Ainda não é desta; toca a desfazer as malas outra vez

      Incansável na elaboração de surpresas aos Oficiais de Justiça, a entidade administrativa governamental, fazendo jus à sua tradição de longos anos de continuar sempre a surpreender e estimular os Oficiais de Justiça, este ano prossegue também essa sua sina de forma exemplar.


      Quando todos pensavam que a atual direção da entidade administrativa, depois daquele volte-face em que decide surpreender centenas de Oficiais de Justiça pedindo a devolução dos milhares de euros pagos a título de acerto salarial, constituía a maior das surpresas possíveis para este ano, eis que não, afinal havia outra surpresa para antes de férias.


      Depois de passar meses a anunciar um Movimento Extraordinário a abrir neste mês de julho, eis que, ontem, vem dizer em comunicado que, afinal, “se prevê que ocorra ainda em setembro de 2025”.


      Se a memória não nos atraiçoa e o desgaste e o cansaço não nos tolhem as sinapses, este que é o primeiro Movimento da nova carreira especial dos Oficiais de Justiça, alegadamente de julho de 2025, foi anunciado pela primeira vez no passado mês de março, aquando da abertura do último Movimento Ordinário da carreira extinta.


      Na comunicação da DGAJ de março passado, isto é, de há 4 meses, lia-se assim:


      «Após a transição determinada pelo Decreto-Lei n.º 27/2025, de 20 de março, será realizado um movimento extraordinário de oficiais de justiça mais alargado, abrangendo lugares das categorias de técnico de justiça e de escrivão.»


      Mas parece que daquele anúncio, ninguém soube nada, designadamente, a própria entidade, porque, se continuou a indicar julho como o mês do tal mega alargado Movimento, com nova e especiais regras para abranger toda a gente e, afinal, a entidade gestora dos recursos humanos dos tribunais e dos serviços do Ministério Público, entre outros, dos Oficiais de Justiça, desconhece os mecanismos dos Movimentos, desde logo um dos aspeto mais elementares que é ter, previamente, uma lista que possa servir de graduação, como o é a lista de antiguidade.


      E chama-se desde já a atenção da entidade administrativa de que na nova lista de antiguidade a construir, deverá constar a categoria anterior de todos os Oficiais de Justiça, porque essa é uma das características especiais que o último Decreto-lei introduziu para a realização deste primeiro Movimento da nova carreira que é tão velha e envelhecida que de nova só tem o nome.


      Convém que essa lista de antiguidade, ou duas listas de antiguidade, para as duas carreiras existentes, saia o quanto antes, para que sejam cumpridos os prazos legais de pronúncia e reclamação que, juntos, atingem cerca de dois meses, motivo pelo qual, embora seja possível determinar a abertura do Movimento em setembro, não deverá ser logo no início desse mês.


      O comunicado de ontem da DGAJ vem anunciar que há necessidade de novas listas de antiguidade, após a transição, para a realização do Movimento, fazendo-o com total serenidade e desplante, apontando para setembro, como se nunca houvesse anunciado o mês de julho e, pior ainda, sem qualquer pedido de desculpas aos Oficiais de Justiça, por os haver enganado, por lhes criar falsas expectativas; enfim, por não os deixar em paz.


      Começa amanhã uma greve de cinco dias dos magistrados do Ministério Público por discordarem das regras do seu Movimento anual. Comparativamente, os Oficiais de Justiça são, por exemplo, atacados nos seus vencimentos com o corte de milhares de euros e o pedido de devolução de quem já recebeu; o seu Movimento Extraordinário é desleixado depois de anunciado, senão mesmo antes, sendo adiado por incúria, e a reação dos Oficiais de Justiça continua a ser sempre a mesma: encolher os ombros e esperar, e desde logo porque haverá, pelo menos um dos sindicatos que acorrerá a acalmar os ânimos, dizendo que mandou um e-mail, ou que pediu uma reunião de urgência, ou que lhe foi garantido que seria assim, ou assado, e que todos juntos venceremos, etc.


