca vi nada assim dos 40 anos ao serviço.
ResponderEliminarBateu no fundo.
Resta me que a idade para a aposentação seja os 60 anos de idade.
Não acontecerá Colega. Sindicatos estão borrados com a ameaça do governo de que não negociaria o estatuto com greves em curso. O SFJ nem disfarça. O SOJ faz-se de durão mas continuará com a história da suspensão.
ResponderEliminarEm que mundo vivem? Não sabem que a idade média da carreira ultrapassa os 55 anos? O governo dava-nos a reforma aos 60 e no espaço de 5 anos ficavam sem OJ´s.
ResponderEliminarDescrição perfeita.
ResponderEliminarTriste, mas temos o que merecemos.
Tudo bem de vida.
E quando alguém estrabuxa é logo criticado e invejado.
Continuem escravos!
Serviços sem pessoal.
ResponderEliminarEscravos força!
E quando a idade média dos oficiais de justiça for de 60? Como a tutela não quer meter gente nova basta elevar a idade de reforma para os 70 ou 75 e o problema fica resolvido. Nunca vai haver falta de funcionários. Nem que os tribunais passem a ser confundidos com lares de 3 idade. Como já começam a ser.
ResponderEliminarnegociações
ResponderEliminaragendamentos
negociações
agendamentos,
eheheh
mais um despacho para os eventuais roubados
mais umas negociações
mais uns agendamentos
mais um tempo para receber o devido,
mais um agendamento
e esvai-se a vida
para
ResponderEliminarentão faz o jeitinho à tutela e continua depois dos 70
com esse paleio estás é a fazer nenhum,
bem encostado. se bulisses sobre pressão diária não falavas assim.
tem vergonha, pá
vives no mundo irreal dos tribunais.
ResponderEliminarvais ver o marasmo em que te deixaram, com o famoso acordo, daqui a uns tempos.
depois até gritas.
a não ser que sejas um dos beneficiados, tipo secretário, serviçal do coj, ou sejas formador,
esses sim com com ordenados chorudos.
caso contrário até vais gritar quando caires na real.
Há situações graves que lesam centenas de Oficiais de Justiça que decorrem do DL 27/2025, e no entanto os sindicatos em vez de tomarem uma posição de força e dizerem que apenas aceitam avançar com a discussão de outras matérias do estatuto depois de estas situações estarem solucionadas, aceitam passivamente um novo calendário negocial, empurrando os problemas com a barriga e que, com o passar do tempo, se acabaram por eternizar, ficando os colegas prejudicados no resto da carreira que lhes falta. Tanta incompetência, tanta subserviência, tanta passividade destes pseudo-sindicalistas...
ResponderEliminarEste deve viver numa realidade alternativa...
ResponderEliminarÉ mesmo néscio!
ResponderEliminarSim, sou esse.
ResponderEliminarServiçal do Coj.
Estou só à espera do avental.
Tirando a questão de transição de tabela que efetivamente tem que ser retificada, pode indicar os casos em que algum colega seja "gravemente" prejudicado relativamente à sua situação anterior?
ResponderEliminarMas por favor, se for falar da palhaçada da regressão funcional, mais vale estar calado.
Isso mesmo
ResponderEliminarPatetico perder a vida como varredor nos tribunais
Mas gostas
Sim
ResponderEliminarPara mim só una imperial
A directora vom seus despachos vem depois.
Antes que morra de sede e sem donheiro.
Amanhã voupara a cova e dinheiro fica.
Venha a cervejinha hoje.
Quem tem 50 a 60 anos de idade tem medo de quê? Só se for da morte.
ResponderEliminarTenho pena é da juventude que veio e gem enganada nesta profissão de aldrabões.
Informem-se bem e vejam se é vida qye querem.
Lares de idade já são.
ResponderEliminarAcordem.
Is outos novos é que vão aguentando isto
Eheh
ResponderEliminarA malta gosta de baixar
Se estivessem em secções a bulir a serio, não enrolavam tanto.
Carneirada.
Verdadinha
ResponderEliminarEu sei que doi, mas é precisamente isso - Regressão funcional - proíbida pela lei!
ResponderEliminarOs acólitos do "novo estatuto" por ora não estão preocupados com a "regressão funcional". Acham que a partir de agora é que vai ser, vamos todos exercer cargos de chefia. Quando estiverem até aos 70 anos a trabalhar no "front office" depois vão-se preocupar.
ResponderEliminarNão me incomoda nada, mas acho repugnante que certas pessoas rejubilem com isso da pseudo-regressão. Além da transição ser muito desigual (e prejudica gravemente sim senhor!), tem também a não contagem do tempo para subida de escalão para quem estava para subir nestes meses após a entrada em vigor do diploma, entre mais algumas... Mas quando não se vê porque não se quer ver, porque apenas se olha para o próprio umbigo...
ResponderEliminardefendo mais a carreira que tu. alguma vez nos dão a reforma aos 60? achas que não quero? achas isso fiável? acorda para a vida.
ResponderEliminarartigo 30 n 3 do DL27/2025 temos pois
ResponderEliminarNos dão não!
ResponderEliminarDevolvem.
Roubada a mim já foi, e não foi aos 60, foi aos 55.
Se o Estado, que é como quem diz, a escumalha do PSD e do PS que tem governado nos últimos 50 anos, fossem pessoas de bem e cumprissem os contratos...
É claro que sempre há oficiais de justiça que não são do tempo desses contratos e outros que sendo não têm uma ponta de dignidade nem amor próprio suficiente para reclamar dessas unilateralidades praticadas em nome da sustentabilidade da nação, rastejantes em tudo sempre em estado de prontidão para condescender com a tutela.
ResponderEliminarComunicado do Conselho de Ministros de 23 de junho de 2025
8. Aprovou um Decreto-Lei que garante a manutenção da aplicação dos direitos e deveres dos funcionários judiciais aos trabalhadores de outras carreiras que exercem funções nas secretarias dos tribunais e nos serviços do Ministério Público e cria regras especiais para o primeiro movimento extraordinário a realizar após a data da transição dos trabalhadores para a nova carreira de oficial de justiça;
https://www.portugal.gov.pt/pt/gc25/governo/comunicado-do-conselho-de-ministros?i=674