      Milhares de Oficiais de Justiça a perspetivarem já o fim da sua desgraça com a deslocalização do seu domicílio e, afinal, tudo adiado lá para o final do ano ou mesmo para o arranque do novo ano judicial de 2026.


      Quem quiser ler o comunicado da DGAJ na íntegra, pode usar a seguinte hiperligação: “DGAJ-Comunicado-07JUL2025”.


MalaViagemDesfazerRaiva(DDOJ).jpg

Comentários

  1. Nuno Silva8/7/25 08:23

    E em relação aos pagamentos do novo salário e respectivos retroativos... é já este mês ou é tudo adiado também para essa altura?

    ResponderEliminar
  2. Anónimo8/7/25 08:44

    Quando iniciei nesta profissão  gostava e tinha um sentimento de ser valorizado.
    Com o passar do tempo, depois de ir passando por maus tratos constantes e mentiras por parte da dgaj e mj e agora tambem gestão  comzrca, que faz  com  que  tenha que se recorrer a tribunal para  ver direitos repostos. Digo


    TENHO ÓDIO  a essas entidades


    ÓDIO 

    ResponderEliminar
  3. Anónimo8/7/25 08:48

    Pessoal de 2001 vamos pedir aconselhamento jurídico  sério  e competente para vermos reposto o nosso  tempo roubado. 
    Mais  uma vez em tribunal, pedindo juros  e indemnização 

    ResponderEliminar
  4. Anónimo8/7/25 08:57

    Sr bloguer
    Sabe informar se vao ser duas listas? Uma para judicial e outra para MP?

    ResponderEliminar
  5. Anónimo8/7/25 09:01

    A DGAJ igual a si própria.. Mais do mesmo! 
    Perdemos uma oportunidade única com a greve dos magistrados. A  greve vai ser comentada e falada em todo o lado, era só acompanhar... Mas como para os sindicatos está tudo bem continuemos na mesma treta do costume!!!!!

    ResponderEliminar
  6. Anónimo8/7/25 09:16

    Posso estar a interpretar mal, mas o que eu leio do comunicado é que se prevê que as novas listas de antiguidade sejam aprovadas em setembro, e não o próprio movimento, esse ficará lá para as calendas...

    ResponderEliminar
  7. Quim Ferno8/7/25 09:29

    Numa DGAJ pejada por pessoas com inúmeras valências  académicas, vê-se que a realidade derruba todas essas qualificações. 
    Há uma diferença gritante entre o conhecimento teórico e a perceção real das exigências do mundo profissional.

    ResponderEliminar
  8. Anónimo8/7/25 09:29

    Juizos de prognose: - nenhuns.


    Parecem que andam alguns iluminados a candeia a quererem dar luz ao palco.

    ResponderEliminar
  9. Em princípio não. Preve-se que haja duas listas  uma para cada categoria atual (Escrivão e Técnico de Justiça).

    ResponderEliminar
  10. Anónimo8/7/25 09:38

    Inqualificável o que a DGAJ fez... Não deixaram os OJ movimentar-se em Abril à espera das listas de junho, prometeram movimento para julho, saíram as listas não fazem o movimento em julho... em Setembro teremos listas e sabe Deus quando teremos o movimento. Entretanto muitos dos que aguardavam para entrar na carreira também estarão cansados de esperar, os que lá estão trabalham por 3 ou 4 e todos os meses vão uns tantos para a reforma! Afunda até não dar mais! 

    ResponderEliminar
  11. Anónimo8/7/25 09:38

    Setembro e com sorte.

    ResponderEliminar
  12. Anónimo8/7/25 09:38

    Naturalmente. Mal os sindicatos novamente.

    ResponderEliminar
  13. Anónimo8/7/25 09:53

    Se decidirem, eu alinho, pois parece-me que sindicatos continuam fofinhos

    ResponderEliminar
  14. Anónimo8/7/25 09:57

    Somos uns tótós.
    Espezinhados e calados.
    nas ditas reuniões continuam os elementos da DGAJ a "tomar boa nota do que sindicatos dizem" e assim duram os anos


    vida esvai-se, depois contem aos vossos netos

    ResponderEliminar
  15. Anónimo8/7/25 09:59

    É verdadeiramente impressionante o que nos acontece!
    Como caracterizar esta situação sem nos assaltar um pensamento: "sobre a (in)competência de quem decide as nossas vidas" !
    Não terão vergonha das promessas e, mais que isso, dos acordos recorrentemente incumpridos?
    Não haverá quem ponha mão nisto e se dedique a resolver a questão definitivamente com enfoque na honestidade intelectual e confiança e lealdade?
    Já começo é a duvidar que nos paguem o que assumiram no tal DL 27/2025.
    A coragem e a determinação transmite-se, mas parece haver gente imune, envolta numa carcaça velha, que a tudo resiste e quase não se mexe para nada, nem que seja para afirmação de uma posição sobre o assunto, move-se menos que uma tartaruga ou cágado e tarda em ensaiar uma resposta afirmativa e contundente no momento devido (é preciso falar quando as coisas estão a acontecer e não depois delas terem acontecido).
    Uma informação destas deveria merecer um comunicado imediato dos Sindicatos - o projeto de transição assim como as listas de antiguidade, já deveriam ter sido publicados faz muito tempo, assim como os novos quadros de pessoal.
    É preciso lembrar que os estudos já estão feitos há muito tempo - desde o tempo das outras senhoras (Francisca Van Dunem e Catarina Sarmento) que se fala em estudos e relatórios.
    Começa a ser triste viver neste país em que os presos fogem das prisões e as pessoas livres e cumpridoras são aprisionados a uma estranha forma de vida, amarrados a ela e como que amordaçados com indignidade (pelas lideranças sindicais que nos coartam o direito a participar nas decisões) e, começamos a perceber, sem lealdade e confiança de quem a deveria ter e não tem!
    Começa a ser motivo para pedir demissões ou, no mínimo, que algo se faça, que aconteça e, convenhamos, até aqui só letra n papel e mais nada. E isso é muito pouco para o tempo volvido.
    Se não se é capaz dá-se o lugar a quem o é e, com humildade, assumindo-o, ponha-se a andar sem grandes alaridos.

    ResponderEliminar
  16. Anónimo8/7/25 10:00

    Triste realidade!
    Sindicatos do MP reagiram de imediato com posição forte.
    Nós, andamos 25 anos nesta merda!!
    E a definhar cada vez mais.

    ResponderEliminar
  17. Anónimo8/7/25 10:15

    Também gostava de saber...
    Não há razão nenhuma para pelo menos pagarem o suplemento (120 euros) e respetivos retroativos uma vez que é igual para todos e todos tem que receber....
    Mas já nada, nada, nada surpreende na DGAJ.
    Repararam no silêncio dos sindicatos no que toca a este assunto??
    Somos mesmo uns burros de carga...

    ResponderEliminar
  18. Anónimo8/7/25 10:31

    E incrível como se tratam destes assuntos.
    Aconteceu uma reunião há cerca de 8 dias e nada foi dito e perspetiva-se mais duas ainda este mês, uma das quais já daqui por 8 dias (dia 16) e outra no final do mês.
    Ora, como todos sabemos decorre um processo eleitoral de suma importância (e não falo do SFJ).
    Não seria este o momento de afirmação - de dizer BASTA de aldrabices e esquemas! Com um anúncio de greve para o início de setembro (semana de 45 a 8 de setembro) como fizeram outros (falo do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público) que até vão ter um movimento bem concorrido.
    Quem está na Direção de um sindicato tem de ter pulso firme e ser determinado na prossecução dos fins que se pretendem alcançar.
    Se no processo negocial algo é incumprido deve logo tomar-se uma posição firme de não tolerância a enganos ou a esquemas - quando falta a boa fé deve existir uma reação na justa medida.
    Fracos é o que somos ... por mim isto é motivo mais que suficiente para uma reação enérgica - não podemos aceitar que nos continuem a fazer o mesmo (quem é fraco uma vez será fraco muitas mais vezes ...).

    ResponderEliminar
  19. Anónimo8/7/25 10:54

    Ora nem mais. E os sindicatos onde andam? São cúmplices. 

    ResponderEliminar
  20. Anónimo8/7/25 11:02

    Ora vejamos a situação: em Fevereiro, há cerca de quase 5 meses, os sindicatos chegam a acordo com o governo. Desde tal data foi comunicado pelo governo que a transição dos Oficiais de Justiça para a nova carreira ocorreria a 30 de Junho de 2025 com a publicação da respetiva lista de transição. Logo, a DGAJ e os sindicatos teriam conhecimento que a respetiva lista teria de se tornar definita e o movimento não poderia ocorrer em Julho conforme comunicado. Ainda assim, nada foi transmitido à classe. Estavam os Oficiais de Justiça até 07-07 a aguardar pela aberta de movimento ainda em Julho. Isto não só é de uma irresponsabilidade como de um desrespeito total pela classe, quer da DGAJ quer dos sindicatos. 

    ResponderEliminar
  21. Anónimo8/7/25 11:03

    Subscrevo. E não sendo eu um grande críticos dos sindicatos, a postura destes é absolutamente nojenta. Tiveram reuniões sobre este movimento e nada informaram a classe. 

    ResponderEliminar
  22. Anónimo8/7/25 11:04

    25 Colega? Isso acabou. Parou-se a luta e consequentemente as greves. Os sindicatos estão felizes da vida.

    ResponderEliminar
  23. Anónimo8/7/25 11:09

    Depois do acordo, eis o que sucedeu na carreira.
    1. Colegas a serem obrigados pela DGAJ a devolver dezenas de milhares de euros após erro da própria DGAJ. Como reagiram os sindicatos? NADA. 
    2. O movimento de Abril passa para Julho devido à transição para a nova carreira. A 7-7 a DGAJ informa que é provável que a lista se torne definitiva em Setembro. Ou seja, só depois disso haverá aberta de movimento. Houveram reuniões sobre este movimento com os sindicatos e nada foi transmitido à classe quanto a isto.
    Chegaremos a Setembro e teremos procuradores e juizes a tomarem posse nos novos postos e consequente organização das secretarias. Passado 1 mês, lá para Outubro, nova organização devido ao movimento dos OJ´s. 
    Isto não pode ser gente séria. 

    ResponderEliminar
  24. Anónimo8/7/25 11:10

    Totalmente decadente! Com o movimento em julho muita gente podia organizar-se, mudar de casa em setembro, escolas dos filhos, etc... Agora fica tudo adiado ate ao natal.

    ResponderEliminar
  25. Anónimo8/7/25 11:17

    Somos representados por cobardes.

    ResponderEliminar
  26. Anónimo8/7/25 11:18

    Estão calados, cheios de medo. Vergonha.

    ResponderEliminar
  27. Anónimo8/7/25 11:20

    Cúmplices e falsos porque sabiam e nada informaram a classe.

    ResponderEliminar
  28. Quim Ferno8/7/25 11:39

    Concordo com o comentário. 
    Um passarinho contou-me que na DGAJ, ninguém sabe como e o que fazer com esta junção de categorias e carreiras. Pois o DL do novo estatuto está mal elaborado por se ter esquecido de muitos pormenores legais e, segundo dizem, parece que qualquer decisão que venham a tomar, é fortemente suscetível de ir para o contencioso jurídico.
    Já alguém tinha previsto um verão quentinho, mas eu acho que vai chegar até ao inverno.

    ResponderEliminar
  29. Anónimo8/7/25 11:55

    Isto é o que se chama um comentário repleto de nada e de coisa nenhuma.

    ResponderEliminar
  30. Anónimo8/7/25 12:07

    triste mesmo
    como diz 

    ResponderEliminar
  31. Anónimo8/7/25 12:08

    Verdade.
    Ponham os olhos no sindicato da PSP e dos Professores!

    ResponderEliminar
  32. Anónimo8/7/25 12:13

    Isto é inacreditável. Temos notas dadas pelos sindicatos em que referem que o Movimento de julho foi objeto de conversações nas reuniões e ontem, dia 7.07 a DGAJ emite um comunicado a adiar o movimento.


    O que dizem os sindicatos?




    Todos brincam com os OJ e não se faz nada! Exige-se uma comunicação e uma tomada de posição imediata. Isto mexe com a vida de muita gente. 

    ResponderEliminar
  33. Quim Porta8/7/25 12:17



    Não diga isso... na dgaj é tudo grau IV...


     

    ResponderEliminar
  34. Anónimo8/7/25 12:34

    Sim, mais a ilegalidade do "Apagão" do tempo de serviço!

    ResponderEliminar
  35. Anónimo8/7/25 12:50

    Concordo plenamente com tudo.
    Apenas quero acrescentar dois pontos;
    1 -  Com tantos OJ´s com valor, briosos e dedicados e não há quem se movimente para criar um novo sindicato que nos represente de verdade;
    2 - Aos autores deste blogue - rogo-vos que iniciem esse movimento em defesa da n/classe.

    ResponderEliminar
  36. Anónimo8/7/25 13:13

    Eu gostava de saber onde andam aqueles colegas que andam sempre a escrever aqui no blog que a ministra da justiça é a melhor ministra do universo e quem sabe do governo de Portugal e que com ela é que ia ser, bem como os acólitos do "novo estatuto"? 

    ResponderEliminar
  37. Anónimo8/7/25 13:32

    Era mais que evidente que as reivindicações dos OJ, algumas com mais de 20 anos, eram justas e razoáveis!


    Mas também eram em grande número, talvez por causa desse período tão alargado (+20 anos).


    O MJ não quis dar tudo, quis também receber algo, nem que para isso tivesse de entrar em ilegalidades ("apagões", "regressões", etc), e agora temos o que temos!


    Trapalhada em cima de trapalhada...


    Eles deviam ter integrado (e integraram) o SRP, dado (e deram o grau 3), e elevado os Auxilares a Adjuntos, criando uma outra classe de funcionários, este apenas grau 2, que fariam o que os Auxiliares faziam.


    Se tivessem agido desta forma, todos estariam satisfeitos, mas não .. havia que criar divisões e insatisfações várias, e criaram-nas nos OJ, mas criaram também confusões e um conjunto de ilegalidades com esta redação do DL, que acaba por castigar também o próprio MJ.


    Agora, há que voltar a desenhar o que foi mal desenhado, há que voltar a reescrever o DL, e quanto mais cedo melhor, MJ incluido!


    Abraço

    ResponderEliminar
  38. Anónimo8/7/25 13:41

    Meus caros colegas. Então o que se pretendia não era grau e prestígio? 
    Os sindicatos conseguiram isso agora ainda reivindicam mais???
    Aguentem. O prestígio e o grau têm muito mais valor que qualquer outra coisa.

    ResponderEliminar
  39. Anónimo8/7/25 13:43

    Andam aí! 
    e defensores que a directora da dgaj era a melhor agora por não ser magistrada de carreira
    se fossem roubados de 2001 não diriam isso, mas andam aí

    ResponderEliminar
  40. Anónimo8/7/25 14:15

    Acontece o seguinte: 
    os sindicatos e o governo fizeram o acordo  sem que,   com plenários nos locais de trabalho,  esse acordo tenha sido antes explicado aos  of.justiça. Estes, colocariam dúvidas que ajudariam na redação da proposta.
    Chamaram de "especial"   à carreira que já era especial,  e sendo então mais especial (segundo os sindicatos e o governo) não cuidaram de avaliar as dificuldades técnicas no futuro. As listas de antiguidade, os movimentos, não são elaborados pelo Diretor(a) mas pelo pessoal técnico da dgaj, cheios de conhecimento por fazerem tais tarefas muitos anos. Devem ter sinalizado na altura, internamente,  as dificuldades que viam na execuçāo futura da nova legislaçāo, mas não em termos políticos não interessava divulgar oficialmente. 
    Só agora viram e anunciam as dificuldades, os prazos que têm de decorrer, para justificar que o ansiado movimento  fique à espera? Custa a acreditar ou então os quadros técnicos da dgaj também estão em baixo número e baixa "performance".
    Será mais o ter anunciado o movimento de julho, para não fazer o anterior ainda nos termos do estatuto em vigor, aberto a todas as categorias à data e com promoções, transferências....
    Serão estratégias internas, perante nova legislação que, de tão boa que era,   até já foi complementada e que terá dificuldades em ser executada, pois podem depois entrar mais processos no Administrativo.
    Trabalhar nos tribunais náo é fácil mas na DGaj nāo será melhkr.

    ResponderEliminar
  41. António Manuel Oliveira8/7/25 14:20

    O que me espanta é como após toda esta trapalhada os sindicatos ainda têm sócios...
    3ª via já!

    ResponderEliminar
  42. Anónimo8/7/25 14:31

    https://soj.pt/informacoes-maio-2025/


    "

    ResponderEliminar
  43. Anónimo8/7/25 14:37

    Sim, ladras  e o resto da vida passa


    Vê-se que não te sentes roubado por decisões tomadas pela dita DG.

    ResponderEliminar
  44. Anónimo8/7/25 14:38

    E eu que queria o grau 2, fiquei o 3 porquê?

    ResponderEliminar
  45. Quim Ferno8/7/25 14:42

    Caríssimo/a anónimo/a das 13:31, mas o que é certo é que a realidade mostra-nos o contrário. 
    Acha bem a devolução do dinheiro? Sabendo, desde março que tinham de fazer uma nova lista de graduação da antiguidade para as novas categorias, acha bem o adiamento do movimento? Acha bem haver secretários com classificação inferior a outros e estarem a usufruir do lugar e do ordenado de outros com melhor classificação?

    ResponderEliminar
  46. Anónimo8/7/25 14:47

    Não dizem nada mas já sabiam. Estão calados como ratos.

    ResponderEliminar
  47. Anónimo8/7/25 14:58

    24 horas depois do comunicado da DGAJ não há qualquer comunicação do SOJ e do SFJ. SURREAL.

    ResponderEliminar
  48. Anónimo8/7/25 15:23

    No seu texto não sei que é o "cão que ladra" nem quem vai na caravana, apenas sei que a vida passa, passa mesmo à frente dos nossos olhos.
    O colega diga-me se o que motivou o adiamento do movimento "EXTRAORDINÁRIO" é ou não também motivo para o adiamento das atualizações salariais - falo das correções às listas de antiguidade que se repercutem, necessariamente, na lista de transição e no nível remuneratório correspondente e, para não pensar que sou muito burro, lembro o que pode acontecer com a (re)feitura do movimento de 2018 (que contemplou promoções a secretários, a escrivães de direito e a técnicos de justiça principais).
    O Colega dirá que a atualização pode sempre acontecer e que estas situações serão corrigidas mais á frente - caso a caso - pois que não prejudica a operação contabilística no processamento generalizado dos vencimentos.
    Mas eu direi que tal será relegado para o último trimestre para que não se reflita no resultado do terceiro trimestre que antecede a discussão do Orçamento de Estado para 2026.
    Depois falamos ... espero que não me venha a dar razão mas trata-se de uma mera esperança!

    ResponderEliminar
  49. Anónimo8/7/25 15:50

    Depois querem que um gajo ande feliz, satisfeito e motivado ...


    Dá-me ideia que em setembro vou ficar maluco de la tète e não vou aparecer.




    Concorri para aqui no pressuposto de poder concorrer novamente e ser movimentado para mais próximo de casa passados três anos, o que não vai acontecer.


    Portanto, em setembro parece-me que não me vão apanhar aqui.


    Vão gozar com a P Q os P.

    ResponderEliminar
  50. Anónimo8/7/25 16:25

    Sim, o facto de não haver "nada" dos sindicatos é sintomático!...


    Ninguém, repito, ninguém está satifeito, nem ex Aux, nem ex Adj., porque em parte todos perderam, quando todos deviam ter ganho!


    Por isso, DGAJ, MJ, Sindicatos, não percam mais tempo, reescrevam o DL de forma legal e satisfatória para todas as partes!


    Não caiam na tentação de forçar a manutenção do artigo do "apagão" do tempo de serviço, porque o mesmo não tem base legal para ser aplicado!


    Pensem também na criação de uma outra categoria (grau 2) para fazer o serviço que os ex Aux faziam!


    Apliquem aos OJ a recupração temporal que foi dada aos professores!


    Sejam justos e rápidos!...


    Abraço.

    ResponderEliminar
  51. Anónimo8/7/25 16:44

    A lista jamais se tornará definitiva em Setembro, por mais que queiram, eu vou recorrer a acção judicial, contra a gritante injustiça, e no final eu estarei colocado num novo escalão e portanto a lista estará errada. Como eu irá recorrer muita mais gente de certeza absoluta, incluindo os Sindicatos (mas não coloco as minhas mãos no fogo). Portanto, o movimento poderá não ser realizado por qualquer outro motivo, agora dizer que é para a lista se tornar definitiva é atirar areia para os olhos dos OJ, dado que irão existir imensas alterações posteriores, quase a lista saia agora ou em Setembro. Mesmo que o movimento seja em Julho, Setembro, Outubro, Novembro ou até para o ano, enquanto não resolverem todos os imbróglios que criaram continuarão a existir ações judiciais e reformulações.

    ResponderEliminar
  52. Anónimo8/7/25 18:16

    Andam a gozar com os Oficiais de Justiça ou lá como lhes queiram chamar. 
    Quem tem crianças e os tem de matricular em creches ou escolas, arranjar casa... Como fazem? É que depos não têm vagas para os seus filhos. Será que pensam nestes assuntos. 
    E quem está desesperadamente à espera do movimento, exausto e com o desejo de ir para casa ou mais para perto de casa, para puderem verbe estar com a família. 
    O estatuto ainda não saiu e como é que de 3 movimentos anuais, passamos a 1 e agora a nenhum!?!?!? 
    Sindicatos, isto não pode ser bem acontecer. 

    ResponderEliminar
  53. Anónimo8/7/25 20:36

    É com dedicatória ao SFJ e ao SOJ, o seguinte provérbio:


    ResponderEliminar
  54. Anónimo8/7/25 20:45

    Ele deve ter ouvido um ganbuzino e confundiu com um pássaro.
    Como se gerir duas categorias não fosse 50x mais fácil que gerir 7.🤦
    Enfim, com cada cromo. 

    ResponderEliminar
  55. Anónimo8/7/25 20:54

    Bem, são quase 21 horas.
    À exceção de 2 ou 3 comentadores, que demonstraram preocupações dignas de atenção, os restantes já podem parar de dizer merda e fazer rom rom com o miau.
    Voltem amanhã depois pensarem duas vezes.
    Ok?

    ResponderEliminar
  56. Anónimo8/7/25 21:22

    Já  agora, para quando o pagamento relativo ao período  probatório, do qual já fomos notificados há mais de um mês? Ninguém dá cavaco!@@

    ResponderEliminar
  57. Anónimo8/7/25 23:47

    Mesmo assim ainda há quem considere que foi um bom acordo (que de acordo não teve nada)?

    ResponderEliminar
  58. Anónimo9/7/25 00:58

    Não inventem!
    A DGAJ prometeu e cumpriu.
    No dia 30 de junho, foi já ao final do mesmo, mas cumpriu.
    Pôs ou não pôs cá fora as listas do pessoal para que cada um soubesse afinal para que nível da tabela única iria transitar?
    Está bem que nada acrescentou ao que aqueles que já vinham acompanhado o processo e se tinham preocupado em verificar a equivalência sabiam desde que foi tornado público o DL 27/2025, para quem aquilo foram "peanuts" e só areia para os olhos, mas para muitos dos oficiais de justiça terá sido uma novidade de alguma espécie.
    E há que reconhecer que é uma folhinha muito bonitinha e bem elaborada, que poderá ter diversas serventias, nomeada e principalmente aquela que alguns estão a pensar... porque, de resto, pelo menos para concorrer aos nossos típicos movimentos é que não terá a mais pequena utilidade.  
    Me engana que eu gosto, Pipinha!
    E, sindicatos, "Balada do Outono" nos cantai.

    ResponderEliminar
  59. Anónimo9/7/25 01:12

    O SOJ não vai participar mas aderiu ao pré-aviso do SMMP, logo, eureka!
    Todos os oficiais de justiça que o desejem poderão secundar os magistrados do ministério público nesta sua - deles - jornada de luta.

    ResponderEliminar
  60. Anónimo9/7/25 01:31

    Listas?
    Quais listas?
    Qualquer pessoa, oficial de justiça, magistrado, trolha ou banqueiro, pegava nas nossas listas de antiguidade, pesquisava na net, com os dados de quem quisesse saber, por lista de progressão de escalão, apurava a última subida de cada indivíduo, via o índice e fazia a correspondência.
    Aquilo a 30 de junho não passou duma manobra para ganhar tempo e empatar relativamente ao problema real que é a tutela entender que os movimentos não fazem qualquer sentido agora que as comarcas podem alocar funcionários às unidades orgânicas que bem entenderem.
    Pensem bem: Qualquer um de nós sozinho não conseguiria fazer a lista em poucos dias desde que nos fossem dados os critérios para a elaborar?...

    ResponderEliminar
  61. Vanda Imperial9/7/25 08:27

    Mais valia que no anterior movimento tivessem deixado todos concorrer com as categorias antigas, ora extintas...

    ResponderEliminar
  62. Anónimo9/7/25 09:09

    Naturalmente. Uma lista de 6000 oj´s, qualquer "nabo" faz isso em menos de uma semana.

    ResponderEliminar
  63. Anónimo9/7/25 09:36

    É demasiado grave, por isso mesmo, porque vedaram o movimento ordinário, e agora, ao que tudo indica, da maneira que a situação se prevê arrastar, não haverá movimento este ano.

    ResponderEliminar
  64. Anónimo9/7/25 10:52

    Se os critérios forem aqueles de que tenho ouvido falar, mais de 3000 não mexem nada, ficarão exatamente como estão.
    Quanto aos outros 3000, é só pegar nas duas listas de antiguidade anteriores e intercalar.
    Sem algoritmos, apenas com as minhas parcas habilitações.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Ministério da Justiça já tem novos mapas de pessoal da 1ª instância

A carreira dos Oficiais de Justiça é a terceira mais envelhecida da Administração Pública

Mais um acordo assinado e foi “uma grande vitória” e foi “o que se conseguiu”, diz o SFJ